O 'rei do call center' na Esplanada



Mendonça Filho anunciou dias atrás a redução de 40% do contrato do Ministério da Educação com uma empresa de call center. O Antagonista descobriu que essa empresa é a Call Tecnologia, que pertence a José Celso Gontijo.
A Call Tecnologia embolsou só este ano mais de R$ 59 milhões em contratos com os ministérios da Educação, do Trabalho, da Fazenda, Saúde, Previdência e do Desenvolvimento Social, além das secretarias de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres, antesvinculadas à Presidência.
A Call pisou na Esplanada em 2005, via Anatel, quando embolsou apenas R$ 1,1 milhão. Nos anos seguintes, seus contratos foram crescendo exponencialmente, chegando a R$ 166 milhões no ano passado.
Em uma década, a empresa de Gontijo faturou meio bilhão de reais só na com ministérios.

Mãe flagra conversa de suposto pedófilo com a filha em rede social


Caso aconteceu em Itapoã, em Vila Velha, no sábado (4).
Perfil com foto de cantora infantil pede fotos de criança nua.

Natalia BourguignonDo Gazeta Online
Uma administradora de 26 anos flagrou uma conversa entre a filha dela, de oito anos, e um perfil falso no Facebook, que ela credita ser de um pedófilo. A pessoa, que se identificava com a foto de uma cantora infantil, pede que a menina mande fotos nua. O caso aconteceu na manhã deste sábado (4), em Itapoã, Vila Velha.
Mãe e filha estavam juntas quando o suspeito adicionou a menina no Facebook. "Minha filha me perguntou se podia aceitar o pedido de amizade. Eu achei que fosse um fã clube da cantora e falei que sim", conta a administradora.
As conversas suspeitas começaram poucos minutos depois. "No início, parecia mesmo que era uma criança, mas depois começou a perguntar se ela estava sozinha, o que estava vestindo, qual a cor da calcinha dela, se podia ver ela na câmera", lembra.
A menina mostrou a conversa para a mãe, que pegou o tablet e começou a conversar com o suposto pedófilo se passando pela criança. "Ele fazia chamadas de vídeo, mas eu cancelava. Aí ele falou 'meu tio quer ver você. Ele quer mandar foto sem roupa, mas precisa saber se você está sozinha'", afirma a mãe.
A partir daí, a mulher decidiu fazer uma cópia de todas as conversas para prestar queixa na polícia. "Na segunda-feira vou à Delegacia de Crimes Eletrônicos para denunciar, tenho o registro de tudo".
"Tive sorte porque minha filha tem o hábito de me avisar do que faz na internet. Na página desse pedófilo só tem criança adicionada. É um alerta pra todo mundo ficar esperto", conclui a administradora.
Print de conversa com suposto pedófilo em Vila Velha (Foto: Reprodução/ Facebook)Print de conversa com suposto pedófilo em Vila Velha (Foto: Reprodução/ Facebook)

Queda de ônibus em barranco nos Andes peruanos deixa mortos


Acidente aconteceu no distrito de Cascas, a 670 km da capital, Lima.
Parte dos passageiros estava indo votar nas eleições presidenciais.

Da EFE
Queda de ônibus nos Andes peruanos deixou mortos e feridos neste domingo (5) (Foto: Agência Andina)Queda de ônibus nos Andes peruanos deixou mortos e feridos neste domingo (5) (Foto: Agência Andina)
Pelo menos oito pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas depois que o ônibus no qual viajavam caiu neste domingo (5) por um barranco dos Andes do norte do Peru, informou à Agência Efe a Polícia de Estradas.
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O acidente aconteceu por volta de 10h40 (horário local, 12h40 de Brasília) dentro do distrito de Cascas, situado na província Gran Chimú, que se encontra dentro da região de La Libertad, cerca de 670 km ao norte de Lima.
Bombeiros e unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) se dirigiram ao local do acidente para auxiliar os feridos, afirmou a agência oficial "Andina".
Parte dos passageiros do veículo acidentado se dirigia a diversos pontos da província Gran Chimú para votar no segundo turno das eleições presidenciais realizado hoje em todo o país.
Os acidentes desta magnitude são frequentes nas estradas do Peru, causados em sua maioria pela imprudência dos motoristas, o mal estado das vias e as condições agrestes da geografia.
No Peru são registradas a cada ano 15,9 mortes em acidentes de trânsito por cada 100 mil habitantes, segundo as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quadrilha faz família refém dentro de casa no São Francisco e é presa minutos depois dividindo objetos


Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

Quatro jovens violentos suspeitos de assaltar casas e comércios em Curitiba foram presos na madrugada deste domingo (5), no bairro São Francisco. A prisão aconteceu após a quadrilha fazer novas vítimas, desta vez, em uma residência na rua Portugal. A Polícia Militar (PM) foi acionada, as vítimas reconheceram os suspeitos e os objetos foram recuperados.
Segundo depoimento da família, o grupo estava em cinco, agiu com bastante violência, fez todos os moradores refém e agrediu um deles com uma coronhada na cabeça. Poucos minutos após deixarem a casa, policiais foram até o local e, nas proximidades, conseguiram deter quatro deles com idade entre 18 e 25 anos. Um apenas fugiu, levando as armas do grupo.
Há informações de que o grupo estava dividindo os objetos do roubo no momento da abordagem policial. No Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), a polícia checou que todos já tinham passagem pela polícia e um deles – com 23 anos – tinha recebido alvará de soltura no fim da tarde de sexta-feira (3).
Com o grupo, a família reconheceu alguns objetos. Relógios, celulares e outros pertences usados pelos bandidos e não reconhecidos pela família podem ter origem de outros crimes de assalto. Todos estão detidos e vão responder por roubo 

Garota de 14 anos sofre ameaça de morte de jovem que a persegue e satisfação da família termina em confusão


Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

A ameaça de morte a uma adolescente de 14 anos gerou confusão na tarde deste domingo (5), no Bairro Alto, em Curitiba. Familiares foram tomar satisfação com jovem de 18 anos, que fez a ameaça, e a briga generalizada aconteceu na Praça da Liberdade. Quatro pessoas saíram feridas e foram socorridas pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). A garota e a mãe foram prestar queixa na Delegacia do Adolescente (DA), levadas por viaturas do 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Segundo familiares, a mensagem recebida dizia que a jovem seria morta na saída do colégio, no fim da manhã desta segunda-feira (6), já que ela se recusava em ‘dar uma chance’ a ele. “O pai e o avô dela, junto com ela, foram até o módulo da polícia, com os documentos dela e também o celular, para ver o quais eram os procedimentos a ser feito nesse caso. Indo até lá, eles encontraram o rapaz, ela apontou para mostrar quem era e a conversa aconteceu tranquila. Acontece que ele tem uns amigos meio barra pesada que vieram para cima dos dois. Foi briga feia, eles estavam ensanguentados”, contou a avó da menina, que não será identificada para preservar a garota.
Segundo familiares, a adolescente não sai de casa sozinha, estuda próximo de casa em uma escola pública e as amigas passaram a fazer o trajeto casa-escola/escola-casa ao notarem que o rapaz, ex-estudante da escola, passou a segui-la. “Isso está acontecendo há alguns dias e ela disse que não quis contar porque achou que não fosse nada perigoso. Mas, depois que recebeu essa mensagens, chorou e contou para os pais”, descreveu a avó.
Durante a confusão, o pai e o avô da garota foram feridos; assim como dois irmãos que estavam em uma cancha de futebol e partiram em defesa deles. O socorrista Ricardo Batista do Siate confirmou o tumulto e disse que, embora feridos com faca, não correm risco de morrer. “Eles têm 19 e 23, são irmãos. Ainda bem que a faca era de cozinha e o corte não foi superficial”, contou à Banda B.
Com ferimentos na cabeça e nos ombros, o pai e o avô da menina também foram encaminhados ao Hospital Cajuru. Ambos foram levados por vizinhos. Durante a confusão, policiais militares colocaram a garota e a mãe dentro da viatura e as encaminharam a delegacia. Não há informações sobre o estado de saúde das vítimas, nem do paradeiro do jovem.

Direto da prisão: as cartas de Cerveró


Ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, volta à prisão após 10 dias com a família(Albari Rosa/Folhapress)
Uma reportagem da edição de VEJA publicada neste final de semana traz a primeira entrevista do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró desde que foi preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Cerveró conversou com VEJA por meio de cartas. Escreveu sete páginas, de próprio punho, nas quais reconhece seus erros, ataca seus adversários, defende sua família e reafirma que foi colocado e mantido na estatal sob as bênçãos do PT. Confira alguns trechos das cartas:
A dívida: Cerveró relata como ajudou a campanha da reeleição de Lula em 2006
A dívida: Cerveró relata como ajudou a campanha da reeleição de Lula em 2006(VEJA.com/VEJA)
A DÍVIDA: Cerveró relata como ajudou a campanha da reeleição de Lula em 2006
"Eu fui nomeado como retribuição por ter solucionado a dívida do PT com a Schain de 50 milhões de reais, quando era diretor internacional, em 2007, através da contratação da Schain como operadora da sonda Vitoria 10000."
A traição: Relembra que o momento mais difícil na prisão foi quando o seu ex-advogado tentou sabotar a sua delação premiada
A traição: Relembra que o momento mais difícil na prisão foi quando o seu ex-advogado tentou sabotar a sua delação premiada(VEJA.com/VEJA)
A TRAIÇÃO: Ex-diretor relembra que o momento mais difícil na prisão foi quando o seu ex-advogado tentou sabotar a sua delação
"O momento mais difícil foi perceber que o meu ex-advogado trabalhava contra meus interesses, preocupado em garantir seus recebimentos e envolvimentos políticos, mesmo que isto significasse a minha permanência na prisão por muito tempo."
O poder: O ex-diretor da Petrobras reconhece que foi seduzido pelo ambição e pelo status de poder dirigir a maior empresa brasileira
O poder: O ex-diretor da Petrobras reconhece que foi seduzido pelo ambição e pelo status de poder dirigir a maior empresa brasileira(VEJA.com/VEJA)
O PODER: Cerveró reconhece que foi seduzido pelo ambição e pelo status de poder dirigir a maior empresa brasileira
"O arrependimento é por não ter sabido controlar a minha ambição, não só por dinheiro, mas também pela vaidade em permanecer diretor da Petrobras e trabalhado com pagamentos de propinas a políticos a fim de me manter no cargo."
O arrependimento: Após um ano e quatro meses preso, o delator diz estar arrependido e pede desculpas à sociedade brasileira
O arrependimento: Após um ano e quatro meses preso, o delator diz estar arrependido e pede desculpas à sociedade brasileira(VEJA.com/VEJA)
O ARREPENDIMENTO: Após um ano e quatro meses preso, o delator diz estar arrependido e pede desculpas à sociedade brasileira
"Quero pedir desculpas à sociedade brasileira e aos meus ex-companheiros da Petrobras pelas perdas e decepção que causei."
O filho: O ex-diretor da Petrobras defende a sua família e diz que o seu filho foi corajoso ao gravar o ex-senador Delcídio do Amaral
O filho: O ex-diretor da Petrobras defende a sua família e diz que o seu filho foi corajoso ao gravar o ex-senador Delcídio do Amaral(VEJA.com/VEJA)
O FILHO: O ex-diretor da Petrobras defende a sua família e diz que o seu filho foi corajoso ao gravar Delcídio do Amaral
"O meu filho demonstrou muita coragem ao realizar a gravação que esclareceu e mostrou o envolvimento do senador e do meu ex-advogado."
O ataque: Cerveró questiona o fato de Delcidio do Amaral ter se empenhado tanto para evitar a sua delação
O ataque: Cerveró questiona o fato de Delcidio do Amaral ter se empenhado tanto para evitar a sua delação(VEJA.com/VEJA)
O ATAQUE: Cerveró questiona o fato de Delcídio ter se empenhado tanto para evitar sua delação
"Se ele não cometeu nenhum outro crime, além de obstruir a Lava Jato, por que temia tanto a minha delação?"
A punição: O delator se ressente de não poder comemorar o aniversário de sua neta -- que está escondida fora do Brasil por questão de segurança
A punição: O delator se ressente de não poder comemorar o aniversário de sua neta -- que está escondida fora do Brasil por questão de segurança(VEJA.com/VEJA)
A PUNIÇÃO: O delator se ressente de não poder comemorar o aniversário de sua neta
"A minha única neta, como você sabe, está fora do país por questão de segurança e não sei quando vou poder voltar a vê-la e estar com ela. Dentro de alguns meses vai completar 10 anos e não estarei no seu aniversário."
A prisão: Para passar o tempo atrás das grades, conta que leu mais de 60 livros e, recentemente, ganhou direito de ter uma TV dentro da cela
A prisão: Para passar o tempo atrás das grades, conta que leu mais de 60 livros e, recentemente, ganhou direito de ter uma TV dentro da cela(VEJA.com/VEJA)
A PRISÃO: Cerveró relata sua rotina atrás das grades
"Rotina de prisão: acordar, café da manhã, leitura, almoço banho de sol e banho, leitura, jantar, leitura e dormir. Já li mais de 60 livros neste período."
"O tratamento dos agentes penitenciários sempre foi bom, tratando com respeito e dignidade. O que eu quero destacar é o nível de solidariedade e apoio mútuo que se desenvolve entre os presos, das diversas condições sociais e de níveis de educação."
O retorno: O ex-diretor da Petrobras diz que não sabe o que pretende fazer quando ganhar a liberdade, porque teve uma “enorme exposição” nos últimos dois anos
O retorno: O ex-diretor da Petrobras diz que não sabe o que pretende fazer quando ganhar a liberdade, porque teve uma “enorme exposição” nos últimos dois anos(VEJA.com/VEJA)
O RETORNO: O ex-diretor diz que não sabe o que pretende fazer quando ganhar a liberdade
"Não sei o que farei após ganhar a liberdade, faltam ainda alguns anos e na minha idade de quase 65 anos é muito difícil estabelecer qualquer planejamento, principalmente pela dificuldade de realizar qualquer trabalho, dada a enorme exposição na mídia nestes últimos 2 anos."

Lava Jato chega a Dilma e fortalece base de Temer

Estadão Conteúdo

Em Brasília

  • Paulo Lisboa/Folhapress
    Informações prestadas por Marcelo Odebrecht (f) envolvem diretamente Dilma
    Informações prestadas por Marcelo Odebrecht (f) envolvem diretamente Dilma
O conteúdo inicial da delação premiada do executivo Marcelo Odebrecht causou impacto na ação do impeachment, em trâmite final no Senado, e deverá fortalecer a base governista na tentativa de acelerar o desfecho do processo. As informações prestadas pelo empreiteiro à Operação Lava Jato envolvem diretamente a presidente afastada Dilma Rousseff.
A ação de afastamento tem por base as pedaladas fiscais e ainda precisa ser votada novamente no Senado. Porém, a própria defesa de Dilma tentou incluir semana passada no processo elementos da Operação Lava Jato, que apura desvios na Petrobras. A petista buscava ganhar tempo, enquanto a base governista no Senado quer acelerar o desfecho desta etapa final do trâmite.
Até anteontem, a estratégia de Dilma e do PT era protelar o impeachment apostando no desgaste do presidente em exercício Michel Temer por conta das revelações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado na Lava Jato, que atingem aliados importantes de Temer no PMDB, como o senador Romero Jucá (RR). A divulgação das primeiras revelações de Odebrecht, no entanto, ampliou o fogo sobre Dilma e forneceu munição para o Planalto.
O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), defendeu ontem a inclusão das informações prestadas por Odebrecht como prova no processo de impeachment. Para o tucano, as declarações do empresário deverão ajudar a convencer senadores indecisos de que a petista não tem condições de voltar a comandar o país.
Segundo reportagem da revista IstoÉ, em acordo de confidencialidade com a Operação Lava Jato, Odebrecht disse que Dilma pediu pessoalmente uma doação de R$ 12 milhões para sua campanha eleitoral em 2014. Conforme a publicação, o empreiteiro diz que o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, solicitou o montante, mas a Odebrecht recusou-se a pagar. O empresário, então, teria procurado Dilma, que teria afirmado: "É para pagar".
"Essas declarações ajudam a formar a convicção de que ela não pode permanecer na Presidência. É mais um elemento para corroer aquela fímbria de autoridade que ela tinha", disse Aloysio. Para o senador, as afirmações de Odebrecht devem ser levadas em consideração no julgamento do impeachment. "Isso contribui para desmoronar aquela imagem virginal que ela o PT construíram dela e da gestão dela".
De acordo com a revista Veja, Odebrecht também afirmou que a reeleição de Dilma foi financiada com propina depositada em contas no exterior.

Áudios

Na avaliação de Aloysio Nunes, o próprio advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, abriu espaço para essa inclusão, ao pedir ontem na comissão do impeachment do Senado a inclusão como prova dos áudios em que Jucá defende estancar as investigações da Lava Jato. "Já que é para falar do conjunto da obra, fica evidente que (a declaração de Odebrecht) deve ser levada em consideração." Na sessão da comissão do impeachment do Senado, na quinta-feira, o pedido de Cardozo foi negado pelo relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O tucano mineiro sustentou que os áudios de Jucá são estranhos ao processo. "Os áudios não são fatos novos, não alargam o objeto. Não são estranhos ao processo, eles são o processo", rebateu o advogado de Dilma.
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que Dilma Rousseff deveria renunciar ao cargo e "poupar o Brasil" da espera pelo desfecho do processo de impeachment. "Já existiam insinuações nesse sentido e agora vem a comprovação final da participação direta da presidente da República em todos esses atos irregulares e criminosos na operação da Petrobras", afirmou.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que as acusações de Marcelo Odebrecht sobre pedido de doação ilegal para a campanha da presidente afastada reforçam a tese de cassação da chapa das eleições presidenciais de 2014 formada pela petista e por Temer.
"Se confirmado, isso contamina a chapa. Afinal, Temer não seria presidente interino se Dilma não tivesse sido eleita", afirmou Randolfe. Para o senador, a declaração de Odebrecht reforça a necessidade de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgar logo o caso. A chapa Dilma-Temer é alvo de quatro ações ajuizadas pelo PSDB, pedindo a cassação por abuso de poder econômico nas eleições presidenciais de 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Moro proferiu 105 condenações. STF, nenhuma


Josias de Souza

Fábio Pozzebom/ABr
O cronista Nelson Rodrigues costumava dizer que o mais exasperado problema do ser humano é o medo do rapa. “Cada um de nós vive esperando que o rapa o lace, o recolha, na primeira esquina”, ele escreveu. No Brasil de hoje, Sérgio Moro virou uma espécie de rapa da oligarquia política e empresarial. Nesse meio, o juiz da Lava Jato instila pânico.
Graças à morofobia, personagens como Eduardo Cunha e Lula revelam-se capazes de tudo para que seus processos permaneçam no STF, o foro dos suspeitos privilegiados. Receiam ser presos. No intervalo de dois anos, dois meses e 19 dias, tempo de duração da Lava Jato, Sérgio Moro já proferiu 105 condenações. Juntas, somam 1.140 anos, 9 meses e 11 dias de prisão. No STF, não há vestígio de condenação. (veja no quadro abaixo os feitos que a força-tarefa da Lava Jato obteve em Curitiba)
LavaJatoMoro
Entre agosto e setembro de 2014, os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff jogaram no ventilador os nomes de 28 congressistas —sete senadores e 11 deputados federais. Esse pedaço da investigação subiu para o Supremo. Desde então, avolumaram-se as delações e os suspeitos com direito a foro privilegiado.
Hoje, correm no STF 70 processos relacionados à Lava Jato. Desse total, 59 estão na fase de inquérito. Neles, são investigados 134 acusados. Outros 11 processos foram convertidos pelo procurador-geral Rodrigo Janot em denúncias formais, envolvendo 38 políticos. Por ora, o único denunciado que o Supremo converteu em réu foi Eduardo Cunha. E não há prazo para o julgamento da ação penal protagonizada pelo deputado. (veja abaixo os dados sobre o pedaço da Lava Jato que corre em Brasília)
A pedido da Procuradoria, o STF afastou Cunha do exercício do mandato e da poltrona de presidente da Câmara. Mas ele mantém as prerrogativas de deputado, que impedem Moro de alcançá-lo. Conserva também o acesso às mordomias propiciadas pela presidência da Câmara e o controle sobre sua milícia parlamentar, que lança mão de manobras para retardar o julgamento do pedido de cassação do seu mandato, na pauta do Conselho de Ética da Câmara há sete meses.
LavaJatoSupremo
O que há de mais alvissareiro na Lava Jato é a percepção de que o banquete da corrupção desandou. Os órgãos repressores do Estado investigam, prendem e condenam pessoas que estavam acostumados a viver num país em que, acima de um certo nível de renda e poder, ninguém era importunado.
Deve-se sobretudo à aplicação de Sérgio Moro, dos agentes federais, procuradores e técnicos que integram a força-tarefa de Curitiba a derrubada do escudo invisível que protegia os maus costumes. Montou-se uma espécie de usina trituradora de delinquentes. Foram em cana brasileiros que se julgavam invulneráveis. Em troca de favores judiciais, muitos tornaram-se delatores.
Empreteiros que se habituaram a sufocar investigações em tribunais superiores fizeram pouco da Lava Jato. Presos, recorreram. Uma, duas, três, quatro vezes. E nada. Amargaram condenações draconianas. Marcelo Odebrecht, por exemplo, foi condenado por Moro a mais de 19 anos de cadeia. Com receio de mofar no xadrez como versões petroleiras de Marcos Valério, os mandarins das construtoras também se tornaram colaboradores da Justiça.
Os maiores ficaram para o final. Retardatários, executivos de empresas como Odebrecht e OAS terão de levar à mesa segredos cabeludos se quiserem obter vantagens como redução da pena. Eles já expõem na bandeja escalpos como o de Dilma, Lula, Renan, Sarney, Cunha, Jucá, Aécio e um inesgotável etcétera.
Cercados pela investigação de Curitiba, operadores como Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, entregam os podres dos padrinhos de Brasília. O serviço da Procuradoria-Geral da República e do STF aumenta. A responsabilidade também. Soltos, políticos que são parte do problema fazem pose de solução. Pior: continuam operando.
Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki tem sobre a mesa um lote de pedidos de providência formulados pela Procuradoria. Talvez devesse priorizá-los. A bandidagem parlamentar precisa de um rapa que a lace, que a recolha, na primeira esquina.

Fenômeno de microexplosão atingiu Campinas, explica Cepagri


Meteorologistas e prefeito deram entrevista coletiva para explicar fenômeno.
Temporal na madrugada de domingo deixou rastro de destruição na cidade.

Do G1 Campinas e Região
Pedaços do telhado do Galleria Shopping s desprenderam e voaram pela Rodovia Dom Pedro I (Foto: Reprodução/EPTV)Pedaços do telhado do Shopping e voaram pela Rodovia Dom Pedro I (Foto: Reprodução/EPTV)
Técnicos do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) chegaram à conclusão de que a causa da destruição ocorrida em Campinas após um temporalna madrugada deste domingo (05) foi um fenômeno climático conhecido como microexplosão. Mais cedo, ainda neste domingo, o prefeito da cidade Jonas Donizetti (PSB), após reunião com o Cepagri, disse ao G1 Campinas que a causa havia sido um tornado.
A explicação foi dada durante entrevista coletiva realizada na Prefeitura de Campinas no início da noite deste domingo. Os especialistas chegaram à conclusão após percorrerem as áreas mais afetadas pelo temporal, comparar registros fotográficos e mapear o corredor de ventos que ultrapassaram os 100 km/h.
Os dois fenômenos (microexplosão e tornado) são muito parecidos, caracterizados por correntes de ar extremamente fortes, mas têm diferenças. O tornado é uma forte corrente de ar que desce das nuvem em espiral. Já na microexplosão, a corrente de ar despenca em linha reta, como um "corredor de vento", sem apresentar espiralidade, sobre uma determinada área.
No caso da tempestade de Campinas, explica o Cepagri, foram várias microexplosões, principalmente na região do Taquaral.
Casas tiveram telhados arrancados pela força do vento (Foto: Reprodução/EPTV)Casas tiveram telhados arrancados pela força do vento (Foto: Reprodução/EPTV)
A tempestade
Os ventos  fortes e muitos raios assustaram moradores, destelharam casas  e causaram muitos estragos pela cidade durante a madrugada. A Defesa Civil de Campinas estima que os ventos alcançaram pelo menos 100 km/h. A chuva chegou a 74 mm em apenas 45 minutos, inclusive com incidência de granizo. Não foi divulgado o número de feiridos devido à tempestade. 100 mil pessoas ficaram sem energia elétrica e pelo menos cem árvores caíram. Veja mais no vídeo abaixo:

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