Lewandowski, o foro não faz sentido



Em um casamento ontem à noite, em Brasília, Ricardo Lewandowski foi abordado por colegas juristas e ouviu deles que "o Supremo não tem condições físicas, materiais e humanas de julgar todos os processos envolvendo foro privilegiado".
Isso está mais do que claro.
O foro privilegiado não faz nenhum sentido: sobrecarrega o STF de maneira esdrúxula e tira os ministros do foco de "guardar a Constituição".

PT do Paraná


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Elio Gaspari
Velhos fundadores do PT viram com uma ponta de satisfação o estouro da rede paranaense onde foi apanhado o ex-ministro Paulo Bernardo.
Para quem conhece a história do partido, em São Paulo o PT operava numa escala municipal, ora com empresas de ônibus no ABC, ora com lixo e molho de tomate na prefeitura de Ribeirão Preto, comandada por Antonio Palocci. Foi no Paraná que o comissariado conheceu, herdou e aperfeiçoou a máquina arrecadadora do deputado José Janene, compadre de Alberto Youssef e padrinho de alguns diretores da Petrobras.
O deputado André Vargas, preso desde abril de 2015, começou militando no PT de Londrina, o mesmo de Paulo Bernardo. Era conhecido como “Bocão”.
(foto: arquivo/google)

Fora foro privilegiado


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Mary Zaidan
Com 105 condenações que somam mais de 1.140 anos de prisão, a Lava-Jato faz o Brasil acreditar que é possível trancafiar endinheirados e poderosos. Nas celas de Curitiba estão ex-ministros e tesoureiros do PT, empreiteiros, doleiros. Mas não consegue pegar políticos com mandato, detentores de foro especial por prerrogativa de função, vulgo foro privilegiado. Uma excrecência que beneficia mais de 22 mil pessoas – do presidente da República e seus ministros a governadores e prefeitos, além de senadores e deputados, magistrados – algo em torno de 16 mil. E até vereadores e delegados, em alguns tipos de crimes.

O foro especial não é uma invenção tupiniquim. Existe em vários lugares do mundo. Mas quase sempre limitado a um tipo de processo – normalmente correlato à função exercida pelo beneficiado, portanto administrativo. “O Brasil é um dos países que mais tem pessoas com prerrogativa de foro, só se compara à Venezuela e à Espanha, mas lá o foro é apenas para os crimes funcionais”, assegura o procurador da Lava-Jato Diogo Castor de Mattos.
Por aqui, o privilégio vale para tudo: do estelionato aos maus tratos, da roubalheira ao homicídio. A única exceção expressa no parágrafo 1º do artigo 53 da Constituição de 1988 é ser pego com a boca na botija, em “flagrante de crime inafiançável”.
Sendo assim, ainda que o Supremo Tribunal Federal tivesse disposição e dias de 80 horas, seria preciso muito fôlego dos 11 ministros para dar conta de um contingente desse tamanho. Só pela agenda sufocada dos ministros, o réu ou investigado ganha tempo – muito tempo – quando o processo fica no âmbito do STF, desejo máximo da unanimidade dos advogados de defesa.
No caso da Lava-Jato, a quantidade de procedimentos do Supremo impressiona. De acordo com o hotsite criado pelo Ministério Público Federal para informar sobre a operação, em pouco mais de dois anos o STF já autorizou 139 investigações, instaurou 59 inquéritos, com 38 investigados.
Mas o fato é que, à exceção do ex-senador Delcídio do Amaral – preso em flagrante não por roubar, mas por interferir nas investigações –, nem julgamento nem punição chegaram aos políticos que detêm mandato.
Em 2007, ano em que o STF acatou a denúncia dos 40 envolvidos no Mensalão, o ministro Celso de Mello fez defesa contundente do fim do foro de elite. “Minha proposta é um pouco radical: a supressão pura e simples de todas as hipóteses constitucionais de prerrogativa de foro em matéria criminal”, disse ao jornal Folha de S. Paulo. Como a suspensão do privilégio depende de aprovação congressual, sugeriu que a Corte avançasse, pelo menos, em limitar a abrangência dos
crimes.
Nada aconteceu. Nem no STF, nem no Congresso, onde dezenas de propostas sobre o tema tramitam, algumas delas há mais de uma década. Duas semanas atrás, no bojo da cobrança do MPF em torno da emenda popular sobre as 10 medidas contra a corrupção, uma delas, a PEC 470, de 2005, ameaçou sair da gaveta. Ficou só na ameaça.
Disse a ministra Cármen Lúcia: “No Brasil, a gente engole o elefante, mas engasga com a formiga, consegue fazer o impeachment (da presidente da República), mas não consegue tirar o vereador da cidade pequena que todo mundo sabe que roubou ou fez coisa errada”.
Isso é gravíssimo. Mas o problema é maior e ainda pior do que o expresso pela figura de linguagem da magistrada que assume a presidência do STF em setembro.
O Brasil não consegue desratizar nem dedetizar. Ao contrário, mantem privilégios que perpetuam a multiplicação de roedores e insetos, predadores que não só o engasgam, mas o intoxicam. Perto disso, engolir elefantes é fácil.
(foto: arquivo/google)

Esquema de Paulo Bernardo “ainda se mantém”, aponta investigação


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A Polícia Federal e a Procuradoria da República descobriram que o fundo Consist –cujo mentor e beneficiário maior teria sido o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento no governo Lula e Comunicações no governo Dilma)– continuou operando mesmo depois da deflagração da Operação Pixuleco II, em agosto de 2015, quando foram presos um lobista e um advogado sob suspeita de serem os operadores do esquema de desvios milionários sobre empréstimos consignados. As informações são do Estadão/UOL.

Paulo Bernardo, preso na quinta-feira (23) na Operação Custo Brasil, deixou o governo Dilma em 2015. A investigação mostra que, mesmo depois da saída dele do Ministério das Comunicações, o fundo Consist ainda se mantém ativo. “Há indícios de que havia uma permanência da organização criminosa e, mesmo após cessarem os cargos públicos esse esquema ainda se mantém em diversos locais, uma gama de contratos ainda está em vigor e diversas pessoas têm uma força política grande”, declarou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, da força-tarefa da Operação Custo Brasil.
Deflagrada na quinta-feira, a Custo Brasil culminou com a prisão do ex-ministro e de mais dez investigados por suposto desvio de R$ 100 milhões no âmbito dos consignados. Na sexta-feira (24), o procurador defendeu a manutenção da ordem de prisão preventiva de Paulo Bernardo. “Além de casos de tentativa de obstrução da investigação, o Ministério Público Federal entende que a prisão, embora medida excepcional, se faz necessária para neutralizar esse risco, seja de reiteração, seja de novas condutas fraudulentas. E mais: esse valor (desviado) tem que ser recuperado. A finalidade do processo penal também é recuperar o patrimônio obtido ilicitamente. Essa é uma finalidade do processo penal e a aplicação da lei penal, nesse sentido, é de recuperar parcela desses valores.”
Quando aponta “casos de tentativa de obstrução da investigação”, o procurador da Custo Brasil se refere ao detalhe de que, após a Pixuleco II, que prendeu o ex-vereador do PT de Americana (SP) Alexandre Romano, o Chambinho – suposto lobista da organização criminosa que desviou R$ 100 milhões dos consignados, dos quais R$ 7,1 milhões teriam sido destinados ao ex-ministro -, houve registros de “atitudes fraudulentas para induzir em erro a Justiça”.
Naquela mesma ocasião, agosto de 2015, foi alvo de buscas o escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, apontado como repassador de propinas a Paulo Bernardo e pagador de contas eleitorais da senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), mulher do ex-ministro.
A petista é investigada no Supremo Tribunal Federal (STF), Corte máxima que detém competência para processar políticos com foro privilegiado. O advogado Guilherme Gonçalves também teve a prisão decretada na Operação Custo Brasil, mas está foragido. Por meio de sua assessoria ele disse que vai se entregar à Justiça Federal.
A Custo Brasil é um desdobramento da Pixuleco II, a fase da Operação Lava Jato que pegou o fundo Consist, para o qual eram canalizados recursos desviados da trama dos consignados. A Consist é uma empresa de software que fez acordo com entidades contratadas pelo Planejamento na gestão de Paulo Bernardo, em 2010. Cabia à Consist gerenciar o dinheiro emprestado por milhões de servidores públicos.
Segundo o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, que integra a força-tarefa da Custo Brasil, foi verificada a simulação de contratos de serviços após o desencadeamento da Pixuleco II. O plano seria tentar conferir uma aparência de legalidade a transferências de valores sob suspeita. “Houve atos nesse sentido, de tentar simular uma prestação de serviços”, declarou Andrey Borges.
O procurador reafirmou os motivos do decreto de prisão preventiva do ex-ministro do Planejamento. “O esquema permaneceu durante mais de cinco anos. Não era um esquema isolado, um ato isolado. Era um esquema permanente e estável em que havia recebimento de valores altos, valores milionários. Em alguns casos, isso não se aplica a todos, se verificou atitudes fraudulentas para induzir em erro o juízo, como por exemplo por meio da simulação de contratos de serviços após a deflagração da Pixuleco II, em agosto de 2015. Houve atos nesse sentido de tentar simular uma prestação de serviços”, declarou Andrey Borges na sexta-feira (24), após audiência de custódia de Paulo Bernardo e de outros alvos da Custo Brasil.
Na audiência, Paulo Bernardo afirmou que “não recebeu nenhum centavo desse esquema”. Ele contestou o recebimento de valores. Seus advogados argumentaram que “não há” motivos para que o ex-ministro permaneça preso. Mas o Ministério Público Federal e o juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6.ª Vara Federal Criminal em São Paulo consideram que os indícios contra Paulo Bernardo são fortes e suficientes para que ele seja mantido em custódia.
A Custo Brasil ganhou força a partir das delações premiadas de Chambinho e do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS). Eles revelaram a extensão do fundo Consist. Mas não apenas as revelações de Chambinho e Delcídio deram base à operação que pôs atrás das grades o ex-ministro e lança suspeitas sobre outro ex-ministro petista, Carlos Gabas (Previdência), alvo de buscas. A Justiça mandou conduzir coercitivamente Gabas, mas como ele preferiu se manter em silêncio nem foi levado à PF para depor.
“Além das colaborações há diversos elementos de provas, especialmente sobre o chamado fundo Consist, que era o fundo que o senhor Guilherme Gonçalves (advogado de Curitiba) gerenciava”, destaca o procurador Andrey. “Esse fundo aponta para pagamentos de despesas pessoais de Paulo Bernardo. Ressalto que estamos tratando aqui de investigação, não de condenação.”
O procurador anotou que “as evidências apontam que havia pagamentos pessoais, não só de apartamento, mas banais, celulares, contas básicas”. “O Ministério Público Federal está convencido de que já indícios suficientes para a manutenção da prisão de Paulo Bernardo.”
Na quinta, 23, quando Paulo Bernardo foi preso, seus advogados, em nota, alegaram que a medida “é ilegal”. “A defesa não teve acesso à decisão ainda, mas adianta que a prisão é ilegal, pois não preenche os requisitos autorizadores e assim que conhecermos os fundamentos do decreto prisional tomaremos as medidas cabíveis”, afirmaram os criminalistas Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch.
(foto: André Dusek/Estadão)

Petista miúdo, delação graúda


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O ex-ministro Paulo Bernardo é preso, e a sede do PT em São Paulo se torna alvo de busca e apreensão. Tudo porque um ex-vereador do PT resolveu contar o que sabe
Daniel Haidar, Época
Ainda sob a penumbra da manhã de inverno, oito homens do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, equipe com uniformes camuflados especializada em controle de distúrbios, cercaram a sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo.
Os agentes remexeram gavetas, apreenderam computadores e saíram com caixas de documentos. A ação só foi possível porque, meses antes, um petista envolvido na Lava Jato resolveu falar. Em delação premiada homologada em março pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, o ex-vereador de Americana, em São Paulo, Alexandre Romano, o Chambinho, contou o que sabe e se tornou o primeiro integrante do PT, partido notório pela lealdade de seus membros, a colaborar com as investigações. A busca e apreensão na sede do PT na quinta-feira (23) era parte da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato que corre em São Paulo.

Em quatro Estados e no Distrito Federal, 11 mandados de prisão preventiva foram expedidos. Oito suspeitos foram presos – o mais rumoroso deles, em Brasília. Os agentes da Polícia Federal entraram em um prédio destinado a senadores da República. Na volta da academia, o senador Aloysio Nunes, do PSDB, estranhou policiais na entrada. Eles tinham acabado de prender o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, no apartamento funcional de sua mulher, a senadora petista Gleisi Hoffmann. Magro e abatido, Bernardo foi transferido para São Paulo ainda naquela noite.
Bernardo é suspeito de participar de uma fraude que desviou cerca de R$ 100 milhões do Ministério do Planejamento durante sua gestão, num esquema que vigorou entre 2010 e 2015. A Polícia Federal desvendou os detalhes a partir dos depoimentos de Chambinho e da grande quantidade de provas que ele providenciou, além de relatos do ex-senador Delcídio do Amaral, outro petista que optou por delatar, que robusteceram a história. Delcídio contou que Bernardo beneficiava a empresa envolvida na fraude no Planejamento desde os tempos em que fora secretário no governo de Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul.
De acordo com as investigações, Bernardo direcionou a contratação da empresa Consist Software para gerir o sistema de crédito consignado na folha de pagamentos de funcionários públicos federais. Cerca de 70% do valor do contrato assinado com a Consist, de R$ 140 milhões anuais, eram repassados a beneficiários do esquema. Desses 70%, Bernardo, então ministro do Planejamento, se beneficiava de 9,5%. Segundo Chambinho, Bernardo foi gradualmente rebaixado a partir de 2011.
Quando trocou o Planejamento pelo Ministério das Comunicações, sua parcela de propina foi reduzida à metade. Em 2012, caiu para 2,9%, menos de um terço do inicial. Para repassar a propina a Bernardo, a Consist assinava contratos com empresas ligadas a Chambinho, ao lobista Milton Pascowitch e ao advogado Guilherme Gonçalves, que assessorou campanhas de Bernardo. Para o escritório de Gonçalves foram R$ 7 milhões.
O esquema no Ministério do Planejamento foi descoberto na Operação Pixuleco 2, a 18ª fase da Lava Jato. O caso foi transferido para a Justiça Federal em São Paulo por decisão do Supremo. A parte da investigação relativa à senadora Gleisi Hoffmann, que tem foro privilegiado, está com o ministro Dias Toffoli no Supremo. Há mais de um ano Bernardo convivia com o pavor de ser preso. Por causa da investigação, no ano passado ele perdeu a chance de ser indicado a um cargo na hidrelétrica Itaipu Binacional pela presidente Dilma Rousseff. O ex-ministro da Previdência Carlos Gabas também foi alvo da operação, com uma ordem de condução coercitiva. Gabas é investigado porque há indícios de que interveio junto a Bernardo para que a Consist fosse contratada. Segundo a investigação, o PT também era beneficiário direto do esquema e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso desde 2015, coordenou a distribuição dos R$ 100 milhões.
A prisão de Bernardo em um prédio onde moram vários senadores mexeu com os brios de políticos de todos os tons partidários em Brasília. “É um fato doloroso. Vi hoje uma declaração da senadora Glesi de que ele foi detido na frente dos filhos, então, quero publicamente lamentar o fato”, disse o presidente interino, Michel Temer. O Senado protocolou uma reclamação no Supremo, na qual pede a anulação da busca e apreensão. Argumenta que o juiz Paulo Bueno de Azevedo “usurpou” a competência do Supremo, embora o alvo fosse o ex-ministro, não sua mulher. Apesar de miúdo, Alexandre Romano provou que tinha conhecimento de gente grande.
(foto: internet)

Mulher tenta desviar de acidente e morre após capotar na BR-277


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Uma mulher morreu no começo da madrugada deste domingo (26) após capotamento no quilômetro 78 da BR-277, em Curitiba. De acordo com o policial rodoviário federal André Portela, a vítima provavelmente se assustou com uma batida traseira e, ao tentar desviar, acabou capotando o veículo Ford Ka.
“Um Peugeot e um Celta acabaram se envolvendo nessa primeira colisão, o Ka não chegou a bater contra nenhum deles. Provavelmente no susto isso aconteceu”, relatou Portela.
A PRF acredita que a vítima estava sem cinto, uma vez que morreu na hora.
Envolvido na primeira colisão, o motorista do Peugeot tentou fugir, mas devido ao radiador danificado, abandonou o veículo na estrada.
Morretes
Também na BR-277, o motorista de um caminhão morreu na noite deste sábado (25) após acidente com outra carreta. O acidente aconteceu no quilômetro 36, em Morretes, no Litoral. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Paranaguá.

Com dois belos gols, Atlético derrota Grêmio e emplaca quarta vitória seguida na Arena


Por Pedro Melo 

André Lima fez um gol e deu uma assistência. (Divulgação/Atlético)
André Lima fez um gol e deu uma assistência. (Divulgação/Atlético)
Só dá Atlético quando o jogo é na Arena da Baixada. Mesmo com o protesto da torcida organizada, o Rubro-Negro fez o seu dever casa, derrotou o Grêmio por 2 a 0, com dois gols na etapa final, e emplacou a quarta vitória consecutiva jogando em casa.
O primeiro gol atleticano saiu aos 8 minutos do segundo tempo. Hernani recebeu passe de André Lima e chutou com força no canto esquerdo de Marcelo Grohe. Já o segundo foi uma pintura de André Lima que pegou de primeira de fora da área e a bola bateu no travessão antes de entrar.
Com o resultado, o Furacão chega aos 17 pontos, fica na sétima colocação e tem somente dois pontos de desvantagem para o G4. Na próxima rodada, o Atlético joga o clássico contra o Coritiba na quarta-feira (29), às 21h, no estádio Couto Pereira.
Furacão tem gol anulado
Mais uma vez o técnico Paulo Autuori manteve o rodízio de jogadores e Sidcley, Hernani e André Lima retornaram ao time titular nas vagas de Nicolas, lesionado, Deivid e Walter, que ficou como opção no banco de reservas. Nos primeiros minutos, o Grêmio ficou com a bola no ataque, mas quem levou perigo foi o Atlético com Nikão que parou em boa defesa de Marcelo Grohe.
No decorrer da primeira etapa, o Furacão equilibrou a partida e chegou a marcar o primeiro gol com Pablo. O árbitro chegou a correr para o meio de campo, mas anulou o lance após pressão dos jogadores gremistas e conversa com assistente.
Rubro-Negro garante a vitória
Na volta do intervalo, o Atlético voltou pressionando e quase abriu o placar na cabeçada de André Lima, mas Marcelo Grohe fez bela defesa. Porém, no ataque seguinte, o goleiro gremista não conseguiu evitar o gol de Hernani que acertou um chute rasteiro de fora da área.
O gol de abertura do placar empolgou o time atleticano que continuou no ataque e marcou mais uma vez. André Lima chutou com muita força de fora da área, a bola bateu no travessão e foi parar no fundo das redes. Com dois gols de vantagem, o Rubro-Negro segurou a vantagem até o final e ainda terminou com um jogador a mais após a expulsão de Ramiro, que deu um pontapé em Walter.
FICHA TÉCNICAATLÉTICO 2X0 GRÊMIO
Local: Arena da Baixada, em Curitiba.
Data: 26 de junho de 2016.
Horário: 16h.
Árbitro: Wagner Reway (MT).
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT).
Público e renda: 16.838 pagantes/19.074 presentes/R$ 426.600,00
Atlético: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani e Vinícius; Pablo (Marcos Guilherme), Nikão (Marcão) e André Lima (Walter).
Técnico: Paulo Autuori.
Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Fred, Rafael Thyere e Marcelo Oliveira; Ramiro, Walace (Tilica), Everton (Jaílson), Giuliano e Luan; Bobô (Lincoln).
Técnico: Roger Machado.
Cartão amarelo: Hernani (CAP).
Cartão vermelho: Ramiro (GRE).
Gols:
 Hernani (CAP), aos 8′ do segundo tempo, e André Lima (CAP), aos 22′ do segundo tempo.

Investigadores da Lava Jato temem impacto da delação da Odebrecht


Revelações atingem os Três Poderes da República e todos os partidos políticos

MURILO RAMOS
24/06/2016 - 21h30 - Atualizado 24/06/2016 22h35
Marcelo Odebrecht  (Foto: Luis Ushirobira/Valor )
A cúpula da Operação Lava Jato está receosa quanto à delação premiada negociada pela Odebrecht e por seu dono, Marcelo Odebrecht – não por seu conteúdo e evidências apresentados até agora, mas por dúvidas maiores que surgem. Pela primeira vez, os investigadores se perguntam se as instituições serão capazes de absorver o gigantesco impacto que causará o que já foi entregue pela empreiteira e o que ainda está sendo negociado. Há preocupação crescente de que, quanto mais robusta e ampla se torna a delação, mais inviável ela pode vir a ser na hora da homologação pelo Supremo Tribunal Federal. A delação não poupa nenhum Poder da República ou partido político.

Odebrecht delata a esgotosfera



Brasil  15:24


A Odebrecht vai delatar a esgotosfera.
Segundo a Época, "entre os cerca de 90 temas que os advogados negociam com os procuradores, consta um capítulo sobre pagamentos aos blogs que faziam a defesa dos governos Lula e Dilma Rousseff e do PT".
Se a Lava Jato procurar direito, vai encontrar também jornalistas de grandes veículos da imprensa.

Mulher é assassinada pelo ex após ser vista com o atual namorado em Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

Uma mulher de 48 anos foi assassinada pelo ex no começo da madrugada deste domingo (26), no bairro Tatuquara, em Curitiba. De acordo com testemunhas, Tereza Espúrio estaria no quarto com o atual namorado quando o ex entrou e trocou agressões com o casal. A mulher acabou atingida com pelo menos um forte soco no rosto e não resistiu.
ebc
Imagem ilustrativa (Foto: EBC)
De acordo com o perito Elmir Machado, do Instituto de Criminalística, a mulher estava na parte de cima do sobrado e morreu dentro do quarto. “A vítima estava com muito sangue na região da boca e do nariz, então temos que esperar o laudo da necropsia para confirmar se um soco pode ter causado o traumatismo craniano”, explicou.
A Polícia Militar foi chamada e conseguiu prender o agressor, que não teve o nome divulgado pela polícia. Ele foi encaminhado à Delegacia da Mulher, que investiga o caso.

Irmãs de 19 e 23 anos morrem após capotagem em Gavião Peixoto, SP


Namorado de uma delas dirigia o veículo e sobreviveu ao acidente.
Caso aconteceu às 3h após jovens saírem de festa junina, diz PM.

Do G1 São Carlos e Araraquara
As irmãs Fernanda (à esq.) e Jéssica morreram após capotagem em Gavião Peixoto (Foto: Reprodução/Facebook)Fernanda (à esq.) e Jéssica morreram após capotagem em Gavião Peixoto (Foto: Reprodução/Facebook)
Duas irmãs, de 19 e 23 anos, morreram e um rapaz de 27 anos ficou ferido em um acidente na madrugada deste domingo (26) em Gavião Peixoto (SP). A caminhonete em que eles estavam capotou na estrada vicinal José Cutrale, que liga a cidade a Matão.
Fernanda Ferreira de Andrade, de 19 anos, Jéssica Ferreira de Andrade, de 23, e Bruno André, de 27, são de Araraquara. Segundo a Polícia Militar, eles tinham acabado de sair de uma festa junina que é realizada em Gavião Peixoto e seguiam para Matão para a casa de amigos. O motorista, que era namorado de uma delas, teria perdido o controle da direção e o veículo capotou por volta das 3h da madrugada.

Sem cinto de segurança
Ainda de acordo com a polícia as vítimas não usavam cinto de segurança. A jovem de 19 anos, que estava sentada no banco de trás da caminhonete S-10, foi arremessada para fora do veículo. De acordo com a PM, o corpo foi encontrado a cerca de 40 metros do local do acidente.

As irmãs morreram na hora. Já o motorista do carro foi socorrido pelo Resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Araraquara. Segundo a PM, ele não corria risco de morte.
Edder Piagger, um dos primos das duas jovens, contou ao G1 que elas tinham mais dois irmãos e que a família está em choque com a notícia. Os corpos das irmãs são velados neste domingo e o enterro está marcado para as 9h de segunda-feira (27) no Cemitério das Cruzes, em Araraquara.
Acidente aconteceu durante a madrugada deste domingo  (Foto: Sérgio Pinheiro/Noticiário Araraquara)Acidente aconteceu durante a madrugada deste domingo (Foto: Sérgio Pinheiro/Noticiário Araraquara)