PT acha que delação de Machado pode forçar eleição, mas não ajuda Dilma


Renata Mello/Transpetro
Presidente Sergio Machado em discurso durante cerimônia da viagem inaugural do Navio José Alencar. Foto: Renata Mello / Transpetro ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, durante evento da empresa
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Dirigentes do PT e do Instituto Lula não acreditam na hipótese de a presidente afastada, Dilma Rousseff, reassumir o cargo como consequência das acusações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machadocontra líderes do PMDB –entre eles, o presidente interino, Michel Temer.
Para integrantes da cúpula do PT ouvidos pelaFolha, a delação de Machado não reverterá a tendência dos senadores de aprovação do impeachment no Congresso.
Vice-presidente do partido, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) é um dos poucos a afirmar que o "o impeachment subiu no telhado".
Na avaliação de petistas, uma nova etapa da Operação Lava Jato –a partir do acordo de delação de Machado– pode inviabilizar a permanência de Temer na Presidência, mas não deve levar Dilma de volta ao cargo.
Ainda segundo petistas, o teor das acusações do ex-presidente da Transpetro não beneficiará o partido nem atenuará seu desgaste.
Esses dirigentes apostam na queda de Temer seguida de uma eleição indireta. Essa votação seria conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, caso prosperem as acusações de Machado contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
No PT, há também quem acredite em um movimento suprapartidário para a realização de novas eleições em 2017.
Hoje, para o comando do PT, não há sinais de que um petista seria eleito presidente em tão curto prazo

Traficante argentino procurado pela Interpol é preso em Foz do Iguaçu


Segundo a Polícia Civil, ele estava escondido no Paraguai havia quatro anos.
Acusado de homicídio, também foi apontado como traficante de efedrina.

Do G1 PR, com informações da RPC Foz do Iguaçu
Segundo a polícia, Corradi era operador do traficante mexicano 'El Chapo'. (Foto: Reprodução/Interpol)Segundo a polícia, Corradi era operador do traficante mexicano 'El Chapo'. (Foto: Reprodução/Interpol)
A Polícia Civil prendeu na manhã deste domingo (19) um traficante argentino que estava foragido havia quatro anos. Segundo os policiais, Ibar Esteban Perez Corradi foi condenado por crimes no país em que nasceu e também no Paraguai. Desde 2012, no entanto, ele vivia no Paraguai, com uma identidade falsa. O homem era procurado pela Interpol.
A prisão aconteceu em um prédio residencial, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A operação para prendê-lo aconteceu com a ajuda de autoridades paraguaias.
Ainda de acordo com os investigadores, Corradi é considerado operador de drogas do mexicano Joaquín Guzman, conhecido como "El Chapo", um dos maiores traficantes do mundo.
De acordo com a Polícia Civil, o traficante teve a prisão decretada na Argentina por suspeita de ser o mandante intelectual de um triplo homicídio. Ela ainda era apontado como um dos principais fornecedores de efedrina, um composto usado para preparar drogas sintéticas. De acordo com o o jornal "The New York Times", os cartéis mexicanos vêm investindo na propagação dessa substância, que foi encontrada no corpo do cantor Prince, em abril deste ano.
No Paraguai, Corraldi ainda foi apontado como autor de crimes de adulteração de documentos, uso de identidades falsas e corrupção. Ele também é procurado nos Estados Unidos.
Ele vivia no Paraguai portando documentos falsos, com o nome de Walter Miguel Ortega Molinas. Neste período, chegou a ter filhos e transitava livremente pelo país vizinho.
Extradição
Ao ser preso, os policiais deram conta de que Corradi não possuía as impressões digitais. Conforme a Polícia Civil, Corradi foi extraditado ainda neste domingo e voltou ao Paraguai em um voo com destino a Assunção, a capital do país.

Lava Jato tem aprovação recorde: 70,4%

sábado, 18 de junho de 2016 – 21:16 hs

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Pesquisa do Instituto Paraná atestou que 70,4% dos brasileiros aplaudem a Operação Lava Jato, que investiga a ladroagem nos governos Lula e Dilma, envolvendo empreiteiras e estatais como Petrobras e Eletrobras. Apenas 23,2% dos pesquisados, interpretados como eleitores do PT e de políticos investigados, consideram “negativas” as revelações das 30 fases da operação Lava Jato. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Para apenas 4,1% dos entrevistados, os resultados da operação Lava Jato não são nem positivos, nem negativos. Segundo a pesquisa a maioria dos brasileiros discorda do alarde de petistas e dilmistas: para 66,7% o impeachment de Dilma não é “golpe”.
O Paraná Pesquisa entrevistou 2.044 eleitores, em 162 municípios de 24 estados brasileiros, entre 11 e 14 de junho. A margem de erro é 2%.

Do Paraná para a Ásia


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O continente asiático ganhou espaço nas exportações paranaenses. Conforme a balança comercial de maio, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 46,4% de tudo que saiu do Paraná teve como destino a Ásia, representando US$ 2,9 bilhões dos US$ 6,3 bilhões exportados nos primeiros cinco meses do ano. A China foi o país de maior representação, com US$ 1.946.689.426. Na região Oeste, 50% das mercadorias seguiram aos asiáticos. Isso equivale a um montante de US$ 323 milhões dos 644.537.618 exportados no período. Conforme a economista da Faep, Tania Moreira, a China é o principal mercado consumidor da soja paranaense, e 90% da produção comercializada neste ano teve os chineses como destino. As informações são d’O Paraná.
A realidade na região não é diferente, conforme relata o gerente de uma cooperativa do oeste, Jair Meyer. Ele aponta duas frentes de demanda que os asiáticos possuem. Uma delas cabe aos grãos, com destaque para o milho e a soja. “Há uma necessidade de suprir a indústria local, que utiliza essas commodities como matéria prima”, relata. A outra se refere à procura aquecida especialmente por frangos. Os vários tipos de cortes encontrados nas indústrias paranaenses é, segundo Meyer, uma demanda crescente à Ásia. “Nesse caso, as cooperativas têm uma participação importante, com nove empresas habilitadas para o comércio de aves com a China. É uma tendência que deve permanecer pelo menos a médio prazo”, diz.
Entre os continentes que realizam transações comerciais com a região, o asiático é o que melhor remunera, segundo Meyer. “E não seria diferente, visto as demandas latentes do mercado”. Se destacam ainda os países africanos, que de janeiro a maio renderam ao Oeste US$ 7.656.566, e do Oriente Médio, com US$ 32.030.672 para o período.
Em contrapartida, existem aqueles que, aos poucos, vêm perdendo força. É o caso do continente Leste-europeu, especialmente a Rússia, país que compõe este quadro. O afastamento é justificado, de acordo com Meyer, por um trabalho de autossuficiência dos russos em relação à cadeia avícola. “A Rússia já teve uma participação mais importante no que tange às exportações. Mas, este cenário mudou quando o país decidiu investir na produção local de carne”, comenta.

Rio decreta a calamidade do Brasil


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Cartão postal do país e incomparavelmente lindo, o Rio de Janeiro agoniza.
Mary Zaidan
A cidade maravilhosa que sediará a Olimpíada daqui a 45 dias está em frangalhos. E o Estado que a abriga – com mais de 16 milhões de habitantes, 13 milhões na região metropolitana, na ruína.
O caos espalha-se na segurança pública, no transporte, na educação – em greve quase eterna – e na saúde, onde faltam médicos, medicamentos e até ataduras. A calamidade cotidiana, oficializada na sexta-feira como forma de garantir recursos emergenciais da União – que também não tem de onde tirar dinheiro -, escancara a falência não só do Rio, mas do Estado brasileiro.
Consumido pela corrupção e por um sistema político que consagra privilégios, mantendo para os eleitos a confortável distância dos eleitores, o modelo atual de Brasil há muito se esgotou. A exigência das pessoas, portanto de quem vota – as ruas e as pesquisas mostram isso -, é maior do que o Fora Dilma e Fora PT. É Fora Cunha, Fora Renan, Sarney, Jucá, Temer….
Reivindica-se um basta na ladroagem, no método eternizado de sugar da maioria para encher os bolsos de seletos alguns. Só que isso não se faz em um estalar de dedos, muito menos por ações espertas e populistas do tipo eleição-presidencial-já.
A insatisfação com o tudo que aí está faz com que a ideia de nova eleição para presidente apareça como solução para 63% dos entrevistados pelo Instituto Paraná, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Blog do Noblat. Caminho fácil de desejar, mas distante da realidade, prática e constitucionalmente.
Ainda que fosse legal e exequível, a que lugar uma nova eleição presidencial levaria o país? Por que não eleger um novo Congresso, já que o atual também é repudiado? De que adiantaria realizar eleições com as mesmas regras que perpetuam o que o país rejeita? E ainda com as mesmas representações partidárias?
Antecedendo às várias questões sem respostas, está a urgência de emergir o país da crise em que a farra do PT de Lula e Dilma afogou.
É preciso recuperar a economia – tarefa para a qual dificilmente se conseguirá uma equipe com melhor habilitação do que a escalada — e colocar em curso reformas inadiáveis, como as da Previdência e trabalhista. E concluir as investigações, processar e trancafiar corruptos de todos os matizes, oxigenação obrigatória para tratar a política com a seriedade que ela merece.
Residem nas investigações e condenações as maiores chances de se estabelecer uma nova modelagem de organização do Estado. De se rever não só o sistema eleitoral – se proporcional ou distrital –, voto facultativo, cláusula de barreira e propaganda eleitoral, mas a Federação, que só existe no papel. Redesenhar o poder da União, dos estados e municípios, e o peso para lá de desiquilibrado da representação dos eleitores de cada ente federativo no Parlamento.
Na origem, a crise do Rio é derivada da inépcia de governantes que se esbaldaram em festas como a dos guardanapos na cabeça em Paris. Não imaginavam a quebradeira provocada pela incompetência de Dilma Rousseff, a queda do preço internacional do petróleo e a consequente redução dos royalties.
Como o ex-presidente Lula e a presidente afastada, o ex-governador Sérgio Cabral e seu pupilo Pezão gastaram o que não tinham e penduraram a conta para o futuro. Colocaram em risco o Rio e o Brasil. Nada que possa ser salvo por uma chama olímpica ou por uma eleição de ocasião.

A propina de Narizinho


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O Antagonista
O caixa da propina do PP na Petrobras foi usado para bancar a campanha de Gleisi Hoffmann em 2010. A Veja traz novos trechos da delação de Pedro Corrêa, enquanto Narizinho esbraveja na comissão especial do impeachment.
“Como o doleiro Alberto Youssef e outros delatores já confessaram, o dinheiro foi repassado por um entregador do doleiro a um operador da senadora petista em um shopping de Curitiba.”

No dia 29 em Curitiba, Joice Hasselmann lança livro sobre Sérgio Moro


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A jornalista Joice Hasselmann chega ao mercado editorial com obra em que o juiz que comanda a Operação Lava Jato aparece como personagem principal. No próximo dia 29, às 19h na Livraria da Villa (shopping Pátrio batel), Joice lança Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil (Universo dos Livros). Realizado na livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, o evento contou com sessão de autógrafos.
No livro, Joice explica no primeiro capítulo que coincidências a levaram a escrever sobre o juiz federal paranaense. No trecho divulgado pela Livraria da Folha, ela lembra ser conterrânea de Moro e que no começo da carreira na comunicação na cidade de Ponta Grossa, no interior do Paraná, teve de “enfrentar desafios e indivíduos corruptos”. Anos depois, já formada em jornalismo e somando experiência como apresentadora e diretora da BandNews FM de Curitiba, conta que começou a “desvendar os caminhos tortuosos da política brasileira, mergulhada em corrupção”.
Ainda do capítulo de apresentação de seu livro, a jornalista evidencia a sua admiração pelo magistrado, o definindo como o responsável pelos novos rumos do país. “O juiz Sérgio Moro é da minha cidade, do meu querido estado, é ‘bicho do Paraná’. E foi este homem que começou a mudar o Brasil, punindo com o rigor da lei corruptos e corruptores. Aqueles que corroem o país nunca mais teriam a liberdade de antes para cometer crimes. Jamais manteriam a certeza a impunidade”. A autora reforça que Moro aplica a lei, não importa a quem.
O primeiro capítulo de Sérgio Moro – A história do homem por trás da operação que mudou o Brasil conta, também, com trechos em que a jornalista dispara críticas ao Partido dos Trabalhadores e a presidente da República afastada, Dilma Rousseff. Para a escritora, a sucesso de Lula no Palácio do Planalto “abraçou um dos maiores casos de corrupção que se tem registro – em detalhes – no mundo”, o Petrolão, conforme é chamado o esquema de desvio de verba pública na Petrobras, desmantelado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Joice, na parte final de apresentação do livro, levanta série de questionamentos que mostram ao leitor o objeto da publicação. “Decidi escrever este livro para mostrar a alma do homem que existe por trás da operação judicial que mudou o país. Teria ele [Moro] motivações para agir com justiça diante dos políticos? Existiram momentos em que ele pensou em desistir? Como Moro fez para manter a serenidade diante de ataques covardes que sofreu por parte da imprensa e dos defensores deste governo criminoso?”, escreve a jornalista.

Cena de mulher nua sendo depilada no MAC, em Niterói, repercute na web


Mulher é depilada no MAC Foto: Reprodução/Facebook
Carla Nascimento e Thayná Rodrigues
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Cenas de uma mulher nua em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Icaraí, Niterói, neste sábado (18), tomaram conta da internet. Nas imagens, ela é depilada com ajuda de um barbeador, na companhia de outras duas pessoas. Ainda não se sabe qual é a justificativa para o ato - internautas especulam que seja contra a cultura do estupro -, mas a iniciativa foi criticada por visitantes do ponto turístico e por políticos locais.
A mulher ainda não foi identificada, e o caso está sendo apurado pela Prefeitura de Niterói, responsável pelo museu. A cena acontece no meio da tarde, com as crianças brincando ao redor, e a foto foi compartilhada em grupos da cidade de Niterói. Um dos internautas, Fábio Souza, morador do bairro, desabafou em entrevista ao EXTRA:
— É um sentimento total de indignação sobre a tal arte a depilação no MAC.... Passei por lá na hora e achei estranho. Um amigo que estava comigo e com a família tirou as fotos com muito repúdio. Resolvi denunciar via Face porque, do jeito que as coisas andam, se chamasse alguém ali, alguém seria capaz de cuspir em mim ou coisa pior e certamente eu não deixaria barato — disse.
Performance não foi reconhecida pela instituição
Performance não foi reconhecida pela instituição Foto: Reprodução/Facebook
O homem conta que se surpreendeu com o ato e presenciou uma tentativa de denúncia no local:
— Ninguém mais quer participar dessas baixarias. Crianças por perto, família... Pelo amor de Deus! A prefeitura, o MAC e a UFF têm a obrigação de explicar tudo aqui bem direitinho, pois foi atentado ao pudor. Alguém vai ter que explicar. Um casal que estava lá tentou denunciar à Guarda Municipal, que nada fez. É muita revolta — completa.
Em nota do Facebook, a Fundação de Artes de Niterói explica que a performance não foi programada pelo museu:
“A Superintendência Cultural da Fundação de Arte de Niterói esclarece que foi surpreendida com a atitude, não programada, de uma das artistas que fez um protesto e ficou nua durante uma performance, na Praça do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), neste sábado, 18 de junho. A referida atriz fazia parte de um grupo de alunos do curso de Artes da UFF convidado para fazer intervenções artísticas durante a grade de programação do evento.
Desta forma, pedimos desculpas às pessoas que estavam no local e a todos os que se sentiram ofendidos pela situação.
Para celebrar a reabertura do MAC Niterói houve um dia inteiro com atrações gratuitas na área externa do museu. A programação contou com a Banda Sinfônica do Programa Aprendiz, Orquestra da Grota, circo com o palhaço Muzzarela, dança com a Cia de Ballet de Niterói, poesia, meditação, yoga, Tai-Chi Chuan, entre outras manifestações artísticas”.


Serginho Machado não contou a verdade

O Antagonista tem questionado os depoimentos da família Machado para blindar o executivo Sérgio Firmeza Machado, que até abril era diretor do Credit Suisse e dono de empresa de investimentos imobiliários Segma.
Serginho disse à PGR que saiu de casa aos 16 anos e nunca teve qualquer relação com os negócios da família.
O problema é que a declaração de bens que o pai Sérgio Machado apresentou à Justiça Eleitoral traz uma doação das cotas de sua empresa JSM Participações aos filhos Daniel, Expedito, Tatiana e... Sérgio Firmeza.
Serginho precisa explicar melhor a relação que mantinha com o pai e os irmãos. E se a sua contratação pelo Credit Suisse teve alguma influência política do ex-senador.

A delação que abalou Brasília


Abalroado pelas revelações de Sérgio Machado, o presidente interino Michel Temer não consegue se desvencilhar da Operação Lava Jato e fazer seu governo decolar

ANA CLARA COSTA
17/06/2016 - 21h18 - Atualizado 17/06/2016 21h32
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
No segundo semestre de 2012, quando se chateava menos com o caráter “decorativo” de sua figura no governo de Dilma Rousseff, o então vice-presidente Michel Temer foi uma ausência notada em Brasília. Apesar de dar expediente às terças, quartas e quintas-feiras no gabinete da Vice-Presidência da República, envolvia-se pouco nos assuntos que preocupavam o Palácio do Planalto. Quando Dilma convocava sua tropa de choque para almoços no Alvorada com o objetivo de discutir as pautas da vez – como o Código Florestal, a CPI de Carlinhos Cachoeira e a crise financeira –, Michel Temer não comparecia. Em alguns casos, nem era convidado; em outros, estava mais ocupado resolvendo pendências do partido que presidia, o PMDB. Tamanho era o descompasso entre a Presidência e a Vice, entre o PT e o PMDB, que os dois partidos marcharam com candidatos diferentes à prefeitura de São Paulo naquele ano. O PT estava firme em Fernando Haddad, apoiado por Lula, e Michel Temer apostava suas fichas em Gabriel Chalita.
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Capa home 940 (Foto: Época )
O apoio de Temer a Chalita não se restringia a uma simples chancela partidária. Em parceria com Eduardo Cunha, à época um deputado evangélico bem relacionado, em ascensão hiperbólica no partido, Temer batalhou o apoio evangélico. Prometeu a Chalita que estaria em São Paulo todas as segundas-feiras para participar das reuniões do conselho político que assessorava sua candidatura. Na semana passada, uma delação premiada sugeriu que a dedicação de Temer pode ter sido realmente grande. Em seus depoimentos após o acordo de colaboração com a força-tarefa da Procuradoria-Geral da República encarregada da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, um conviva antigo da cúpula do PMDB, afirmou que Michel Temer pediu a ele que conseguisse doações oficiais para a campanha de Chalita em São Paulo. O encontro, segundo Machado, se deu em uma sala reservada da Base Aérea em Brasília, em setembro de 2012. Machado afirma que todos do PMDB que faziam tais pedidos sabiam que o dinheiro viria das propinas pagas por empresas que mantinham contratos com a Transpetro. Machado afirma ter atendido ao pedido de Temer com uma doação oficial de R$ 1,5 milhão da empreiteira Queiroz Galvão ao Diretório Nacional do PMDB, a ser repassada à campanha de Chalita. Ao tomar consciência da delação, Temer reagiu com indignação. Em nota emitida na quarta-feira, dia 15, Temer disse que, a ser verdadeira a delação de Machado, ele, Temer, não mereceria estar na Presidência da República. Cabe agora a Machado provar o que denunciou – em relação a Temer e a vários outros políticos.

Em seus relatos, aceitos pelo Supremo Tribunal Federal, Machado acusa mais de 20 políticos de se beneficiar das propinas que arrecadou durante quase 12 anos no comando absoluto da Transpetro, o braço da Petrobras encarregado de contratos bilionários de transporte e armazenamento de combustíveis. Além de Temer, Machado contou ter entregado dinheiro, muito dinheiro, ao presidente do Senado, Renan Calheiros, ao ex-presidente José Sarney, aos senadores Romero Jucá, Edison Lobão e Aécio Neves (PSDB), ao deputado Henrique Eduardo Alves, entre muitos outros. Machado afirma que, só para o PMDB, arrecadou cerca de R$ 100 milhões, pagos em espécie ou na forma de doações legais a campanhas. Alguns, como Renan, Jucá, Sarney e Lobão, recebiam, segundo Machado, uma espécie de mesada, ou um mensalão, como definiria o ex-deputado Roberto Jefferson – pelos valores, trata-se da acusação mais grave feita por Machado, apesar do impacto provocado pela acusação ao presidente interino Michel Temer.

O TSE como lavanderia da corrupção



Em seu artigo de hoje no Estadão, Dora Kramer toca num ponto fundamental descoberto pela Lava Jato: o pagamento de propina no caixa 1 de partidos e campanhas.
Acabou o álibi das doações "devidamente registradas na Justiça Eleitoral". As delações começam a "narrar o caso de outra maneira, mostrando que dinheiro legalmente contabilizado junto ao TSE não era necessariamente de origem limpa".
"Em outras palavras, além do crime de peculato os que andam caindo na malha da Lava Jato ainda davam-se ao desfrute de usar a Justiça Eleitoral como lavanderia das respectivas 'roupas' sujas. Sabe-se lá há quanto tempo vem sendo usado o estratagema que, se não se enquadra na modalidade criminal de lavagem de dinheiro, ao menos mereceria alguma forma de punição mais pesada que a simples vedação de doações por parte de pessoas jurídicas. É um escândalo paralelo. Filhote do que vem sendo desvendado como o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia."

O encontro de Temer com Machado



Michel Temer nega que tenha se reunido com Sérgio Machado na Base Aérea de Brasília, em setembro de 2012, para discutir uma ajuda financeira para a campanha de Gabriel Chalita.
Mas não faria mal explicar qual foi a pauta do encontro com Machado no gabinete da Vice-Presidência, em 13 de abril de 2011.

Gilberto Gil continua internado neste domingo para tratar insuficiência renal. Crônica ou Aguda?

Gilberto Gil continua internado neste domingo para tratar insuficiência renal

Informação é assessoria de imprensa do Hospital Sírio Libanês, em SP. Segundo assessoria do artista, ele fará tratamento mensal.

Do G1 São Paulo
Gilberto Gil durante show com Caetano Veloso na turnê 'Dois amigos, um século de música' em São Paulo, em agosto de 2015 (Foto: Marcelo Brandt/G1)Gilberto Gil durante show com Caetano Veloso na turnê 'Dois amigos, um século de música' em São Paulo, em agosto de 2015 (Foto: Marcelo Brandt/G1)
O cantor Gilberto Gil permanecia internado para dar sequência ao tratamento de insuficiência renal neste domingo (19), segundo a assessoria de imprensa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Na sexta-feira (17), a assessoria de imprensa do artista havia informado ao G1 que havia previsão de alta no sábado (18).
saiba mais

Gilberto Gil está internado no hospital desde quarta-feira (15). O tratamento é realizado mensalmente na capital paulista e não há informações de quanto tempo durará, informou a assessoria do artista.
O cantor está sendo tratado pela equipe do cardiologista Roberto Kalil Filho e do nefrologista Paulo Ayrosa Galvão.
Insuficiência renal
Em maio, o cantor já tinha sido internado no mesmo hospital para tratar da insuficiência renal. Naquela ocasião, Gil agradeceu aos fãs em sua página no Instagram.

"Gostaria de agradecer a todos pela preocupação, pelas inúmeras ligações, e-mails e recados aqui nas redes. Como vocês sabem, no mês passado iniciei um check-up aqui em São Paulo, interrompi pra fazer minha maratona de shows com Caetano Veloso pela América Latina, Estados Unidos e Europa, e agora retornei ao hospital com Flora Gil para terminar o meu check-up. Obrigado por tanto carinho, espero em breve estar em casa", escreveu.
Gilberto Gil postou foto após receber alta no Hospital Sirio-Libanês (Foto: Reprodução/Instagram/Gilberto Gil)Gilberto Gil postou foto após receber alta no Hospital Sirio-Libanês (Foto: Reprodução/Instagram/Gilberto Gil)
No dia 19 de maio, Gil recebeu alta após ficar 9 dias internado. Em sua conta no Instagram, Gil agradeceu o carinho e disse que estava voltando ao Rio de Janeiro.
"Alô, Rio de Janeiro! Tudo bem por aqui, já voltando para casa. Obrigado a todos pelo carinho! Logo mais temos encontro marcado no Vivo Rio, em show beneficente para os 25 anos do @saudecrianca no dia 09/06", escreveu Gil.
Antes, Gil tinha ficado internado no Síro Libanês, de 25 de fevereiro a 9 de março deste ano, por um quadro de hipertensão arterial. Quando saiu do hospital, agradeceu aos fãs. "Obrigado a todos pelo carinho demonstrado aqui nas redes. Já estamos a caminho de casa. Aquele abraço!", postou Gil no Twitter.

Jovem que lutava conta o câncer há cinco anos não resiste e morre em Curitiba


Da Redação

Cinco anos após o início da luta contra o câncer no ovário, a curitibana Franciane Cristina de Santa Ana não resistiu e morreu aos 29 anos neste domingo (19). O caso ganhou destaque há cerca de um mês, quando a amiga Mayara Teixeira Mainardes, de 19 anos, iniciou uma campanha e procurou a Banda B para tentar ajuda no tratamento.
franciane
Foto: Reprodução
“É com muita tristeza, q venho dizer que nossa menina ‪#‎Sany (apelido pelo qual era chamada), infelizmente perdeu sua batalha contra o câncer, acabou de falecer. Deus a proteja e q ela descanse em paz. Te amamos”, diz post na página que acompanhava o tratamento de Francine.
À Banda B na ocasião da reportagem, Mayara contou que a doença foi descoberta depois que Franciane começou a sentir fortes dores na axila esquerda. Os exames, então, revelaram o câncer no ovário. “Ela fez um tratamento com quimioterapia por seis meses, mas as dores continuaram e uma nova biópsia constatou que a Fran também tinha tumores nas axilas. Como o diagnóstico correto demorou para ser feito, a doença se espalhou e ela precisou fazer mais sessões de quimioterapia e radioterapia, além de retirar o cisto, que tinha 16 cm, por meio de uma cirurgia”, disse.
O sepultamento acontece a partir das 13 horas deste domingo no Cemitério do Boqueirão.

Marcos Valério negocia delação premiada e pode entregar ’20 nomes’


Estadão

marcosvalerio
Foto: Agência Brasil
Em mais uma tentativa de fechar um acordo de delação premiada, o operador do mensalão Marcos Valério entregou na semana passada ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais uma proposta de colaboração para revelar novos detalhes sobre os escândalos do mensalão do PSDB e do PT. O advogado Jean Robert Kobayashi Júnior, escalado para negociar a proposta, afirma que Valério deve entregar cerca de 20 nomes, incluindo parlamentares com foro privilegiado de diversos partidos, e nomes envolvidos nos escândalos investigados na Lava Jato, a quem a defesa de Valério encaminhou uma proposta de colaboração no ano passado.
Há três anos preso na região metropolitana de Belo Horizonte, Valério pegou a maior pena entre os condenados no histórico julgamento do STF e cumpre 37 anos de prisão por corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A interlocutores, ele tem dito que “cansou de apanhar” e que “agora vai começar a bater”. Valério está na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde trabalha para descontar dias de sua pena.
A expectativa dele era de conseguir ir para o regime semiaberto em um ano e meio, mas ele ainda está prestes a ser julgado por envolvimento no mensalão mineiro, pela Justiça estadual, e também já foi alvo de uma denúncia da Lava Jato perante o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o que pode, na prática, impedir que ele deixe o regime fechado. Seu interrogatório na ação penal que responde no mensalão mineiro está marcado para o dia 1º de julho
Diante disso, no ano passado, a defesa de Valério, sob responsabilidade do criminalista Marcelo Leonardo, encaminhou uma proposta de delação à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que avalia os termos. Agora, com um advogado somente para a negociar a colaboração, o operador do mensalão promete contar mais detalhes também sobre o esquema operado por ele que financiou o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998 e que pode também ter envolvido outras pessoas e políticos na década de 1990. Como o mensalão mineiro é investigado pela Justiça Estadual, essa nova proposta foi encaminhada ao Ministério Público do Estado.
A lei que define as organizações criminosas (12.850, de 2013) estabelece que a colaboração com a Justiça pode ser feita a qualquer tempo e independe de uma condenação anterior, desde que a colaboração resulte em resultados como a identificação de coautores e partícipes da organização criminosa e dos crimes; revelação da estrutura hierárquica e da divisão de tarefas da organização, entre outros.
Marcelo Leonardo continua a defender Marcos Valério nas ações penais e informou que não iria comentar sobre as eventuais tratativas de delação de seu cliente. O Ministério Público de Minas Gerais confirmou que recebeu proposta de delação, e avalia se o operador do mensalão pode trazer fatos novos para as investigações.