QUATRO NOVAS RUAS RECEBERÃO ORDENS DE SERVIÇOS PARA PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA


WEBMASTER 14 DE JUNHO DE 2016

Obras acontecerão nas ruas Francisco Spichila, Abílio Cordeiro, Pedro D‘Agostin e Princesa Isabel

A Prefeitura de Colombo realiza nestes dias 14 e 15, a partir das 19h30 – a assinatura das ordens de serviço para pavimentação asfáltica de quatro novas ruas. Na ocasião, a Prefeita Beti Pavin autorizará o início das obras na presença dos moradores destas vias.
DIA 14
As reuniões com os moradores iniciam nesta terça-feira, 14, às 19h30, na rua Francisco Spichila, no Osasco. A assinatura para a execução do novo asfalto acontecerá na própria rua, no número 40. Nesta via que será pavimentada entre as ruas Santo Pascoal Francheschi até a Rua João Esperanceta serão 149,50 metros de extensão e investimentos de R$ 198.449,86.
Logo após, às 20h30, acontece a assinatura para a execução do novo asfalto na Rua: Abílio Cordeiro, 76 – no Roça Grande. Ao todo, serão 116,04 metros de extensão – trecho entre a Rua Estanislau Langoski e a Rua Estela Andrade dos Santos, e um investimento de R$ 117.254,96.
DIA 15
Já na quarta-feira, dia 15, às 19h30, o encontro com os moradores para a assinatura do início das obras acontece na rua Pedro D’Agostin, 26, no Jardim Monza. A pavimentação desta via vai da Rua João Taverna até a Rua Paschoal Lazaroto Toniolo, em 375 metros de extensão e receberá investimentos da ordem de R$ 376.045,55.
Em seguida, às 20h30, na rua Princesa Isabel, 1354, será a vez da população desta via receber a ordem de serviço que dará início as obras entre o trecho das ruas Tunísia até a Rua Manoel Ribas, em 406 metros de extensão com e investimentos de R$ 407.812,60.
A realização destas quatro obras fazem parte do Programa de Pavimentação Comunitária desenvolvido pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Machado: Renan, Jucá e Sarney receberam R$ 71,7 milhões



No pedido de prisão negado por Teori Zavascki, Rodrigo Janot diz que Sérgio Machado "foi muito claro", em seus depoimentos, sobre a obtenção de subornos.
Segundo Machado, Renan Calheiros recebeu R$ 32,2 milhões em propina de contratos da Transpetro, enquanto Romero Jucá embolsou R$ 21 milhões e, José Sarney, R$ 18,5 milhões.

Empresa de marqueteiro do PMDB recebeu R$ 1,2 milhão por serviços ao partido


Elsinho Mouco, dono da Pública Comunicação, doou slogan usado pelo governo do presidente interino Michel Temer

RICARDO DELLA COLETTA E MURILO RAMOS
14/06/2016 - 07h46 - Atualizado 14/06/2016 18h07
O presidente interino Michel Temer dá posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffaree e do Ipea, Ernesto Lozardo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A empresa Pública Comunicação, Consultoria e Marketing, do marqueteiro do PMDB, Elsinho Mouco, recebeu no ano passado R$ 1,2 milhão por serviços prestados ao partido. Mouco doou aMichel Temer o slogan usado pelo governo interino, “Ordem e Progresso”, elogiado pelo filho caçula de Temer.

Justiça decreta bloqueio de R$ 30 milhões de empresário envolvido em acidente


Da Redação com MP-PR

 
A 2ª Vara Cível de União da Vitória, no Sudeste do Paraná, decretou a indisponibilidade de bens do espólio do dono da empresa de transporte responsável pelo ônibus que se envolveu em um grave acidente em 14 março de 2015, na Serra Dona Francisca, em Santa Catarina. O veículo partiu de União da Vitória rumo a Guaratuba, litoral paranaense, com 58 passageiros, além do motorista, quando saiu da pista em um trecho da rodovia SC-418 e caiu em uma ribanceira. Em consequência, 51 pessoas morreram e oito ficaram feridas.
carlos junior noticia do dia
Acidente deixou 50 mortos (Foto: Carlos Junior / Noticia do Dia)
A liminar judicial atende ação coletiva movida pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca, que tem atribuições na área de defesa do consumidor. De acordo com a ação ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, no momento da tragédia, o ônibus estava em alta velocidade, “circunstância agravada pela perda momentânea e repentina da eficiência do sistema de frenagem, em razão de conduta imprudente do motorista, que não se utilizava corretamente dos dispositivos de redução de velocidade desde o início do declive”.
Além disso, não havia cintos de segurança no coletivo, o veículo estava com número excedente de passageiros (tinha capacidade para 50 pessoas, mais o motorista) e não estava registrado no Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Paraná ou habilitado perante a Agência Nacional de Transportes Terrestres – logo, não autorizado para executar a viagem. O dono da empresa era também o condutor do coletivo e morreu no acidente.
O MP-PR pleiteou a indisponibilidade de bens do espólio do empresário, em R$ 30 milhões, até a sentença final relativa ao caso, para garantia de eventuais indenizações a todos os que direta ou indiretamente tiveram prejuízos com o ocorrido. A Justiça acatou integralmente o pedido liminar (autos n.º 0005162-59.2016.8.16.0174 ).

Pai e filha morrem após grave acidente entre quatro veículos no Contorno Sul


Por Felipe Ribeiro e Daniela Sevieri
Fotos: Daniela Sevieri – Banda B e Divulgação PRF

Um homem de 46 anos e a filha, de 18, morreram no começo da noite desta terça-feira (14) após grave acidente envolvendo quatro veículos no quilômetro 601 da BR-376, o Contorno Sul de Curitiba. O acidente aconteceu no viaduto de ligação com a BR-476, na pista sentido Ponta Grossa.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o homem morreu na hora. A jovem ficou presa contra as ferragens e chegou a ter o socorro acionado, mas não resistiu e morreu no local.
As vítimas estavam em um veículo Chevrolet Prisma, ficou prensado entre dois caminhões. No outro carro, o motorista saiu ileso.
A pista sentido Ponta Grossa chegou a ser interditada durante o atendimento.

Atriz, mulher do ministro do Esporte não se arrepende de atacar Temer e Cunha no Facebook


Janine Salles está fazendo uma participação em Eta mundo bom! como a personagem Janete

14/06/2016 - 14h00 - Atualizado 14/06/2016 15h14
"Não me arrependo da postagem, não tive problemas em casa por isso", afirma Janine Salles (Foto: Divulgação/ Jacson Vogel)
Recentemente a atriz Janine Salles, mulher do novo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, deu o que falar nas redes sociais ao usar sua página no Facebook para atacar Michel Temer e Eduardo Cunha. As mensagens, inclusive, foram usadas por adversários do ministro na bancada do PMDB para minar a relação dele com o presidente. “Não me arrependo, não tive problemas em casa por isso. Antes de ser mulher dele, sou uma cidadã, tenho direito de ter a minha opinião e manifestá-la. Afinal, vivemos em uma democracia”, diz Janine à coluna.
"Antes de ser mulher dele sou uma cidadã, tenho direito de ter a minha opinião e manifestá-la. Afinal, vivemos em uma democracia", diz Janine Salles (Foto: Reprodução Facebook)
Deixando a polêmica de lado – ela garante que não teve problemas em casa e que o marido, que acaba de assumir o Ministério do Esporte a convite do presidente Temer, não a repreendeu pela postagem  –, Janine acaba de faturar um personagem em Eta mundo bom!. Ela foi convidada pela produção de elenco da trama do autor Walcyr Carrasco para interpretar Janete, uma dançarina que chamará a atenção de Severo, papel vivido pelo ator Tarcísio Filho.
"Já fiz participações em outras novelas como Flor do caribe e Fina estampa, mas é a primeira vez que trabalho com o Walcyr Carrasco", diz Janine Salles (Foto: Divulgação Jacson Vogel)
“Já atuei em outras novelas como Flor do Caribe e Fina estampa, mas é a primeira vez que trabalho com o Walcyr e estou encantada com a personagem”, diz ela, que também acaba de passar uma temporada na Itália rodando suas cenas no filmeDiminuta, em que contracenou com Reynaldo Gianecchini. “Não teve cena de beijo, mas se tivesse não teria problema. Meu marido entende e apoia bastante a minha carreira.” Janine Salles e o ministro Leonardo Picciani são pais da pequena Maria Julia, de 2 anos.

Teori questiona "seriedade" de gravações de Machado



No despacho em que negou as prisões de Renan, Jucá e Sarney,Teori Zavascki ressaltou que as gravações feitas pelo delator Sérgio Machado "revelam diálogos que aparentemente não se mostram à altura de agentes públicos titulares dos mais elevados mandatos de representação popular".
Segundo ele, porém, "não se pode deixar de relativizar a seriedade de algumas afirmações, captadas sem a ciência do interlocutor, em estrito ambiente privado."
Teori lembrou que o STF já tem firmada a convicção de que, "por mais graves e reprováveis que sejam as condutas supostamente perpetradas, isso não justifica, por si só, a decretação da prisão cautelar".
Para o ministro, é uma questão de credibilidade da Justiça.
"Não se nega que a sociedade tem justificadas e sobradas razões para se indignar com notícias de supostas práticas de crimes, em especial quando envolvam seus representantes, e de esperar uma adequada resposta do Estado, no sentido de identificar e punir os responsáveis. Todavia, a sociedade saberá também compreender que a credibilidade das instituições, especialmente do Poder Judiciário, somente se fortalecerá na exata medida em que for capaz de manter o regime de estrito cumprimento da lei, seja na apuração e no julgamento desses graves delitos, seja na preservação dos princípios constitucionais da presunção de inocência, do direito à ampla defesa e do devido processo legal, no âmbito dos quais se insere também o da vedação de prisões provisórias fora dos estritos casos autorizados pelo legislador."\\\\\\\\\\\\zzz

Força-tarefa da Lava Jato prepara três denúncias contra Lula


Procuradores veem provas para processos por três atos distintos de lavagem de dinheiro e corrupção – pena mínima somada é de 15 anos de prisão

DANIEL HAIDAR
14/06/2016 - 11h24 - Atualizado 14/06/2016 14h38
o ex presidente Lula (Foto: Adriano Machado / Reuters)
Com o retorno das investigações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o juiz Sergio Moro, decidido pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba finaliza um pacote de até três denúncias contra Lula por crimes descobertos no petrolão. A força-tarefa afirma possuir provas para denunciar Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por favores recebidos das empreiteiras Odebrecht e OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai pelo sítio em Atibaia, pelo aluguel de contêineres para o transporte de acervo de Lula de Brasília para o sítio e pela reserva do apartamento tríplex de Guarujá.
Os procuradores da República já veem razões para formular acusações criminais contra o ex-presidente pelos três atos distintos. Embora ainda em discussão, é pouco provável a apresentação de uma só denúncia contra Lula, pois haveria excesso de testemunhas e maior lentidão no julgamento. Cada ato de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro implica, respectivamente, três anos e dois anos de prisão. Por isso, na hipótese mais otimista, o Ministério Público pode pedir que Lula seja condenado a pelo menos 15 anos de prisão. Outras acusações criminais também estão em análise, em vista do material apreendido na Operação Aletheia, deflagrada no dia 4 de março contra o ex-presidente, aliados e familiares. Há outros favores de empreiteiras em investigação.
Adquirido por dois amigos e sócios de Fábio Luís da Silva, filho de Lula, o sítio de Atibaia foi reformado com mão de obra das empreiteiras Odebrecht e OAS. O Instituto Lula já negou inúmeras vezes que o local seja propriedade de Lula; afirma que o presidente apenas o frequenta. Em fevereiro, ÉPOCA mostrou que Lula foi 111 vezes ao sítio em quatro anos. O apartamento tríplex em Guarujá foi construído pela Bancoop, a cooperativa do Sindicato dos Bancários, que quebrou. Assumido pela OAS, o imóvel foi reservado e reformado ao gosto de Lula e sua família. Em meio à Operação Lava Jato, Lula desistiu de ficar com o imóvel.
Mais de um mês após o afastamento de Dilma, o ministro Teori decidiu que, por Lula não ter mais foro privilegiado, as denúncias contra ele deveriam voltar à primeira instância – no caso, a cargo do juiz Sergio Moro. Teori ainda não decidiu, no entanto, o destino do processo no qual Lula já foi denunciado como mandante da compra de silêncio de Nestor Cerveró. Por enquanto, a ação se mantém no Supremo. Lula deverá responder ainda por participação ou chefia da organização criminosa do petrolão.

Após seis dias internada, morre no hospital universitária atropelada por bandidos em fuga


Por Marina Sequinel 


A estudante de Enfermagem Ana Carolina Menonatropelada por bandidos em fuga na semana passada, morreu na tarde desta terça-feira (14) no Hospital Evangélico, em Curitiba. Ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última quarta (8), quando foi atingida por uma motocicleta no cruzamento das ruas Trajano Reis e Treze de Maio, no Centro da cidade.
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Ana Carolina foi atropelada na última quarta-feira por bandidos em fuga. (Foto: Reprodução/Facebook)
A informação sobre a morte da jovem foi confirmada à Banda B pelo hospital e por uma das amigas da vítima. “Queremos justiça”, disse, bastante abalada com a notícia.
Em um grupo na rede social Facebook, outra conhecida da universitária postou a seguinte mensagem: “É com muita dor no coração que venho informar que a nossa Ana Carolina Menon descansou! Obrigada a todas pelas orações, peço que continuem, pois a família está precisando”.
A jovem era estudante de Enfermagem na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela havia acabado de sair da faculdade e tinha levado o celular para arrumar em uma loja no Centro de Curitiba quando foi atropelada por uma dupla em uma motocicleta.
Um dia depois do acidente, a reportagem entrou em contato com o Hospital Evangélico para saber sobre o estado da jovem. Ela havia sofrido fortes lesões no crânio e no tórax e estava inconsciente, em estado gravíssimo.
O caso
Segundo a Polícia Militar, os dois suspeitos, de 15 e 24 anos, carregavam drogas na moto no momento do acidente. O soldado Janz, do 12° Batalhão, relatou que a equipe subia a Alameda Cabral quando percebeu o início de fuga dos bandidos. “Assim que avistaram a viatura, eles furaram o sinal vermelho e começaram a acelerar. Foi difícil acompanhar inicialmente, mas tentando fugir por meio dos carros, acabaram atingido a jovem no local e também caíram”, relatou.
O rapaz de 24 anos foi encaminhado ao pronto-socorro e preso em flagrante na sequência. O menor foi levado à Delegacia do Adolescente para os procedimentos cabíveis.
Ainda não há informações sobre onde será o velório e o enterro de Ana Carolina.

Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha


Presidente afastado é acusado de mentir a CPI; cabe recurso à CCJ.
Decisão será encaminhada ao plenário, que poderá aprovar ou não.

Nathalia Passarinho e Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O Conselho de Ética aprovou nesta quarta-feira (14), por 11 a 9, parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão ocorre uma semana após ser divulgada notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Cunha.
O peemedebista é acusado, no processo por quebra de decoro parlamentar, de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. Ele nega e afirma ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades jurídicas formadas para administrar bens e recursos).
Com a aprovação do relatório de Marcos Rogério, abre-se prazo de cinco dias úteis, a partir da publicação no Diário Oficial, para a defesa de Cunha recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que poderá opinar apenas sobre aspectos formais do relatório e não sobre o mérito.

Em seguida, o processo segue para o plenário da Câmara. Qualquer punição só poderá ser aprovada em definitivo com o voto de ao menos 257 dos 513 deputados.
Após o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), proclamar o resultado, deputados e servidores gritaram "Fora, Cunha!" no plenário onde ocorreu a votação.

O relatório de Marcos Rogério, que foi aprovado pela maioria, diz que trustes e offshores foram usados pelo presidente afastado da Câmara para “ocultar" patrimônio mantido fora do país e para receber propina de contratos da Petrobras.

No parecer, o deputado diz que Cunha constituiu trustes no exterior para viabilizar a "prática de crimes".
Complementação de voto
Na sessão desta terça, Marcos Rogério apresentou complementação de voto para reforçar a defesa pela cassação do mandato de Cunha. Para ele, o peemedebista se utilizou de trustes e empresas “de fachada” para ocultar o recebimento de propina de contratos da Petrobras.
“O deputado se utilizou de engenharia financeira para dissimular o recebimento de propina. Creio que a única sanção aplicável é a perda de mandato, pois a mentira foi premeditada e realizada com a finalidade de minar a Operação Lava Jato. [...] O que há aqui é uma verdadeira laranjada”, sustentou Marcos Rogério.
Rogério afirmou ainda que não afastou  “a presunção da inocência de Cunha por arbítrio”. “Ela foi afastada pelas robustas provas. Querem conhecer as provas, olhem para o processo”, sugeriu.
O relator encerrou a fala dizendo: “Estamos diante do maior escândalo que esse colegiado já julgou. Não se trata de omissão e mentira, mas de uma trama com a finalidade de ocultar uma série de crimes”, disse.

Votação
A votação estava inicialmente prevista para a semana passada, mas Rogério pediu tempo para elaborar a apresentar complementação de voto. O adiamento para esta semana foi uma estratégia dos adversários de Cunha, para ganhar tempo e tentar convencer a deputada Tia Eron (PRB-BA), detentora do voto decisivo, a apoiar o parecer pela cassação.
Presença mais aguardada da sessão desta terça, Tia Eron chegou ao plenário do Conselho de Ética por volta de 14h20 e passou a ser cumprimentada por aliados e adversários de Eduardo Cunha. Perguntada pelo G1 se ela já havia definido voto, ela afirmou: “Não acredito. Vocês já puseram voto para mim”. Questionada se participaria da votação, a deputada afirmou: “Se vocês me derem paz”.
Em seguida, ela foi abordada pelo advogado de Cunha, Marcelo Nobre, que trocou algumas palavras com a deputada e prestou “apoio” pela “pressão” dos últimos dias. A parlamentar apenas acenou a cabeça, enquanto segurava a mão do advogado.
Detentora do voto mais aguardado e considerado decisivo, ela votou a favor do relatório de Marcos Rogério pela cassação de Cunha.
“Em relação à minha consciência é nela que moram os valores e reside a verdade. O meu partido, quando foi colocado no imaginário balcão onde a chantagem seria a moeda de troca, o PRB, lá não se trocam cargos. Nossa política é diferente. Em função disso, eu votei pela admissibilidade do processo de impeachment. Fui hostilizada até pelas mulheres. De todo modo, meus pares, eu não posso aqui absolver o representado nessa tarde. Eu não posso. Eu voto sim”, disse a deputada, ao declarar o voto.
Também surpreendeu o voto do deputado Waldimir Costa (SD-PA), que votou a favor da cassação, ainda que tenha sempre se manifestado abertamente contra a perda do mandato. O deputado do Solidariedade inclusive discursou em defesa de Cunha na sessão desta terça e o chamou de homem “honrado”.
Novas denúncias
Na semana passada, Cunha foi alvo de nova denúncia da Procuradoria-Geral da República pelo suposto envolvimento em desvios nas obras do Porto Maravilha no Rio de Janeiro. A acusação se baseia nas delações premiadas dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia.
Já a mulher do presidente afastado, Cláudia Cruz, virou ré na Justiça Federal do Paraná por suspeita de crimes relacionados à manutenção de uma conta na Suíça. A expectativa de adversários de Cunha era que esses novos fatos pudessem pesar na decisão dos integrantes do Conselho de Ética.
O colegiado também foi notificado de uma multa de R$ 1,13 milhão do Banco Central a Cunha por ele não ter declarado à Receita Federal ter recursos no exterior.
Adversários do peemedebista chegaram cogitar pedir que o processo em tramitação no colegiado fosse aditado com esses novos fatos. Mas, logo no início da sessão, Marcos Rogério explicou que, com o fim da instrução do processo, não seria possível acrescentar novas informações à representação.
Por sua vez, aliados de Cunha passaram a adotar como estratégia, nesta semana, a proposta de defender que o peemedebista renuncie ao posto de presidente da Câmara, em troca de ter o mandato poupado. Se Cunha renunciar à presidência da Câmara, será necessária uma nova eleição para escolher um sucessor.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais aliados do peemedebista, disse que conversaria com Cunha para propor a renúncia, caso o Conselho de Ética rejeitasse o parecer de Marcos Rogério.
Cunha deve pensar no “bem” da Câmara e evitar que a Casa continue sendo presidida interinamente por Waldir Maranhão (PP-MA), que não conta com apoio nem da base nem da oposição.
"Após o resultado do Conselho de Ética, é possível que eu trabalhe para que ele reavalie sua posição em relação à presidência da Câmara. É possível que eu converse com ele a esse respeito", disse Marun, nesta segunda (13).
"Entendo que, se a Câmara entender que Eduardo Cunha tem o direito de permanecer com seu mandato e exercer sua ampla defesa nessa condição, entendo que ele também deva ter um pensamento mais positivo em relação à Câmara. José Maranhão como presidente interino atrapalha a Câmara”, complementou.
Manobra na CCJ
Apesar de o resultado no Conselho de Ética ter sido negativo para Cunha, aliados do peemedebista já atuam para evitar a perda do mandato no plenário da Câmara. Eles  elaboraram uma consulta encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre os procedimentos de votação que visa impedir que o plenário decrete a perda do mandato do peemedebista.
Nesta segunda-feira (6), o deputado Arthur Lira (PP-AL), próximo a Cunha, apresentou parecer que pode salvar o presidente afastado da cassação. Ele defende que, no caso de processos disciplinares, o plenário vote um projeto de resolução e não o parecer do conselho.
A diferença é que, no primeiro caso, o projeto de resolução admite emendas, que podem alterar o seu conteúdo. No segundo caso, não. Lira também opinou que as emendas não poderão ser prejudiciais ao investigado.

Diante disso, na hipótese de chegar ao plenário um parecer desfavorável a Cunha, como ocorrerá neste caso, aliados poderão tentar aprovar emendas alterando partes do seu conteúdo, como a punição. A estratégia é aprovar em plenário uma pena mais branda que a cassação do mandato. 

Por outro lado, sendo levado ao plenário um relatório mais brando, o que não ocorrerá neste caso, adversários de Cunha não poderiam propor mudanças que o prejudicassem. O parecer de Lira deverá ser analisado pela CCJ na tarde desta terça.