Maranhão saiu do castigo?



Na terça-feira, o grupo que trabalha para instaurar a Comissão Mista para aprovação das 10 medidas contra a corrupção propostas pelo MPF voltará a se reunir na Presidência da Câmara à espera da assinatura de Waldir Maranhão.
Na última quinta-feira, Maranhão não apareceu.

'Não tinha paciência', diz sobrevivente sobre motivo de abaixo-assinado


Estudante conta que a principal reclamação contra o motorista era a falta de paciência em esperar os alunos. Acidente matou 18 jovens em São Paulo.

A estudante Laís de Oliveira Costa, de 21 anos, é uma das sobreviventes do acidente com o ônibus de estudantes na última quarta-feira, na odovia Mogi-Bertioga, em São Paulo. Ela é a autora do abaixo-assinado encontrado entre os pertences das vítimas. O documento reclamava de um motorista da companhia União do Litoral, responsável pelo transporte dos alunos de Mogi das Cruzes para São Sebastião. Ela esclarece, em entrevista ao Fantástico, sobre quem era o alvo do abaixo-assinado e por que ele foi feito.(assista ao vídeo aqui)

Mãe mostra mensagens enviadas pelo filho que estava na boate em Orlando: 'Vou morrer'


Mina Justice mostra o sms enviado pelo filho
Mina Justice mostra o sms enviado pelo filho Foto: Courtesy of Mina Justice via AP
Extra

Uma mãe mostrou aos repórteres as últimas mensagens que recebeu do filho que estava na boate Pulse, em Orlando, onde aconteceu o massacre. Mina Justice estava dormindo quando recebeu o primeiro texto de seu filho, Eddie Justice. Ela ainda não teve informações do filho, segundo a agência de notícias “Associated Press”.
"Mamãe eu te amo", diz a primeira mensagem às 02:06. “Na boate onde houve o disparo disparo”, escreve ele em seguida. Mina Justiça tentou ligar para seu filho, mas não teve nenhuma resposta.
Ela, então enviou uma resposta: “Você está bem?” Às 2:07, ele escreveu: “Preso no ​​banheiro”. Ela perguntou o nome da boate e ele respondeu “Pulse..chame a polícia”. Então, às 2:08 ele escreveu: “Eu vou morrer”.
A mãe ligou para a polícia e enviou várias mensagens ao filho depois na esperança de que eles respondesse. Às 02:39 ele respondeu: “Chame eles mãe. Agora. Ele está vindo. Eu vou morrer”, escreveu.
Mina Justice recebeu mensagens do filho Eddie Justice que estava escondido num banheiro
Mina Justice recebeu mensagens do filho Eddie Justice que estava escondido num banheiro Foto: Tamara Lush / AP
A mãe apelou desesperadamente para que o filho respondesse. Então, às 2:49 Eddie escreveu que ainda estava escondido no banheiro. "Ainda aqui no banheiro. Eles (policiais) precisam vir nos pegar". A mãe informou que a polícia estava lá, e o jovem escreveu "Depressa" e "Ele está no banheiro com a gente" e "Ele é um terrorista". Em seguida ela perguntou se o terrorista estava no banheiro e, um minuto depois, a mãe recebeu um texto final de seu filho: "Sim".
A mãe ainda aguarda notícias do filho, mas afirmou aos repórteres locais que estava com uma sensação ruim. "Seu nome ainda não foi divulgado e isso é ruim. Eu só tenho esse sentimento. Eu tenho uma sensação ruim", disse Mina, segundo o "Florida Times Union".


Chefe dos entrepostos de drogas e armas do Rio, Da Rússia sai das sombras



Caçado pela polícia há anos, Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como Da Rússia, dada a pele clara, vive nas sombras e se refugia na mata fechada no alto do Morro da Barão, na Zona Oeste carioca. Um dos grandes traficantes do Rio, ele também gosta de ser chamado de Lobo Mau. Comanda um vasto comércio de drogas e armas e uma sangrenta guerra contra facções rivais. Manda e desmanda. VEJA apurou que quatro homens já identificados como participantes do estupro coletivo de uma adolescente que chocou o país são integrantes de seu bando. Dois estão foragidos. Um deles, Moisés de Lucena, o Canário, que levou a garota para o local onde seria violentada, é um dos braços fortes da quadrilha liderada por Da Rússia.
O traficante, de 26 anos, trabalha sempre à noite e na madrugada. Por volta das 4h30, protegido por meia centena de asseclas, o chefão se embrenha na mata cerrada, uma extensão da Floresta da Tijuca. Apenas os marginais mais chegados sabem onde ele vai dormir. No matagal há barracas, um ou outro casebre de alvenaria, geradores e fogões improvisados. Da Rússia volta a descer à favela quando anoitece, para tocar os negócios. Seu ramo é o atacado. "Só de cocaína, chega a vender 100 quilos por semana", calcula o delegado Márcio Dubugras. A movimentação financeira do "Bando do Lobo" passa de 6 milhões de reais por mês. Obcecado por armar sua quadrilha para conquistar territórios na cidade, Da Rússia compra armas, granadas e munição em tamanha escala que consegue até desconto. "Eles têm seguramente mais de 100 fuzis por lá", diz o delegado federal Carlos Eduardo Thomé.
A floresta encravada no alto do morro, de acesso muito difícil para quem não é da área, foi justamente o que levou a quadrilha a se instalar ali. Em 2013, o bando de Da Rússia expulsou os milicianos que dominavam o lugar e virou o dono do pedaço. Os traficantes vinham do Complexo do Lins, na Zona Norte, então ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Na época, Da Rússia era homem de confiança de Luiz Cláudio Machado, o Marreta, um dos barões do crime no Rio. Marreta foi preso no ano seguinte. Cumpre pena em presídio de segurança máxima. Da Rússia ainda lhe deve obediência, mas na prática é quem dá as ordens. Nos seus domínios, é juiz máximo de toda e qualquer disputa. Ali não se rouba e há poucos assassinatos, um modo de não atrair a polícia. O estupro da adolescente atrapalhou a azeitada estrutura montada pelo bandido, uma dessas figuras que brotam da inépcia das autoridades.

Obama diz que ataque “foi um ato de terror e ódio”


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realiza pronunciamento na Casa Branca, para falar sobre o massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida - 12/06/2016
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realiza pronunciamento na Casa Branca, para falar sobre o massacre na boate Pulse, em Orlando, Flórida - 12/06/2016(Alex Wong/AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez neste domingo um pronunciamento sobre o massacre em uma boate de Orlando, na Flórida. Obama afirmou que o ataque "foi um ato de terror e ódio". Obama também disse que "este é um dia especialmente doloroso para os nossos amigos e colegas americanos que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros". Em seu breve pronunciamento, o líder americano também informou que as autoridades estão tratando o ataque como um caso de terrorismo doméstico e disse ainda que as investigações estão levantando as possíveis conexões do atirador com grupos extremistas.
No massacre, pelo menos 50 pessoas morreram e 53 ficaram feridas em um ataque feito por um atirador identificado como Omar Mateen, de 29 anos. "Nossos pensamentos e orações estão com as famílias e entes queridos das vítimas", disse o presidente, que afirmou também que pediu para receber atualizações regulares do FBI, a polícia federal norte-americana, e de outras autoridades do governo.

Ele orientou os órgãos policiais do governo a trabalhar com a polícia de Orlando para buscar mais informações sobre o massacre. O objetivo é "prestar toda a assistência necessária para prosseguir a investigação e apoiar a comunidade de Orlando", disse.
(Da redação)

Por que Janot pede a prisão de alguns políticos e de outros não?


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Ao pedir a prisão por obstrução de Justiça de Renan, Jucá, Sarney e Eduardo Cunha e poupar Dilma, Mercadante, Lula e Cardozo, que cometeram o mesmo crime, o procurador-geral da República Rodrigo Janot demonstra parcialidade, provoca reações no Congresso, no STF e coloca em risco a própria Lava Jato
Sérgio Pardellas, IstoÉ
Uma escultura em granito adorna a entrada por onde atravessam todos os dias os ministros do Supremo Tribunal Federal. A estátua caracteriza Têmis, uma das deusas da Justiça na mitologia grega. Como símbolo da imparcialidade, exibe os olhos vendados para significar decisões tomadas às cegas, ou seja, sem fazer qualquer distinção entre as partes nem privilegiar um lado em detrimento do outro a partir de ideologias, paixões ou interesses pessoais.
Na última semana, não fosse matéria inanimada, a venda teria escorregado como manteiga do rosto de Têmis. O responsável por submeter a retina da Justiça a situações constrangedoras, das quais ela deveria estar sempre e a qualquer tempo blindada, é o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ao pedir a prisão por obstrução de Justiça de Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Eduardo Cunha, todos do PMDB, e poupar pelo mesmo crime Dilma Rousseff, Lula, José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante, do PT, Janot, chefe do Ministério Público, um órgão auxiliar da Justiça, mandou às favas o princípio da isonomia o qual deveria perseguir cegamente. Na régua elástica do procurador-geral, os rigores da lei válidos para os peemedebistas contrastam com a condescendência dispensada no tratamento a políticos do PT.
Senão vejamos. Resta evidente, após dois anos de Lava Jato, que um partido, o PT, – único detentor de caneta, verba e tinta para sacrificar a maior estatal do País em troca de propinas e dinheiro ilegal para campanhas – , comandou o Petrolão. Os tesoureiros e principais dirigentes petistas são os engenheiros e os motores da complexa engrenagem da corrupção na Petrobras. Também estrelados integrantes do petismo, entre os quais a própria mandatária afastada do País, Lula e dois ex-ministros de Estado, Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo, foram flagrados em áudios incontestáveis em inequívocas maquinações contra a Justiça e as investigações da Lava Jato. A despeito da ululante constatação, não são do PT e sim do PMDB os políticos mais encrencados até agora por Janot.
O despacho do procurador-geral pela prisão do trio do PMDB e de Cunha, pronto havia 15 dias, veio à baila na última semana trazendo em seu bojo o mesmo objeto capaz de implicar os petistas: a tentativa de criar embaraços à Lava Jato. Renan, Jucá e o senador aposentado, José Sarney, em gravações feitas por Sérgio Machado, discutem maneiras de enfileirar pedras no meio do caminho das investigações. Constituem-se ali meras intenções. Graves, decerto. Os três são habituês em escândalos e, comprovado o cometimento de crimes, são merecedores da punição adequada. Até de prisão, se assim prever a lei. Mas em nenhum momento das gravações há a menção a qualquer iniciativa que tenha obstruído de fato as investigações. O que se conhece, até o momento, ao menos no quesito obstrução de Justiça, não justifica mandá-los para trás das grades. É inquestionável: os tratamentos, até agora, foram desiguais. Enquanto que de um lado há elucubrações sobre como criar empecilhos ao trabalho da força-tarefa de procuradores e policiais federais, do outro há ações concretas para liquidar a Lava Jato. “A grande maioria da população não entende porque o caso das gravações de Sérgio Machado teve andamento tão rápido, enquanto áudios de Lula e Dilma, que comprovadamente mostram ação de obstrução de Justiça, permanecem na gaveta. Janot tem de explicar”, cobrou o ex-deputado Roberto Jefferson.
Obstruir a atuação da Justiça é crime tipificado no inciso 5 do Artigo 6º da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade passíveis de perda de mandato. Dilma foi apanhada em interceptação telefônica, autorizada pelo juiz Sérgio Moro, numa conversa com o ex-presidente Lula para combinar os detalhes de sua nomeação para a Casa Civil. No diálogo, Dilma disse a Lula que enviaria a ele por intermédio de um emissário um “termo de posse” para ser utilizado “em caso de necessidade”. A presidente começava a atuar ali para impedir que o destino de Lula ficasse nas mãos do juiz Sérgio Moro. A intenção de impedir a livre atuação do Judiciário já estava caracterizada. Na sequência, o que se encontrava no plano das ideias foi consumado. O documento não apenas foi entregue por ela a Jorge Messias, como numa iniciativa nunca antes adotada na história republicana, a Presidência fez circular uma edição extra do Diário Oficial para dar publicidade legal ao ato de nomeação no mesmo dia em que foi assinado pela presidente. Para Miguel Reale Jr., um dos juristas signatários do pedido de impeachment de Dilma, o episódio representou uma afronta aos princípios republicanos: “É um ato de imoralidade administrativa e política”, afirmou. Antes, a presidente afastada já havia tramado, com a contribuição do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nomear Marcelo Navarro como ministro do STJ em troca da soltura do empreiteiro Marcelo Odebrecht.
A nomeação também se concretizou e, conforme o combinado, Navarro, ao relatar o habeas corpus do empresário, votou por sua liberdade. Como se sabe, Odebrecht só não foi solto naquela ocasião porque Navarro foi voto vencido no tribunal. Lula, por sua vez, no mesmo lote de gravações, foi apanhado numa série de investidas para barrar as investigações da Lava Jato. Antes, Lula já havia acertado com Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma, o pagamento a Nestor Cerveró, por intermédio do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, num esforço descomunal para evitar a qualquer custo a delação do ex-diretor da Petrobras. Hoje se sabe o porquê. Já Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação, foi gravado numa ação semelhante: a tentativa de compra do silêncio de Delcídio, cuja delação, se saberia a posteriori, enredaria Lula e Dilma. Até agora, contra Dilma há um pedido de investigação, subscrito por Janot e ainda não julgado pelo STF. Lula, por sua vez, experimenta uma espécie de limbo jurídico. Na sexta-feira 10, será completado um mês que os procuradores da Lava Jato pediram ao STF a devolução dos inquéritos envolvendo o ex-presidente petista e nada foi feito. Na lista, aparecem os episódios do sítio em Atibaia, do tríplex no Guarujá e dos valores recebidos de empreiteiras por palestras.
O desequilíbrio da balança do procurador-geral provocou a reação imediata das classes política e jurídica. Causou espécie a maneira como o véu que há pelo menos três semanas encobria os pedidos de prisões do quarteto do PMDB foi retirado. Embora o relator da Lava Jato, Teori Zavascki, já estivesse de posse da solicitação havia mais de 15 dias, os demais ministros da Supremo Corte só tomaram conhecimento do caso pela imprensa. O vazamento, atribuído a Janot, despertou a ira dos ministros. Na sexta-feira 10, o procurador negou estar por trás da difusão dos áudios. “Não tenho transgressores preferidos”, acrescentou. O leite já estava derramado. Para os ministros tratou-se de uma estratégia destinada a pressioná-los. “É grave. Não se pode cometer esse tipo de coisa. É uma brincadeira com o Supremo”, sapecou o ministro Gilmar Mendes. Outro magistrado acusou Janot de fazer “política em favor do PT”. Fundamenta essa tese o timing escolhido pelo procurador para o pedido de prisões. Argumentou o mesmo ministro que Renan e Jucá sobreviviam incólumes, enquanto eram úteis ao PT. Só viraram alvos depois de bandearem-se para a órbita do presidente Michel Temer. O raciocínio faz todo sentido. Renan responde a 11 inquéritos no Supremo, dos quais nove associados à Lava Jato. Nenhum destes recebeu denúncia de Janot, embora os casos em questão sejam ainda mais graves.
O contra-ataque do Senado foi tecido com os fios da vingança. Primeiro, a Casa inflada de corporativismo pôs em marcha um acordão. Se a corte determinar a prisão dos senadores, a Senado promete inviabilizar a decisão em plenário. “Até aqui o que se tem contra os senadores é uma mera especulação de conversas reservadas”, antecipou-se o líder do governo, Aloysio Nunes (PSDB-SP). O passo seguinte dos senadores será barrar qualquer tentativa de Janot de emplacar o seu sucessor. Sabe-se no MPF do seu esforço em fazer de Nicolao Dino, irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, o próximo procurador-geral da República. “Não iremos esquecer”, afirmou um aliado de Jucá.
Que ninguém se engane: os intencionados em inviabilizar a Lava Jato tentarão fazer valer o seu propósito ao menor sinal de equívoco processual. Foi sintomática a solidariedade do ex-presidente Lula a Renan prestada na semana passada. A quem interessa o afã de querer mandar apenas um grupo de políticos para a cadeia com base em controversa sustentação legal? A resposta é insofismável: só serve a quem está apostando suas fichas no ambiente do “quanto pior, melhor” para ensejar novas eleições ou para aqueles que acalentam o irrefreável desejo de melar a Lava Jato. A pretexto de mandar para a cadeia um lote específico de políticos implicados no crime de obstrução da Justiça, o diversionismo de Janot arrisca produzir exatamente o inverso: a proteção de todos. E não é o que se cumpriu semana passada? Apesar da atuação de xerife, a dura realidade se impôs: todos permanecem soltos. Peemedebistas e petistas.
A busca pela imparcialidade dos magistrados remonta ao início dos tempos. Ao retirar do cidadão o direito à autotutela, o Estado deu-lhe como compensação a figura do juiz: a pessoa a quem caberia a resolução de impasses sem beneficiar nenhuma das partes. O jurista alemão Werner Goldschimidt diz que a imparcialidade consiste na tentativa de colocar entre parênteses todas as considerações subjetivas do julgador, de modo que este deve ser objetivo e esquecer-se da própria personalidade. Não é o que parece orientar o procurador-geral da República. Para o espanhol Faustino Córdon Moreno, professor catedrático da Universidade de Navarra, o julgador imparcial deve ser terceiro às partes, assentado na neutralidade e no desinteresse. Janot também não parece agir como um ator desinteressado. Pelo contrário. Para o Palácio do Planalto, em seu radar estão os votos necessários para enterrar o impeachment de Dilma.
Uma adaptação a uma expressão sheakespeariana se encaixa com perfeição à realidade atual. Há mais coisas entre Curitiba e Brasília do que supõe nossa vã filosofia. Existe algo de podre no reino, para tomar emprestado outro termo da tragédia de Hamlet. Que os rigores da lei valham para todos e a venda permaneça sobre os olhos da deusa grega. Só assim, a Lava Jato estará resguardada e marcará o capítulo mais importante da história do combate à impunidade no País.
Fernando Pimentel se mantém no governo de Minas enquanto STJ não decide se aceita acusação contra ele
A cada dia se complica a situação do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Ele é suspeito de receber suborno e de se beneficiar de recursos ilícitos na última eleição. A Operação Zelotes moveu uma denúncia contra o petista por ajudar ilegalmente montadoras quando era ministro do Desenvolvimento, na gestão Dilma. O STJ até agora não decidiu se aceita a acusação, o que apearia automaticamente Pimentel do cargo. Enquanto isto, o braço-direito do petista resolveu contar tudo o que sabe em troca de redução de pena. O empresário Benedito Rodrigues, o Bené, disse que, entre outras operações, Pimentel recebeu milhões de empreiteiras para fazer lobby junto a governos do exterior. Afirmou também que o governador direcionou parte do dinheiro ilegal para negócios de um sobrinho. Não é primeira acusação contra familiares do petista. A primeira-dama Carolina Oliveira é também alvo dos agentes da Zelotes. Em uma estratégia suspensa pela Justiça, Pimentel tentou nomeá-la secretária estadual para lhe dar foro privilegiado e atrapalhar as investigações.

O gasto social na era PT


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Editorial, Estadão
Houve expressivo crescimento do gasto social público no Brasil entre 2002 e 2015, aponta recente estudo da Secretaria do Tesouro Nacional. Em 2002, o governo federal gastou R$ 422 bilhões, equivalentes a 12,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2015, os dispêndios sociais alcançaram a cifra de R$ 928 bilhões, representando 15,7% do PIB. Ao mesmo tempo que indicam a forte atuação do poder público na área social – o que certamente é positivo –, os números aconselham prudência. Com tanto dinheiro público envolvido, todo cuidado é pouco.
No estudo, a Secretaria do Tesouro Nacional considerou como gastos sociais os dispêndios referentes ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, bem como aqueles que “proporcionam oportunidades de promoção social”. Para tanto, reuniu em sete categorias os gastos sociais presentes no Orçamento da União: assistência social, educação e cultura, organização agrária, previdência social, saneamento básico e habitação, saúde e, por último, trabalho e emprego.
Houve crescimento tanto dos gastos sociais diretos – aqueles executados diretamente pelo poder público – quanto dos gastos sociais tributários – que se referem aos valores que o governo deixou de arrecadar para as áreas sociais em razão por exemplo, de renúncia fiscal. Chama a atenção o vertiginoso aumento dos gastos tributários, proporcionalmente bem maior que o dos gastos diretos. Em 2002, os dispêndios sociais tributários representaram 0,3% do PIB. Em 2015, o porcentual foi de 1,8% do PIB. Em tese, governos de esquerda não priorizam esse modelo de investimento social e optam por uma atuação estatal direta.
O PT parece, porém, ter escolhido outra via. Em 2002, 418 entidades civis receberam benefícios tributários relacionados à assistência social. Em 2008, esse número era de 4.843. Em 2015, eram 17.765 as entidades beneficiadas. Tendo em vista o complicado histórico petista de parcerias com ONGs, está aqui um bom campo de investigação.
Entre 2002 e 2015, os gastos sociais que apresentaram maior crescimento em relação ao PIB foram previdência social (0,97% do PIB), assistência social (0,78% do PIB) e educação e cultura (0,74% do PIB). Já os dispêndios com saúde se mantiveram estáveis no período. Como reconhece o estudo, “a complexidade do arcabouço orçamentário brasileiro dificulta uma visão global sobre a composição do gasto público e qual o significado econômico de tais dispêndios”.
Dessa complexidade decorre a importância do estudo da Secretaria do Tesouro Nacional, ao desvelar em grandes linhas o gasto social público. Por exemplo, no período analisado, o gasto previdenciário (do regime geral e do regime público) representou mais da metade de todo o gasto social público. Essa é, por exemplo, uma forma eficaz de investir no desenvolvimento social?
Avançar na qualidade das políticas sociais exige, portanto, melhorar a compreensão dos efeitos desses gastos sobre a sociedade – também quanto aos efeitos políticos desses dispêndios. Gasto social é sinônimo de poder eleitoral. Lula e Dilma, por exemplo, não tiveram grandes escrúpulos em usar programas sociais federais como seus cabos eleitorais em eleições presidenciais.
O estudo da Secretaria do Tesouro Nacional relaciona o aumento dos gastos sociais com a melhora dos indicadores sociais. Salienta, por exemplo, o efeito benéfico das transferências sociais diretas – Bolsa Família e outros programas – para a redução da desigualdade e a diminuição da pobreza. A responsabilidade com o dinheiro público, contudo, exige ir além e procurar com isenção respostas para as muitas questões ainda em aberto. Por exemplo, o aumento dos gastos em educação – de R$ 57 bilhões (2012) para R$ 160 bilhões (2015) – não proporcionou nem de longe uma correspondente melhora na qualidade da escola pública. Afinal, os recursos públicos são escassos – e o gasto social deve ser realmente transformador.

Em delação, ex da OAS dirá que campanha de Marina teve ‘caixa 2’


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Lauro Jardim, O Globo
Na negociação da delação premiada de Léo Pinheiro, há uma revelação destinada a fazer muito barulho. Atinge duas figuras que têm suas imagens ligadas umbilicalmente às questões da ética e da sustentabilidade — uma, na política; a outra, no meio empresarial.
O ex-presidente da OAS se comprometeu com os procuradores a falar do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010.
O pedido a Pinheiro foi feito por Guilherme Leal, um dos donos da Natura, candidato a vice-presidente de Marina naquela eleição.
Alfredo Sirkis, ainda de acordo com a delação do ex-presidente da OAS, acompanhava Leal quando a negociação foi fechada.
Oficialmente, ou seja, no caixa um, o TSE não tem registro de qualquer doação da empresa baiana para a campanha de Marina.

Congresso não vota redução da maioridade e estuprador ‘dimenor’ fica impune


estupro - ebc
Em pleno o clamor contra o estupro coletivo no Rio, uma garotinha de 11 anos foi estuprada em Brasília por adolescentes seguindo a liderança de um homem feito de 16 anos. Nem foram incomodados. São “crianças”, segundo a lei. Um crime horrível foi praticado, uma menina que brincava com bonecas ficará com sequelas emocionais irremovíveis, mas não haverá culpados, nem punição. E o Congresso reluta em discutir e votar a redução da maioridade penal para 16 anos. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.O grupo de adolescentes estupradores dopou a menina antes de abusar dela com selvageria, crueldade e covardia.
Reduzir a maioridade não é o “melhor remédio”, mas ao menos abriria a chance de punir assaltantes, assassinos e estupradores de 16 anos.
Ciente de que aos 16 anos poderia ser punido, o estuprador brasiliense pensaria mil vezes antes de liderar crime tão abjeto quanto covarde.
A proposta de emenda constitucional nº 171, que reduz a maioridade, está há 23 anos nas gavetas do Congresso.

A ameaça de Lula


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Mary Zaidan
Hábil na escolha das frases e na mixagem dos tons — do sério ao indignado, do didático ao malandro –, o ex-presidente Lula ainda tem domínio de palco. Mas, definitivamente, já não é o mesmo. Se consegue empolgar a torcida, o faz com uma fórmula gasta e repetitiva, incapaz de ultrapassar os limites da fé cega de seus fãs. E, como sempre, excede na torção dos fatos a seu bel prazer e conveniência, nos impropérios ou na simples mentira.
Foi o que se viu, mais uma vez, na sexta-feira, no ato “Fora Temer” na Avenida Paulista. Ao rol de mesmices sobre o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff e a ilegitimidade do presidente interino Michel Temer, Lula se valeu de sandices, desacato, agressões pessoais, desapreço à democracia e desrespeito à Constituição.
A ele, pouco importa o “Fora Temer” ou o “Volta Dilma”. O que vale é o palanque para manter viva a candidatura em 2018.
Depois de expor uma visão muito particular do golpe de 1964 e da campanha das Diretas-Já, e de embrenhar-se em uma danada confusão ao comparar a revolução de Fidel Castro e o governo Michel Temer, Lula voltou-se ao seu papel predileto de benfeitor único dos pobres. Essa fonte inesgotável de votos, que, pragmaticamente, é melhor que permaneça na pobreza.
Em flagrante afronta à Carta, que estabelece o Parlamento como único fórum legal para processar o impedimento de um presidente, surrupiou a legitimidade dos deputados federais, afirmando que “só o povo que elegeu Dilma pode tirar Dilma”. E incluiu os parlamentares pró-impeachment na lista ampliada dos 300 picaretas a que se referira nos anos 1990.
Falando muito mais de si e de seu governo do que da pupila sucessora que só deu dor de cabeça a ele e ao país, Lula berrou contra privatizações que nem de longe estão na mira do governo Temer. “Vão querer vender a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa, a Eletrobras, a Transpetro. Vão vender tudo.” E, para delírio da plateia, arrematou: “Vão querer vender a mulher e até a família”.
Nada de novo. A ladainha contra a privatização está no discurso do PT desde sempre. Mas Lula agudizou: “para privatizar não precisa de governo, só de agiotas”.
Em outro momento, inspirado em Hugo Chávez, mas na versão piorada, mais semelhante ao desconcertado Nicolás Maduro, Lula dedicou-se a achincalhar o ministro das Relações Exteriores, José Serra, que teria reacendido o “complexo de vira-lata” do Brasil. E, de novo, se agarrou ao lugar comum para lembrar que é filho de analfabetos, e que tinha aprendido a não ser melhor nem pior do que ninguém, mas ser igual.
A lição jamais assimilada faz Lula supor que está acima do bem e do mal. E, embora saiba da impossibilidade de ocultar fatos e reconstruir a história com a lábia, não vislumbra outra saída – até porque não há. Portanto, vai ocupar palanques em cada ato anti-Temer e fazer exatamente igual. Defender Dilma não mais do que protocolarmente, atacar rivais a ferro e fogo, tentar juntar o que resta de seguidores.
Na ponta da língua traz o discurso de condenar os que denunciam a roubalheira que fez de seu governo e de sua sucessora um sem-fim de escândalos, acusando a existência de conluio entre gente do Ministério Público e da Polícia Federal com jornalistas. Vazamentos condenáveis quando mexem com ele, Dilma e o PT, aplaudidos e comemorados quando apertam os calos de Aécio Neves e do PMDB de Temer.
Na mesma sexta-feira em que o ex ouvia “olê-ôlê-olá, Lula, Lula!”, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, solicitava ao Supremo que a investigação de Delcídio do Amaral, que envolve Lula na tentativa de evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, fosse despachada para o juiz Sérgio Moro. Outros três procedimentos – sítio de Atibaia, tríplex do Guarujá e a inclusão no processo principal da Lava-Jato – já estão nas mãos do ministro Teori Zavascki e também devem seguir para Curitiba.
Quase todas as vezes que fala em público, Lula “ameaça” ser candidato se “eles” continuarem a provocá-lo. Mas foi-se o tempo em que o “eles” era o nome genérico da oposição. Hoje, o único “eles” capaz de provocar Lula é a Justiça. E, ao que parece, ela não se inibe diante de ameaças.

EBC virou ‘cabide de emprego’ e símbolo de aparelhamento político, diz ministro


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O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse que sua proposta de extinção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), revelada pelo colunista Jorge Bastos Moreno, está ganhando adeptos dentro do governo e que discutiu a proposta com o presidente interino, Michel Temer. Geddel disse ao GLOBO que a EBC se transformou num “cabide de emprego” e “foco de militância”. As informações são de Cristiane Jungblut n’O Globo.
O GLOBO já revelou que o projeto dos governos petistas de Lula e Dilma de transformar a EBC em uma instituição pública de comunicação consumiu mais de R$ 3,6 bilhões de recursos diretos do Orçamento do governo federal nos últimos oito anos, conforme levantamento feito pela assessoria técnica do DEM, a pedido do GLOBO.
Presidente do Conselho Curador da EBC, a jornalista Rita Freire reagiu às declarações do ministro, afirmando ser uma “temeridade” querer acabar com uma estrutura voltada para a sociedade, de informação pública. Ela disse que a EBC está sob “forte ataque” na gestão de Michel Temer e que o Conselho deverá se pronunciar mais uma vez em defesa da empresa.
Geddel disse que o governo não precisa de uma empresa para “autopromoção” e que basta o presidente ter uma estrutura para os registros históricos, por exemplo. Para ele, só deve existir uma estrutura para dar informação e não fazer autopromoção. Desde que assumiu, Temer identificou na EBC foco de resistência, tanto que nomeou o jornalista Laerte Rímoli para comandar a empresa e teve que recuar, depois que a nomeação foi contestada no Supremo Tribunal Federal. Uma liminar do ministro Dias Toffoli restituiu a direção da EBC ao jornalista Ricardo Melo, que havia sido nomeado na gestão da presidente Dilma, antes do afastamento do cargo no processo de impeachment.
— Essa é uma visão pessoal e não de governo. Mas fico feliz que outros estejam concordando. A EBC é um símbolo de um governo ineficiente, do aparelhamento da gestão, de autopromoção. Não pode ser canal de autopromoção. O que for informativo e não autopromocional, se mantém. Para fazer propaganda, temos contratos com agências para fazer publicidade, que é outra coisa. Acabar com isso é um imperativo para que o novo governo se diferencie. Falei minha opinião ao presidente, que ouviu — disse Geddel.
O ministro disse que pode se discutir alternativas, talvez uma estrutura enxuta com equipes para registrarem os atos do presidente, acompanhá-los nas viagens. Hoje, a estrutura de comunicação tem a NBr, que é a TV do governo, que transmite todas as cerimônias do governo, por exemplo. A TV está dentro da EBC, que funciona como uma agência de notícias oficial.
Para o ministro, poderiam ser feitos vínculos com as TVs Educativas, repassar inclusive os equipamentos modernos e aproveitar todos os concursados.
— E demitir os cargos de confiança — disse ele.
PADILHA DIZ QUE HÁ GASTOS SUPÉRFLUOS NA EBC
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse ao GLOBO que Temer determinou a realização de um levantamento sobre o custo real do aparato da Empresa Brasil de Comunicação e defendeu mudanças na EBC. Na prática, Temer já decidiu que haverá mudanças, mas a radicalidade disso é que está em questão: se uma reformulação principalmente da linha, com nova direção, ou a simples extinção da EBC e a criação de uma nova estrutura. Padilha disse que há, sim, gastos “supérfluos”.
A EBC está sob o guarda-chuva da Casa Civil. Uma das propostas seria a extinção da TV Brasil, na qual os programas seriam mais caros e “ideologizados” e retomar um modelo mais formal de comunicação, nos moldes da antiga Radiobras.
— Já falei com o presidente Michel sobre isso e ele determinou que se faça um estudo real dos gastos. O governo não tem interesse em concorrer com a mídia privada. Alí, é um gasto absolutamente supérfluo. E, num momento em que estamos numa fase de fazer mais com menos, as coisas supérfluas. Isso servia muito bem a quem queria ideologizar as ações do governo, queria a construção de uma franquia ideológica a partir dessa comunicação. Não é o nosso caso. Poderemos redimensioná-la. Não vamos extinguir a área de comunicação de governo. É inadmissível a ideologização da comunicação de governo. Mas a comunicação de governo é indispensável — disse Padilha.
A gestão petista ficou marcada por ter contratado profissionais, em cargos de confiança, por altos salários. Em 2015, os gastos chegaram a R$ 547,6 milhões em 2015. O número de funcionários da empresa saltou de 1.629 em 2007 para 2.615 em abril deste ano — um aumento de 60,5%.
Temer já assumiu querendo, pelo menos, reduzir os gastos da empresa. A TV é apontada como sem audiência tanto pelo novo governo como por petistas.

MO mais humilde



Há quase um ano preso, Marcelo Odebrecht baixou a bola.
"O Marcelo que hoje frequenta a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, é outro: aparente humildade, cabeça baixa e braços para trás são hábitos que parece ter incorporado", registra reportagem de O Globo.
Curitiba favorece a humildade.

EXCLUSIVO: TEORI JÁ DECIDIU



O Antagonista soube que o ministro Teori Zavascki já decidiu remeter os processos contra Lula para o juiz Sergio Moro.
Quando?
Resposta: "Em breve".

Em jogo de cinco gols, Coritiba 3 x 2 derrota Sport e deixa a zona de rebaixamento


Por Pedro Melo 

Coxa conquistou sua segunda vitória no Brasileirão. (Divulgação/Coritiba)
Coxa conquistou sua segunda vitória no Brasileirão. (Divulgação/Coritiba)
O Coritiba finalmente voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Depois de ganhar na estreia, o Coxa ficou cinco jogos sem saber o gosto da vitória, mas conseguiu a vitória por 3 a 2 contra o Sport, no estádio Couto Pereira, e deixou a zona de rebaixamento.
No primeiro tempo, o Rubro-Negro pernambucano saiu na frente com Diego Souza, mas antes do intervalo, Ruy deixou tudo igual. Já na etapa final, o Alviverde virou com Kleber e não demorou muito tempo para Diego Souza empatar novamente. No momento em que estava com um jogador a mais, o Verdão aproveitou para garantir os três pontos com gol de cabeça do zagueiro Luccas Claro.
A vitória foi fundamental para o Coritiba deixar a zona de rebaixamento. Com a segunda vitória no Brasileirão, o Coxa não pode voltar para o Z4 neste momento já que Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentam. O próximo compromisso será mais uma vez no Couto Pereira contra o Palmeiras na quarta-feira (15), às 21h45.
Um gol para cado lado no primeiro tempo
Sem o meia César González, o técnico Pachequinho voltou ao esquema com dois volantes e promoveu a estreia do volante Edinho. Nos primeiros minutos de partida, o Coxa arriscava para o gol de fora da área, mas as finalizações não levavam perigo para o goleiro Magrão.
Quando o Alviverde estava melhor na partida, o Sport aproveitou erro da defesa para abrir o placar. Diego Souza recebeu belo passe, chutou duas vezes e o goleiro Wilson salvou em ambas. Entretanto, o meia do Rubro-Negro teve mais uma chance e conseguiu mandar para o fundo das redes.
Depois de sair atrás no marcador, o time coxa-branca não se abalou e não demorou muito tempo para empatar a partida. Juan cobrou o lateral na área, Juninho desviou de cabeça e Ruy mandou de primeira para dentro do gol.
Coxa consegue a vitória
Empolgado pelo gol na primeira etapa, o Coxa voltou com o mesmo espírito e virou a partida com somente dois minutos. Kleber recebeu belo passe na frente do gol e teve muita calma para tirar do goleiro Magrão. Porém, o Sport reagiu rapidamente e conseguiu o empate pouco tempo depois com Diego Souza que aproveitou rebote de Wilson.
Em um momento que o jogo estava equilibrado, o Verdão ficou com um jogador a mais após a expulsão de Matheus Ferraz. Com um jogador a mais, o Coxa chegou ao gol da vitória em lance de bola parada. Juan cobrou o escanteio na área e Luccas Claro cabeceou forte para o fundo das redes.
Nos minutos finais, o meia Juan foi expulso e deixou o Verdão também com 10 jogadores em campo, mas a equipe conseguiu se segurar até o final para garantir a sua segunda vitória no Campeonato Brasileiro.
FICHA TÉCNICACORITIBA 3X2 SPORT
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba.
Data: 12 de junho de 2016.
Horário: 11h.
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC).
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Alex dos Santos (SC).
Público e renda: 8.221 pagantes/8.760 presentes/R$ 126.090,00.
Coritiba: Wilson; Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo (Felipe Amorim), Edinho, Ruy (Fábio Braga) e Juan; Kleber e Vinícius (Evandro).
Técnico: Pachequinho.
Sport: Magrão; Ronaldo, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Serginho, Gabriel Xavier (Rodney Wallace), Diego Souza e Everton Felipe (Osvaldo); Edmilson (Lenis).
Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Cartões amarelos: Ronaldo e Serginho (SPO); Kleber, João Paulo, Luccas Claro e Dodô (CFC).
Cartão vermelho: Matheus Ferraz (SPO); Juan (CFC).
Gols: Diego Souza (SPO), aos 24′ do primeiro tempo e 6′ do segundo tempo, Ruy (CFC), aos 36′ do primeiro tempo, Kleber (CFC), aos 2′ do segundo tempo, e Luccas Claro (CFC), aos 25′ do segundo tempo.