O pôquer da Lava Jato



Advogados de delatores da Lava Jato reclamam que os procuradores são duros e blefam bastante para o obter o máximo de informação.
O Antagonista sabe que delatores blefam muito mais.

Casal e criança são as vítimas de acidente trágico na BR-277; motorista causador sobreviveu


Por Luiz Henrique de Oliveira


Atualização aqui, minuto a minuto, do grave acidente que deixou pelo menos três mortos na BR-277, em Morretes, Litoral do Paraná. (Caso a página não atualize, atualize pelo celular ou F5 do seu computador)
23:00: Encerramos aqui o tempo real. Cobertura completa amanhã no Portal da Banda B e na AM 550, a partir das 5h, no Jornal da Banda B 1° Edição.
22:51RESUMO: O acidente aconteceu por volta das 18h. Um caminhão-tanque bateu contra a mureta no sentido Litoral e invadiu a pista contrária, onde aconteceu uma explosão. Bloqueio total da rodovia dura cinco horas e sem prazo de liberação. Três pessoas morreram e várias ficaram feridas. Motorista do caminhão que causou o acidente sobreviveu e será ouvido pela PRF. Não há prazo para liberação da rodovia. Chegou-se a informar quatro mortos, o que foi posteriormente negado. Dos três mortos, um casal e uma criança. A família estaria no carro em que um bebê foi jogado para fora, acredita-se que pelo pai. Hipótese do número de vítimas fatais aumentar é remota.
22:49: PRF traz agora informação de três mortes; dois adultos e uma criança, que estavam no mesmo carro do bebê que sobreviveu
22:29: Caminhão-tanque causador do acidente com quatro mortes na BR-277 estava carregado com etanol. Ainda não foi confirmada de qual empresa. Motorista sobreviveu e será ouvido pela PRF
22:20: BR 277 segue totalmente interditada em Morretes. Para Curitiba uma opção é sair no km 24 ou 29 e subir pela Estrada da Graciosa. (Informação Ecovia via twitter)
22:12: Segundo o agente Alexandre, da PRF, não há previsão para que o trabalhe termine. “Estamos com dificuldades para confirmar os modelos dos carros envolvidos. Sem previsão para informações mais precisas”, disse.
21:57: Um dos carros que foi carbonizadora era um Fiat Uno. Sem confirmações se alguém do veículo morreu
21:55: Neste momento, fogo controlado e trabalho de rescaldo no local. Três carros completamente carbonizados e três mortes confirmada
21:50RESUMO: O acidente aconteceu por volta das 18h. Um caminhão-tanque bateu contra a mureta no sentido Litoral e invadiu a pista contrária, onde aconteceu uma explosão. Bloqueio total da rodovia dura quatro horas e sem prazo de liberação. Três pessoas morreram e, ao menos, oito ficaram feridas. Motorista que causou o acidente sobreviveu e será ouvido pela PRF. Número de mortos pode aumentar e não há prazo para que o trabalho de resgate termine.
21:42: PRF confirma que testemunhas viram o momento em que o pai, com o corpo em chamas, jogou o bebê para fora do veículo. A criança sobreviveu e foi socorrida. O pai e a mãe morreram carbonizados
21:40: Familiares buscam informações sobre carros envolvidos no acidente, mas PRF ainda não tem os modelos detalhados
21:37: PRF e Ecovia confirma 13 veículos envolvidos, o caminhão e doze carros de passeio
21:34: PRF confirma que motorista do caminhão causador do acidente sobreviveu. Ele será ouvido pela PRF
21:30: Tráfego segue interditado nos dois sentidos da BR-277 no km 33, em Morretes. Sem previsão de liberação do tráfego. Equipes seguem no local (Informação Twitter Ecovia)
21:21: PRF mantém informação de doze veículos envolvido no acidente, diferente do que aponta a Ecovia, de que seriam sete
21:15: Fechamento do trânsito aconteceu a pedido da Ecovia. Equipes agora trabalham para liberar o trânsito Pare e Siga, para que sentido Curitiba também possa fluir
21:12: PRF faz buscas em matagal para encontrar possíveis vítimas que se despiram e buscaram meios de apagar as chamas
21:10: Agente Edgar, da PRF, sobre atendimento no local do acidente neste momento: “Segue um trabalho intenso. Temos a confirmação de três mortes e informações não oficiais de cinco feridos de leve a grave. Ainda sem prazo para terminar os trabalhos
21:08: Neste momento, PRF bloqueia novamente o trânsito sentido Litoral, que seguia pelo acostamento
21h03: Internautas buscam com a Banda B informações de ônibus da Princesa dos Campos que saiu de Paranaguá às 17:45 com destino à Curitiba: Informação é que o ônibus está parado próximo a um retorno e os passageiros estão bem
21h: Há lentidão de cerca de 3 km na altura do km 33, na BR-277, sentido Curitiba. Pista do acostamento foi liberada na descida. (Twitter Ecovia)
20:52 Pista sentido Paranaguá com liberação de trânsito pelo acostamento. Pista sentido Curitiba, onde a tragédia foi maior, segue sem liberação
20:50 As vítimas mais graves estavam no sentido Curitiba. A informação da PRF é que o caminhão fazia sentido Paranaguá e invadiu a pista contrária
20:48 Ecovia, concessionária que administra o trecho, informa que o acidente não envolveu doze veículos, mas sim sete. O caminhão e seis veículos de passeio
20:46 PRF confirma que bebê que pode ter sido jogado de carro está com vida e foi levado ao hospital. Três mortes confirmadas
20:43 “Pior cena que já vi na vida. Estão falando em sete mortos”, diz jovem que está em ônibus próximo ao local do acidente
20:39 Bebê foi encontrado com vida próximo ao veículo em que duas pessoas morreram. A PRF acredita que os pais jogaram a criança no matagal para salvá-la
20:34: Acidente aconteceu no KM 33, em Morretes, no trecho de descida da Serra do Mar. PRF confirma três mortes.
20:32: Hospital Regional de Paranaguá confirma recebimento de quatro feridos em decorrência do acidente.
20:25: “São três mortes confirmadas, mas ainda há muito que ser feito no local. Situação continua caótica e sem previsão de terminar”, diz agente Edgar, da PRF.
20:20: PRF confirma três mortes e bebê encontrado no meio da vegetação com vida, de forma milagrosa. Ele pode ter sido ejetado de um veículo.
20:16: Neste momento estão descendo 6 guinchos sentido ao local do acidente, confira Polícia Rodoviária Federal. Duas mortes confirmadas.
20:14: Banda B recebe mais um vídeo impressionante do acidente:


Petistas acham que delator preservou Jilmar Tatto


Ex-líder do governo disse a interlocutores que só atendeu Alexandre Romano a pedido de atual secretário da prefeitura de SP

MURILO RAMOS E RICARDO DELLA COLETTA
02/07/2016 - 14h02 - Atualizado 02/07/2016 14h02
Alexandre Romano, ex-vereador do PT e um dos presos pela Polícia Federal durante a 18ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Petistas não entendem bem por que o delator Alexandre Romano, o Chambinho, preserva Jilmar Tatto, ex-deputado federal e secretário da prefeitura de São Paulo, na Lava Jato. Ex-líder do governo Dilma, José Guimarães disse a interlocutores só ter atendido Chambinho a pedido de Tatto. Procurado, Tatto diz não ter ideia se pediu para Guimarães atender Chambinho.

Acompanhe o tempo real do acidente na BR-277; PRF confirma três mortes



Por Luiz Henrique de Oliveira


Atualização aqui, minuto a minuto, do grave acidente que deixou pelo menos dois mortos na BR-277.
20:20: PRF confirma três mortes e bebê encontrado no meio da vegetação com vida, de forma milagrosa. Ele pode ter sido ejetado de um veículo.
20:16: Neste momento estão descendo 6 guinchos sentido ao local do acidente, confira Polícia Rodoviária Federal. Duas mortes confirmadas.
20:14: Banda B recebe mais um vídeo impressionante do acidente:

A boa vida depois da delação na Lava Jato


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Após colaborarem com a Justiça, condenados na Lava-Jato cumprem pena em espaços luxuosos
Longe da superlotação e do desconforto, uma casa de quatro quartos, pintada em tom sóbrio, entre o vermelho e o marrom, é o cárcere de um ex-executivo daquela que já foi a maior empresa brasileira em valor de mercado. Ali perto, dentro do mesmo condomínio reservado em Itaipava, na Região Serrana do Rio, quadras de tênis, baias para cavalos, um clube, dois restaurantes — um exclusivo para proprietários e seus convidados — e seguranças circulando vinte quatro horas compõem a infraestrutura, considerada a melhor entre os empreendimentos da área. As informações são d’O Globo.
Em busca de discrição, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras e primeiro delator da Operação Lava-Jato, não é visto com a frequência de antes, mas pode circular de segunda a sexta, entre 6h e 20h — o regime semiaberto exige recolhimento nos fins de semana. Na vizinhança — 180 casas ocupam os 3,5 milhões de metros quadrados da área total —, um imóvel com mil metros quadrados de área construída está à venda por R$ 14 milhões. Outras propriedades disponíveis para compra oscilam entre R$ 2,5 milhões e R$ 7,5 milhões — nenhuma casa pode ser inferior a 200 metros quadrados, por determinação da convenção.
— O único problema de morar aqui é que a Polícia Federal aparece de vez em quando — ironiza um morador.
Paulo Roberto é um dos 56 executivos, operadores, empresários e políticos que já firmaram acordos de delação premiada. Ele inaugurou a série de colaborações, em 2014, e provocou uma reação em cadeia. Em seguida, o doleiro Alberto Yousseff revelou mais detalhes do esquema bilionário de desvios da Petrobras. A cada nova informação, novas fases da Lava-Jato, mais ações e prisões, em um processo ainda sem data para terminar.
Em acordo com o Ministério Público Federal e a Justiça, o ex-diretor da Petrobras, condenado em sete ações penais na Lava-Jato, foi beneficiado com uma forma mais generosa de cumprir as penas. As informações reveladas na delação transformaram a prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, em prisão domiciliar; após um ano, no fim de 2015, migrou para o regime semiaberto. Com taxa média mensal de R$ 1.500 de condomínio (o consumo de água, cujo pagamento é individualizado, pode reduzir ou elevar o valor), Paulo Roberto ainda não desfruta liberdade total, mas pode aproveitar o luxo que o condomínio oferece e a tranquilidade das ruas de Itaipava.
PRISÃO COM VISTA PARA O MAR
O distrito de Petrópolis também foi escolhido por Nestor Cerveró, outro ex-diretor da Petrobras condenado na Lava-Jato. Há nove dias, cumpre prisão domiciliar em um condomínio também isolado, menos luxuoso que o de Paulo Roberto. Um campo de futebol, nove casas — o caseiro ocupa uma delas — e um lote vazio compõem o cenário. Os terrenos têm por volta de dois mil metros quadrados, e o tamanho dos imóveis gira em torno de 200 metros quadrados.
Os proprietários estão na faixa dos 70 anos, segundo um dos donos de imóvel na área, e são reservados. Os encontros entre eles costumam acontecer uma vez por ano, para escolher o administrador do local. Cerveró foi beneficiado pelas revelações da delação explosiva, em que afirma, inclusive, que a presidente afastada, Dilma Rousseff, sabia das irregularidades no processo de compra da refinaria de Pasadena.
A tentativa de evitar a delação de Cerveró levou o ex-senador Delcídio Amaral para a cadeia — mais tarde, Delcídio também entrou na lista de colaboradores — e a uma extensa apuração sobre uma eventual obstrução da Justiça.
Antigo parceiro de negócios de Cerveró, Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na Petrobras, vive em outro endereço nobre. No lugar do verde que rodeia as residências dos ex-diretores da estatal, aparece a extensão do mar da Barra, visto da cobertura de 800 metros quadrados no Posto 5 — corretores especializados no mercado de luxo avaliam o imóvel em R$ 10 milhões.
Baiano está em prisão domiciliar e não pode sair do condomínio, mas tem autorização judicial para circular pelo espaço, que conta com três quadras de tênis, piscina, espaço gourmet, salão de jogos e uma intensa vida social — uma concorrida festa junina aconteceu no local no último fim de semana.

Criminalistas encerram encontro em Curitiba com crítica a excessos do STF


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Do Bem Paraná
Críticas à atuação de juízes foram a tônica das palestras e painéis do VII EBAC – Encontro Brasileiro de Advogados Criminalistas, que reuniu em Curitiba as maiores referências do Direito Penal brasileiro. Com o tema central “Os Rumos da Advocacia Criminal Brasileira”, criminalistas que estão acompanhando casos importantes em todo o país analisaram o momento delicado da profissão. No encerramento do Encontro, na noite da última sexta-feira (1), os mais de 500 participantes aprovaram a chamada “Carta de Curitiba”, manifesto com severas críticas à atuação das mais altas esferas do Poder Judiciário.
O documento faz referência à defesa inconteste da Constituição Federal: “A Constituição da República (…) consiste na única referência legítima das ações do Estado (…) e não pode ser substituída por qualquer diversionismo que minimize, anule ou revogue os princípios contidos em seu corpo permanente. O STF é o seu intérprete e guardião, mas não está investido da competência de promover sua alteração”, versa a Carta.
Nas palestras magnas e painéis, penalistas destacaram excessos que, segundo eles, vêm sendo cometidos em operações que visam mais ao espetáculo do que ao cumprimento estrito da lei. José Roberto Batochio foi o responsável pela palestra magna de abertura do evento e falou sobre os Rumos da Advocacia Criminal. Segundo ele, o momento é delicado para o trabalho dos advogados criminalistas, que têm sido tolhidos em sua atuação. Mesmo assim, ele destacou: “Médico, professor, engenheiro, secretária… todas profissões são maravilhosas, mas a nossa… é apaixonante!”
Juarez Tavares proferiu a palestra magna com o tema “O Vilipêndio do Direito Penal das Garantias: a questão da tipicidade e do bem jurídico”, com severas críticas à atuação dos tribunais superiores. Para ele, a mobilização de profissionais da área em encontros como o EBAC é fundamental para marcar a resistência. “Isso é o que nos permite vislumbrar um futuro melhor no cumprimento das leis e garantias fundamentais do cidadão”.
Lenio Streck, responsável pela palestra magna sobre “O Colapso dos Direitos e Garantias do Cidadão no Processo Penal – questão do respeito à legalidade”, foi incisivo ao afirmar que a Constituição está sendo vilipendiada em muitos momentos. “Colapso porque perigosamente o Brasil tomou um caminho de descumprir a constituição e a leis, principalmente as que tratam de direitos e garantias de liberdade. Hoje, ser revolucionário é ser legalista. Progressista é cumprir a Constituição. É lutar pelas garantias”, diz.
“A Opinião Pública vem sendo manipulada por essa espetacularização e, ao mesmo tempo, decisões sobre vida de pessoas são tomadas com base na mesma Opinião Pública. É um círculo vicioso perigoso, que desconsidera o rigor da Constituição Brasileira”, afirmou Juarez Cirino, que palestrou no painel com o tema “A Política Criminal do Neoliberalismo”.
Na mesma linha de críticas aos excessos das instâncias superiores foram juristas renomados, como Geraldo Prado, que falou sobre “Defesa Criminal em Tempos Sombrios”, James Walker Jr e Técio Lins e Silva, que fez a palestra de encerramento do evento.
O advogado Elias Mattar Assad, que tomou posse durante o evento como presidente nacional da ABRACRIM – Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas – destacou em vários momentos que a advocacia criminal precisa estar unida em todo o país. “Temos a República do Brasil, e não a República de Curitiba”, afirmou, em alusão ao apelido dado a cidade por ser o centro da Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção envolvendo políticos e empresários de grande porte. A Operação, inclusive, também foi criticada por diversos palestrantes que apontaram uma série de excessos na forma de atuação das autoridades envolvidas no processo. Nesse sentido, instrumentos como a delação premiada e as escutas telefônicas foram duramente atacados pela forma como vêm sendo usados na obtenção de provas e indícios.

TCU tem carta branca para fazer devassa em presentes recebidos por Lula e Dilma


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Painel, da Folha de S.Paulo
O governo Michel Temer deu carta branca ao Tribunal de Contas da União para fazer uma devassa nos presentes recebidos por Dilma Rousseff e Lula e levados com eles após deixarem o Planalto. Uma equipe de auditores trabalha dentro da Presidência para buscar os registros. Os técnicos querem ter acesso à relação dos itens ofertados e ao controle do deslocamento desde o fim de 2002 — quando um decreto regulamentou o assunto — para averiguar a necessidade de fiscalizações in loco.
A Diretoria de Documentação Histórica do Planalto já informou aos auditores, em ofício, que “os registros do acervo privado dos ex-presidentes, bem como da presidente afastada, seguiram com os titulares”.
O grupo cogita ir ao Alvorada fazer um inventário do que está com Dilma. No relatório em que defende o amplo acesso do TCU ao material, a Casa Civil diz que “a natureza privada do acervo não autoriza a interpretação de que está livre de controle”.

Edinho não quer ser Vaccari


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Acusado de ameaçar empresários que tinham contratos com o governo federal em troca de doações para a campanha de Dilma Rousseff à reeleição, o ex-ministro da Comunicação Social do governo do PT Edinho Silva decidiu se antecipar à Operação Lava Jato. A estratégia de sua defesa é diferenciar a função de Edinho, que foi tesoureiro da campanha em 2014, da atuação de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, na arrecadação de fundos para o partido.
A defesa do ex-ministro vai propor à força-tarefa da Lava Jato um depoimento espontâneo. O objetivo é evitar medidas duras como buscas e apreensões, quebras de sigilo, condução coercitiva e até prisão.
“Nosso objetivo é mostrar que não tem nenhuma relação nem com Vaccari nem com as condutas que ele praticou. Independentemente de fazer qualquer julgamento sobre as condutas de Vaccari, vamos mostrar que não era a mesma coisa e que eles não atuavam em conjunto”, disse a advogada de Edinho, Maíra Beuchamp Salomi. Vaccari, detido desde abril do ano passado, foi condenado a 24 anos de prisão em dois processos da Lava Jato.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou um agravo regimental da defesa e manteve a decisão de remeter o caso de Edinho para a o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Segundo a advogada, a expectativa é de que os autos cheguem ao Paraná ainda nesta semana.
“Nossa ideia é nos colocarmos à disposição, já marcar um depoimento perante a força-tarefa para oferecer elementos que possam sanar quaisquer dúvidas sobre os fatos que estão sendo apurados. A ideia é afastar qualquer elemento que leve as autoridades a entenderem ser necessária uma medida cautelar contra ele”, disse a advogada de Edinho.
Contraposição. Segundo Maíra, a estratégia de demarcar diferenças em relação a Vaccari é uma forma de contrapor a acusação. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se baseou nas delações do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) e de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, além de material apreendido com os empreiteiros Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, da OAS, para levantar suspeitas de que Edinho ameaçava empresários em troca de doações para Dilma, reproduzindo na campanha o método supostamente usado por Vaccari no PT.
“Em verdade, o pedido de pagamento para auxílio financeiro ao PT, notadamente para o custeio oficial e não oficial (caixa 2) das campanhas eleitorais, muitas vezes mediante ameaças de cessação das facilidades proporcionadas ao núcleo econômico pelos núcleos político e administrativo da organização criminosa, revelam-se como medida habitual, institucionalizada e centralizada, em parte, na pessoa de Edson Antônio Edinho da Silva”, argumentou o procurador-geral.
Segundo Janot, os indícios “apontam, no mínimo, para a prática de crime de corrupção passiva qualificada”.A defesa de Edinho rejeita as acusações e afirma que o ex-ministro mantinha relações com empreiteiros e outros potenciais doadores eleitorais por contingência do cargo de tesoureiro. No agravo rejeitado pelo STF, o ex-ministro cita trecho da delação de Pessoa na qual o empreiteiro afirma que “em momento algum” se sentiu “ameaçado ou achacado” por Edinho.
O depoimento espontâneo do ex-ministro acontece no momento em que Vaccari e outros petistas presos pela Lava Jato demonstram insatisfação e cobram providências do PT. Conforme o Estado revelou, o ex-tesoureiro quer que o partido assuma a culpa pelos desvios na Petrobrás. Os primeiros rumores sobre a estratégia de defesa de Edinho causaram apreensão na direção do PT, que tenta acalmar Vaccari e teme uma reação negativa do ex-tesoureiro.

Explosão fecha Central Park, em Nova York

Homem fica ferido após explosão no Central Park em Nova York
Equipe médica atende rapaz ferido após explosão no Central Park, em Nova York (Andrew Kelly/Reuters)
Uma explosão no Central Park, em Nova York, deixou um rapaz ferido, na manhã deste domingo. A vítima, identificada como Connor Dourado, de 18 anos, é um jovem da cidade de Fairfax, no estado de Virgínia, e teve graves ferimentos no pé esquerdo, de acordo com testemunhas. A informação foi divulgada no site do jornali local New York Daily News
Ainda que não haja confirmação do que tenha motivado a explosão, uma amiga do jovem que o acompanhava durante passeio pelo parque afirmou que Connor pulou de uma pedra e pisou em algum objeto que explodiu. Autoridades locais suspeitam de explosão envolvendo fogos de artificio. O esquadrão de bombas da polícia de Nova York evacuou todo o parque e investiga a área do acidente, entre a 68th (leste) e a Quinta Avenida.
De acordo com informações da rede de televisão NBC, o rapaz foi levado consciente para o hospital Bellevue, por volta das 11h do horário local.
Dois dos amigos que o acompanhavam pelo local estavam em choque, e negaram que eles estivessem carregando fogos de artifícios momentos antes do acidente. "Não sabemos o que aconteceu. Houve uma explosão e em seguida muita poeira", disseram.
Uma visitante que estava no local próximo de onde ocorreu o acidente disse ao site do jornal Daily News que o barulho foi muito alto, sendo possível ouvir a quilômetros de distância. Ela achou que fosse algum de um tipo de canhão, ou foguete da comemoração do 4 de julho (dia da Independência dos EUA).

Depois de interceptações, Lula fala pouco ao telefone


Arrancar declarações do ex-presidente se tornou algo difícil

NONATO VIEGAS
03/07/2016 - 10h00 - Atualizado 03/07/2016 10h00
O ex-presidente Lula (Foto: Adriano Machado / Reuters)
Após ter conversas ao telefone grampeadas na Lava Jato, o ex-presidente Lula está econômico nas palavras. Um de seus interlocutores mais frequentes diz que arrancar algo de Lula, agora, requer dois trabalhos: fazê-lo falar e entender o que está falando. “Até aquelas brincadeiras sumiram”, diz.

Oi ofereceu vinhos caríssimos a dirigentes da Anatel


Um deles rejeitou o regalo, mandou devolver e pegou o recibo da devolução

MURILO RAMOS E NONATO VIEGAS
03/07/2016 - 15h00 - Atualizado 03/07/2016 15h00
A Oi não economizava ao tentar agradar autoridades (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo e divulgação)
Mesmo atolada em dívidas, a Oi não economizava ao tentar agradar às autoridades do governo. Alguns diretores da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, que o digam. Receberam, no ano passado, caixas com garrafas do vinho português Pêra-Manca. A depender da safra, a garrafa sai por mais de R$ 2 mil. Um dos diretores que receberam o regalo, Otávio Luiz Rodrigues Júnior, devolveu o presente e fez questão de pegar um recibo para comprovar a devolução.

Filha de Tony Tornado é encontrada e mãe desabafa: ‘O pesadelo acabou’


Aretha foi encontrada na tarde de sábado Foto: reprodução facebook
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A chef de cozinha Aretha Pearl, filha de Tony Tornado, foi encontrada, após seis dias desaparecida. A mãe da moça, Maritza Cavalcanti, disse ao EXTRA, na manhã de domingo, que está com o coração aliviado.
— Ela foi encontrada ontem (sábado) de tardinha. Foi uma semana desgastante, estou bastante cansada. Mas com o coração mais leve, o pesadelo acabou. Não é fácil ficar sem notícias de um filho. Estava muito angustiada. Agora, posso respirar — afirma Maritza.
Após ter encontrado a filha, a mãe de Aretha se manifestou em sua rede social: “Aretha Pearl apareceu! Estou aqui para agradecer a todos vcs pelo carinho, as orações, a forca de vcs. Obrigada de coração”, escreveu.
Aretha com o pai, Tony Tornado
Aretha com o pai, Tony Tornado Foto: reprodução internet
Aretha estava desaparecida desde o dia 26 de junho. O último contato dela com a família foi feito na madrugada desse dia, quando ela ligou de um orelhão de São Paulo, onde vive a família, para saber notícias sobre a mãe. Desesperada com seu sumiço, a família fez corrente no Facebook para encontrá-la. Aretha sofre de depressão e já teve passagem por diversas clínicas psiquiátricas.
À frente da saga para encontrar a irmã, Juliana Melo, também agradeceu o apoio: “Graças a Deus achamos a Aretha! Agradeço muito toda força e amparo! Obrigada a todos”. Em conversa com o EXTRA, na tarde deste domingo, Juliana se mostrava ainda bem emocionada pelo reencontro com Aretha e preferiu não dar detalhes de como ela foi achada.
— Ela estava perto de casa (elas moram na região de Campo Belo, Zona Sul de São Paulo). O importante é que ela está bem, apenas precisando descansar — disse a jovem, bem chorosa ao telefone.