Teori ganha reforço



O Antagonista soube que Teori Zavascki terá, a partir de agora, dois juízes auxiliares que vão apoiá-lo nos processos da Lava Jato. Por causa do volume de trabalho com a operação, Teori foi o ministro do STF que menos julgou processos no primeiro semestre do ano.

Funaro alega 'achaque' de advogado de Cleto



Lúcio Funaro registrou em cartório, em maio passado, declaração em que afirma ter sido alvo de achaque por parte do advogado Adriano Vani, que defende o delator Fábio Cleto.
Na declaração, obtida por O Antagonista, Funaro diz que encontrou-se com Vani, em 23 de fevereiro. Na ocasião, o advogado teria lhe apresentado uma planilha que comprometia o corretor na delação de Cleto.
"Vani disse que poderia contornar esse problema no âmbito da colaboração que estava sendo negociada pelo Sr Fabio Ferreira Cleto, mediante o pagamento de quantia de dinheiro a ser definida", diz Funaro.
O corretor alega que recusou a proposta. O advogado de Cleto disse a O Antagonista que o encontro existiu, mas nunca fez qualquer proposta.
O episódio só foi registrado por Funaro em maio, quando a imprensa já noticiava a delação de Cleto.

Cunha não ganha mais nada



A Folha diz que Teori Zavascki autorizou a quebra do sigilo telefônico de Eduardo Cunha, a pedido de sua defesa, nas investigações sobre propina dos contratos de navios-sonda da Petrobras.
Zavascki, porém, negou a extensão da medida ao ex-ministro Edison Lobão, a quem o delator Júlio Camargo disse ter pedido ajuda para impedir a estratégia de achaque liderada pelo peemedebista na Câmara.
Esqueça estratégias de defesa, Cunha. Delate.

Funaro vai incendiar o país



Rodrigo Janot, no pedido de prisão de Lúcio Funaro, fala de sua periculosidade ao reproduzir narrativa de Fabio Cleto sobre uma briga que ambos tiveram por causa de propina do FI-FGTS.
No início de 2012, "Funaro ameaçou colocar fogo na casa do depoente, com os filhos dentro". Segundo Janot, a "ousadia" do operador "é conhecida no meio em que circula".
A delação de Funaro vai incendiar o país.

Nota de Jucá




Romero Jucá enviou a seguinte nota a O Antagonista:
"O senador Romero Jucá (PMDB-RR) nega veementemente que irá dar prioridade ao anteprojeto que prevê punições a crimes de abuso de autoridade. A Comissão de Regulamentação não irá tratar deste assunto nem no primeiro semestre nem a partir de agosto, quando os trabalhos do Senado serão retomados. Jucá reitera todo apoio à operação Lava Jato e à celeridade nas investigações.
Qualquer ação no sentido de rever direitos de autoridades não pode ser feita no andamento de uma operação desta magnitude. O senador ressalta que, como relator-geral do Orçamento, aumentou recursos tanto para a Polícia Federal como para o Ministério Público. Também é conhecida sua atuação a favor da recondução do procurador-geral Rodrigo Janot."
Veementemente.

A conta de Cunha na Carioca Engenharia



Embora tenha recebido propina de diversos empreendimentos, Fábio Cleto disse que os valores vieram de uma única empresa: a Carioca Engenharia, cujos donos já fizeram delação. 
À PGR, Cleto disse que Eduardo Cunha usou parte do saldo que tinha com a empreiteira para lhe pagar os cerca de US$ 2 milhões devidos por causa da aprovação das operações no FI-FGTS.

Mantega e Palocci aprovaram Cleto



Fábio Cleto disse também à PGR, em sua delação premiada, que a indicação para o FI-FGTS (feita por Eduardo Cunha) precisou ser aprovada por Guido Mantega e Antonio Palocci.
Cleto havia saído do Itaú e geria seu próprio fundo, até ser convidado por Lúcio Funaro a trabalhar em seu escritório. Certo dia, Funaro disse que iria indicá-lo para VP da Caixa ou para presidente do Banco da Amazônia.
Cleto topou, seu currículo foi encaminhado por Henrique Eduardo Alves, com aval de Antonio Palocci. Mantega o entrevistou e gostou do perfil.
Ao ser aceito como VP da Caixa, Funaro obrigou Cunha a assinar uma carta-renúncia, que guardou para chantageá-lo.

Segundo delação, propina a Cunha pode passar de R$ 30 mi


A delação premiada do executivo Fábio Cleto, ao qual ÉPOCA teve acesso, relata Cunha como chefe de um esquema que recebeu propina do dono da JBS e outras grandes empresas em projetos de R$ 6 bilhões

FILIPE COUTINHO
01/07/2016 - 10h52 - Atualizado 01/07/2016 11h54
O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Polícia Federal investiga um esquema de desvios de dinheiro do FGTS que pode passar de R$ 30 milhões em propina ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o delator Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa. Nesta sexta-feira (1), policiaisrealizam buscas nos endereços de grandes empresas acusadas por Cleto de pagar propina. Entre eles, a gigante JBS. Cleto, segundo sua delação, operava na Caixa a mando de Cunha e do doleiro Lúcio Funaro _ este último preso na operação desta sexta.
No papel, Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2015, era subordinado à cúpula do banco e, por extensão, à área econômica do governo Dilma Rousseff. Entre suas atribuições, ele participava das reuniões do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS, que injetou algo como R$ 11,7 bilhões em empresas no país no período. Esses encontros, contudo, não eram sua principal tarefa em Brasília. Toda terça-feira, às 7h30 da manhã, Fábio Cleto tinha um compromisso inadiável e secreto, em um apartamento espaçoso na 311 Sul, em Brasília. O objetivo do encontro era vazar informações das reuniões internas da Caixa e antecipar operações financeiras sigilosas de empresas com fundo. Cleto tinha um chefe, na verdade, o chefe, fora da Caixa: Eduardo Cunha. Primeiro, os encontros ocorriam no apartamento funcional de Cunha. Depois, o parlamentar tornou-se presidente da Câmara e ambos passaram a ser ver na própria residência oficial. Era a ele que Cleto tinha lealdade e recebia ordens para dificultar -- ou facilitar -- a vida das empresas interessadas nos investimentos do FI-FGTS. Seu papel era dar o verniz técnico às ordens de Eduardo Cunha e repassar uma espécie de mapa do achaque. Agora delator, Fábio Cleto contou aos procuradores que vazava informações com duas semanas de antecedência e, para isso, tinha de ignorar todos os termos de confidencialidade que assinava dentro da Caixa.
Os projetos citados na delação premiada passam de R$ 6 bilhões, com uma propina estimada em mais de R$ 30 milhões para Eduardo Cunha, de acordo com o cálculo explicado por Cleto aos investigadores. Como chefe do esquema e responsável pela indicação de Cleto na Caixa, Cunha tinha direito à maior parte do valor arrecadado: 80%. Cleto relatou que, da propina levantada, ele ficava com a menor parte, 4%. Aos procuradores, ele admitiu que ganhou pelo menos R$ 1,8 milhão com o esquema. Pela distribuição rascunhada por Cleto, Cunha ficaria então com mais de R$ 36 milhões. Os valores, contudo, podem ser maiores, uma vez que Cleto nunca teve acesso aos acertos do deputado com os empreiteiros. Sua função era obedecer e, depois, receber. Segundo a delação, era Cunha quem definia com as empresas o valor da propina. Por isso, na delação, Cleto também não soube dizer aos investigadores quem eram os operadores nas empresas ou qual o total arrecadado pelo esquema. Além de Cunha, o delator afirma que o resto da propina ficava com os responsáveis pela parte financeira do negócio. Entre eles, o corretor Lúcio Funaro, apontado como o braço direito de Eduardo Cunha.
ÉPOCA obteve acesso à delação de Fábio Cleto, no qual ele relata um punhado de projetos que renderam propina ao esquema, incluindo aí o maior grupo privado em receita do Brasil, a J&F, dona JBS, conhecida como Friboi e que operou no FI-FGTS com a Eldorado Celulose. É a primeira vez que um delator coloca Eduardo Cunha como chefe do esquema, no comando direto das operações, arbitrando tarefas e informando aos comparsas do fluxo de propina. O ex-vice relata a articulação do hoje presidente afastado da Câmara com empresários, a definição dos valores arrecadados com a propina e como deveriam ser os votos no FI-FGTS.
Joesley Batista, empresário, presidente da JBS-Friboi (Foto: Rogério Cassimiro / Editora Globo)

A PROPINA DO DONO DA FRIBOI E A VIAGEM AO CARIBE
Na delação, Cleto cita empresas do primeiro time do empresariado nacional, além das habituais em esquemas fraudulentos, como a Odebrecht e a OAS, empreiteiras abatidas no petrolão e que agora negociam também uma delação. Mas o potencial explosivo das revelações de Cleto está nas graves acusações contra a holding que comanda a JBS, até agora incólume na Lava Jato. A empresa foi enredada no esquema de pagamento de propina em troca de favores estatais graças a um projeto na área de celulose no Mato Grosso do Sul, chamado Eldorado Brasil. As acusações pesam sobre Joesley Batista, principal acionista do grupo. De acordo com o delator, Cleto tratou diretamente com o empresário sobre os interesses da Eldorado. E recebeu, como propina, R$ 680 mil pelo negócio viabilizado com dinheiro do FGTS. Daí, é possível chegar em cerca de R$ 13 milhões de propina para Cunha só nessa operação, já que, segundo Cleto, o deputado ficava com 80% e ele ficava com 4%. As negociações de Joesley Batista prosperaram e a Eldorado Celulose conseguiu R$ 940 milhões do FI-FGTS. Na delação, Cleto diz que foi apresentado a Joesley Batista por intermédio de Funaro, em meados de 2011, no apartamento do corretor de valores, em São Paulo. O delator confirma diversos encontros com Joesley, incluindo uma viagem ao Caribe. O objetivo, segundo Cleto, era mostrar que tinha influência dentro da Caixa para viabilizar os negócios. O delator narra que, como fazia sempre nas reuniões matinais, informou a Eduardo Cunha que a operação estava sendo estruturada. Cleto então recebeu o sinal verde para atuar em favor da Eldorado - o que de fato ele fez. O roteiro seguiu como o combinado e Cleto foi então comunicado que receberia R$ 680 mil a título de propina. Há um detalhe importante na delação. Segundo o delator, foi o próprio Cunha que o avisou desse valor, mostrando o papel central do parlamentar na suposta quadrilha. Cleto mantinha um registro e colocou na planilha o nome Eldorado, a data 1/11/2012, e os valores R$ 940 milhões e R$ 680 mil.  Aos investigadores, Cleto explicou que a data na tabela não era, necessariamente, quando houve o pagamento. Mas quando ele tinha a confirmação de que o projeto fora viabilizado. Cleto conta em sua delação que, cerca de um ano após a emissão da debênture, a Eldorado pediu para descumprir parte dos covenants pré-acordados (cláusulas contratuais que protegem o credor). Isso aconteceu, segundo o delator, porque a empresa precisava descumprir parte dos covenants pré-acordados, ainda que temporariamente. Tal covenant, de acordo com a delação, evitava a empresa de fazer uma dívida superior à indicada no contrato. De novo, segundo Cleto, houve uma ordem clara para dar apoio à Eldorado, mesmo que não fosse comum alterar esse tipo de cláusula numa operação financeira tão complexa. Cleto disse que foi informado que receberia R$ 1 milhão pela mudança dos covenants, mas que não chegou a receber o valor. Registros da Junta Comercial acostados à delação mostram, de fato, as alterações nos covenants.
O documento da Junta Comercial citado na delação de Fábio Cleto (Foto: Reprodução)
CARTA DE RENÚNCIA
Cleto contou aos investigadores como deixou de ser um executivo do mercado financeiro em São Paulo para se tornar um operador de Eduardo Cunha. Tudo começou pelas mãos de Lúcio Funaro. Cleto era a pessoa certa, na hora certa. Cleto tinha saído do Itaú quando, em 2011, o governo tinha uma vaga na vice-presidência da Caixa. Naquele momento, Cleto estava operando um fundo próprio quando foi indicado por um colega do mercado financeiro para a vaga. Esse colega era Lúcio Funaro. O governo estava com problemas para emplacar algum nome, em razão das exigências técnicas feitas pelo Ministério Fazenda. Cleto foi o quarto nome a ser analisado e foi logo aprovado. Detalhe: ele não tinha nenhuma entrada ou contatos dentro do governo. Tudo foi arranjado por Funaro, de acordo com a delação. Coube a ele levar o currículo para Eduardo Cunha, que avalizou a indicação com o então líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Cleto relata ainda que, até ser nomeado, nem sequer conhecia pessoalmente Eduardo Cunha. Ele admite, contudo, que sabia da proximidade do deputado com Funaro. Na delação, ele conta que, antes de ser nomeado, Funaro havia dito que haveria benefícios ao ser nomeado _ leia-se, propina. Apesar disso, o executivo não esperava o próximo passo. Era 7 de abril de 2011, quando a nomeação de Fábio Ferreira Cleto fora publicada no Diário Oficial, sob assinatura de Dilma Rousseff e Guido Mantega. Agora, o plano de Funaro era irreversível. Naquele mesmo dia, ele liga para Cleto e eles marcam uma reunião e horas depois se encontraram no escritório de Funaro em São Paulo. Ao chegar ao local, Cleto foi abordado por um carro, em frente ao escritório, e recebe um envelope. São três folhas, com um documento em nome do próprio Fábio Cleto. A cena revela o tamanho do profissionalismo do esquema. As três folhas eram, na verdade, um comunicado de renúncia ao cargo na Caixa. Cleto fora obrigado a deixar o documento assinado e entregar a Funaro. Aos investigadores, Cleto contou que a carta era uma espécie de garantia a Funaro. Caso o executivo não seguisse as ordens, Funaro usaria a carta para ameaçá-lo de demissão. Na delação, o executivo conta que a primeira reunião com Eduardo Cunha aconteceu uma semana após tomar posse na vice-presidência da Caixa. Logo nesse primeiro encontro, Cunha explicou como funcionaria o esquema. Segundo Cleto, Cunha foi objetivo: o interesse era nos projetos do FI-FGTS. Cunha deu três ordens a Fábio Cleto: sempre informar quais eram as empresas interessadas no fundo, votar como ele mandasse e, por fim, encontrá-lo semanalmente. Às 7h30 da manhã, toda terça-feira, na casa de Cunha. O deputado evitava conversas ao telefone e, no máximo, aceitava usar o aplicativo de conversas BBM, do celular BlackBerry.

MAIS NEGÓCIOS
A delação de Cleto ainda relata outros negócios feitos à base de propina. Uma das empresas citadas é a Haztec, com investimentos de R$ 245 milhões do FGTS na área de energia. Esse é um exemplo de como, com a pessoa certa, na posição certa, é possível facilitar ou dificultar a vida das empresas em negócios com o governo. Fábio Cleto relatou aos investigadores que, quando chegou à Caixa, o projeto já estava praticamente pronto. Mas foi orientado por Cunha a pedir vista e, segundo ele, foi quando o deputado cobrou a propina. Pelo negócio, Cleto diz que recebeu R$ 300 mil. Assim, segundo o percentual relatado pelo delator, Cunha levou algo como R$ 6 milhões. A OAS é acusada de dar R$ 100 mil para Cleto, como compensação por R$ 250 milhões do FGTS no projeto da Rodovia Raposo Tavares. O delator conta que o projeto já estava aprovado quando ele entrou. Cleto, contudo, conta que informou Cunha sobre a data do início dos desembolsos, o que foi o suficiente para o esquema começar a arrecadar. Outra empreiteira do petrolão, a Odebrecht, é citada no projeto Aquapolo, uma parceria com a Sabesp, no maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul. Cleto disse que recebeu R$ 400 mil para atuar em favor do negócio de R$ 326 milhões. Segundo o delator, ele ainda recebeu de propina R$ 120 mil de um negócio da BR Vias, em razão de um investimento de R$ 300 milhões. Cleto dá detalhes sobre a operação e afirma que a articulação foi feita por Lúcio Funaro, em razão da proximidade com o empresário Henrique Constantino. A família Constantino faz parte do grupo que controla a BR Vias. É mais conhecida, contudo, por terem fundado a companhia aérea Gol.  Outra citada é a Cone, de Recife, com propina de R$ 75 mil. Há ainda o caso da Carioca Engenharia. A empresa atua no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e o seu principal acionista, Ricardo Pernambuco, antecipou-se à Lava Jato e se ofereceu para delação premiada. Ele admitiu que o acerto foi de R$ 52 milhões para conseguir o negócios de R$ 3,5 bilhões, como ÉPOCA revelou em dezembro de 2015. Na semana passada, a “Folha de S.Paulo” publicou que Cleto citou ainda que recebeu R$ 240 mil da LLX, do empresário Eike Batista, que recebeu aportes de R$ 750 milhões. Nesta sexta, o jornal “Estado de S. Paulo” publicou que Cleto falou em propinas também no esquema pela Brado Logística (R$ 80 mil), Odebrecht Ambiental (R$ 36 mil).
Silvano Bernasconi, acusado por Fábio Cleto de criar as contas secretas na Suíça (Foto: Reprodução)
O ESQUEMA FINANCEIRO
Para arrecadar e movimentar tanto dinheiro, Cleto contou com o apoio de uma engenharia financeira envolvendo pelo menos três países. Na delação, ele afirma que foi indicado por Eduardo Cunha a procurar um doleiro de nome Silvano Bernasconi, suíço naturalizado brasileiro. Primeiro, abriu uma conta no banco Julius Baer, na Suíça. Era tudo de fachada: o titular era a offshore Lastal, esta por sua vez uma empresa de sediada no Belize, na América Central. Em 2012, houve uma briga entre Cleto e Funaro. O executivo chegou a ameaçar que iria se demitir. Havia, porém, um problema. Funaro tinha em mãos os valores que Cleto tinha investido fora do país. Cunha então pediu que ele ficasse no cargo e criou uma nova conta na Suíça, dessa vez no banco Heritage. Assim, ele recebeu o passivo que já tinha com o Funaro e as novas propinas. Segundo Cleto, Cunha usou a propina da Carioca para pagar o passivo. Na delação da Carioca Engenharia, o empresário Ricardo Pernambuco mostrou repasses de US$ 2 milhões à Lastal. Cleto montou ainda uma terceira conta, em 2013, no banco Vitor Palmier, do Uruguai.
CUNHA NEGA AS ACUSAÇÕES
O deputado afastado Eduardo Cunha negou as acusações e disse que Fábio Cleto deve responder pelos crimes que cometeu na Caixa. "Desconheço a delação, desminto os fatos divulgados, não recebi qualquer vantagem indevida, desafio a provar e, se ele cometeu qualquer irregularidade, que responda por ela".
Em nota, a JBS disse que não é investigada. A Eldorado, do mesmo grupo empresarial, disse que “sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade”.
O advogado de Lúcio Funaro, Daniel Gerber, disse que “irá esclarecer os fatos assim que tiver acesso aos autos”. Silvano Bernasconi não foi localizado pela reportagem. A ViaRondon Concessionária de Rodovia S/A, na pessoa do Sr. Henrique Constantino, procurado na manhã desta sexta-feira, 1º/07/2016, pelo Ministério Público Federal para apresentação da documentação pertinente à empréstimo tomado junto ao fundo de investimento FGTS, informa que a solicitação foi prontamente atendida.
A Aquapolo e OAS não responderam até o fechamento do texto, que será atualizado. A Cone não foi localizada. Procurado por ÉPOCA, Joesley não retornou os recados no celular.

Movimentação financeira de 'garçom do Lula' foi 69 vezes superior aos seus rendimentos



A movimentação financeira do dono da Focal Confecção e Comunicação Visual - segunda maior fornecedora da campanha de 2014 da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) -, Carlos Roberto Cortegoso, chegou a ser "69 vezes maior do que o valor dos seus rendimentos declarados" à Receita Federal. Conhecido como o "garçom do Lula", o empresário de São Bernardo do Campo (SP) é investigado pela Operação Custo Brasil por ter escoado pelo menos 309.000 reais da propina desviada no Ministério do Planejamento na gestão de Paulo Bernardo.
"A movimentação de Carlos Cortegoso chama a atenção por ser, em muitos casos 69 vezes maior do que o valor de seus rendimentos declarados. Além disso, apresenta uma variação patrimonial descoberta", registra representação da Polícia Federal, nos autos da Custo Brasil, feito com base na quebra do sigilo do investigado feita pela Receita Federal. O documento mostra que nos anos de 2010, 2012, 2013 e 2014 a movimentação financeira de Cortegoso foi muito superior aos rendimentos declarados.

O empresário atua em campanhas do PT desde a década de 1990 e forneceu material gráfico e camisetas para todas as disputas presidenciais do partido desde 2002. Em 2014, os gastos com a Focal aumentaram ainda mais e chegaram a 23 milhões de reais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investiga os pagamentos. Além da campanha presidencial, a empresa de Cortegoso recebeu 158.000 reais da candidatura da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ex-ministro Paulo Bernardo, que foi solto na última quarta-feira, depois de ficar seis dias preso.
O empresário ganhou o apelido de "garçom do Lula" porque trabalhou em um restaurante em São Bernardo do Campo (SP) frequentado pelo ex-presidente quando ainda era sindicalista. No fim dos anos 90, Cortegoso montou uma empresa de produção de camisetas e material de campanha. Com a chegada do PT ao Palácio do Planalto, em 2002, o negócio cresceu rapidamente e ele virou o principal fornecedor das campanhas do partido.
(Com Estadão Conteúdo)

Richa formaliza acordo com a Azul para novos voos regionais no PR


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O governador Beto Richa inaugurou nesta quinta-feira, 30, a ampliação do aeroporto de Ponta Grossa e formalizou acordo com a Azul Linhas Aéreas para ampliação de voos regulares para quatro cidades do Paraná: Ponta Grossa, Umuarama, Guarapuava e Pato Branco. “Chegamos a um acordo com incentivos fiscais para que a empresa passe a operar em Ponta Grossa. É uma conquista coletiva, com a participação da prefeitura, de lideranças políticas e empresariais”, disse Richa.

Pelo acordo, haverá uma redução, em dois pontos percentuais, na carga tributária do ICMS nas compras de querosene de aviação, para cada nova cidade que passe a ser atendida pelo serviço. A alíquota, de 18%, passa para 16% com o início dos serviços aéreos em Ponta Grossa. A redução é progressiva na medida em que haja expansão para outras cidades, até o limite de 8%.
“Protocolos como esse serão assinados, também em Guarapuava, Pato Branco e Umuarama. A ideia é ampliar para outras regiões, com voos regionais, que contribuam para o desenvolvimento mais homogênico de todo o estado”, destacou Richa.
(foto: Pedro Ribas/ANPr)

Mulher é presa ao tentar sacar R$ 10 mil com documentos falsos em Curitiba


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Uma mulher de 34 anos – suspeita de integrar uma quadrilha de estelionatários – foi presa em flagrante por policiais civis da Delegacia de Estelionato (DE) de Curitiba, no momento em que tentava sacar o valor de R$ 10 mil com a posse de documentos falsos. A prisão de Angela Andréia Crisostomos aconteceu na tarde da última quarta-feira (29), dentro de uma agência bancária, situada na Região Central da capital.

A suspeita foi presa depois que a Polícia Civil foi notificada pelos funcionários do banco de que uma mulher em atitude suspeita estaria tentando sacar um valor em dinheiro do local e que ela teria se recusado a fazer a identificação biométrica para realização do procedimento.
“Após a delegacia ser informada, uma equipe de policial foi encaminhada até o local para verificar a ocorrência e realizou o flagrante”, relata o delegado-titular da DE, Wallace de Oliveira Brito. Durante a abordagem, os policiais localizaram quatro Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) falsas em nome de terceiros.
“Todos os documentos tinham a foto da suspeita com o nome de outras pessoas que possuem contas no banco, inclusive, a maioria dessas pessoas que estavam sendo lesadas, são funcionários públicos do Ministério do Planejamento”, explica Brito.
Investigações apuraram que a suspeita é natural da cidade de Santo André, de São Paulo e que estaria hospedada em um hotel no Centro de Curitiba junto com mais sete pessoas – três mulheres e quatro homens – também integrantes do bando.
Segundo o delegado, os suspeitos ficariam hospedados no hotel até sexta-feira (1º). “Descobrimos que um dos envolvidos já haviam se hospedado semanas antes no mesmo hotel com outras pessoas e que nesta semana ao perceberem a presença da polícia, todos fugiram”, informou.
Ainda de acordo com o Brito, todas essas pessoas são integrantes de uma quadrilha de São Paulo, que possivelmente vem agindo em Curitiba. “Esse bando é especializado em diversos crimes envolvendo documentos fraudulentos, falsidade ideológica e estelionato”.
As investigações seguem para a identificação e prisão dos demais envolvidos. Angela responderá pelos crime de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e uso de documento falso. Ela permanece detida à disposição da Justiça.

Universidade apura esquema de ‘cola’ por WhatsApp; 220 estudantes são investigados


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A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) investiga um esquema de fraude por meio de um grupo no aplicativo WhatsApp para “colas” em provas de duas disciplinas dadas aos alunos de 1º ano de Engenharia. A suspeita é que o esquema pode envolver mais de 200 estudantes. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Na manhã da segunda-feira passada, uma prova de Cálculo 1 era aplicada em diversas salas para cerca de 800 estudantes no prédio do Biênio da Poli, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Um aluno de 19 anos foi flagrado usando o celular no exame. Segundo o boletim de ocorrência, o professor que aplicava a prova pediu que o estudante entregasse o aparelho e, ao final do exame, acionou outros docentes, que fizeram questionamentos ao rapaz.
No aparelho, encontraram uma mensagem enviada pelo aluno em um grupo chamado “Honestidade”, do qual a polícia constatou que fazem parte mais de 200 pessoas. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o rapaz teria enviado uma foto da prova ao grupo para que outras pessoas, que não estavam na sala, enviassem a solução das questões. Também foram encontradas as mensagens com as respostas da prova. O celular do aluno foi apreendido pela polícia e será periciado. O caso foi registrado, por enquanto, como não criminal. Procurado pelo pela reportagem, o estudante disse que foi orientado por seu advogado a não dar entrevistas.
De acordo com José Roberto Piqueira, diretor da Poli, uma sindicância interna já foi aberta na unidade, e a Comissão de Ética da universidade também foi notificada para acompanhar o caso. “A USP também iniciará um processo civil, caso a polícia detecte que houve formação de quadrilha (para o esquema de cola) Essas pessoas podem ser processadas por manchar a imagem da instituição. É um processo em que até cabe indenização”, disse Piqueira.
Segundo o diretor, a suspeita é de que a fraude não acontecia de forma constante, mas há indícios de que pode ter ocorrido também no exame da disciplina de Álgebra Linear, ministrada para os alunos de 1º ano. “Quero deixar muito claro que esse não é o perfil do aluno da Poli, isso não é usual entre os estudantes. Os alunos da Poli primam pela honestidade e isso é um deslize de um grupo que vai ser apurado e punido.”
Piqueira também ressaltou que o esquema envolvia uma pequena parcela de alunos e disse ter sido a primeira vez que um caso como esse é identificado na unidade. O curso de Engenharia na Poli é um dos mais disputados da Fuvest. Na última edição do vestibular foi o curso com a quinta maior nota de corte.
O diretor afirmou que a prova não será cancelada e que, nos casos em que for comprovada a “cola”, os alunos terão a prova zerada e vão responder a processos administrativos. “Em matemática, existe uma coisa chamada estilo algébrico e não existem dois estilos iguais. É que nem caligrafia. Por isso, facilmente a gente vai perceber quais são as soluções que vieram dessa fonte. E essas provas vão ser todas anuladas e todos responderão a processo administrativo.”
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Em nota, a USP informou que os processos administrativos são conduzidos pelas unidades, que podem decidir por penalidades que vão de advertência, suspensão e expulsão do aluno. No casos das duas últimas, a indicação deve partir de uma comissão processante.

Bandidos em fuga batem contra grade de comércio no Centro de Curitiba e são detidos pela PM


Por Luiz Henrique de Oliveira e Ricardo Vieira
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Carro derrubou grade de comércio (Foto: Ricardo Vieira – Banda B)

Quatro bandidos em fuga bateram contra a grade de um comércio na Rua Inácio Lustosa, no Centro de Curitiba, por volta das 21h30 desta quinta-feira (30). Eles foram detidos pela Polícia Militar (PM), que rapidamente esteve presente no local da ocorrência.
Segundo a PM, os suspeitos abordaram um pedestre na região e na fuga bateram o Celta prata em que estava. “Um dos suspeitos estava armado com um simulacro de pistola durante a abordagem a vítima. Eles fugiram com os pertences do pedestre, até bater contra o a grade do comércio”, descreveu à Banda B o tenente Marco Antônio.
Quando os policiais chegaram ao local, dois assaltantes ainda estavam dentro do veículo. “Eles foram detidos na hora e os outros dois durante buscas na região. Os pertences da vítima foram recuperados, em um excelente trabalho por parte da PM”, concluiu o tenente.
O carro usado pelos marginais está no nome de um deles, que tem mais de 18 anos. Os outros três detidos são adolescentes.

Acidente entre ônibus e carro deixa feridos e trânsito congestionado no Água Verde


Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Motorista ficou preso às ferragens. Foto: Rodrigo Rosa/Colaboração

Um grave acidente na manhã desta sexta-feira (1º) deixou uma motorista presa às ferragens no bairro Água Verde, em Curitiba. O veículo Ford Fiesta fez uma conversão proibida, segundo o Batalhão de Polícia Militar (BPM), e foi atingido por um biarticulado da linha Capão Raso/Santa Cândida. Quatro pessoas do ônibus ficaram feridas, mas sem gravidade. Todos foram socorridos pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate).
De acordo com informações apuradas no local com agentes do trânsito, a motorista seguia pela Av. República Argentina, sentido Centro, quando na altura do cruzamento com a Avenida Iguaçu tentou fazer uma conversão à esquerda, que tem a proibição sinalizada por placas.
A motorista foi colhida pelo biarticulado que fazia o mesmo sentido. Para tentar desviar, o biarticulado atingiu outro ônibus, da linha Capão Raso/Cabral. Quatro passageiros tiveram ferimentos generalizados. Já a motorista do Fiesta ficou presa dentro do carro. Ninguém corre risco de morte.

Para a realização do socorro, duas ambulâncias bloquearam totalmente a República Argentina, no sentido bairro. Há congestionamento no local e agentes da Secretaria de Trânsito foram acionados para auxiliar no local.