Motociclista morre ao bater contra ônibus na marginal da BR-116 em Curitiba


Da Redação


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Motociclista foi atropelado na marginal da BR-116 (Foto: Colaboração)
Um motociclista morreu na hora em um grave acidente contra um ônibus na marginal da BR-116, no bairro Atuba, em Curitiba, por volta das 15h desta quarta-feira.
Os dois veículos faziam o sentido Colombo da rodovia quando aconteceu a colisão. O Siate do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, porém o motociclista já estava morto.
“Foi uma batida realmente muito forte. O motociclista parou embaixo do ônibus e não sei o que pode ter acontecido ali”, disse uma testemunha à Banda B.
Até o fechamento desta reportagem, a vítima do acidente não estava identificada

Esse é firmeza



Sérgio Firmeza Machado, como já citado por aqui, era até pouco tempo diretor do Credit Suisse. Nas delações, o pai Sérgio Machado e os irmãos Expedito Neto e Daniel Firmeza procuram afastá-lo de qualquer envolvimento no esquema da Transpetro.
O próprio Sérgio conta que saiu de casa aos 16 anos, afastando-se dos negócios da família. Teria sido procurado apenas para dar sugestões de investimentos e para abrir a offshore na Suíça, para que Expedito recebesse a propina do pai -- sem imaginar a origem dos recursos.
Em sua delação, ele complementou as versões apresentadas pelo pai e pelos irmãos. À Receita, declarou possuir R$ 140 milhões em bens, entre imóveis de luxo, aplicações e obras de arte. No ano passado, ainda como executivo do Credit Suisse, registrou mais de R$ 48 milhões em rendimentos.

Lula recorre ao STF para evitar Moro



Enquanto questões burocráticas adiam o envio a Curitiba das investigações contra Lula, a defesa do petista tenta ganhar tempo. Hoje, os advogados protocolaram recurso alegando que ele não pode ser investigado em duas instâncias diferentes.
Teori Zavascki enviou a Sérgio Moro os inquéritos do sítio de Atibaia, do triplex do Guarujá e o de repasses das empreiteiras por meio de palestras. Lula também pode ser investigado em Curitiba como mandante do suborno de Nestor Cerveró.
Permanecem no STF, porém, o que apura a tentativa de Dilma Rousseff de obstruir a Lava Jato nomeando Lula para a Casa Civil e o que investiga o petista como chefe do quadrilhão.
A defesa de Lula pediu também que a decisão de Teori seja submetida a plenário.

Bombeiros tentam retirar 3 pessoas soterradas em igreja da Assembléia de Deus que desabou


Prédio onde funcionava igreja evangélica desabou em Diadema (SP).
Prefeitura diz que local estava em obras e não tinha alvará para reforma.

Glauco AraújoDo G1 São Paulo
Os bombeiros trabalham desde o meio da tarde desta quarta-feira (15) para retirar três pessoas que ficaram soterradas no desabamento de um prédio onde funciona uma igreja evangélica Assembléia de Deus. Duas pessoas já foram localizadas e receberam oxigênio. A terceira pessoa ainda não foi encontrada. A prefeitura de Diadema diz que o prédio estava em reforma e não tinha alvará para a obra. Segundo testemunhas, de 10 a 15 pessoas participavam de um culto evangélico na hora do acidente.VEJA VÍDEO
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De acordo com o tenente-coronel dos Bombeiros Nauheimer, os fiéis que se feriram participavam de um culto de libertação quando o teto despencou.
Ao todo, quatro pessoas foram retiradas dos escombros: três crianças e um adulto. Um dos meninos feridos foi socorrido e encaminhado ao pronto-socorro do Hospital Estadual de Diadema. Às 17h, outras duas já haviam sido visualizadas com vida e aguardavam resgate.
Em nota, a Prefeitura de Diadema afirmou que "o prédio estava em reforma, porém sem autorização da Prefeitura". Segundo o comunicado, "a Secretaria de Habitação notificou o espaço em 13 de junho e solicitou apresentação de alvará de aprovação e execução da obra. A orientação foi paralisar a obra até a apresentação dos documentos".
O advogado da Assembleia de Deus, Kaique Nicolau de Lima, afirmou que a obra estava parada "há mais de 15 dias". "É uma igreja antiga, com mais de 60 anos. A documentação estava sendo agilizada junto à Prefeitura”, disse.
Segundo os bombeiros, o desabamento ocorreu por volta das 15h30, quando algumas pessoas participavam de um culto. Às 19h, 20 veículos da corporação, com 70 profissionais ao todo, atendiam a ocorrência. Eles recebiam apoio da Defesa Civil e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Trabalho dos bombeiros em Diadema seguia à noite (Foto: Glauco Araújo/G1)Trabalho dos bombeiros em Diadema seguia à noite (Foto: Glauco Araújo/G1)
Trabalho dos bombeiros em Diadema seguia à noite (Foto: Glauco Araújo/G1)Trabalho dos bombeiros em Diadema seguia à noite (Foto: Glauco Araújo/G1)

Veja como era a fachada original da igreja evangélica que desabou em Diadema (Foto: Reprodução/Google Street View)Fachada original da igreja evangélica que desabou em Diadema (Foto: Reprodução/Google Street View)
Bombeiros buscam vítimas de acidente em Diadema (Foto: Glauco Araújo/G1)Bombeiros buscam vítimas de acidente em Diadema (Foto: Glauco Araújo/G1)
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Bombeiros buscam vítimas de acidente em Diadema (Foto: Glauco Araújo/G1)Bombeiros buscam vítimas de acidente em Diadema (Foto: Glauco Araújo/G1)
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Igreja evangélica desaba em Diadema, ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)Igreja evangélica desaba em Diadema, ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)
Igreja evangélica desaba em Diadema, no ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)Igreja evangélica desaba em Diadema, no ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)
Igreja evangélica desaba em Diadema, no ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)Igreja evangélica desaba em Diadema, no ABC (Foto: Reprodução/TV Globo)
Desabamento de igreja Renascer
Em 2009, o telhado da sede da igreja Renascer, no bairro do Cambuci, na Zona Sul de São Paulo, desabou, matando nove pessoas e deixando mais de 100 feridas. No dia 2, uma juíza da capital determinou o confisco de 20% do dízimo arrecadado diariamente nos cultos da instituição para o pagamento de indenização a uma das vítimas.
A decisão da juíza Daniela Dejuste de Paula, da 21ª Vara Cível, foi publicada no Diário Oficial de 23 de maio, mas divulgada pela defesa da vítima em 2 de junho.
Procurado pelo G1, o advogado da Renascer, Roberto Ribeiro Junior, diz que estranhou a divulgação da informação pelo defesa da vítima, já que havia sido acordado entre ambos um acordo extrajudicial para pagamento de R$ 26 mil, que ainda não foi assinado.
Em 2012, a sentença condenou a instituição a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais. Houve recurso e, após a intimação para pagamento não ser atendida pela Renascer, a juíza mandou a penhora do caixa da igreja até o valor atualizado de R$ 27.546, informou o Tribunal de Justiça (TJ).

Tite é confirmado como novo técnico da seleção brasileira


Por Pedro Melo

Tite terá a responsabilidade de classificar o Brasil para a próxima Copa. (Divulgação/Corinthians)
Tite terá a responsabilidade de classificar o Brasil para a próxima Copa. (Divulgação/Corinthians)
A novela do novo treinador da seleção brasileira durou apenas um dia e Tite está confirmado no cargo. O gaúcho foi procurado pela direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última segunda-feira (13), mas preferiu aguardar o desligamento de Dunga para aceitar o convite, o que aconteceu na reunião na noite de terça-feira (14).
O anúncio oficial foi feito pelo presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, durante entrevista coletiva, que admitiu surpresa com a saída de Tite.  “”Tite não comanda mais o Corinthians. Ele aceitou o convite da seleção brasileira. No jogo de quinta (contra o Fluminense) não dirige mais o time. Fui a primeira pessoa que ele comunicou, faz duas horas. Achava que ele não iria, fui surpreendido. Não pensei em nomes. Vou pensar nisso agora”, comentou.
Junto com Tite, outros funcionários do Timão também vão trabalhar no Brasil a partir de agora: os auxiliares Cléber Xavier e Matheus Bacchi e o preparador físico Fábio Mahseredjian.
Entre os principais títulos do técnico gaúcho está a Copa do Brasil (2001), duas edições do Campeonato Brasileiro (2001 e 2015), quatro campeonatos estaduais (2000, 2001, 2009 e 2013), Copa Sul-Americana (2008), Recopa Sul-Americana (2013), Copa Suruga (2009) e Libertadores e Mundial (2012).
Tite não treina a seleção na Olimpíada
Entre as exigências de Tite estava não comandar a seleção brasileira durante os Jogos Olímpicos e a CBF prontamente aceitou. Portanto, Rogério Micale é quem comandará o time em busca da medalha de ouro inédita.

Tite é confirmado como novo técnico da seleção brasileira


Por Pedro Melo

Tite terá a responsabilidade de classificar o Brasil para a próxima Copa. (Divulgação/Corinthians)
Tite terá a responsabilidade de classificar o Brasil para a próxima Copa. (Divulgação/Corinthians)
A novela do novo treinador da seleção brasileira durou apenas um dia e Tite está confirmado no cargo. O gaúcho foi procurado pela direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última segunda-feira (13), mas preferiu aguardar o desligamento de Dunga para aceitar o convite, o que aconteceu na reunião na noite de terça-feira (14).
O anúncio oficial foi feito pelo presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, durante entrevista coletiva, que admitiu surpresa com a saída de Tite.  “”Tite não comanda mais o Corinthians. Ele aceitou o convite da seleção brasileira. No jogo de quinta (contra o Fluminense) não dirige mais o time. Fui a primeira pessoa que ele comunicou, faz duas horas. Achava que ele não iria, fui surpreendido. Não pensei em nomes. Vou pensar nisso agora”, comentou.
Junto com Tite, outros funcionários do Timão também vão trabalhar no Brasil a partir de agora: os auxiliares Cléber Xavier e Matheus Bacchi e o preparador físico Fábio Mahseredjian.
Entre os principais títulos do técnico gaúcho está a Copa do Brasil (2001), duas edições do Campeonato Brasileiro (2001 e 2015), quatro campeonatos estaduais (2000, 2001, 2009 e 2013), Copa Sul-Americana (2008), Recopa Sul-Americana (2013), Copa Suruga (2009) e Libertadores e Mundial (2012).
Tite não treina a seleção na Olimpíada
Entre as exigências de Tite estava não comandar a seleção brasileira durante os Jogos Olímpicos e a CBF prontamente aceitou. Portanto, Rogério Micale é quem comandará o time em busca da medalha de ouro inédita.

Sérgio Machado afirma ter movimentado quase R$ 200 milhões em propina na Transpetro


Confessou, em delação premiada, ter repassado R$ 100 milhões a políticos e guardado R$ 70 milhões no exterior

FLÁVIA TAVARES
15/06/2016 - 15h32 - Atualizado 15/06/2016 15h53
Sérgio Machado, presidente da Transpetro (Foto: Renata Mello/ Transpetro)
Em sua delação, Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, lista nove empresas que pagaram “de forma continuada vantagens ilícitas, tanto em doações oficiais quanto em repasses em dinheiro” ao longo dos mais de 11 anos em que permaneceu à frente da subsidiária da Petrobras. Ele disse que o percentual cobrado dessas empresas era de cerca de 3% na área de serviços e de 1% a 1,5% no setor de navios. Ele narra, ainda, que quatro empresas pagavam vantagens de forma esporádica. 
O ex-presidente da Transpetro diz que, nesse período, fez repasse de vantagens indevidas, sempre no Brasil, de pouco mais de R$ 100 milhões a políticos. E que calcula ter recebido “cerca de R$ 2 milhões por ano a título de vantagens ilícitas, decorrentes das sobras dos repasses a políticos, a maior parte após 2008, além de ter R$ 70 milhões no exterior”. 

Machado diz que Temer voltou à presidência do PMDB para controlar o destino de doações


Em sua delação, o ex-presidente da Transpetro diz que o grupo JBS doaria cerca de R$ 40 milhões a senadores da legenda

FLÁVIA TAVARES
15/06/2016 - 15h14 - Atualizado 15/06/2016 20h11
O presidente interino Michel Temer (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado teve seu sigilo suspenso pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, na terça-feira (14). Em um trecho, Machado relata que ouviu de “diversos senadores” em reuniões na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros, que o grupo JBS faria doações ao PMDB “a pedido do PT” de cerca de R$ 40 milhões nas eleições de 2014. Os recursos, no entanto, seriam direcionados exclusivamente ao PMDB do Senado, notadamente aos senadores “Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo, Eduardo Braga, Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião e outros”. Machado conta que, insatisfeito, o PMDB da Câmara dos Deputados procurou o presidente interino, Michel Temer, para se queixar. “Esse fato fez com que Michel Temer reassumisse a presidência do PMDB visando controlar a destinação dos recursos do partido”, diz o delator. Machado completa que não sabe se o grupo JBS obteve algum favorecimento em troca dessa doação.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo JBS doou oficialmente R$ 22,6 milhões ao PMDB em 2014.
Procuradas, a assessoria da Presidência da República e da JBS não responderam aos pedidos de esclarecimentos até a conclusão da reportagem.
Atualização: após a publicação da notícia, a assessoria do PMDB encaminhou uma nota: “O PMDB sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas. Em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas, não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade”.
A assessoria de imprensa da JBS também encaminhou uma nota:  "A JBS reitera que as doações feitas para campanhas eleitorais foram realizadas de acordo com as regulamentações do TSE. A empresa lamenta que mais uma vez a empresa esteja envolvida em acusações que agridem, de forma infundada, sua imagem, marcas, reputação e conduta ética".

'Celulares não paravam', diz coronel sobre acidente na Mogi-Bertioga


Acidente foi o mais grave do Alto Tietê desde criação de agrupamento.
18 pessoas morreram em acidente com ônibus fretado há uma semana.

Cristina RequenaDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano
 Uma semana após o acidente que matou 18 pessoas na Rodovia Mogi-Bertioga, a mesma equipe de bombeiros que atuou no resgate está em plantão no 17º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes. Entre as lembranças que continuam vivas na memória do grupo está o som dos celulares das vítimas, que de acordo com o tenente-coronel Jean Carlos de Araújo Leite não paravam de tocar, apesar do sinal ruim na serra.(VEJA VÍDEO)
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“Cheguei no local do acidente por  volta da 0h15 e muitos celulares tocavam dentro dos bolsos das vítimas que já estavam sem vida. Em alguns aparelhos era possível ver que havia muitos registros de chamadas. Só que a gente procura não atender porque é complicado dar uma notícia sem saber quem está do outro lado da linha. Existem equipes preparadas para fazer esse tipo de atendimento”, lembra.
G1 esteve no grupamento na tarde desta terça-feira (14). De acordo com Leite, o acidente foi o mais grave da história do grupamento, que foi criado há quatro anos. O motorista do ônibus perdeu o controle em uma curva na noite de quarta-feira (8). No km 84 da rodovia, o veículo bateu em um barranco, tombou e caiu em uma valeta. O fretado levava estudantes de duas universidades de Mogi das Cruzes para a casa, no litoral.
Sargento Amarilson trabalhou no acidente da Mogi-Bertioga (Foto: Cristina Requena/G1)Sargento Amarilson trabalhou no acidente da
Mogi-Bertioga (Foto: Cristina Requena/G1)
Sargento Antônio Carlos do 17° GB de Mogi das Cruzes (Foto: Cristina Requena/G1)Sargento Antônio Carlos, tem uma filha que é
universitária e se sensibilizou (Foto: Cristina Re-
quena/G1)
“Não me lembro de outra com um número tão grande de mortos na Mogi-Bertioga. O trabalho todo terminou por volta das 6h e foi preciso muito cuidado para que as equipes trabalhassem embaixo do ônibus e retirassem os corpos do local”, contou o tenente-coronel.
As lembranças ainda estão vivas na memória dos bombeiros. Entre os bombeiros que atuaram diretamente no atendimento às vítimas está o sargento Amarilson de Jesus Lopes.
Há 28 anos na Polícia Militar, em 13 no Corpo de Bombeiros, ele conta que o acidente na Mogi-Bertioga foi uma das ocorrências que mais o marcou. “O que nós vimos quando chegamos lá foram jovens em um ônibus, pessoas que buscam algum objetivo na vida. A gente se sensibiliza, fica sentido, mas naquele momento é preciso esquecer e agir com profissionalismo”.
O também sargento Antônio Carlos Pinto conta que ficou sensibilizado. Ele tem uma filha que é estudante do curso de fisioterapira da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Dezesseis alunos da instituição estão entre os mortos. “A hora que eu cheguei lá vi que eram estudantes da faculdade, lembrei que desde que minha filha entrou na faculdade, fala que tem muitos conhecidos que moram no litoral. Eu pensei que pudesse ter algum colega da minha filha entre as vítimas".
Vítimas de acidente na Mogi-Bertioga (Foto: Arte/ G1)
Felizmente, o sargento Antônio Carlos Pinto soube na manhã da quinta-feira (9) que a filha não tinha amigos no ônibus. “Como era semana de prova, os alunos fizeram uma troca e dividiram a sala para fazer prova. Os cinco amigos dela, que poderiam estar nesse ônibus, não foram para a faculdade naquela noite porque fariam prova em outro dia. Isso mexe com a gente”.
Após o atendimento dos sobreviventes, o tenente-coronel lembra que os trabalhos foram concentrados na retirada dos corpos presos às ferragens. “Depois de todo o atendimento e encaminhamento dos sobreviventes para hospitais, restou então a retirada dos corpos que estavam entre os bancos, nas ferragens. O próprio local era meio complicado, tinha uma espécie de valeta, escavada em pedra, onde passa um córrego, e o ônibus ficou quase que capotado ali. Nós fizemos a estabilização do coletivo com uma viatura do salvamento especial. Basicamente amarramos o ônibus e travamos o veículo para que a equipe trabalhasse embaixo sem qualquer risco do ônibus se movimentar. E aí começou a remoção dos corpos.”

Até 2012, o Alto Tietê fazia parte do 5° Grupamento do Corpo de Bombeiros de Guarulhos. Desde então, houve a divisão. Guarulhos permanece com o 5° Grupamento. A região de Osasco ficou com o 18° Grupamento e o Alto Tietê é atendido pelo 17° Grupamento.
Tenente-coronel que comandou grupo de trabalho em acidente na Mogi-Bertioga (Foto: Cristina Requena/G1)Tenente-coronel que comandou grupo de tra-
balho em acidente na Mogi-Bertioga
(Foto: Cristina Requena/G1)
O tenente-coronel ressalta que durante as ocorrências os bombeiros precisam separar a razão da emoção. “Tenho uma filha de 24 anos, idade próxima de muitos jovens que estavam naquele ônibus. São em situações como essa que é preciso separar a razão da emoção. Se a gente não trabalha conforme o preconizado, não se consegue atender a ocorrência. Mas, é muito triste ver uma situação como essas. Você começa a pensar nas histórias que ali se interromperam, de uma forma grave, uma vida que ali se arrebentou. Eram jovens que estavam na faculdade e tinham uma perspectiva de vida, de progresso, e a coisa acaba ali. Isso entristece bastante, mas trabalhamos firme no propósito, até mesmo para dar uma resposta para as famílias. A gente está lá sem rosto, com a obrigação de desemprenhar a nossa função”.
Acidente Mogi-Bertioga mapa (Foto: Arte/ G1)Acidente Mogi-Bertioga mapa (Foto: Arte/ G1)
Leite conta ainda que, em situações como essa, dentro da sede do Corpo de Bombeiros, a história sempre é relembrada. “É um caso bastante chocante e os comentários persistem por mais tempo. Não é uma coisa normal, é uma coisa que, infelizmente, a gente aprende a conviver. Os anos de trabalho e a experiência vão ajudando a administrar tudo isso.”

Segundo acidente
Durante o atendimento, outro acidente aconteceu no km 84 da Rodovia Mogi-Bertioga. Um caminhão desgovernado atingiu uma das viaturas do 17° Grupamento de Mogi das Cruzes. O veículo atingido tinha sido usado pelo tenente-coronel para ir até o local. Já havia se passado mais de quatro horas do capotamento do fretado, quando o barulho do impacto foi ouvido. 

Leite explica que as viaturas que são deslocadas e não atuam diretamente na ocorrência são estacionadas de forma a proteger a área do acidente. Por isso, após o motorista do caminhão perder o controle, atingiu um guincho do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em seguida a viatura do Corpo de Bombeiros, e só parou depois de encostar em uma viatura de incêndio.

“Se a viatura menor não estivesse ali, o caminhão iria bater na viatura de incêndio, onde tinha um motorista. Eu estava muito próximo da viatura, pois já tinha terminado minhas tarefas. Estava voltando para a viatura quando escutei o barulho do impacto e a gritaria. A viatura ainda foi arrastada por cinco metros quando ficou comprimida entre o guincho e a viatura de incêndio”. O motorista do caminhão não ficou ferido.
Homenagens
Parentes e amigos participaram de duas missas em homenagem às vítimas em São Sebastião na noite desta terça-feira (14). Em Mogi das Cruzes, as aulas nas universidades foram retomadas nesta segunda-feira, após o luto. Os estudantes da UMC, onde estudava a maioria das vítimas, fizeram uma oração antes de entrar na aula.
 
Parte deles mora no litoral e teve que enfrentar a viagem do fretado pela Rodovia Mogi-Bertioga pela primeira vez após o acidente. Para a estudante de psicologia Ingrid Gerônimo, há mais um motivo para concluir a graduação. “Qualquer freada a gente já segurava no banco, assusta muito. Eu vou continuar estudando porque não é só um sonho meu. É deles também que se foram. É um dever da gente.”Homenagens
Parentes e amigos participaram de duas missas em homenagem às vítimas em São Sebastião na noite desta terça-feira (14). Em Mogi das Cruzes, as aulas nas universidades foram retomadas nesta segunda-feira, após o luto. Os estudantes da UMC, onde estudava a maioria das vítimas, fizeram uma oração antes de entrar na aula.
A Universidade de Mogi das Cruzes afirmou que passou a oferecer apoio psicológico às família e aos amigos das vítimas, além de outros serviços.