Olimpíada: MPF cobra na Justiça Plano de Legado


A um mês dos Jogos, governo ainda não entregou planejamento de uso das instalações esportivas após a Rio 2016

ALANA RIZZO
29/06/2016 - 12h47 - Atualizado 29/06/2016 16h56
O Ministério Público Federal decidiu cobrar na Justiça a elaboração do Plano de Legado dos Jogos Olímpicos. Até hoje, sete anos após a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Olimpíada, o Estado não entregou o plano detalhado do futuro das instalações esportivas que foram construídas ou adquiridas para o evento. União, Estado, município e Autoridade Olímpica foram citados na ação civil pública, com pedido de liminar. O MPF cobra o nome dos responsáveis pelo plano e apresentação em 20 dias do documento, além de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

“Observa-se que o tema está sendo tratado com descaso quando, a um mês dos Jogos, ainda não foram tratadas questões relevantes como a forma de utilização do legado, o modelo de estrutura e a forma de gestão, bem como as fontes de recursos para o custeio e a manutenção das instalações esportivas no futuro, o incremento social que poderá advir do legado, entre outras questões. Esta situação demonstra um enorme risco de desperdício de recursos públicos em função da indefinição do legado olímpico”, sustenta o procurador da República Leandro Mitidieri, autor da ação.
>> Facilidade de acesso às armas preocupa a segurança da Rio 2016

Desde 2013, o Tribunal de Contas da União também vem alertando para a necessidade do planejamento. “Mesmo assim os trabalhos requisitados não foram finalizados, alguns nem sequer iniciados”, aponta Mitidieri. “A cidade e o país estão sem um Plano de Legado consistente, detalhado e formalizado para todas as instalações esportivas que serão utilizadas nas competições.”
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Segundo o MPF, o Plano de Legado deveria ser dividido em três eixos: esportivo, social e urbano-ambiental. O objetivo do planejamento é reduzir os riscos de desuso e sucateamento dos equipamentos esportivos, arenas e ginásios após a Olimpíada. 

“Destaca-se, ainda, que o custo total do evento ultrapassará R$ 30 bilhões, recursos que poderiam ser utilizados em benefício de toda a população brasileira. O custo de manutenção futura das arenas e demais complexos esportivos é muito alto e, caso não haja um planejamento detalhado de sua utilização e conservação, tais estruturas se transformarão em verdadeiros ‘elefantes brancos’, que logo serão degradadas pela ação do tempo e consumirão os tão escassos recursos públicos”, complementa o procurador.
Arena Carioca 2, casa do judô e da luta olímpica nos Jogos Olímpicos, recebe as finais do NBB (Foto: Luiz Pires / LNB)

Menino sai procurar pinhão e encontra corpos carbonizados em estrada rural da RMC


Da Redação
(Fotos: Aécio Novitski/Araucária no Ar)

Dois corpos foram encontrados carbonizados em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quarta-feira (29). O caso aconteceu na estrada rural de Colônia Cristina, próximo a PR-423, sentido Campo Largo.
Segundo informações do Araucária No Ar, um menino que procurava pinhão ao lado da estrada rural achou os dois cadáveres. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência.
Como não há moradias próximas ao local, ninguém percebeu nada de estranho. Os corpos, ainda não identificados, foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba e a delegacia de Araucária investiga o caso.

PF desarticula esquema de tráfico internacional de drogas em 3 estados; Londrina e Araucária estão na mira



Redação com PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (29) a Operação Quijarro para desarticular uma organização criminosa internacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Cerca de 150 Policiais Federais cumprem 81 mandados judiciais, sendo 14 de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão em imóveis, 43 de busca e apreensão de veículos e 7 de condução coercitiva nas cidades de Londrina e Araucária(PR), Corumbá(MS), Martinópolis, Presidente Prudente e São Paulo(SP).
De acordo com as investigações, que começaram em janeiro de 2015, um dos grupos responsáveis pela logística do transporte da cocaína estava instalado na cidade de Londrina, norte do Paraná, possuindo ramificações no Brasil, Bolívia, Colômbia e Espanha.
A Polícia Federal em Cooperação Internacional com a polícia boliviana, conseguiu realizar a prisão dos traficantes mais procurados daquele país, responsáveis pelo ingresso de duas toneladas de cocaína por mês no Brasil.
A cocaína era transportada em caminhões e carretas com fundos falsos especialmente preparados para o transporte da droga, utilizando-­se da simulação de cargas lícitas para driblar a fiscalização, bem como de motoristas que já tinham conhecimento de que transportavam a substância entorpecente.
Durante os trabalhos mais de três toneladas de cocaína foram apreendidas, cerca de 10 milhões de dólares foram sequestrados do Núcleo boliviano e foram identificados no Brasil os imóveis que eram utilizados como entrepostos para o carregamento, descarregamento e confecção de “fundos falsos”.
Foram sequestrados até o presente momento 7 (sete) imóveis no Brasil e bloqueadas diversas contas bancárias dos investigados.
Os presos responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, associação para o tráfico, falsificação de documentos públicos e privados, furto, roubo, homicídio e organização criminosa, com penas somadas que passam de 20 anos de prisão.
A denominação Operação Quijarro é uma referência ao fato de que a organização criminosa investigada efetuava o ingresso da cocaína no Brasil através da cidade de Puerto Quijarro, na Bolívia, fronteira com a cidade de Corumbá/MS.
Mais informações ao longo desta quarta-feira.

Gleisi comenta soltura de Paulo Bernardo na comissão do impeachment


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A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de soltar o marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, nesta quarta-feira, 29. “Quando eu retornei na segunda-feira, eu disse que retornava de cabeça erguida. Muitos me perguntaram se eu retornaria porque o meu marido tinha sido preso e eu disse que a prisão tinha sido injusta, inconsequente, ilegal e que aquilo fazia parte de mais uma ação midiática para constrangê-lo do que qualquer outra coisa”, declarou.
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado durante debate se a CPI da Petrobras será exclusiva ou ampla. Na foto, a senadora Gleisi Hoffmann  (Valter Campanato/Agência Brasil)
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Gleisi recebeu a notícia da soltura de Paulo Bernardo durante sessão da Comissão Especial do Impeachment, destinada à oitiva das últimas testemunhas de defesa, e leu parte da decisão do ministro Dias Toffoli no plenário. “Por reputar configurado flagrante constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício quando do julgamento de mérito da ação, determino cautelarmente, sem prejuízo de reexame posterior, a revogação da prisão preventiva de Paulo Bernardo Silva”, decretou o ministro.
“Isso é fundamental para mim, para nós, porque essa prisão não tinha base nenhuma. Quem leu a decisão judicial, não precisava nem ser advogado, via de pronto a fragilidade”, disse. A parlamentar reiterou que ela e o marido nunca se recusaram a colaborar com a Justiça. “Somos pessoas públicas e respondemos por tudo que fazemos, agora não podemos permitir que a Justiça não seja seguida.” Ela também lamentou comentários de membros da comissão contra Bernardo. “Infelizmente nesse País, julga-se primeiro antes de ter informação.”
Depois da prisão preventiva do marido, na última quinta-feira, 23, a senadora ficou apenas dois dias afastada do trabalho. No início da semana, ela voltou a participar das sessões da Comissão do Impeachment, onde é considerada uma das principais integrantes da tropa de choque da presidente afastada Dilma Rousseff. Na ocasião, Gleisi acusou a Polícia Federal de cometer excessos para “espetacularizar” o processo. Segundo ela, a Justiça atua de maneira seletiva e promove “carnavais midiáticos contra alguns políticos”.
Após quase uma semana preso, Dias Toffoli mandou soltar o ex-ministro por considerar que não há provas que justifiquem a manutenção da medida contra Paulo Bernardo. O ministro também considerou que não há qualquer indício de que, solto, ele poderá fugir do País para escapar de eventuais punições, e que o fato de as investigações ainda não terem localizado o produto do crime não pressupõe que haja perigo de fuga. Ele manteve a investigação na Justiça Federal de São Paulo, e não no STF como pedia a defesa do ex-ministro.

Advogado das empresas de ônibus de Curitiba e ex-diretor da Urbs são presos em operação do Gaeco


Por Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira

Um advogado do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) e um ex-diretor da Urbs estão entre os presos da Operação Riquixá, deflagrada nesta quarta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a operação investiga a existência de um organização criminosa no segmento de concessão do serviço e os alvos das operações estão ligados a processos de Maringá, Guarapuava e Brasília. Alguns dos presos, porém, possuem ligação com a família Gulin e o transporte coletivo da capital paranaense.
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Alvos principais da operação estão em Maringá e Guarapuava (Foto: Prefeitura de Maringá)
“Por hora vamos analisar o que foi apreendido para confirmar ou não a manipulação da concorrência em processos licitatórios. Pelo que apuramos, as empresas queriam participar e davam palpites nos próprios editais, embora tivessem sido contratadas outras empresas para abrir o processo”, explicou.
As investigações, iniciadas em 2013, indicam que integrantes de empresa de engenharia especializada em transporte coletivo, advogados e representantes de empresas de ônibus formam o grupo criminoso, que utiliza “laranjas” e formações societárias complexas para ocultar a existência do grupo econômico.
A Riquixá conta também com o apoio do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) de Guarapuava. De acordo com o Gaeco, indícios apontam que a organização criminosa age pelo menos desde 2009, cooptando agentes públicos para a prática dos crimes. Com a participação dessas pessoas, o grupo obtém meios de remunerar ilicitamente, com dinheiro público, a organização das fraudes concorrenciais, contratando componentes do grupo criminoso para prestar assessorias simuladas ou substituir comissões de licitação.
“Não há duvidas que os dois grupos empresariais investigados interferiram no procedimento, para que a licitação estivesse de acordo com seus interesses. O aspecto essencial é de que a lei de licitações foi feita com objetivo de que todos que tenham condições possam realizar um serviço para a prefeitura, assim como para que a administração pública possa contratar um serviço que se encaixe melhor no que busca a um preço menor”, concluiu.
O cumprimento dos mandados aconteceram em Guarapuava, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba, bem como em cidades de Santa Catarina e São Paulo e também no Distrito Federal, com apoio do Gaeco desses locais.

Motoboy é baleado e fica em estado grave após tentativa de assalto a pizzaria da RMC


Por Felipe Ribeiro e Ricardo Vieira

O motoboy de uma pizzaria de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, foi baleado durante tentativa de assalto ao estabelecimento no começo da noite desta quarta-feira (29). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o estado de saúde da vítima é grave.
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Foto: Ricardo Vieira – Banda B
Em entrevista à Banda B, o socorrista Emerson explicou que o tiro atingiu as costas do socorrista e saiu pela barriga. “O estado da vítima é bastante grave, uma vez que o tiro atravessou a região da barriga”, relatou.
Os bombeiros não souberam precisar o que aconteceu no local. A Polícia Militar também foi acionada e atendeu a ocorrência na Rua Huxley, no Alto Maracanã.
Testemunhas informaram que o bandido teria abordado os funcionários do estabelecimento e levaram a motocicleta da vítima.
O motoboy foi encaminhado ao Hospital Evangélico e passa por cirurgia. A Delegacia do Alto Maracanã deve investigar o caso.

Advogado de Gleisi e PB também recorre


Guilherme Gonçalves, o advogado que pagava despesas pessoais e contas eleitorais de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann com propina da Consist, acaba de recorrer a Dias Toffoli.
Se tudo der certo, Gonçalves poderá manter o cronograma do casamento com a Sweet.

Que tal acabar com os presídios?


Hoje foi um dia glorioso para o STF. Depois de libertar os integrantes da organização criminosa que roubou de velhinhos aposentados, o Supremo decidiu que, no caso de falta de vagas nas cadeias para novos condenados, presos há mais tempo devem ter progressão de pena antecipada para cumprir a sentença em casa.
É uma ideia genial para evitar a superlotação nos presídios.
O Antagonista vai além e sugere que acabemos de vez com os presídios no Brasil. Tudo ficará muito mais fácil para todo mundo.

Exclusivo: Juiz da ‘Custo Brasil’ liberta 8 e mantém 2 presos


O juiz Paulo Bueno de Azevedo resolveu facilitar a vida de Dias Toffoli e acabou de determinar a libertação de oito dos 11 presos da Operação Custo Brasil.
Toffoli já havia decidiu revogar as prisões de Paulo Bernardo e Dércio Guedes de Souza, o amigão de Carlos Gabas. Bueno não vai esperar os demais recursos.
Ganham liberdade, portanto, Guilherme de Sales Gonçalves, Daisson Silva Portanova, Valter Correia da Silva, Emanuel Dantas do Nascimento, Joaquim José da Câmara e Washington Luiz Viana.
Só manterá na cadeia, até segunda ordem, o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira e o ex-diretor dos Correios Nelson Freitas. O terceiro encarcerado é João Vaccari Neto, que já está preso pela Lava Jato e não entra na conta.
Parabéns a Toffoli e demais envolvidos pela desmoralização completa da Operação Custo Brasil.

Exclusivo: Juiz da ‘Custo Brasil’ critica decisão de Toffoli


O Antagonista obteve com exclusividade o despacho do juiz Paulo Bueno de Azevedo sobre a libertação de nove dos 11 presos da Operação Custo Brasil.
Se prevalecer a tese de Dias Toffoli, segundo o magistrado, a prisão preventiva só será aplicada “aos pobres”. No documento, Bueno de Azevedo diz discordar da decisão de Dias Toffoli, embora seja obrigado a acatá-la.
“Obviamente irei acatar, porém respeitosamente discordo, continuando a achar que a expressiva quantia de dinheiro não localizado pode sofrer novos esquemas de lavagem, ao menos por ora.”
O juiz também faz uma crítica educada à “doutrina” invocada por Dias Toffoli de que a prisão preventiva só seria aplicável em caso de “crimes violentos, no mais das vezes cometidos apenas por acusados pobres”.
“Resguardo, pois, o meu posicionamento pessoal, aqui manifestado em homenagem à minha independência judicial.”
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Motorista erra entrada em rua e fica ferido ao bater contra muro na RMC


Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias
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Motorista acertou muro de residência ao errar caminho (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Um motorista de 46 anos ficou ferido após bater o veículo em que estava contra o muro de uma residência Rua Jacob Gubawa, no bairro Lamenha Grande, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. O acidente aconteceu por volta das 11h desta quarta-feira (29) e teve uma dinâmica incomum, conforme o motorista relatou.
“Eu estava descendo e me perdi aqui. Estava em média velocidade e eu só me perdi. Entrei aqui porque achei que era uma rua que saía em outra. Estou com bastante dor no peito”, disse o condutor, que acertou o muro em cheio, em entrevista à Banda B.
O sargento Batista, do Corpo de Bombeiros, atendeu a vítima no local. “Ele passou reto neste terreno particular e acertou o muro. Mais danos materiais, porque é uma vítima considerada leve. A rua é tranquila e o rapaz acabou se perdendo”, afirmou.
Roseli Santiago, proprietária da residência atingida, contou que se assustou com o barulho. “Foi uma pancada muito forte. Ele falou que vai consertar e eu espero que faça isso mesmo.O rapaz deu sorte, porque sempre tem muita criançada por aqui e poderia ser uma tragédia”, disse.
O motorista foi levado para o Hospital Evangélico. No local, não foi realizado o teste de bafômetro para apurar uma suposta embriaguez ao volante.

Incêndio em caminhão deixa trânsito complicado no sentido Santa Catarina da BR-376


Da Redação com PRF


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Incêndio em caminhão na BR-376 (Foto: Divulgação PRF)
Um incêndio em um caminhão bloqueou totalmente a pista sentido Santa Catarina da BR-376, em Guaratuba, Litoral do Paraná, desde as 10h40 desta quarta-feira (29). O incidente aconteceu no km 662, no trecho de início daSerra do Mar. A rodovia foi liberada por volta das 12h05.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dos Bombeiros atenderam a ocorrência. A carga do caminhão que pegou fogo era de polietileno.
Ainda de acordo com a PRF, não há vítimas no incêndio.