Casa da Cultura de Colombo recebe novas exposições


WEBMASTER 6 DE JUNHO DE 2016

Durante todo o mês de junho as exposições reúnem obras dos artistas Isaias Aparecido Lopes da Silva, Marcela Lobo e Maria Soler

Quadro de Isais A.L.S em exposição na Casa da Cultura
Quadro de Isais A.L.S em exposição na Casa da Cultura
Cada obra representa um elemento diferente, mas em todos eles a cultura brasileira.
Cada obra representa um elemento diferente, mas em todos eles a cultura brasileira.
Artistas terão suas obras expostas durante todo o mês de junho
Artistas terão suas obras expostas durante todo o mês de junho
 A Casa da Cultura é um espaço para que artistas locais tenham a oportunidade de mostrar ao público seus trabalhos e, assim divulgá-los. Neste mês, os artistas autodidatas, Isaias Aparecido Lopes da Silva, Marcela Lobo e Maria Soler terão suas artes expostas até o final de junho.
O artista Isaias Aparecido Lopes da Silva tem a arte presente em sua vida desde os oito anos de idade. Com mais de 20 exposições na carreira, sendo a segunda em Colombo, Isaias tem suas pinturas espalhadas por Portugal e Japão. Seus quadros representam os quilombos e os camponeses.
Em sua primeira exposição, Marcela Lobo traz nos quadros a Arte Naif, que significa uma arte primitiva moderna. “É uma pintura mais ingênua. Uso em meus quadros a criatividade para retratar a infância, o cotidiano e a cultura brasileira com cores vivas e atraentes”, disse.
A uruguaia Maria Soler reside no município há três anos e sempre gostou de desenhar e pintar. Ela também faz sua primeira exposição na Casa da Cultura com quadros que são criados a partir de pessoas e paisagens. “Eu me expresso por meio da pintura e da arte. É um orgulho imenso poder representar a mim mesma através dos traços na tela”, declarou Maria Soler.
A ideia de trazer as três exposições juntas foi do artista plástico Isaias A.L.S. O intuito é resgatar a cultura e os artistas em Colombo. “Essa exposição é um legado para as outras gerações que virão. O objetivo é reunir e trazer para o município a cultura e arte que retratamos em nossos quadros”.
Para a diretora do Departamento de Cultura, Rita Straioto, é um prazer expor as obras desses artistas que adotaram Colombo. “A Casa da Cultura vem cumprindo seu papel, que é o de oportunizar aos artistas um local para que seu trabalho seja valorizado e assim difundir a cultura do nosso município”, afirma a diretora do Departamento de Cultura, Rita Straioto.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Fotos: Márcio Fausto/ PMC

Emílio Odebrecht se afasta aos poucos do comando da empresa


O executivo Pedro Novis toma a dianteira da empresa

NONATO VIEGAS
06/06/2016 - 12h00 - Atualizado 06/06/2016 15h52
Empresa Odebrecht, em São Paulo (Foto: Bruno Cotrim / Frame / Ag. O Globo)
Emílio Odebrecht, que tinha voltado a dar os rumos da empreiteira havia um ano, após a prisão de seu filho, Marcelo, na Lava Jato, está se afastando aos poucos do comando da empresa. Pedro Novis, executivo da companhia, passa a ser, na prática, o número um.
Atualização: após a publicação da notícia, a assessoria de imprensa da Odebrecht entrou em contato para dizer que Emílio Odebrecht continua presente na vida da empresa e que Newton de Souza é quem está à frente da direção - e não Pedro Novis.  

Nem site do PMDB poupa secretária de Políticas para as Mulheres de Temer


A notícia sobre a nomeação repercute críticas sobre manifestações de Fátima Pelaes e sobre investigação

MURILO RAMOS E RICARDO DELLA COLETTA
06/06/2016 - 12h11 - Atualizado 06/06/2016 14h42
A ex-deputada Fátima Pelaes (Foto: Divulgação PMDB)
Nomeada na semana passada para a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, a ex-deputada Fátima Pelaes não escapou nem mesmo do site de seu partido, o PMDB.
O portal da legenda republicou, no dia da nomeação, uma matéria que cita a repercussão negativa na imprensa por Pelaes ter se manifestado contra a descriminalização do aborto. Em 2010, ela disse se opor ao procedimento mesmo em casos de estupro – diante de reações, Pelaes soltou uma nota na semana passada recuando. 
Além do mais, a reportagem lembra que ela é alvo de uma investigação por suspeita de desvio de recursos públicos. 
A articulação para indicar Pelaes para o posto foi revelada pela EXPRESSO em meados de maio.

Tia Eron


Eronildes Carvalho ganhou o apelido de "tia" ao trabalhar com crianças pela Universal

REDAÇÃO ÉPOCA
06/06/2016 - 21h13 - Atualizado 06/06/2016 21h13
Eronildes Vasconcelos Carvalho, conhecida como Tia Eron, é deputada federal pelo PRB da Bahia.
Eron nasceu em 1972, em Salvador, Bahia. Entrou para o mundo político por meio do trabalho religioso, trabalhando, pela Igreja Universal do Reino de Deus, na assistência a crianças em áreas pobres de Salvador - quando ganhou o apelido de "tia". Foi vereadora de Salvador por quatro mandatos consecutivos, entre 2001 e 2015.
A deputada Tia Eron (PRB-BA) (Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados)
Em 2015, candidatou-se pelo PRB a um mandato como deputada federal, e foi eleita com 115 mil votos. Na Câmara, participa da Comissão Mista de Combate à Violência da Mulher e relatou do projeto de lei que obriga o SUS a fazer cirurgia reparadora em mulheres vítimas de violência doméstica. Em 2016, na votação do processo de impeachment da presidente Dilma, votou a favor do afastamento da presidente.
Tia Eron atraiu os holofotes em junho de 2016. Participando do Conselho de Ética que decide a admissão ou não do processo para cassar o mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, ela passou a sofrer pressão para votar. O voto de Tia Eron deve ser o decisivo sobre a continuidade ou não da cassação de Cunha.
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Quando vale acelerar a aprovação de drogas contra o câncer?

VIDA

Medicamentos que atacam tipos específicos de tumores parecem tão eficazes que médicos e pacientes perguntam por que não colocá-los no mercado logo. Mas há riscos

MARCELA BUSCATO
06/06/2016 - 08h35 - Atualizado 06/06/2016 14h19
O Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, a Asco, que termina na terça-feira (7), em Chicago, nos Estados Unidos, reúne as principais boas notícias sobre a luta contra o câncer. A indústria farmacêutica mostra seus tratamentos inéditos e pesquisadores apresentam estudos promissores sobre  novos caminhos para atacar a doença. Os avanços se traduzem em esperança para os pacientes, que, aos poucos, começam a ter acesso às inovações. Surgem novas opções de imunoterapia, que deixa o tumor mais vulnerável à ação do sistema de defesa do corpo, e são lançadas mais drogas que agem especificamente sobre as mutações que fazem o tumor crescer e se espalhar, as chamadas terapia-alvo. “Em alguns casos, entre 60% e 80% dos pacientes respondem ao tratamento”, diz o oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira, vice-presidente para pesquisas clínicas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. “Antes dessas abordagens específicas, festejávamos quando a terapia surtia efeito em 30% das pessoas tratadas.” Os resultados animadores são avanços científicos importantes. Mas, ironicamente, colocaram em xeque a maneira como se faz ciência e como os medicamentos são desenvolvidos.
Pilulas (Foto: Getty Images/iStockphoto)
Representantes da indústria farmacêutica e de grupos que defendem o direito dos pacientes querem que esses novos tratamentos cheguem com mais rapidez a quem precisa. Uma reivindicação legítima. O problema é que, para conseguir essa agilidade, é necessário queimar algumas das etapas de pesquisa. O preço a pagar são mais riscos de efeitos colaterais, que passam despercebidos em menos testes, e, talvez, uma eficácia que não seja tão grande quanto a pensada inicialmente. Um estudo apresentado nesta segunda-feira (6) no congresso da Asco e publicado no jornal da Associação Médica Americana, o Jama, dá força à ideia de que é preciso acelerar a pesquisa.
Os autores, liderados pela pesquisadora americana Maria Schwaederle, da Universidade da Califórnia em San Diego, analisaram o resultado de 346 estudos sobre novas drogas para câncer, publicados entre 2011 e 2013. Eles perceberam que, quando os pesquisadores testam medicamentos que agem sobre mutações específicas em pacientes que, sabidamente, têm essas mutações, o resultado é melhor do que quando a droga é testada em pacientes em geral (sem saber se eles têm ou não a alteração genética). Esses resultados já eram flagrantes na primeira das três etapas de testes que são feitos em seres humanos antes de uma nova droga ser aprovada. Nos estudos que selecionaram os pacientes de acordo com as mutações, 30,5% das pessoas respondiam bem ao tratamento. Nas pesquisas em que não foi feita essa seleção, apenas 5% dos pacientes apresentavam resposta à droga.
Parece algo óbvio. E é justamente esse o argumento usado por quem defende acelerar o processo de aprovação de novos medicamentos. Na última etapa de pesquisa, chamada fase 3, um grupo de pacientes usa a droga nova e outro grupo um tratamento já aprovado. É uma maneira de descobrir se o medicamento mais moderno é mais ou menos eficaz que o antigo e de medir, em um número maior de pacientes, seus possíveis efeitos colaterais. A corrente que defende pular a última fase de estudo considera despropositado oferecer a um grupo de pacientes um tratamento antigo, que não é específico para suas necessidades, sabendo que as primeiras fases de teste da nova droga mostraram bons resultados com um agente “personalizado”.
Os oncologistas, que enfrentam, no dia a dia, a dura realidade de encontrar saídas para seus pacientes, reconhecem a necessidade de atualizar o modelo de aprovação de medicamentos, mas são cautelosos em dispensar etapas fundamentais de pesquisa. “Ninguém quer abrir mão dos ensaios clínicos. A questão é como se adequar à nova realidade trazida pela genômica”, afirma Ferreira, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. “Na era da terapia-alvo, seria até antiético não conceder o registro acelerado para drogas que tratam pacientes que não têm outra opção.” Isso não significa que os testes da fase 3, comparativos, devam ser eliminados. “A aprovação deve estar condicionada à realização, após o registro inicial, da última fase de pesquisa”, diz Ferreira.
A agência americana que regula os medicamentos, a FDA, já tem aberto exceções e adotado esse tipo de modelo. Concede aprovação antecipada a drogas que apresentem bons resultados na primeira e na segunda fase de testes, quando não há opções equivalentes de tratamento para a doença. Em 2011, concedeu registro acelerado a um medicamento chamado Xalkori, produzido pela farmacêutica americana Pfizer, depois que apenas dois estudos com 136 e 119 pacientes mostraram que a droga agia sobre um tipo específico de câncer de pulmão. Nenhum desses estudos eram comparativos. A aprovação acelerada, contudo, não revoga a necessidade dos testes comparativos, feitos durante a fase 3 dos ensaios clínicos. Ela apenas pode ser apresentada depois de o medicamento chegar ao mercado. No caso do Xalkori, esses resultados vieram a público um ano depois da autorização inicial concedida pela FDA. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, aprovou o Xalkori em fevereiro deste ano.
Realizar os ensaios da fase 3 está cada vez mais difícil e caro para a indústria. Com os avanços das técnicas de sequenciamento do genoma, o câncer se mostrou um inimigo mais multifacetado do que os médicos pensavam. A descoberta de novas mutações fragmentou os tipos de câncer em novos subtipos, cada vez mais específicos. Com isso, é difícil reunir um grande número de pacientes para fazer as últimas fases de pesquisa, que devem ter mais voluntários. A mutação afetada pelo Xalkori, por exemplo, é encontrada apenas entre 3% e 5% dos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células. “Para recrutar um número maior de pacientes, as empresas têm de recorrer a testes feitos em vários países, multicêntricos, o que é caro e demorado”, diz Edina Koga Silva, coordenadora da pós-graduação em saúde baseada em evidências da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Pesquisadores como Edina estão do outro lado. Prezam evidências de qualidade, como as fornecidas pelos estudos comparativos, como a melhor maneira de avaliar novos tratamentos e garantir a segurança dos pacientes. É uma reivindicação tão legítima quanto à necessidade de acelerar o acesso a drogas promissoras. Não faz tanto tempo que a talidomida, desenvolvida inicialmente como um sedativo na Alemanha, na década de 1950, causou malformações gravíssimas em mais de 10 mil bebês no mundo todo durante os anos 1960. Não havia estudos suficientes para provar que a droga, que parecia aliviar os enjoos durante a gravidez, não atravessa a placenta. A tragédia dos tempos em que as regras para aprovar medicamentos não eram rigorosas fundou o modelo que conhecemos atualmente.
A preocupação é que a aprovação acelerada exponha a população a riscos desnecessários enquanto a última fase de estudo não for encerrada. Quando conclusões são extrapoladas a partir de estudos das fases 1 e 2, que recrutam um número menor de voluntários, há o risco de superestimar a eficácia da nova substância ou de não conseguir identificar efeitos colaterais raros. “Muitas vezes, nem durante a fase 3 é possível flagrar esses riscos, que só aparecem quando o medicamento já está no mercado”, afirma Edina, da Unifesp. Se o risco já existe até na fase 3, na etapas anteriores é maior ainda.
O oncologista americano Vinay Prasad, professor da Universidade de Ciências Médicas do Oregon, preocupa-se, sobretudo, com a eficácia de novas drogas que chegam a custar milhares de dólares ao mês. Ele analisou 36 medicamentos aprovados para câncer entre 2008 e 2012 com base em estudos iniciais. Todos sugeriam que a droga era capaz de diminuir os tumores. Mas, quando se continuou a acompanhar os pacientes por anos, apenas cinco mostraram, de fato, prolongar a vida. “O perigo do registro acelerado de medicamentos é que algumas das aprovações podem ser um erro”, afirma Prasad. “Muitas são baseadas em dados inadequados de eficácia e segurança. Anos mais tarde, descobrimos que essas drogas não funcionam como imaginamos.”
O desafio é encontrar parâmetros que consigam apontar eficácia e riscos de maneira mais rápida, sem abrir mão da segurança. Assim como os avanços científicos exigem tratamentos de melhor qualidade, também requerem estudos de melhor qualidade. Os pacientes agradecem.

OAS deu R$ 3 milhões a Pimentel em troca de intermediação no Uruguai, diz Bené


O empresário afirmou, em delação, que o governador mineiro havia ajudado a empreiteira a conseguir um contrato

MURILO RAMOS
06/06/2016 - 19h10 - Atualizado 06/06/2016 19h50
Fernando Pimentel,Governador do Estado de Minas Gerais (Foto: Vanessa Carvalho/NewsFree/LaltinContent/Getty Images))
Num dos trechos da delação premiada que firmou com o Ministério Público Federal na Operação Acrônimo e ao qual EXPRESSO obteve acesso com exclusividade, o empresário Benedito de Oliveira, o Bené, disse que a empreiteira OAS doou R$ 3 milhões em dinheiro vivo para a campanha do governador mineiro, Fernando Pimentel, em 2014. Em troca, afirmou Bené, Pimentel ajudou a empreiteira a conseguir um contrato para a construção de um gasoduto no Uruguai, pois Pimentel, segundo o empresário, conhecia o chefe de gabinete do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Bené conta ter estado, com a anuência de Pimentel, em contato com dois representantes da construtora OAS: Jorge Fontes e Machado (investigadores suspeitam que seja Ramilton Machado, diretor da empresa) para negociar os termos da doação.
De acordo com Bené, Pimentel, que chefiava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pediu a ele que tentasse obter R$ 5 milhões em propina da empreiteira, em vez dos R$ 3 milhões combinados anteriormente, mas que a tentativa não foi exitosa. Bené afirmou que foi acertada a entrega de dinheiro, em seis datas, em Belo Horizonte a um sócio de Fernando Pimentel. Depois disso, afirmou Bené, não soube o destino do dinheiro.
Procurada pela EXPRESSO, a OAS disse que não se manifestaria sobre o assunto. O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, afirmou: “Tais notícias são absolutamente falsas, uma a uma, e demonstram, em tese, o desespero de quem está disposto a alimentar o imaginário acusatório e de prévia condenação que assola o Brasil há tempos”. Pacelli afirmou também: “Tudo indica que delações como essas constituem o cardápio principal servido nas prisões nacionais. Nos próximos dias, sairá mais um [referência a Bené], para prisão domiciliar, com pequeníssima devolução do que subtraiu: para alguns, o crime realmente compensa!”.
José Mujica presidente uruguaio (Foto: Anadolu Agency/AFP)

OAB quer a cabeça do presidente da Anatel


A Ordem dos Advogados do Brasil vai pedir a Michel Temer o afastamento do presidente da Anatel, João Rezende.
Na avaliação do presidente da OAB, Claudio Lamachia, Rezende não tem mais condições de permanecer no cargo, "pois tem usado a agência como um sindicato de empresas de telecomunicações".
"Uma das maiores responsáveis pela falta de investimento em internet é a Anatel. Deveria regular mercado e não regula. Deveria agir de forma coerente e age como se fosse um sindicato a serviço de empresas de telecomunicação. A leniência com que trata as empresas é inaceitável", defende Lamachia.

Alô, Valério



Além de autorizar a quebra do sigilo telefônico de Gilberto Carvalho, o juiz Sergio Moro também determinou que se quebrasse o de Marcos Valério.
Os procedimentos fazem parte da investigação sobre o empréstimo do Banco Schahin ao PT, para calar a boca de Rona Maria Pinto sobre a morte de Celso Daniel, conforme denúncia do próprio Valério.

Temer manda FAB disponibilizar aviões para transporte de órgãos

Segundo 'O Globo', sistema de transplantes sofre com falta de transporte.
Presidente interino disse que nova regra incluirá transporte de pacientes.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O presidente em exercício, Michel Temer, anunciou nesta segunda-feira (6), em um pronunciamento no Palácio do Planalto, ter ordenado que a Aeronáutica mantenha permanentemente à disposição um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para atuar no transporte de órgãos e tecidos para transplantes.
Na declaração, Temer fez referência à reportagem publicada neste domingo (5) pelo jornal "O Globo" que informou que não havia jato da FAB para o transporte de emergência de órgãos para um transplante. 
A publicação fez um relato da rotina de dificuldades de equipes médicas do país para viabilizar o transporte aéreo de órgãos e tecidos doados para salvar a vida de pessoas que aguardam na fila de transplantes.
"Assinei um decreto, que será publicado amanhã [terça], onde se determina à Aeronáutica que se matenha permanentemente um avião no solo à disposição para qualquer chamado para transporte desses órgãos. Ou ainda, se for para transportar aquele paciente para o local onde está órgão ou tecido, que assim também se faça", anunciou Temer em pronunciamento no Planalto.
Nos últimos dias, o uso de um avião da FAB pelo advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, causou desgaste ao governo Temer.
Segundo o jornal “O Globo”, Medina Osório tentou embarcar, no dia 1º de junho, para Curitiba, na Base Aérea, e teve o pedido negado pela FAB. Diante da negativa, o chefe da AGU teria dado uma “carteirada” nos oficiais da Aeronáutica, dizendo ter status de ministro de Estado – no governo Temer, o advogado-geral da União perdeu essa condição.
Em nota divulgada no último domingo (5), a FAB negou a ocorrência de incidentes no uso do jato pelo advogado-geral da União. Segundo a nota da FAB, o “atendimento seguiu todos os procedimentos formais e legais” e o voo a Curitiba transcorreu “sem qualquer tipo de anormalidade”.
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O episódio teria contrariado Temer, que chegou a discutir, em uma reunião com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), a eventual demissão do advogado-geral da União. No fim das contas, segundo apurou o G1, o presidente em exercício avaliou que o desgaste sofrido por Osório Medina não era grave o suficiente para que tivesse que deixar a chefia da AGU.
Na tarde desta segunda, Temer se reuniu com Osório para tratar do episódio e informá-lo sobre a permanência no cargo.


Renan, o probo



Acusado de ter ficado com 30 milhões de reais desviados da Transpetro, Renan Calheiros teve um rompante de retidão e parabenizou Temer pela suspensão das nomeações políticas em estatais.
"Aplaudo a decisão do presidente da República, Michel Temer, em suspender as nomeações para a diretoria e presidência das estatais, além dos fundos de pensão. É uma decisão oportuna e que repõe os critérios técnicos para preenchimento de cargos estratégicos no país", diz em nota.
Mas como Sérgio Machado teria chegado à Transpetro sem as nomeações políticas?