Cardozo inclui áudios de Machado em ação no Supremo



José Eduardo Cardozo realizou seu sonho. Ele incluiu os áudios de Sérgio Machado na interpelação contra Dilma Rousseff pelo uso da palavra "golpe: em seus discursos.
Na defesa, de 42 páginas, protocolada hoje no Supremo, JEC também defende a "liberdade de expressão" da petista e repete as alegações já conhecidas sobre o... "golpe".
"Talvez a melhor forma de atestar que este processo de impeachment é um verdadeiro golpe de Estado tenham sido estas conversas gravadas, ainda não conhecidas na totalidade, mas reveladas pela imprensa", alega.
JEC não faz qualquer crítica ao vazamento seletivo que tanto gosta de denunciar.

Impeachment sem áudios



José Eduardo Cardozo terá de se contentar com a inclusão dos áudios de Sérgio Machado na interpelação de Dilma Rousseff no Supremo. Ricardo Lewandowski negou seu pedido para considerar as gravações no processo de impeachment.

Capitulou, Tia Eron?




O Conselho de Ética desmarcou a sessão de amanhã que analisaria o relatório de Marcos Rogério pela cassação do mandato de Eduardo Cunha. A votação deve ficar para quinta-feira ou para a próxima semana.
Suspeita-se que o PRB de Celso Russomanno tenha fechado acordo com Cunha para virar o voto de Tia Eron.
Quanto custou?

Comissão de Educação, Saúde e Bem Estar Social se reúne secretário da Saúde para ter diagnóstico do setor



            
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A Comissão de Educação, Saúde e Bem Estar Social se reuniu nesta quarta-feira (1/6) com o secretário municipal de Saúde, Darci Martins Braga, para ter um diagnóstico atualizado das demandas do setor em Colombo.
Braga assumiu a pasta em março deste ano e afirmou aos vereadores que o município precisa se unir às demais cidades da Região Metropolitana para negociar com o governo estadual melhor divisão dos recursos do Consórcio Administrativo Intermunicipal de Saúde, que atualmente concentra recursos na capital do estado, Curitiba, o que aceleraria o aumento de investimentos na saúde colombense.
Em curto prazo, afirmou que a contratação de novos profissionais da área de saúde por meio de concurso público realizado em abril deve permitir, dentro de 60 dias, o remanejamento de profissionais para reforçar os atendimentos nos postos de saúde.
O secretário também destacou que até agosto deve ser implantado o serviço de emergência em Pediatria na Santa Casa, ampliando a oferta de atendimento especializado no município, e, em seguida, devem ser incluídos no local também o atendimento ginecológico.
O presidente da Comissão, o vereador Gilgera, destacou a importância de o Legislativo acompanhar os trabalhos dos diversos setores do Executivo e que a Saúde é um dos setores primordiais para o bem estar da população.

Prefeitura de Colombo adere ao Programa Compra Paraná


WEBMASTER 6 DE JUNHO DE 2016

Assinatura do termo de cooperação com o Sebrae ainda inclui a capacitação de servidores e microempreendedores do município

Assinatura do termo de adesão garante acesso do município  ao Programa Compra Paraná
Assinatura do termo de adesão garante acesso do município ao Programa Compra Paraná
Programa irá capacitar servidores municipais e microempreendedores para que possam identificar possíveis negociações
Programa irá capacitar servidores municipais e microempreendedores para que possam identificar possíveis negociações
Na última sexta-feira, 10, a prefeita Beti Pavin assinou mais uma importante parceria para o município. Trata-se de dois termos de cooperação firmados com o Sebrae, um dos termos garante acesso do município ao programa Compra Paraná, que faz parte da iniciativa Cidade Empreendedora, desenvolvida em Colombo há quase um ano.
“Essa é mais uma de tantas parcerias que temos com o Sebrae, essa cooperação mais uma vez trará muitas oportunidades aos nossos empreendedores e, consequentemente, contribuirá para o desenvolvimento econômico do nosso município”, afirmou a prefeita Beti Pavin.
O programa Compra Paraná tem por objetivo estabelecer um processo permanente de mapeamento, capacitação e negociação para compradores e fornecedores de compras governamentais públicas. Como explica a Gestora do Programa Compra Paraná Regional Leste, Juliana Schvenger. “O nosso objetivo é capacitar servidores e microempresários para que eles possam identificar as contas públicas que possam ter como fornecedores os empresários locais. Para que assim, o dinheiro gerado em Colombo permaneça no município”, explica.
Durante o desenvolvimento do Programa será realizada junto aos servidores municipais oficinas de planejamento onde serão mapeadas as oportunidades que existem dentro do município, que irá gerar um caderno de oportunidades para o empresário. Já os empreendedores terão capacitações para se prepararem para fornecer produtos para o município. Através de parceria com a Associação Comercial e o Sebrae serão realizadas as capacitações, onde os empresários farão cursos e receberão as informações que são necessárias para que eles se preparem e conheçam o processo licitatório, para que assim se tornem fornecedores do município.
“Queremos através de mais essa parceria com o Sebrae fortalecer e gerar o desenvolvimento local. Esta já é uma parceria de sucesso, basta olhar os resultados do Centro do Empreendedor. Que em um ano já realizou mais de três mil atendimentos”, afirma o secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho, Antônio Milgioransa.
Também acompanharam a assinatura do termo: o vice prefeito, Ademir Goulart, o secretário da Fazenda, Márcio Strapasson, o vice presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Gilgera, o Superintendente da Colombo Previdência, Eliseu Ribeiro. Além de servidores municipais que farão parte da instalação do programa no município.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/ PMC

Cerca de dez toneladas de materiais recicláveis foram recolhidas pelo Programa Coleta Verde em Colombo


WEBMASTER 7 DE JUNHO DE 2016

O programa atende aproximadamente dez bairros e distribuiu neste primeiro trimestre aproximadamente 9.500kg de hortifruti para a população

Entre março a maio deste ano, forma arrecadadas cerca de dez toneladas de materiais recicláveis.
Entre março a maio deste ano, forma arrecadadas cerca de dez toneladas de materiais recicláveis.
Foram distribuídas 1.015 sacolas com 5 kg de hortifrúti para a população.
Foram distribuídas 1.015 sacolas com 5 kg de hortifrúti para a população.
 Entre março a maio deste ano, o Programa Coleta Verde passou pelos bairros Vila Zumbi, Vila Liberdade, Paloma, Vale Verde, Monte Castelo, Guaraituba, Santa Fé, Moinho Velho, Florença e Santa Tereza. Neste período foram arrecadadas cerca de dez toneladas de materiais recicláveis e distribuídas em 1.015 sacolas com 5 kg de hortifruti.
Foram acumuladas neste primeiro trimestre cerca de 1.900 sacolas – distribuídas para a população. Ao todo, foram 9.500kg de hortifruti e recolhidos aproximadamente 20 toneladas de material reciclável. O programa este ano teve reinicio em março e atende aproximadamente 10 bairros do município.
Desenvolvido pela Prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente, o programa visa à conscientização da população sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais.
“Além do benefício ambiental, o programa também promove a circulação dos produtos agrícolas do município por meio da troca de hortaliças, legumes e frutas produzidas pelos agricultores”, afirma o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Marcio Toniolo.
Sobre o Programa
O Programa Coleta Verde funciona em um sistema de troca. A cada dez quilos de material reciclável, o morador tem direito a um vale sacola, lembrando que cada um terá direito, de no máximo, dois vales sacola por mês.  A sacola é composta por cinco alimentos: hortaliças, legumes e frutas. Os materiais recicláveis aceitos na troca são: lata, plástico, metal, papel, vidro e pneus.
Confira o cronograma do programa para o mês de junho: CALENDARIO COMPLETO 2016.xlsx
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
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Foto: João Senechal/PMC

Obras de pavimentação asfáltica estão em andamento no município de Colombo


WEBMASTER 7 DE JUNHO DE 2016

Os serviços nos bairros fazem parte do Programa de Pavimentação Comunitária; Ao total, são 11 ruas em processo de execução


Rua Formosa do Oeste
Rua Formosa do Oeste
Rua José Leal Fontoura
Rua José Leal Fontoura
Rua Juvevê
Rua Juvevê
Rua México
Rua México
João Taverna
João Taverna
Nos últimos anos a Prefeitura de Colombo por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação vêm realizando diversos serviços de pavimentação asfáltica nos bairros – através do Programa de Pavimentação Comunitária. Atualmente, os moradores de 11 ruas convivem com obras em frente de casa. As vias estão recebendo camada asfáltica, drenagem, meio fio, passeio, sinalização e paisagismo.
Os serviços em quatro ruas no bairro São Gabriel já estão bem adiantados, entre elas as Ruas: Juvevê conta com 84,37% das obras concluídas, a México com 70,07% e a Francisco Sgoda com 49,80% dos serviços executados.
As outras oito vias estão em andamento, entre elas, as Ruas: Domingos Cavalli, Manoel Quinzani e Marcos Wosch no bairro Roça Grade; João Taverna e Belo Horizonte no bairro Monza; Palotina no bairro Paloma; Carlos Fontoura Falavinha no bairro Guaraituba e Vitório Manoel Franceschi no bairro Osasco.
Para a Prefeita Beti Pavin são obras que beneficiam a população e trazem mais comodidade e segurança para pedestres e motoristas.  “Estamos trabalhando para atender as necessidades da população que tanto precisa de ações como esta. Este programa foi mais uma maneira que encontramos para melhor atender aos moradores e garantir tranquilidade e segurança. Além de proporcionar vias adequadas aos motoristas e pedestres,” declarou a prefeita.
Obra concluída
A Rua Gregório de Matos, localizada no bairro Campo Pequeno, acabou de receber asfalto novo. Foram 228,29 metros de rua asfaltada e um investimento de 222.223,51. “A pavimentação asfáltica melhora a mobilidade de veículos e pedestres”, disse a secretária da pasta, Tania Mara Tosin. As obras contemplaram também melhorias de terraplanagem, drenagem e sinalização de trânsito.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: Marcio Fausto/ PMC

IML libera corpos só depois da chegada do ator Thiago Lacerda


Thiago Lacerda tenta liberar corpo de tio
Thiago Lacerda tenta liberar corpo de tio Foto: Pedro Zuazo
Pedro Zuazo

O drama que seis famílias enfrentavam no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, teve um novo desfecho com a entrada de Thiago Lacerda em cena. Por causa de uma paralisação no serviço de necrópsia, o instituto informou que não liberaria mais nenhum corpo na tarde desta terça-feira, e estava prestes a anunciar aos familiares para quais unidades do IML os cadáveres seriam encaminhados. Às 15h40m, o ator chegou ao instituto para liberar o corpo de um tio, e aí tudo mudou. O diretor do IML, Reginaldo Franklin Pereira, reuniu todos os presentes para informar que ele mesmo tiraria o paletó para ajudar nos procedimentos e agilizar a liberação dos corpos até o fim do dia.
Ao receber a notícia de que o corpo não seria liberado, o ator ficou surpreso e chegou a fazer ligações para tentar agilizar o processo.
— É uma constatação da completa ausência do estado. É muito triste a situação do IML e as condições de trabalho dessas pessoas. É lamentável a forma como o povo é tratado, como nós, brasileiros, somos judiados pela ausência do estado. Esse um sinal da falência do estado do Rio e eu sinto vergonha como cidadão, como pessoa pública e como pai de família. Faço um apelo aos órgãos responsáveis para reconhecer o estado de emergência absoluta a que chegou o IML. Apesar do estado de calamidade, percebi que há um esforço das pessoas aqui de atenderem ao povo — disse o ator, que explicou que o falecido é seu tio de consideração.
Thiago Lacerda fez apelo às autoridades
Thiago Lacerda fez apelo às autoridades Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
Em poucos minutos, Thiago e os parentes foram chamados para subir à sala de direção. Segundo Thiago, o diretor do instituto fez uma explanação sobre os problemas da instituição e, a pedido do ator, garantiu que os demais corpos também seriam liberados. As outras famílias que estavam no local reconheceram que foi uma sorte a chegada de Thiago Lacerda, mas reclamaram do tratamento diferenciado.
— Eles tinham dito que não havia condições de fazer a necrópsia e que os corpos seriam encaminhados para outros IMLs. Foi preciso o Thiago Lacerda chegar para o diretor decidir liberar os corpos hoje. Ele disse que entendia nossa dor e que ia inclusive tirar a gravata e o paletó para, ele mesmo, fazer a necrópsia. Mas ele só entendeu nossa dor quando o ator chegou — desabafou a jornalista Denise Martins, que aguardava a liberação do corpo do padrasto.
Denise Martins reclamou do tratamento diferenciado
Denise Martins reclamou do tratamento diferenciado Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
O serviço de necrópsia foi paralisado porque os 35 funcionários terceirizados do serviço de limpeza foram demitidos. Eles estavam sem receber há três meses e receberam o aviso prévio no último dia 18. Sem profissionais para limpar a sala de necrópsia, os peritos chegaram a fazer vaquinha para contratar prestadores de serviço, de acordo com funcionários do IML. Com o agravamento da situação, no entanto, os peritos decidiram cruzar os braços, alegando condições insalubres.
— Quando você abre um cadáver, sai muito sangue, linfa, material que estava nos intestinos. Não tem condições de trabalhar sem que haja uma equipe de limpeza. Ontem (segunda-feira) houve uma reunião entre os peritos e o diretor, na qual ficou decidido que eles iriam paralisar as necrópsias. Os corpos serão encaminhados para outros IMLs, mas que também não estão numa situação boa — explica Denise Rivera, presidente da Associação dos Peritos dos Rio.
Em nota, a Polícia Civil informou que tem se esforçado para garantir o pagamento das empresas responsáveis pela limpeza. Até que seja regularizado o serviço, a necrópsia será feita no IML de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade.
Após conversar com Thiago Lacerda, o diretor do IML, Franklin, reuniu as outras família
Após conversar com Thiago Lacerda, o diretor do IML, Franklin, reuniu as outras família Foto: Pedro Zuazo
Nota da Polícia Civil (enviada às 14h40):

A Polícia Civil esclarece que tem enviado esforços junto à Secretaria de Estado de Segurança e ao Governo do Estado para pagamento das empresas responsáveis pela realização da limpeza no Instituto Médico Legal. O Departamento Geral de Polícia Técnico Científica informou que os peritos legistas alegam condições insalubres para a realização das necropsias no Instituto Médico Legal (IML) no Centro da Capital, e, por isso, até que seja regularizado o serviço de limpeza neste órgão, as necropsias serão realizadas nas unidades de Campo Grande, Duque de Caxias e Nova Iguaçu”.

Nota atualizada da Polícia Civil (enviada às 21h):
"A Direção do Instituto Médico Legal da Polícia Civil esclarece que, nesta data, em razão das condições insalubres para a realização das necropsias diante da ausência do serviço de limpeza no órgão, o Departamento Geral de Polícia Técnico Científica determinou que o procedimento pericial fosse realizado em outra unidade - Campo Grande - até que o serviço de limpeza seja regularizado. Com relação aos corpos que já haviam dado entrada na unidade, anterior à determinação, foram realizadas as perícias".
Thiago Lacerda foi recebido pelo diretor do IML
Thiago Lacerda foi recebido pelo diretor do IML Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo


Uma corrida com barreiras digitais nas Olimpíadas de 2016


Evitar ataques de hackers é um grande desafio para a organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro

SÉRGIO GARCIA
24/04/2016 - 10h00 - Atualizado 07/06/2016 18h11
Dá para imaginar o estrago se, na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres em 2012, vista por 900 milhões de pessoas ao redor do planeta, o estádio ficasse às escuras. Seria terrível a ocorrência de um blecaute no meio do discurso da rainha Elizabeth II ou da apresentação de Paul McCartney. As autoridades inglesas afirmaram, um ano depois dos Jogos, que hackers atacaram o sistema de fornecimento de energia ao estádio pouco antes da cerimônia, mas foram detidos pela equipe de segurança digital a postos. Ao longo dos Jogos de Londres, foram registradas seis ameaças graves de invasão digital, num total de 97 ataques. Nenhum atingiu o alvo, mas a situação preocupa. Nos Jogos, quase tudo depende de sistemas digitais – vendas de ingressos, exibição de resultados no placar e até a definição de alguns resultados. A par da situação, o comitê organizador da Rio 2016 afirma que segurança cibernética é prioridade.
Abertura  das Olimpíadas de Londres em 2012 (Foto: Tim Wimborne/ REUTERS)
Há um ano, o comitê organizador pôs em funcionamento um laboratório de testes de integração de sistemas. Ele deve fazer 200 mil horas de avaliações para asseverar a confiabilidade da estrutura digital dos Jogos, a exemplo de uma bem-sucedida experiência realizada em Londres. Entre os objetivos está barrarataques cibernéticos. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) mapeou os grupos de hackers com maior possibilidade de atuar em grandes eventos. “Os grupos nessa lista trabalham com escala maior de ataques e demonstram mais conhecimento técnico”, afirma Rodrigo Colli, profissional da área de contrainteligência cibernética na Abin. Em Londres, para perceber os 97 ataques, o aparato de defesa digital detectou quase 200 milhões de incidentes que poderiam indicar ameaças (tão prosaicos quanto a digitação errada de uma senha). Precaver-se contra esse volume de problemas é uma tarefa interminável. “Para diminuir a vulnerabilidade do sistema, fazemos testes a partir de recomendações internacionais”, diz Bruno Moraes, gerente de segurança da informação da Rio 2016. “Mas nunca se consegue chegar a 100% de segurança. É uma busca contínua.” Além da Abin, a força-tarefa conta com a colaboração do Centro de Defesa Cibernética do Exército e do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
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A estrutura digital dos Jogos cariocas se organizou ao redor de duas redes digitais. Uma funciona como grandes redes corporativas. Concentra a organização das operações da Rio 2016, permite a execução de pesquisas e uso de e-mail pelos integrantes. A outra administra as provas. É a responsável por cronometragem e resultados. Por não ser conectada à internet, é bem mais segura que a primeira.
As precauções aumentam não só no Brasil. Para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, o governo japonês espera treinar 50 mil pessoas no setor público e empresas, a fim de aumentar o nível de segurança digital. A preocupação cresce diante da expansão do hacker ativismo – os agressores digitais que, em vez de lucro, buscam expor suas causas. Hackers ladrões continuam na ativa. Durante os Jogos, eles poderão se aproveitar da concentração de turistas para invadir, clonar e usar cartões de crédito, celulares e tablets. Mas o elemento mais novo e imprevisível nessa equação são os hackers ativistas. Por motivação política, eles podem simplesmente querer mostrar que conseguem penetrar em qualquer rede, causar danos à infraestrutura, exibir slogans e criticar patrocinadores e governos – basta multiplicar as inimizades políticas pelos 200 países presentes. Outro alvo óbvio é o site olímpico. A expectativa dos organizadores é atingir, ao longo da competição, em torno de 15 bilhões de visualizações de páginas, quatro vezes mais que na última edição.
A julgar pelos Jogos de Londres e Pequim, neste exato momento há muitos hackers em ação, mirando nas Olimpíadas. “A Copa do Mundo no Brasil foi mais atacada que a anterior, na África do Sul, e a tendência é que nossas Olimpíadas sejam também mais alvejadas que as de Londres”, diz Paulo Pagliusi, especialista em segurança cibernética. Será um teste ótimo para a competência cibernética de organizações e para os profissionais de segurança digital no país.

O governo Temer no pior dos mundos


Se acatado, o pedido do procurador-geral Rodrigo Janot pode deixar o presidente interino sem o comando das duas casas do Congresso

LEANDRO LOYOLA
07/06/2016 - 13h15 - Atualizado 07/06/2016 17h13
A atitude do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, depedir ao Supremo Tribunal Federal as prisões do presidente do Senado, Renan Calheiros, do ex-presidente da República, José Sarney, do senador Romero Jucá e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, é mais uma pancada para o governo do presidente interino Michel Temer. Uma atitude tão rara, forte e de tão larga abrangência pode deixar o governo Temer (mais) fraco em sua capacidade de transitar nas duas casas do Congresso para aprovar medidas essenciais no momento. É o pior dos mundos para quem governa, de forma provisória, um país em recessão e politicamente fraturado. 
Em primeiro lugar, Janot colocou o ministro Teori Zavasckicontra a parede. Pedidos tão bombásticos assim não ficam em segredo por muito tempo em Brasília, mas o vazamento após uma semana explicita uma disputa: Janot quer uma decisão e Teori estava demorando a tomá-la. Como todo o país sabe agora do que se trata, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal terá de decidir ou submeter o assunto aos colegas do Supremo. Como a segunda opção é a mais provável, pois trata-se do destino do presidente do Senado, todo o Supremo será submetido a uma prova de força inédita na História, após uma atitude do Ministério Público Federal.  
A simples existência do pedido convulsiona ainda mais o mundo político – se é que isso é possível. A área mais imediata é o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Como presidente do Senado, Renan é, no momento, o condutor da última etapa do processo. Caso seja afastado do cargo, a condução da Casa ficará a cargo do vice-presidente, Jorge Viana, do PT. O impeachment está nas mãos de uma comissão especial e a sessão final será presidida pelo presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski. Entretanto, há uma série de manobras e decisões que o PT, e seus aliados, pode apresentar na comissão e recorrer ao plenário, onde teria a ajuda de Viana. É óbvio que, quanto mais longo esse processo, maior o desgaste para Temer e seu governo – e melhor para Dilma. As chances de Dilma voltar são praticamente inexistentes, mas o prolongamento de seu exílio no Palácio da Alvorada é um incômodo cada vez maior para o governo.
Michel Temer empossa o novo ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Como a vida política não é feita só de impeachment, as piores consequências de um eventual afastamento ou prisão de Renan podem surgir na vida prática e rotineira. Temer poderá ficar no pior mundo possível, com dificuldades para dialogar com o Congresso. Temer e Renan nunca foram próximos; estão mais para adversários dentro do  PMDB. Entretanto, têm interesses comuns no momento. Temer precisa de Renan para aprovar medidas do ajuste fiscal. Lidar com um Senado presidido por Viana, um petista, seria bem mais difícil para ele. Renan tem poder – e o desejo – de acelerar medidas do ajuste fiscal na Casa; uma garantia que não existe se o presidente for um senador da oposição.
Temer já perdeu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e sabe como tem sido difícil transitar politicamente em um local presidido no papel por Waldir Maranhão, mas tocado pelo "centrão", um aglomerado de partidos pequenos e médios. O governo tem ralado para lidar com a Casa. Teve de aceitar até um líder imposto por deputados, que não foi escolhido no Palácio do Planalto. O pedido de prisão de Cunha pode piorar ainda mais a atuação do governo ali. Mesmo afastado, Cunha ainda controla boa parte do "centrão"; se sair de cena de vez, o governo perderá um ponto de apoio decisivo e terá de encontrar uma saída definitiva para o caso. Certamente custará bastante caro.   
A vida de Temer é dificílima. Ele governa um país que passa pela pior recessão da história recente. Faz isso em uma situação extremamente frágil em termos políticos e institucionais, na qual é atacado por Dilma e pelo PT e é chamado de "golpista" em protestos aqui e ali nas ruas. Enfrenta o suspense diário de a Lava Jato obrigá-lo a demitir auxiliares investigados por envolvimento no petrolão. Pode ficar sem o controle das duas casas do Congresso, um fator de risco enorme para aprovar as medidas essenciais para o ajuste fiscal e a recuperação do país. Com tantas notícias ruins da política, dificilmente os agentes econômicos brasileiros e estrangeiros terão algum ânimo para voltar a investir o no país. Como diz uma lei infalível, que Temer não deve esquecer, nada é tão ruim que não possa piorar. 

Líder do governo, Aloysio Nunes renuncia à Comissão do Impeachment


Presidente do Senado leu decisão; senador tucano não explicou motivos.
Ele será substituído pelo colega de partido Ricardo Ferraço.

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), renunciou à vaga que ocupava na comissão especial que analisa o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
A decisão foi lida pelo presidente do Senado,Renan Calheiros (PMDB-AL), na sessão desta terça-feira (7). Os motivos da renúncia não foram apresentados.
Segundo a assessoria de imprensa do senador, o motivo da renúncia é o “acúmulo de funções” que Aloysio passou a ter depois que passou a ocupar a liderança do governo no Senado.
Aloysio Nunes será substituído pelo senador e colega de partido Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que era suplente do PSDB na comissão especial. Para a vaga de suplência que ficou aberta com a saída de Ferraço, foi indicado o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).
saiba mais

A decisão de Aloysio Nunes foi anunciada praticamente no mesmo instante em que se tornou público o despacho do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, sobre um recurso do líder do governo.
O tucano queria reduzir de 48 para 16, no máximo, o número de pessoas indicadas pela defesa para falar em favor de Dilma no processo de impeachment.
A comissão especial do impeachment está na chamada fase de “pronúncia”. Nessa etapa, após coleta de provas e depoimento de testemunhas, os senadores devem votar parecer que dirá se a denúncia de crime de responsabilidade contraDilma Rousseff é ou não procedente e se deve ser levada a julgamento final.

Os espiões de Dilma



Do Radar:
"O Palácio do Planalto ainda luta para exonerar ou transferir servidores ligados à administração passada que atuam como espiões na nova gestão.
Além de passar informações de bastidores do Palácio, a equipe de Michel Temer descobriu que até cópias do clipping de notícias estavam sendo repassadas para Dilma Rousseff poder se informar sobre as notícias publicadas pelos principais jornais a respeito do governo."
Demita todos, Temer!

Ricardo Ferraço: "Vamos ter mais trabalho"



De Ricardo Ferraço, novo titular da comissão do impeachment, a O Antagonista, sobre as 44 testemunhas de Dilma Rousseff:
"Vamos ter que trabalhar mais, mas paciência. Não podemos dar qualquer motivo para judicialização do processo."
Veremos como o jardim de infância fará para arranjar assunto a ser debatido com tantas testemunhas. Em tese, não serão permitidas perguntas repetidas.

Dilma não será televisionada



Nem o conselho editorial da EBC, aparelhado por petistas, autorizou Ricardo Melo a divulgar a entrevista de Luís Nassif com Dilma Rousseff.
Melo forçou a barra e ainda usou recursos públicos para bancar a passagem do blogueiro. Ele tenta agora contratá-lo como assessor especial.
Vai perder o assento e acabará processado por improbidade.

Investigação contra Mercadante por caixa 2 vai para a Justiça de SP, decide STF

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante coletiva de imprensa sobre as denúncias contra ele contidas na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, nesta terça-feira (15), em Brasília (DF)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante coletiva de imprensa sobre as denúncias contra ele contidas na delação premiada do senador Delcídio do Amaral, nesta terça-feira (15), em Brasília (DF)(Adriano Machado/Reuters)
O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a investigação em que o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT) é acusado de caixa dois de campanha seja remetida à Justiça Eleitoral de São Paulo. Alvo de um inquérito por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, Mercadante perdeu o foro privilegiado depois que foi exonerado após o afastamento da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment.
"Tendo em vista que cessou a investidura funcional do ora investigado em cargo que lhe assegurava prerrogativa de foro perante esta Corte, reconheço não mais subsistir, no caso, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para prosseguir na apreciação deste procedimento de natureza penal", disse Celso de Mello em seu despacho.

O inquérito contra Aloizio Mercadante leva em conta depoimentos do acordo de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, o chefe do chamado Clube do Bilhão. O empreiteiro Ricardo Pessoa disse em depoimento aos investigadores do petrolão que Mercadante presenciou o acerto de 250.000 reais em caixa dois para a campanha dele em 2010. Na época, o petista era candidato ao governo de São Paulo.
Na reunião descrita pelo empresário, o ex-ministro presenciou o repasse de 250.000 reais em doações oficiais da UTC e outros 250.000 reais pagos em dinheiro vivo para o caixa dois da campanha. No encontro estavam presentes, além de Mercadante e de Pessoa, o então coordenador da campanha Emídio de Souza e o presidente da construtora Constran João Santana. Na versão do delator, coube a Emídio ter pedido metade da doação a Mercadante em dinheiro vivo. O ex-ministro nega ter recebido dinheiro de caixa dois na campanha de 2010.