Preso em NY, Marin vai a parques, ao supermercado e frequenta a igreja


O ex-presidente da CBF José Maria Marín
O ex-presidente da CBF José Maria Marin deixa o Tribunal do Distrito Leste, em Nova York - 13/04/2016(Kena Betancur/AFP)
O único dirigente brasileiro preso no escândalo de corrupção da Fifa, José Maria Marin já não fala de futebol, não tem contato com cartolas e nem acompanha os resultados de seu time, o São Paulo. Em prisão domiciliar em seu apartamento de luxo em Nova York, Marin aguarda seu julgamento e a próxima audiência no início de agosto. E começa a ganhar uma liberdade cada vez maior.
Em um ano, Marin foi obrigado a buscar mais de 60 milhões de reais em garantias de crédito para sua fiança, para pagar por sua segurança e por um pequeno batalhão de advogados na Suíça, nos EUA e no Brasil.
Com 84 anos, Marin foi autorizado a permanecer no apartamento. Pouco a pouco, sua rotina ganhou ares de liberdade. Nos primeiros meses era obrigado a manter um segurança na porta de seu apartamento 24h e usar uma tornozeleira. Mas hoje não precisa ser vigiado da mesma forma.
Às segundas, quartas e sextas, ele desce até a academia no prédio para fazer exercícios e esteira, sem qualquer segurança. Às terças, pode ir ao supermercado. Toda quinta-feira, tem o direito de sair, entre as 13h e as 17h, em uma "programação livre". Caminha pelos parques, vai a lojas de CDs e livrarias, sempre acompanhado por um segurança. Aos domingos, vai à Igreja com a mulher, Neusa. Marin também vai ao escritório de seus advogados e, se necessário, ao médico. Depois de exames, foi constatado que está bem de saúde.
Ele recebe todos os dias o jornal New York Times, ao qual dedica boa parte de sua manhã. Na semana passada, mostrou a seu advogado uma notícia: a da extradição de Julio Rocha, seu ex-companheiro na Fifa e também preso no mesmo dia que ele.
O que o preocupa é a crise política no Brasil. Mostrando-se alarmado, acompanha o caso pela imprensa. Ele sempre foi contrário à presidente afastada Dilma Rousseff e nunca escondeu de amigos a falta de simpatia ao governo.
Sua rotina se contrasta com a vida pré-prisão, com agenda repleta de encontros, viagens e bajulação. Hoje, não recebe visitas nem telefonemas de dirigentes de clubes, o que era diário até 27 de maio de 2015. Os contatos com CBF, com Marco Polo del Nero e com Ricardo Teixeira são proibidos.
Delação - Sua defesa garante que não existe qualquer plano de um acordo de delação premiada. O argumento dos advogados é de que as provas contra Marin são frágeis e não são suficientes para convencer o juiz a condená-lo. O Departamento de Justiça dos EUA tem até o final de junho para apresentar à corte provas contra Marin.
Há poucas semanas, um de seus quatro advogados comentou que a escolha do dirigente de trazer Dunga de volta à seleção havia sido um "desastre". Ele riu.
(Com Estadão Conteúdo)

Zeca Dirceu lidera invasão nas 3 escolas de Maringá


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O deputado Zeca Dirceu (PT) – filho do ex-ministro Zé Dirceu preso pela Lava Jato e condenado pelo juiz Sérgio Moro – é um dos principais articuladores e incentivadores da invasão de três escolas em Maringá, deixando centenas de estudantes sem aulas, professores, mães e pais preocupados. Pelo instagran, o deputado já pede alimentos, cobertores, produtos de limpezas como doações para os estudantes nas escolas. Nada disso falta nas escolas de Maringá.
Dirceu, o filho, votou contra o impeachment de Dilma e recentemente teve um ex-assessor preso por assalto a mão armada e molestamento sexual na Argentina. O deputado também recebeu dinheiro de Milton Pascowitch, delator na Operação Lava Jato. O lobista doou R$ 10 mil na campanha de deputado federal do petista em 2010. O irmão de Pascowitch, José Adolfo e outro lobista Julio Camargo também doaram R$ 10 mil cada para Zeca Dirceu.
Milton e seu irmão são donos da Jamp Engenheiros Associados, pivô da chamada fase Pixuleco da Lava Jato. A empresa foi usada pela Engevix para pagar propinas a José Dirceu, incluindo a reforma de uma casa, no valor de R$ 1,3 milhão, e na contratação de táxi aéreo, segundo as investigações.
Na campanha de 2014, a Engevix repassou R$ 570 mil para a campanha do filho de Dirceu. Neste ano, a empreiteira foi a maior doadora da campanha de Zeca Dirceu – 28% dos R$ 2 milhões declarados pelo petista. A Engevix firmou R$ 4 bilhões em contratos com a Petrobras, incluindo obras do pré-sal.

Rombo de 250 bilhões nos fundos de pensão



Uma das principais notícias do dia foi dada por Sonia Racy: o rombo dos fundos de pensão das estatais pode chegar a 250 bilhões de reais.
É mais de quatro vezes o número divulgado em abril -- 60,9 bilhões de reais.
De acordo com Sonia Racy, o governo interino deparou até com "investimentos" feitos na Venezuela.

Janot vai apresentar denúncias contra investigados na Lava Jato


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O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, vai aproveitar o feriado prolongado para acertar os últimos detalhes de inquéritos e deve oferecer ao Supremo Tribunal Federal uma série de denúncias de investigados na Lava Jato nas próximas semanas. Os alvos serão autoridades e ex-autoridades com conexão a pessoas com foro privilegiado ligadas ao PT e ao PMDB. Nas palavras de um investigador ouvido pela coluna, Janot vai “abrir as comportas que estão represando as denúncias”. As informações são de Débora Bergamasco na coluna Brasil Confidencial na IstoÉ.

Richa nomeia 26 novos procuradores do Estado


Governador Beto Richa.Foto:ANPr
O governador Beto Richa assinou decreto nomeando 26 novos procuradores do Estado que vão atuar nas regionais da Procuradoria-Geral do Estado no interior. “É lá que estão as maiores carências, além de ser a melhor escola para os procuradores em início de carreira”, destacou o procurador-geral do Estado, Paulo Sérgio Rosso. Algumas regionais como Paranaguá, Cornélio Procópio, União da Vitória e Paranavaí eram atendidas por apenas um procurador e agora receberão um reforço.

Carreta abandonada pega fogo em Curitiba e bombeiros acreditam em ação de vândalos


Por Marina Sequinel e Flávia Barros
(Fotos: Colaboração e Flávia Barros – Banda B)

incêndio de uma carreta mobilizou o Corpo de Bombeiros (CB) no bairro Tarumã, em Curitiba, na manhã deste sábado (28). O veículo estava abandonado na Rua Engenheiro Farid Suguri, ao lado do estádio do Pinheirão.
Segundo o soldado Lourival, do CB, tudo indica que a carreta tenha sido incendiada por vândalos. “Aqui é um local abandonado e nós encontramos mais dois veículos nessa situação, o que aponta para ações criminosas”, explicou ele em entrevista à Banda B.
A carreta que pegou fogo na manhã de hoje é utilizada no transporte de refrigerado e tem uma espuma própria para isolamento. “Nós fomos acionados e, ao chegar no local, iniciamos o trabalho para apagar as chamas. Ainda há bastante fumaça, mas a situação está controlada. Agora estamos na parte do rescaldo”, finalizou o soldado.
Os bombeiros continuam a atuar no local para extinguir completamente as chamas.

Com boa atuação de Ewandro, Atlético vence Figueirense e deixa a lanterna do Brasileirão


Por Pedro Melo

Ewandro marcou pela primeira vez no Brasileirão. (Divulgação/Atlético)
Ewandro marcou pela primeira vez no Brasileirão. (Divulgação/Atlético)
O Atlético conseguiu sua primeira vitória dentro do Campeonato Brasileiro e muito se deve a boa atuação de Ewandro. O atacante foi responsável pelo primeiro gol, fez uma bela jogada no tento de Thiago Heleno e ajudou no triunfo atleticano sobre o Figueirense por 2 a 1.
Os dois gols do Rubro-Negro foram marcados na etapa inicial. Aos 23 minutos, Eduardo cruzou a bola na área e Ewandro mandou de cabeça para o fundo das redes. Já aos 43, Ewandro passou por três marcadores pelo lado esquerdo e Thiago Heleno fez mais um. Já no segundo tempo, a defesa atleticana bobeou e Bruno Alves descontou.
Com o resultado, o Furacão deixa a lanterna do Brasileirão e fica provisoriamente na 16ª colocação, com quatro pontos. Na próxima rodada, o Atlético encara o Internacional na quarta-feira (01), às 21h, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Furacão abre dois gols de vantagem
Precisando do resultado, o Furacão começou a partida todo no ataque e pressionando o adversário. O primeiro lance aconteceu aos 17 minutos em que Nikão recebeu cruzamento na área e cabeceou no travessão. Porém, na segunda finalização, o Rubro-Negro não desperdiçou. Após novo levantamento, André Lima não alcançou e Ewandro mandou para o fundo das redes.
Depois de abrir o marcador, o Atlético mudou a forma de jogar e deu espaço para o Figueirense que passou a dominar a partida. A melhor chance aconteceu quando Ayrton cruzou a bola na área e Rafael Moura mandou na trave. Porém, antes do intervalo, o Furacão deixou mais uma vez sua marca. Ewandro fez grande jogada pelo lado esquerdo e o zagueiro Thiago Heleno marcou o segundo gol atleticano.
Figueirense desconta, mas Atlético vence
Na volta do intervalo, o Rubro-Negro entrou em campo disposto a marcar o terceiro gol, mas parou no goleiro Gatito Fernández. Primeiro, Vinícius mandou de carrinho e o goleiro do Figueirense fez uma defesa sensacional e depois, Otávio tentou marcar e Fernández impediu.
Quando menos se esperava, a defesa atleticana bobeou e o time catarinense descontou. Após cruzamento na área, ninguém marcou e Bruno Alves mandou de cabeça para o fundo das redes. Nos acréscimos, o Figueirense deu um grande susto na torcida rubro-negra. Dudu acertou a bola no travessão e no rebote, Bady chutou pela linha de fundo.
FICHA TÉCNICAATLÉTICO 2X1 FIGUEIRENSE
Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR).
Data: 28 de maio de 2016.
Horário: 18h30.
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (PE).
Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Marcelino Castro de Nazaré (PE).
Público e renda: 10.479 pagantes/12.102 presentes/R$ 172.350,00
Atlético: Weverton; Eduardo, Cleberson, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani (Deivid) e Vinícius; Ewandro (Pablo), Nikão e André Lima (Walter).
Técnico: Paulo Autuori.
Figueirense: Gatito Fernández; Ayrton, Bruno Alves, Jaime e Marquinhos Pedroso; Elicarlos, Jocinei (Ortega), Ferrugem (Dudu) e Bady; Ermel (Guilherme Queiroz) e Rafael Moura.
Técnico: Vinicius Eutrópio.
Cartões amarelos: Jaime (FIG); André Lima e Thiago Heleno (CAP).
Gols:
 Ewandro (CAP), aos 23′ do primeiro tempo, Thiago Heleno (CAP), aos 43′ do primeiro tempo, e Bruno Alves (FIG), aos 29′ do segundo tempo.

Mulher que teve filho morto pelo ex-marido é assassinada na RMC


Por Marina Sequinel e Daniela Sevieri

Um assassinato chocou os moradores da Lapa, na região metropolitana de Curitiba, no fim da tarde desta sexta-feira (27). Uma mulher de 48 anos foi morta com quatro tiros por um motociclista na Rua Professor Raimundo, na Vila do Príncipe.
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(Foto: Rede News 24 Horas/Colaboração)
“Ela tinha saído de casa para tratar os cavalos quando passou um sujeito de moto e disparou contra ela. Ela foi atingida na cabeça, no ombro, abdômen e na mão. Uma das balas chegou a ficou alojada no pulmão”, contou Adenílson Padilha, que tem um grupo de notícias na cidade, em entrevista à Banda B.
Segundo ele, Rosemeire chegou a ser socorrida à Unidade de Pronto Atendimento da cidade pela Polícia Militar. A vítima, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo.
Tragédia em família
A vítima é ex-mulher de Gilson do Vale, suspeito de matar o filho dos dois, Emerson do Vale Ribeiro, de 23 anos, a tiros no dia 20 de dezembro do ano passado.
Horas antes do crime, os dois se desentenderam e chegaram a ir até a delegacia, onde assinaram Termo Circunstanciado (TC).
Ainda não há informações se a morte de Rosemeire tem ligação com esse crime. A Polícia Civil da região deve investigar o caso.

Comando Vermelho estaria ‘caçando’ estupradores no Morro da Barão


Estadão




Em uma região em que as favelas são quase todas controladas por quadrilhas de milicianos, o até agora desconhecido Morro da Barão surge como uma exceção. Parte do Complexo de São José Operário, que se espalha por Jacarepaguá, na zona oeste carioca, a Barão é dominada por traficantes vinculados à facção criminosa Comando Vermelho (CV). O que pode ser muito ruim para os estupradores da adolescente de 16 anos. A facção não aceita violência sexual em seus domínios.
Desde a noite de anteontem, circulam nas redes sociais relatos de que os agressores sexuais da Barão estão sendo caçados pelos traficantes. Alguns deles já teriam sido capturados, torturados e mortos, com detalhes sinistros, como decapitação e mutilação dos órgãos genitais. A polícia não confirma as informações.
Para um PM ouvido pelo Estado, as lideranças do CV na favela não devem ter ordenado o estupro coletivo, que teria sido praticado por traficantes jovens, sem funções de comando na quadrilha. A repercussão e o assédio de policiais e jornalistas a um morro até então discreto teriam irritado a cúpula da facção.
O Complexo de São José Operário abrange áreas populosas da Baixada de Jacarepaguá, como Campinho, Covanca, Taquara e Praça Seca, por onde passa a Rua da Baronesa, principal acesso à favela.
Como outras comunidades da zona oeste, as que integram o complexo foram atacadas, nos primeiros dez anos da década passada, por milicianos.
Formadas por policiais e ex-policiais militares, profissionais que passaram pelo Corpo de Bombeiros e pelas Forças Armadas e por trabalhadores do setor de vigilância particular, as milícias expulsaram as quadrilhas do tráfico de drogas de quase toda a zona oeste.
Só que os traficantes conseguiram, nos três últimos anos, retomar o domínio da favela. Inicialmente, de acordo com a s investigações policiais, porque compraram da milícia o direito de voltar a vender drogas, especialmente cocaína e maconha, nas “bocas”.
Depois desse retorno, os traficantes do CV entraram em confronto com inimigos da facção Amigos dos Amigos (ADA), também interessados em se estabelecer na favela, já que a milícia havia abandonado a Barão. Nos confrontos, que duraram grande parte dos anos de 2012 e 2013, morreram pelo menos 12 pessoas.
Investigadores da Polícia Civil apontam que o tráfico de drogas na Barão tem como comandante o presidiário Luiz Cláudio Machado, o Marreta. Mesmo na cadeia desde 2014, ele dá ordens e é respeitado pelos traficantes que o representam na Barão e formam o chamado Bonde do Marreta.
Do sistema penitenciário de Bangu, na mesma zona oeste, Marreta passa as determinações ao seu gerente na Barão, o traficante Sérgio Luiz da Silva Júnior, que responde por vários apelidos, entre os quais Lobo Mau, Pará e Da Russa, o mais utilizado.
Pela captura de Da Russa, o site www.procurados.org.br oferece R$ 1 mil de recompensa a quem indicar seu paradeiro à Secretaria de Segurança do Estado do Rio. A ainda incipiente apuração policial indica que Da Russa desconhecia a realização do estupro coletivo.

Por que a vacina da dengue é tão cara?




Maior esperança no combate à doença no Brasil, a vacina contra a dengue deve custar tão caro que boa parte da população continuará sem usufruir de seus benefícios. Pior, o alto valor pode inviabilizar a adoção do medicamento pelo sistema público de saúde. O que era para ser alívio virou preocupação após o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, afirmar que cada dose pode chegar a R$ 400. Detalhe: são necessárias três para a imunização, o que dá um total de R$ 1,2 mil. Na esteira da declaração, o então ministro da Saúde de Dilma Rousseff, Agenor Álvares, afirmou que fica “praticamente impossível” incorporar o remédio ao programa nacional de vacinação. “Para o governo, o valor informado foi de 22 euros a dose (cerca de R$ 88). Mesmo com esse preço, o impacto é de R$ 10,5 bilhões ao ano, três vezes o orçamento do programa”, disse o ministro. “Sem dúvida, R$ 400 é impeditivo”, afirmou o infectologista Marcos Boulos, chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças de São Paulo, estado campeão de casos de dengue no Brasil. “É caro para o serviço público e muito provavelmente nós não vamos comprar nunca.”
Aprovada pela Anvisa no fim de 2015, a vacina contra a dengue espera a definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMed) – órgão composto por cinco ministérios que define o preço máximo dos remédios no País – para ser liberada, o que deve acontecer em meados deste ano. Apesar de o valor final ainda não estar definido, a declaração de Barbosa dá a tônica de quanto poderá ser preciso desembolsar caso se busque proteção contra a doença que mata centenas de brasileiros anualmente. Secretário-executivo da CMed, Leandro Safatle afirma que a precificação desta vacina é mais complicada porque se trata de um produto novo, sem referências. “Estamos desenvolvendo uma metodologia.”
Como o combate ao mosquito Aedes aegypti é muito deficiente no Brasil, a vacina é considerada a melhor chance para vencer a doença. Pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) calculou que em cinco anos os casos poderiam cair até 81% se fosse feita campanha via Sistema Único de Saúde (SUS) entre pessoas de 9 e 40 anos. Mesmo no cenário considerado mais realista, o de distribuição apenas a jovens de 9 a 16 anos, o número de registros já cairia pela metade. “Mas se o governo não adotar a vacina, a resposta será baixa”, diz o médico Denizar Vianna Araújo, responsável pelo estudo. Com o preço alto, a perda para a dengue se dá não só em vidas, mas também em dinheiro público. O custo da doença para o País pode chegar a R$ 4,7 bilhões por ano, de acordo com levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG) feito em 2015.
Diretora brasileira de planejamento estratégico de dengue da Sanofi Pasteurs, a empresa que desenvolveu a vacina, Amanda Pinho afirma que o laboratório não recebeu um posicionamento oficial da Cmed, mas que prepara um relatório de custo-efetividade com a sugestão de preço do medicamento para venda ao Ministério da Saúde. A pesquisa leva em conta os custos de produção e desenvolvimento do remédio, mas também o quanto ele pode ajudar o governo a economizar no tratamento de doentes. E o valor será “menor” do que os R$ 400 anunciados pelo presidente da Anvisa durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Continuamos otimistas (na distribuição da vacina pelo SUS) porque sabemos o benefício que podemos trazer para a saúde pública”, diz Amanda. Procurados, tanto o Ministério da Saúde quanto a Anvisa ressaltaram que, apesar da declaração de Barbosa, o preço definitivo ainda não foi estabelecido.
A boa notícia é que outras três vacinas contra a dengue estão em desenvolvimento e, quando começarem a chegar ao mercado (a partir de 2018, de acordo com os responsáveis), a concorrência deve fazer o preço cair, independentemente da avaliação da CMed.