Idosa que vendia drogas com a neta de dois anos ao lado é presa em Curitiba


Da Redação com PMPR

Uma idosa de 63 anos foi presa nesta quinta-feira (2) suspeita de vender drogas no bairro Boqueirão, em Curitiba. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe percebeu a atividade suspeita dela, que estava com a neta de dois anos ao lado, e de um jovem que fugiu com a aproximação da polícia.
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Foto: Divulgação PMPR
“A equipe estava em patrulhamento pela rua Paulo Setúbal, no bairro Boqueirão, quando observou uma senhora, de 63 anos, e um rapaz agindo de forma suspeita”, conta a auxiliar de relações públicas do 20º BPM, soldado Vyvian Tania Barião Rodrigues Ribeiro.
A senhora teria colocado algum objeto no bolso no momento em que foi abordada. Durante revista pessoal foi encontrada 152 pequenos pacotes com crack. Em seguida, buscas em sua residência resultaram na apreensão de R$ 104,30 em dinheiro.
A mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais cabíveis ao caso.

Carro parado atrás de guincho é prensado por caminhão e cinco ficam gravemente feridos


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

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Trabalho de socorro foi intenso no local de acidente (Fotos: Reprodução WhatsApp)

Um gravíssimo acidente deixou cinco pessoas feridas em estado grave, uma com sério risco de morrer, no início da tarde desta sexta-feira (3) na BR-116, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Um Corsa Classic foi prensado entre um guincho e um caminhão na pista sentido São Paulo.
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Duas vítimas estão em estado gravissímo
O agente Saltoni, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), falou sobre o que aconteceu na colisão.
“Foram cinco vítimas graves no veículo. O guinho estava removendo um caminhão na terceira a faixa, a da direita, e o carro parou atrás dele. Um caminhão veio com tudo, não freou e acertou em cheio o carro. O corsa ficou destruído”, descreveu à Banda B.
O socorro médico foi feito por meio de terra e ar, com o apoio do helicóptero da PRF. “ A princípio, era uma família que seguia viagem, uma vez que havia muita bagagem no automóvel”, afirmou o agente.
O trânsito ficou bloqueado devido ao acidente. “Provavelmente, faltou freio para o caminhão e o motorista parou em lugar perigoso, especialmente porque esse trecho não tem acostamento”, concluiu Saltoni.
Confira a relação das vítimas:
-Homem de 43 anos, motorista do veículo, socorrido em estado grave pelo helicóptero ao Hospital do Trabalhador;
-Mulher de 47 anos com ferimentos moderados ao Hospital São José;
-Mulher de 70 anos com ferimentos moderados ao Hospital São José;
-Mulher de 32 anos ao Hospital Evangélico, com ferimentos de leves para moderado;
-Adolescente de 16 anos ao Hospital Evangélico, com ferimentos de leves para moderado.


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Suspeito pela morte do filho e da ex-mulher é preso em mercado da RMC


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Suspeito pela morte da ex-mulher e do filho, Gilson do Vale foi preso pela Polícia Militar nesta quinta-feira (2), em um mercado de Contenda, na região metropolitana de Curitiba. Ele é investigado pela morte de Emerson do Vale Ribeiro, de 23 anos, e da empresária Rosimery Maier Dias, de 48 anos, no município da Lapa. Ele chegou a ser preso no ano passado pela morte do filho, mas foi liberado pela Justiça para responder ao processo em liberdade. Segundo a Polícia Militar, o mandato que estava aberto contra ele é relacionado apenas à morte do filho.
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Reprodução Facebook
Em entrevista à Banda B, o advogado de defesa de Gilson, Elias Mattar Assad, voltou a negar que o cliente tenha cometido o crime contra Rosimery e afirmou que ele estava em Araucária no dia do crime. “Após o habeas corpus ser concedido, nós o aconselhamos a não retornar para Lapa e que ficasse na casa do cunhado, em Araucária. Com esse episódio contra a Rosimery, ele disse que ficou surpreso e apontou até um possível traficante que poderia ter cobrado valor de drogas do filho para a ex-mulher”, disse.
Segundo Mattar Assad, hoje não há nenhuma prova de que Gilson tenha envolvimento na morte de Rosimery. “Estamos estudante profundamente essa morte e não nenhuma prova dessa conexão. Não foi ele quem cometeu esse crime”, concluiu.
Gilson matou o filho Emerson do Vale Ribeiro em dezembro do ano passado. De acordo com a polícia, os dois costumavam brigar constantemente por causa do vício de drogas de Emerson. A defesa afirma que o tiro aconteceu em um momento em que Gilson tentava conter
Crime contra empresária
Rosimey foi morta com quatro tiros por um motociclista na Rua Professor Raimundo, na Vila do Príncipe, também na Lapa. Ela tinha saído de casa para tratar os cavalos quando o atirador passou pelo local. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.
O caso é investigado pela Delegacia da Lapa.

O termômetro Renan



Há três semanas, conforme registramos aqui, Renan Calheiros disse exatamente o seguinte:
"Estou aliviado. Já decidi demais. Agora, não tenho mais expectativa sobre prazo nenhum (da comissão do impeachment). Vocês terão que perguntar para o (Ricardo) Lewandowski. Não é mais comigo."
O presidente do Senado arrancou gargalhadas de jornalistas no Salão Azul.
Agora, Renan se diz preocupado com a decisão de encurtar o prazo de defesa de Dilma.

Delator afirma que propina a Pimentel serviu até para abrir hamburgueria gourmet


Benedito de Oliveira, o Bené, diz que os R$ 20 milhões que o petista recebeu ilegalmente não foram só gastos em campanhas

FILIPE COUTINHO E MURILO RAMOS
03/06/2016 - 20h44 - Atualizado 03/06/2016 20h50
Em 2014, após vencer a disputa pelo governo de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi cuidar de sua vida financeira. Felipe Torres, apontado como seu sobrinho, pedia com insistência que ele investisse algum dinheiro no empreendimento no qual eram sócios. Pimentel, então, consultou seu amigo Benedito de Oliveira Neto, o Bené, que cuidava de suas finanças de campanha e – agora sabe-se – também das pessoais. Bené respondeu a Pimentel que havia R$ 800 mil disponíveis. Pimentel não titubeou: pediu que o dinheiro fosse investido no negócio mantido com Felipe, um restaurante da rede Madero, especializada em hambúrgueres gourmet, em um shopping center em Piracicaba, no interior de São Paulo. Com a autorização de despesa dada por Pimentel, Bené pôs-se a trabalhar.
 
Fernando Pimentel,Governador do Estado de Minas Gerais (Foto: Joel Silva/Folhapress)
Trecho da delação de Bené (Foto: Reprodução)
O dinheiro, entretanto, era tóxico, fruto de caixa dois, de propina, aquela espécie de valor que corre oculto pelas mãos de alguns que operam grandes decisões em Brasília, como fora Pimentel. Preso pela Polícia Federal na Operação Acrônimo, Bené contou, em seu acordo de colaboração homologado pela Justiça, a história do empenho de Pimentel em investir em um restaurante. Contou muito mais: que o valor era fruto de um esquema pelo qual Pimentel, enquanto ministro do governo Dilma Rousseff, favoreceu grupos empresariais em troca de pagamentos para despesas de sua campanha a governador de Minas Gerais, em 2014. Em busca de benefícios para não passar anos na cadeia, Bené dá detalhes de como Pimentel usou o cargo para ganhar dinheiro para si.
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A fonte dos valores no caso do restaurante, segundo Bené, foi uma propina de R$ 20 milhões paga pela montadora Caoa em troca de isenção fiscal dada por Pimentel enquanto ministro. De acordo com Bené, a Caoa fizera um pagamento direto à gráfica Color Print, que prestara serviços à campanha. O custo era de R$ 1,5 milhão declarados oficialmente, mas havia o saldo de R$ 800 mil. Após a ordem de Pimentel, Bené fez uma reunião entre um representante da gráfica, chamado Sebastião, e Felipe, o sobrinho de Pimentel, em Brasília. “Ambos foram informados que a utilização dos valores recebidos pela empresa Color Print (da empresa Caoa) foi autorizada para emprego no restaurante Madero”, diz o depoimento de Bené. Para tornar o negócio aparentemente legal, eles usaram a velha tática do submundo: um contrato fictício. Bené afirma à polícia que “soube que, posteriormente, Felipe e Sebastião ajustaram a celebração de um contrato de prestação de serviços de reforma/construção entre a empresa Color Print e a prestadora desses mesmos serviços ao restaurante Madero”.

Antes de o escândalo surgir, Pimentel e Bené eram próximos. Bené atuou nas campanhas de Pimentel em 2010 e 2014. As investigações da Acrônimo revelaram que Bené e sua mulher viajavam nas férias com Pimentel e sua segunda mulher, Carolina. Bené pagou  viagens de Pimentel, como o Réveillon de 2014 em Miami, por R$ 44 mil, e um feriado na Bahia, por R$ 12 mil. Convertido em delator, a intimidade da qual desfrutou torna Bené capaz de fornecer informações devastadoras para Pimentel. Suas declarações mostram que o esquema de Pimentel extrapola o caixa dois de campanha e o coloca como suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro, sujeito a penas muito mais duras do que crime eleitoral. Pimentel já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República e corre risco de ser afastado do cargo de governador de Minas Gerais. Com a delação de Bené, Pimentel será bombardeado por novos inquéritos. 
>> Pimentel é chefe de quadrilha e recebeu R$ 1 mi em propina, diz PF

Na delação, Bené avança e fala até em remessas ao exterior para receber a propina acertada com a Caoa. O dinheiro do Madero, segundo Bené, era apenas uma pequena sobra dos R$ 20 milhões acertados. A fonte central desses R$ 20 milhões é um pacote de isenção fiscal concedido pelo então ministro Pimentel à montadora para fabricar o modelo ix35 da marca Hyundai. O próprio fundador da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, disse ao inaugurar a linha de produção que a isenção dada por Pimentel garantiu investimentos de R$ 600 milhões. Bené disse à polícia o que havia por trás: “O total do ajuste financeiro feito entre Fernando Pimentel, Carlos Alberto (dono da Caoa) e Antonio Maciel (presidente da Caoa) foi no valor de R$ 20 milhões, que compreendiam os benefícios relacionados à alteração do mix de veículos da Caoa e do novo benefício tributário relacionado ao veículo de modelo ix35; que, desse total, R$ 13 milhões foram gerenciados pelo colaborador, seja pela emissão de notas fiscais por serviços prestados à campanha eleitoral de Fernando Pimentel, pela emissão de notas fiscais por serviços não prestados e por quantias entregues em espécie”.
 
Giles Azevedo ex coordenador de campanha de Dilma Roussef (Foto: Alan Marques/Folhapress)
Trecho da delação de Bené (Foto: Reprodução)
Em troca dos R$ 20 milhões, Pimentel ofereceu dois pacotes de serviços. Primeiro, ampliar o “mix” de carros da Caoa beneficiados pela isenção fiscal do programa Inovar Auto. O preço? R$ 10 milhões. Depois, outros R$ 10 milhões garantiram a linha de produção do ix35. Bené afirma que movimentou apenas R$ 13 milhões dos R$ 20 milhões acertados. Os outros R$ 7 milhões foram pagos no exterior, mas o delator afirma que não participou desse acerto. Bené diz que Antonio Maciel, atual presidente do grupo Caoa, assumiu a tarefa. “Antonio Maciel informou ao colaborador que a empresa Caoa mantinha negócios no exterior e que seria mais fácil para a empresa repassar as quantias para Fernando Pimentel fora do Brasil”, diz.

As declarações de Bené são devastadoras também para pessoas íntimas de Pimentel, como a presidente Dilma Rousseff, sua amiga há mais de 40 anos. Como ÉPOCA revelou na semana passada, Bené disse aos investigadores que o governo firmou um contrato com uma agência de publicidade para pagar uma dívida da campanha de Dilma à reeleição. Na prática, usou dinheiro público para bancar um gasto partidário, que beneficiou Dilma e o PT. Segundo Bené, Pimentel lhe relatou uma conversa que tivera com Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma, para tratar de dívidas da campanha de Dilma com a agência Pepper pelos trabalhos feitos em 2014 . A solução proposta, de acordo com Bené, foi usar um contrato do Planalto com a agência Click para quitar a dívida. Quando foi citada na conversa, a agência Click ainda disputava a concorrência pelo contrato – que venceu. Procurados por ÉPOCA, tanto Giles quanto as agências Pepper e Click negaram a informação de Bené.
 
Bené diz que Pimentel propôs que o governo fizesse contrato com agência para pagar dívida de campanha
A delação de Bené não estava no radar de problemas de Dilma. Na semana passada, outra delação, a do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, era mais provável. Cerveró disse que Dilma “conhecia com detalhes” todos os negócios da estatal. O conteúdo da delação foi tornado público pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator da Lava Jato na Corte. O acordo prevê que Cerveró deixe a prisão no dia 24 de junho e devolva R$ 18 milhões aos cofres públicos. A delação também atesta “que Dilma Rousseff acompanhava de perto os assuntos referentes a Petrobras; que Dilma Rousseff conhecia com detalhes os negócios da Petrobras”, diz Cerveró. Em outro trecho da delação, Cerveró “supõe que Dilma Rousseff sabia que políticos do Partido dos Trabalhadores recebiam propina oriunda da Petrobras; que, no entanto, nunca tratou diretamente com Dilma Rousseff sobre o repasse de propina”.
>> Delator diz que tinha quitinete para esconder R$ 12 milhões em propina de Pimentel

Em nota, o advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacelli, criticou as delações premiadas. “Tudo indica que delações como essas constituem o cardápio principal servido nas prisões nacionais. Criminosos de carreira vêm sendo beneficiados com leves prisões domiciliares e perdas irrelevantes de seu patrimônio constituído em ações delituosas. Por isso, nessas delações “Mega-Sena” fala-se pelos cotovelos, que nem tornozeleiras ostentarão”, afirmou. O advogado da Caoa, José Roberto Batochio, disse que a montadora fez dois contratos de consultoria com empresas de Bené. “Foram consultorias que estão sendo utilizadas pela Caoa. O que se tem hoje é que a delação premiada é uma chave para abrir portas”, diz. A rede Madero disse que não mantém relações comerciais com Pimentel ou Bené, e que Felipe Torres era o franqueado em Piracicaba até outubro do ano passado, quando a rede comprou 100% da operação. A gráfica Color Print não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Delator acusa CNI de usar a Olimpíada do Conhecimento para pagar caixa dois de Pimentel


De acordo com o delator da Operação Acrônimo, Benedito de Oliveira Neto, Fernando Pimentel e o presidente da entidade que representa as indústrias no país acertaram R$ 1 milhão em caixa dois

FILIPE COUTINHO
03/06/2016 - 16h21 - Atualizado 03/06/2016 17h26
Robson Andrade, presidente da CNI (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)
O delator Benedito de Oliveira Neto, o Bené, acusa o governador de Minas, Fernando Pimentel, de fazer um acordo com aConfederação Nacional da Indústria, a CNI, para ganhar R$ 1 milhão em caixa dois na campanha de 2014.
Preso pela Operação Acrônimo, Bené admitiu à PF que operava para Pimentel, arrecadando propina para a campanha vitoriosa de 2014. Segundo o delator, o presidente da CNI, Robson Andrade, usou um contrato para desviar dinheiro do Sistema S e abastecer a campanha de Pimentel, que era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Trata-se do evento bianual Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de educação profissional das Américas. A última edição foi em 2014 em Belo Horizonte e, na delação, o delator chama o evento de "olimpíadas da matemática". 
ÉPOCA teve acesso aos depoimentos de Bené prestados à Polícia Federal em sua delação e já revelou que o delator disse que o Palácio do Planalto foi usado para arrecadar dinheiro de campanha. O delator cita nominalmente o presidente da CNI,Robson Andrade. “Em agosto de 2014, FERNANDO PIMENTEL comunicou ao colaborador que havia se reunido com ROBSON ANDRADE, presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI, e que havia acertado uma contribuição de tal entidade sindical no valor de 1 (um) milhão de reais para a campanha eleitoral de 2014 de FERNANDO PIMENTEL para o governo de Minas Gerais”.
Anexo da delação premiada de Bené acusa a CNI (Foto: Reprodução)
Segundo Bené, a solução encontrada foi usar o evento para pagar as despesas. “O colaborador deveria solicitar a algumas empresas com débitos por serviços prestados na campanha eleitoral de 2014 de FERNANDO PIMENTEL para o governo de Minas Gerais que emitissem notas fiscais em nome da empresa SAMBA PRODUÇÕES. A empresa SAMBA PRODUÇÕES estava executando serviços relacionados à olimpíada da Matemática em Belo Horizonte com recursos do SESI/SENAI”.
Em nota, o advogado de Fernando Pimentel, Eugênio Pacelli, critica a delação de Bené. “Tudo indica que delações como essas constituem o cardápio principal servido nas prisões nacionais. Criminosos de carreira vêm sendo beneficiados com leves prisões domiciliares e perdas irrelevantes de seu patrimônio constituído em ações delituosas. Por isso, nessas delações ‘Mega-Sena’ fala-se pelos cotovelos, que nem tornozeleiras ostentarão”, afirmou.
A CNI disse que não comentaria por desconhecer os termos da delação. 

Quem pagava o cabeleireiro era o Feira



Assim como Dilma Rousseff, o cabeleireiro Celso Kamura divulgou uma nota contestando a reportagem de Merval Pereira.
Ele disse que "os deslocamentos e atendimentos de corte e coloração prestados à presidente afastada Dilma Rousseff, mensalmente ou bimestralmente, foram contratados e pagos pessoalmente por ela”.
Ele disse igualmente que, quando era contratado para prepará-la para pronunciamentos oficiais ou campanhas eleitorais, a Pólis pagava suas passagens e estadia.
A Pólis é a empresa de João Santana. Celso Kamura talvez não saiba, mas João Santana está preso pela Lava Jato, acusado de ter recebido propina do petrolão para a campanha de Dilma Rousseff.

O PATRIMÔNIO DE MACHADO NO EXTERIOR



Em seu acordo de colaboração premiada, Sérgio Machado 'esqueceu' de arrolar os bens no exterior: o seu apartamento em Paris, o de Expedito Neto em Londres e os três flats de Nova York que comprou para os filhos Sérgio Firmeza, Daniel e Tatiana.
Os bens somam mais de R$ 100 milhões e estão em nome de offshores.

JEC recorre ao Supremo (de novo)



O Globo:
"José Eduardo Cardozo, ex-advogado-geral da União e advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, protocolou um recurso nesta sexta-feira contra a redução dos prazos dos trabalhos na comissão especial de impeachment no Senado. Outros três recursos também serão apresentados a Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como instância recursal nessa fase do processo.
— Por que tanta pressa irrazoável? — criticou Cardozo, e completou: — Eu podia pedir para ouvir Vladimir Putin, Barack Obama. Não. Não quero procrastinar."

ISTOÉ: DILMA PEDIU R$ 12 MILHÕES, DIZ ODEBRECHT



A ISTOÉ traz reportagem de capa com trechos da delação de Marcelo Odebrecht. Segundo a revista, Marcelo contou aos procuradores da Lava Jato que Dilma Rousseff lhe pediu, pessoalmente, R$ 12 milhões para a campanha de 2014 - por fora, claro.
O pedido foi feito primeiro por Edinho Silva, tesoureiro da campanha. O dinheiro seria repassado ao marqueteiro João Santana e ao PMDB.
A revista diz que Marcelo se recusou a fazer o repasse. Mas, diante da insistência de Edinho, acabou procurando Dilma.
"Dias depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a conversa abaixo:
– Presidente, resolvi procurar a sra. para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?, perguntou Odebrecht.
– É para pagar, respondeu Dilma."

Mulher morre e criança fica ferida em acidente entre carro e caminhão


APARTA OK
(Fotos: Divulgação)

Uma mulher morreu e a filha dela se feriu em um grave acidente na manhã desta sexta-feira (3) na PR 552, zona rural de Ourizona, aproximadamente 40 quilômetros de Maringá.
maringaSegundo informações, havia muita neblina no momento do acidente. A condutora do Peugeot 206 de São Jorge do Ivaí perdeu o controle e bateu contra o caminhão que levava frutas.
Socorristas de Ourizona conseguiram salvar a criança, que foi encaminhada ao hospital. A mulher foi atendida pelo Siate de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O caminhão bateu violentamente contra a porta onde estava a motorista. O corpo da mulher foi levado ao IML (Instituto Médico-Legal) de Maringá.

Escolas do Paraná recebem 340 toneladas de carne para a merenda


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As escolas da rede estadual de ensino estão recebendo 340 toneladas de carnes congeladas para a merenda escolar. A entrega começou na terça-feira, 31, e o investimento do Estado na compra dos alimentos é de R$ 4,6 milhões. É a quarta entrega do ano e inclui carne bovina, frango e pernil de porco. Desde o início das aulas em fevereiro, foram entregues mais 1.340 toneladas de carnes, com investimento, até agora, de R$ 15,7 milhões. No ano, o o governo destinará R$ 22 milhões para compra de gêneros alimentícios congelados.
A primeira remessa, em fevereiro, incluiu carne bovina. A segunda, realizada em março, foi de filé de peixe e almôndegas. A terceira, no mês passado, foi de almôndegas e carne bovina em tiras. Nesta remessa as escolas estão recebendo 160 toneladas de pernil de porco, 80 toneladas de carne de frango em cubos e 96 toneladas de carne bovina em cubo. “É uma quantidade significativa que garante a todas as escolas alimentos variados e necessários para servir merendas saudáveis e de qualidade”, disse a secretária da Educação, professora Ana Seres.

Delator diz que tinha quitinete para esconder R$ 12 milhões em propina de Pimentel


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Filipi Coutinho, Época
O esquema revelado por Benedito de Oliveira Neto, o Bené, era tão estruturado que o empresário contou à Polícia Federal que teve de providenciar uma quitinete em Brasília para guardar o dinheiro arrecadado para a o caixa dois de campanha de Pimentel em 2014.
Em sua delação premiada da Operação Acrônimo, Bené contou que no total chegou a armazenar R$ 12 milhões em dinheiro vivo no imóvel. Foi assim, por exemplo, com o esquema relatado no aeroporto da empresa JHSF, em São Roque. Além dos R$ 3,2 milhões para o PT, Bené disse que pegou R$ 250 mil em dinheiro vivo. “Esses valores foram transportados pelo colaborador para Brasília e mantidos guardados na quitinete que utilizava para estocar os valores que seriam empregados na campanha eleitoral de FERNANDO PIMENTEL.”

A delação de Bené afirma ainda que a JHSF pagou caixa dois de campanha, simulando um contrato com o instituto de pesquisas Vox Populi. “Cerca de R$ 750 mil foram pagos mediante a quitação de despesas da campanha eleitoral de Pimentel junto ao Instituto Vox Populi. E, para viabilizar esse pagamento ao Instituto Vox Populi, o colaborador conversou com HUMBERTO e com um diretor comercial do instituto, MARCIO HIRAN, para que eles ajustassem a emissão da nota fiscal e a efetivação do pagamento. Os serviços declarados na nota fiscal não foram efetivamente prestados ao grupo JHSF, mas sim à campanha eleitoral de 2014 de FERNANDO PIMENTEL.”
Em nota, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, desqualifica a delação de Bené. “É preciso lembrar que a delação por si só não é elemento de prova e a divulgação de parte de seu suposto conteúdo, ainda na fase do primeiro depoimento, além de ilegal, o que pode invalidá-la, não tem outro sentido senão o de influenciar a opinião pública e promover a antecipação da condenação do investigado”, diz.
A JHSF afirmou que recebeu “com surpresa a notícia de que foi mencionada em delação premiada” de Bené. A empresa afirma que “não cometeu qualquer ilícito, tendo feito apenas contribuições na forma da lei”. O Vox Populi diz que não comenta delações.
(foto: Silvia Costanti/Valor)

Lava Jato mira nos 100 maiores da Lei Rouanet


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A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba quer avançar agora sobre o financiamento de iniciativas culturais do País por meio da Lei Rouanet. O delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat encaminhou ofício ao Ministério da Transparência Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os 100 maiores recebedores/captadores de recursos via Lei Rouanet nos últimos dez anos.
O pedido da PF foi enviado no dia 30, segunda-feira, a Fabiano Silveira, que até aquele dia ainda ocupava a cadeira de ministro da Transparência – ele caiu após a divulgação de áudio em que aparece criticando a Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República. Silveira orientou o presidente do Senado, Renan Calheiros, alvo de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Lei Rouanet foi criada no governo Fernando Collor, em 1991. A legislação permite a captação de recursos para projetos culturais por meio de incentivos fiscais para as empresas e pessoas físicas. Na prática, a Lei Rouanet permite, por exemplo, que uma empresa privada direcione parte do dinheiro que iria gastar com impostos para financiar propostas aprovadas pelo Ministério da Cultura para receber recursos.
O delegado da PF pede ao Ministério da Transparência que detalhe os valores recebidos pelos 100 maiores beneficiários naquele período discriminando a origem (Fundo Nacional de Cultura ou Fundos de Investimento Cultural e Artístico), os pareceristas responsáveis por aprovar a liberação de verbas e também se houve prestação de contas dos projetos aprovados.
O pedido do delegado da Lava Jato foi feito no inquérito principal da operação, aberto em 2013 para investigar quatro grupos de doleiros e que acabou revelando um grande esquema de corrupção na Petrobras e em outras estatais e áreas do governo federal envolvendo as maiores empreiteiras do País.
Na solicitação, o delegado não informa quais as suspeitas estão sendo apuradas ou mesmo qual a linha de investigação que possa envolver iniciativas que captaram recursos via Lei Rouanet. Consultado pela reportagem, o Ministério da Cultura informou que não foi procurado pela PF.