Ensino religioso faz parte da grade curricular da rede municipal de Colombo


WEBMASTER 30 DE MAIO DE 2016

Objetivo da disciplina é levar aos pequenos o tema; respeitando a diversidade cultural e religiosa de cada estudante

 Os alunos do 4º e 5º ano da Escola Municipal Antônio Cavassin desenvolveram durante o segundo bimestre do ano letivo, diversas atividades voltadas à disciplina de Ensino Religioso. O principal objetivo da ação é respeitar todas as religiões, pois o estudo propõe ao aluno conhecer diversas culturas, tradições religiosas e suas manifestações – cumprindo a legislação, que exige sua obrigatoriedade nas escolas públicas do país.
A Secretária da Educação, Aziolê Maria Cavallari Pavin, destacou a importância de trabalhos que envolvem o ensino religioso nas escolas do município. “Nosso objetivo é promover a democratização sobre o universo religioso. Buscamos inserir conteúdos e atividades que contemplem as diferentes matrizes religiosas”.
Os estudantes desenvolveram tarefas e atividades sobre o tema “lugares sagrados”, em sala de aula e em casa com seus familiares. E, o resultado dos trabalhos foi à criação de diversas maquetes ilustrando os diferentes tipos de religiões. “As maquetes foram produzidas em conjunto, possibilitando o respeito à diversidade cultural e religiosa de cada pessoa”, ressaltou a diretora da Escola Municipal Antônio Cavassin, Cláudia Mara Choinski.
Vale lembrar, que a escola trabalha de acordo com o que é estipulado pela diretriz curricular – construída coletivamente com os professores do município e com Associação Inter-Religiosa de Educação (Assintec).
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Fotos: Divulgação/PMC

Mais duas ruas do Guaraituba serão asfaltadas


WEBMASTER 30 DE MAIO DE 2016

Dois trechos da Formosa do Oeste e também a Leônidas Alberti receberão pavimento

Na rua Leônidas Alberti serão pavimentados 1.155,95 metros com investimentos de R$ 2.070,107,25
Na rua Leônidas Alberti serão pavimentados 1.155,95 metros com investimentos de R$ 2.070,107,25
Na presença dos moradores Beti Pavin autoriza o início das obras de asfalto em dois lotes da rua Formosa do Oeste
Na presença dos moradores Beti Pavin autoriza o início das obras de asfalto em dois lotes da rua Formosa do Oeste
 A Prefeita Beti Pavin autorizou na semana passada, na presença dos moradores, o início das obras de pavimentação asfáltica em dois lotes da rua Formosa do Oeste e o trecho da rua Leônidas Alberti que vai da Estrada da Ribeira até a Cerro Azul, ambas no bairro Guaraituba.
“Neste pacote de obras de asfalto estamos priorizando as principais vias de acesso, as mais importantes do município, onde muitas delas passam ônibus. Tudo isso é para favorecer o trânsito de motoristas e pedestres oportunizando mais infraestrutura e incentivando o desenvolvimento econômico destas regiões”, destacou a Prefeita.
Rua Formosa do Oeste
Para os dois lotes da rua Formosa do Oeste serão investidos em mais de 1,3 quilômetros de extensão R$ 1.221.302,12. Os trechos vão da rua Antonio Fracaro, cruzando a já asfaltada Cerro Azul até a rua Paranaguá. O prazo para a execução de cada trabalho será de 210 dias.
Rua Leônidas Alberti
Beti Pavin também assinou o início das obras na rua Leônidas Alberti – que será asfaltada no trecho entre a BR 476 (Estrada da Ribeira) e a rua Cerro Azul. Ao total, serão pavimentados 1.155,95 metros da via pública e o valor do investimento será de R$ 2.070,107,25.
Vale lembrar que estas obras contarão com financiamentos do programa BRDE Municípios (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). “Em função da obtenção destes recursos vamos poder executar estas obras antes do previsto. Desta forma todos ganham, os moradores e o município”, disse a Prefeita de Colombo, Beti Pavin.
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Estavam presentes nos atos de assinatura o vice-prefeito, Ademir Goulart, os vereadores Nilvaldo JNP, Ratinho de Colombo e Renato Lunardon, lideranças locais e a população em geral.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Ministro da Justiça nomeia filho de sócio



Alexandre de Moraes nomeou Gustavo Marrone para a Secretaria Nacional de Justiça.
Segundo o Radar, Gustavo é filho do desembargador aposentado do TJSP Laerte Marrone de Castro Sampaio, um dos sócios do escritório Alexandre de Moraes Advogados Associados.

Bumlai diz que fez empréstimo fraudulento para PT por medo de invasão de terras


Pecuarista José Carlos Bumlai em depoimento em CPI do Congresso Nacional(Ueslei Marcelino/Reuters)
O empresário e pecuarista José Carlos Bumlai disse nesta segunda-feira ao juiz federal Sergio Moro que assinou um empréstimo fraudulento de cerca de 12 milhões de reais para o PT por medo de ser alvo de invasão de terras. Amigo do ex-presidente Lula, Bumlai foi o avalista de um empréstimo fictício junto ao Banco Schahin usado para pagar despesas eleitorais de 2004 e para repassar dinheiro de uma suposta chantagem feita pelo empresário Ronan Maria Pinto, em Santo André (SP).

Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, o empresário integrou um esquema de corrupção envolvendo a contratação da Schahin pela Petrobras para operação do navio sonda Vitoria 10000. A transação só ocorreu após o pagamento de propina a dirigentes da Petrobras e ao PT. A exemplo do escândalo do mensalão, o pagamento de dinheiro sujo foi camuflado a partir da simulação de um empréstimo no valor de 12,17 milhões de reais do Banco Schahin, com a contratação indevida da Schahin pela Petrobras para operar o navio sonda Vitoria 10000 e na simulação do pagamento do suposto empréstimo com a entrega inexistente de embriões de gado.
"Eu cometi um grande erro. Levado pela minha situação à época, que era proprietário de 210 mil hectares de terra, tudo produtivo, o PT assumindo o governo federal, nós éramos um grande alvo para invasões. Não falei 'não' até por uma questão de receio, mas também achei que o empréstimo não ia sair", disse ele ao juiz Sergio Moro. Em depoimento à Polícia Federal, Bumlai já havia admitido que o empréstimo era fictício.
Segundo a versão apresentada pelo pecuarista, que é réu na Operação Lava Jato, o pedido para a consolidação do empréstimo partiu do então tesoureiro do PT Delúbio Soares, embora o tema tenha sido tratado também pelo ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e pelo lobista Fernando Baiano. "Quando eu cheguei no banco, o empréstimo já estava totalmente aprovado. Só precisava de um trouxa que nem eu para assinar e ficar responsável por ele", relatou Bumlai. No depoimento, o empresário, que enfrenta um tratamento de câncer, pediu que o juiz Sergio Moro seja "misericordioso" com ele em seu julgamento.

Relator no Conselho de Ética decide pedir a cassação de Cunha

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comparece ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), para fazer sua defesa. Cunha é alvo de um processo por quebra de decoro por supostamente ter ocultado contas bancárias secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras - 19/05/201(Antonio Cruz/Agência Brasil)
Ignorando a pressão de aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) vai pedir a cassação do mandato do presidente afastado da Câmara dos Deputados. A decisão consta em relatório final do processo por quebra de decoro contra Cunha no Conselho de Ética. O documento será protocolado nesta terça-feira.
Conforme o site de VEJA apurou, Rogério vai se amparar em artigo do Código de Ética que determina que são procedimentos puníveis com a perda do mandato omitir intencionalmente informação relevante ou prestar informação falsa em declarações relativas aos dados do Imposto de Renda.
Em depoimento prestado à CPI da Petrobras em março do ano passado, Cunha negou ter contas fora do país. Disse ele: "Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu imposto de renda". O Ministério Público da Suíça, no entanto, comprovou a existência dessas contas que, para a força-tarefa da Operação Lava Jato, serviriam como um caminho para mascarar o recebimento de propina no petrolão.
No mesmo depoimento à CPI, Cunha afirmou ainda que não recebeu "qualquer vantagem ilícita ou qualquer vantagem com relação a qualquer natureza vinda desse processo". Um ano depois, ele virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro após denúncia do Ministério Público apontar que ele teria recebido pelo menos 5 milhões de dólares em propina retirada do contrato de um navio-sonda afretado pela Petrobras.
Em andamento no Conselho de Ética há quase sete meses, o processo contra Cunha é o mais longo da história da Casa e sofreu uma série de obstruções ao longo do caminho. A última delas foi dada na semana passada, quando o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que não poderiam ser usadas no relatório final as denúncias de que Cunha recebeu propina, conforme disseram testemunhas à Procuradoria-Geral da República e também pessoalmente no conselho.
O presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), estuda recorrer da decisão com uma ação no STF. A medida daria ainda mais respaldo ao relatório pela perda de mandato, já que o relator decidiu acatar a determinação e incluiu em seu parecer apenas a denúncia sobre a omissão das contas. Ao longo do relatório, no entanto, deve ser mencionado todo o material colhido pelo conselho - que traz à luz o envolvimento do peemedebista no escândalo que sangrou os cofres da Petrobras.
Nos bastidores, o placar é apertado e ainda incerto: aliados de Cunha calculam um resultado contra a cassação por 11 votos a 9. Já adversários do peemedebista acreditam que o resultado ficará em 10 a 10, e, dessa forma, o presidente José Carlos Araújo daria o voto de minerva pela perda do mandato.
Aliados de Cunha tentaram um acordo para evitar a punição máxima ao peemedebista, que o deixaria inelegível por oito anos. Eles apelam ao sentimento de "gratidão" por ter instaurado o processo deimpeachment contra a presidente Dilma Rousseff e pedem por uma medida intermediária, como a perda da presidência e a suspensão do mandato.
A previsão é a de que o relatório do deputado Marcos Rogério seja lido nesta quarta-feira e votado na próxima semana. É esperada uma série de recursos de Cunha na Comissão de Constituição e Justiça e também no Supremo Tribunal Federal. A decisão definitiva será dada em plenário, quando todos os parlamentares vão analisar, em voto aberto, o futuro político de um dos principais caciques do PMDB.

Marcus Melo: “A melhor reforma política foi feita pela Lava Jato”


O cientista político confia na independência das instituições e diz que os setores interessados em frear as investigações não terão sucesso

RUAN DE SOUSA GABRIEL
30/05/2016 - 08h00 - Atualizado 30/05/2016 16h12
Marcus Melo cientista político (Foto: Leo Caldas/ÉPOCA)
Michel Temer assumiu a Presidência da República empunhando a bandeira das reformas e declarou apoio à Operação Lava Jato em seu primeiro discurso. O cientista político Marcus Melo, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), defende que a reforma política já avançou – não por causa do governo, mas graças à República de Curitiba. Ao mandar políticos e empreiteiros corruptos para a prisão, a Lava Jato contribui para a moralização dos hábitos políticos nacionais com a punição ao financiamento eleitoral corrupto. Em entrevista a ÉPOCA, Melo afirma que as investigações podem desestabilizar o governo Temer e elogia o protagonismo do Judiciário: “Um país muito melhor está emergindo do bom funcionamento das instituições”.
ÉPOCA – O governo Temer tem chances de dar certo?
Marcus Melo –  Numa conjuntura excepcional, dar certo significa estabelecer as bases da transição, abrindo terreno para 2018.  O governo pode ser bem-sucedido pela reversão de expectativas. Ou fracassar retumbantemente. Logo após a posse, escrevi que o governo Temer viveria uma “lua de mel presidencial” em uma ilha sujeita a tsunamis. Os tsunamis poderão vir de Curitiba, arrastando ministros ou o próprio presidente. O tsunami chegou mais cedo do que esperado. O episódio Romero Jucá tem potencial explosivo. Em um certo sentido, o governo Temer deu resposta célere nesse episódio.
ÉPOCA – De que depende a superação da crise?
Melo – 
 Joga a favor a recuperação cíclica da economia que virá. A natureza da crise econômica ajuda:  não se trata ainda de crise hiperinflacionária ou crise de balanço de pagamentos com crise cambial, o que implicaria negociações dramáticas com instituições multilaterais. O que há de emergência é na área fiscal, com acirramento no plano subnacional: os Estados não têm dinheiro para pagar o funcionalismo. A questão de fundo no plano federal refere-se à deterioração das expectativas e nesse plano pode-se ter sucesso com decisões de equipe econômica muito qualificada, que garantem “ganhos reputacionais”. Mas o governo propõe uma agenda de reforma que tem custos concentrados no curto prazo e benefícios difusos no tempo. O que tende a produzir insatisfação. A instabilidade potencial está localizada na interface com a sociedade e com a Lava Jato, não com o Congresso. A queda de Jucá debilita a negociação com o Congresso, mas significa um foco a menos de incerteza.
ÉPOCA – Temer tem liderança suficiente para conquistar apoio no Congresso e na sociedade?
Melo – 
Temer não tem brilho próprio, mas presidia o maior partido do país e foi três vezes presidente da Câmara dos Deputados: seu capital é “congressual”, não popular.  Não se trata exatamente de governo de salvação nacional, mas de um governo de transição: uma solução constitucional resultante da débâcle do governo anterior. A falta de carisma do Temer pode jogar a seu favor. Ele desperta menos resistência por não se apresentar como protagonista da mudança, mas como peça acessória.
ÉPOCA – A agenda anticorrupção prosperará no governo Temer?
Melo – 
Uma coisa é agenda, outra coisa é a ação das instituições anticorrupção. Não acredito que Temer tenha exatamente uma agenda anticorrupção, mas as instituições de controle se fortaleceram muito, e isso não tem volta.  Os setores que estão no governo têm interesse em frear a Lava Jato, mas não terão sucesso.
ÉPOCA – O medo de cair nas garras da Lava Jato influenciou o Congresso a votar pelo impeachment?
Melo – A divulgação dos áudios de Romero Jucá corroborou o que todo o país já esperava: muitos membros do PMDB e diversos partidos estão envolvidos com corrupção e tinham a expectativa de que, sob o novo governo, teriam uma sobrevida em virtude de uma eventual desmobilização social e alguma coordenação governamental nesse sentido. A prova final de que essa estratégia não terá sucesso dependerá do que acontecer com Jucá. Mas o próprio imbróglio já mostra que as instituições de controle continuam independentes e ativas. Setores ligados ao governo encontram-se agora na desconfortável posição de apoiadores da República de Curitiba, que tanto combateram.
ÉPOCA – Tínhamos um Executivo paralisado, um Legislativo ameaçado por investigações de corrupção e um Judiciário que age como um poder moderador. Quais instituições se fortaleceram?
Melo –
 A paralisia do Executivo sob Dilma resultou da combinação de dois eventos de proporções dantescas: a maior crise econômica do século e o maior escândalo de corrupção da história. A crise econômica foi engendrada pelo governo por uma sucessão de medidas macroeconômicas erradas. A Lava Jato foi produto da efetividade da ação combinada e exemplar da Justiça Federal, do Ministério Público e da Polícia Federal. Um país muito melhor está emergindo do bom funcionamento das instituições. Há, sim, uma agenda de reformas que precisa avançar, mas a melhor reforma política foi feita pela Lava Jato: a punição exemplar do financiamento eleitoral corrupto.
ÉPOCA – O protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) é bom ou ruim para a democracia?
Melo – 
O STF tem funcionado com grande independência, garantindo direitos e o devido processo legal. Hoje, taxistas discutem decisões tomadas pelos ministros do STF, o que é muito bom. O STF esteve sob intenso bombardeio dos governos do PT – que, agora, tenta judicializar o impeachment e, ao mesmo tempo, torce para que a Lava Jato atinja o governo interino. Esse movimento só legitima e fortalece a instituição. O STF tem lidado simultaneamente com duas tarefas hercúleas: o julgamento de membros da elite econômica e política e a condução do processo do impeachment.
ÉPOCA – O que significa a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara para o futuro do governoTemer?
Melo –
 O afastamento de Cunha trará ganhos políticos para Temer, pois a narrativa de uma aliança Temer-Cunha se fragiliza. Reformas impopulares pautadas na Câmara dos Deputados por Cunha seriam explosivas politicamente. Apesar de sua influência no baixo clero, Cunha não terá condições de contar com a maioria absoluta necessária de parlamentares para sustar o andamento da ação que corre contra ele. Há interesse do governo e da própria Câmara na sua destituição, que não tardará.  Cunha foi elemento estratégico do impeachment. Não só contra, mas também a favor do governo. Embora controlasse a admissibilidade do pedido de impeachment, ele também definiu os termos dessa admissibilidade. Por decisão dele, a justificativa jurídica do impeachment restringiu-se a temas fiscais, porque tudo o que se relacionava à Lava Jato também o afetava. Se tivesse sido diferente, a narrativa do “golpe” não seria viável.
ÉPOCA – Estamos vivendo o fim de um ciclo político?
Melo –
 Sim. É o fim de um ciclo e seu legado será o que fica da era de ouro do governo Lula e o fracasso retumbante do governo Dilma. O governo do PT foi o showcase do que Jorge Castañeda (ex-
chanceler mexicano) chamou esquerda responsável, que combinava inclusão social e estabilidade macroeconômica, em oposição à esquerda populista. O governo Dilma foi marcado pelo populismo macroeconômico, que levou o país à ruína, e pelo maior escândalo de corrupção da história. O governo Temer é a transição para um novo ciclo de inclusão com sustentabilidade fiscal.
ÉPOCA – O que esperar do PT na oposição?
Melo – 
O colapso do governo do PT levou a uma das maiores humilhações públicas da esquerda na história recente. O PT sai extremamente fragilizado. Perdeu sua base organizacional no governo federal e, na sequência, perderá o governo de Minas e será reduzido ao que era em 1989. O PT viu erodir sua identidade partidária, que era forte, devido à perda da bandeira da ética na política. E mais: ao adotar o programa de seu adversário, viu sua identidade programática ir para o ralo. A conjugação de erosão da identidade partidária, devido a escândalos de corrupção, e a convergência programática com outras legendas são a receita para a ruína dos partidos. O mantra do “golpe” passou a ser a tábua de salvação do PT após a derrocada do governo Dilma. O PT enfrentará a tarefa penosa de reconstrução e muito dificilmente terá sucesso em 2018.

Silveira alega pressão familiar para deixar o Ministério da Transparência


Temer tinha ligado para ele e dito que o manteria no cargo

MURILO RAMOS
30/05/2016 - 20h15 - Atualizado 30/05/2016 20h25
Fabiano Silveira anunciou que irá deixar o Ministério da Transparência (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Mesmo após o presidente interino Michel Temer ter dito que o manteria à frente do Ministério da Transparência, Fabiano Silveira não aguentou as pressões de servidores da Controladoria- Geral da União (CGU), que pediam a sua saída, e desistiu de continuar. A assessores, Silveira afirmou que tomou a decisão após ser pressionado pela família. Ele é servidor concursado do Senado e abriu mão do mandato (ainda teria um ano e meio pela frente) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para assumir o posto. Silveira foi flagrado em conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros, dando orientações e informações sobre a Lava Jato. A situação de Silveira piorou após a divulgação de uma carta da Transparência Internacional, que defendeu a exoneração de Silveira

Alteração em lei permite transporte de bicicletas nos táxis de Curitiba


Da Redação com CMC

Foi aprovada nesta segunda-feira (30), na Câmara Municipal, alteração em lei para permitir a instalação de suportes para bicicletas nos táxis de Curitiba. Autor do projeto aprovado em primeiro turno, Bruno Pessuti (PSD) defende que a alteração na norma permitirá a autorização ao “transbike” permanente, independentemente de mudanças no comando da prefeitura, e evitará eventuais questionamentos da Urbs à iniciativa.
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Foto: CMC
“A ideia é promover a mobilidade urbana na cidade e que a autorização seja expressa na lei, para que a Urbs não possa questionar futuramente os ‘transbikes’, cuja instalação ficará a critério do taxista. Essa possibilidade é um diferencial ao sistema para atrair mais passageiros”, explicou Pessuti. Segundo o autor, “a prefeitura, em parceria com radiotáxis, implantou um projeto-piloto após o protocolo da proposta de lei [em setembro de 2015]”.
Pessuti argumentou que o ciclista terá a opção de fazer parte do trajeto de bicicleta e se chover, ou a região não possuir malha cicloviária adequada, por exemplo, poderá chamar um táxi com o dispositivo. O vereador sugere que a disponibilidade do “transbike” seja informada nos aplicativos para solicitar o serviço. “A medida também pode ser útil para o turismo na cidade”, acrescentou. O suporte seria instalado no teto, engate ou porta-malas do veículo.

DER autoriza reajuste das passagens de ônibus intermunicipais


Da Agência de Notícias do Paraná

Foi autorizado nesta segunda-feira (30) o reajuste das tarifas de 704 linhas dos transportes rodoviário intermunicipal e metropolitano. O aumento, aprovado pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar), passa a valer a partir da zero hora de quarta-feira, 1.º de junho.
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Foto: Prefeitura de Curitiba
Para as regiões metropolitanas, com exceção de Curitiba, a alta foi de 8,96%. Já nas viagens intermunicipais, o aumento será de 8,97%. O reajuste é menor que o valor acumulado da inflação medido pelo IGPM, da Fundação Getúlio Vargas (que é de 11,09%) ou o medido pelo IPCA do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 9,48%.
Dois itens forçaram o aumento das tarifas: o reajuste de salários do setor e também a alta de combustíveis e derivados, que elevaram em 12 meses, respectivamente, 10% e 8,55%. Com isto, a tarifa mínima para o sistema rodoviário, para percursos até 15 km de extensão, passará a ser R$ 3,82.
As tarifas metropolitanas autorizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) são menores que as aplicadas em algumas cidades paranaenses. A partir de segunda-feira, as viagens entre Londrina e Cambé ou Londrina e Ibiporã custarão R$ 3,45, enquanto que a passagem na cidade é de R$ 3,60. O mesmo valor de R$ 3,45 será aplicado na região metropolitana de Maringá, onde se cobra R$ 4,00 por passagem pelo cartão avulso.
Há variações para cima ou para baixo, conforme o arredondamento da tarifa, que pode oscilar cinco centavos para facilitar o troco.
O DER é responsável pelas linhas metropolitanas do Interior, sendo que as da Região Metropolitana de Curitiba ficam ao cargo da Comec.
Confira o reajuste de algumas linhas:
INTERMUNICIPAL – ORIGEM DESTINO TARIFA ATUAL TARIFA REAJUSTADA
CURIITIBA – PONTA GROSSA 28,05 – 30,48
CURITIBA – LONDRINA 88,61 – 96,37
CURITIBA – FOZ DO IGUAÇU 143,7 – 156,35
CURITIBA – PATO BRANCO 99,7 – 108,44
CURITIBA – FRANCISCO BELTRÃO 111,41 – 121,19
CURTIBA – PARANAGUÁ 21,16 – 22,99
CURITIBA – GUARATUBA 30,34 – 32,97
CURITIBA – MATINHOS 25,75 – 27,99
CURITIBA – GUARAPUAVA 59,57 – 64,76
CURITIBA – CASCAVEL 116,04 – 126,23
CURTIBA – MARINGÁ 97,93 – 106,51
CURITIBA – ARAPONGAS 87,72 – 95,4
CURITIBA – JACAREZINHO 88,61 – 96,37
CURITIBA – IRATI 35,81 – 38,93
CURITIBA – CAMPO MOURÃO 103,24 – 112,29
LONDRINA – MARINGÁ 23 – 24,99
CASCAVEL – FOZ DO IGUAÇU 31,02 – 33,72

Mulheres denunciam tarado que segue ônibus e tira a roupa para passageiras no Centro de Curitiba


Por Marina Sequinel

Uma passageira do ônibus Jardim Izaura, em Curitiba, procurou a Banda B para denunciar a ação de um tarado na Rua João Negrão, próximo ao terminal do Guadalupe, no Centro. Segundo ela, o homem fica dentro de um Sandero prata, pelado ou apenas de camiseta, tocando nas partes íntimas enquanto segue o coletivo.
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Homem aparece apenas de camiseta e fica se tocando enquanto segue o ônibus. (Foto: Colaboração/Banda B)
“Todo dia eu saio do trabalho às 14h e pego o ônibus às 14h40 ou 14h45. Na sexta-feira passada, esse homem buzinou para chamar a atenção de quem estava no coletivo e começou a se insinuar e dar risada. Ele estava completamente nu, se tocando”, disse a jovem, que preferiu não se identificar, em entrevista à reportagem.
De acordo com ela, nesta segunda-feira (30), o mesmo Sandero emparelhou com o ônibus novamente. “Hoje ele estava só de camiseta branca, sem cueca nem nada, com o coletivo cheio de mulheres e crianças. Esse homem nos seguiu até o Jardim Botânico e depois sumiu. Mas dá muito medo, medo de ele esperar alguém descer no ponto ou no terminal e cometer algum ato. Eu até tirei foto, mas não consegui pegar o rosto dele”, completou.
O suspeito é branco, tem aproximadamente 30 anos e cabelos pretos. Em casos como esse, as autoridades orientam que as testemunhas denunciem o ato para a Polícia Militar, por meio do telefone 190.