Comissões da Câmara recebem secretário de Meio Ambiente para debater o Plano Municipal de Saneamento Básico




            
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Em reunião nesta segunda-feira (4/7), o secretário municipal de Meio Ambiente, Evandro Busato, passou informações aos vereadores sobre a elaboração do PMSB, que deve ser votado pelo Legislativo
Em prosseguimento às discussões para a aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), as seis comissões de vereadores receberam nesta segunda-feira (4/7) o secretário municipal de Meio Ambiente, Evandro Busato, que auxiliou com informações sobre a elaboração do plano proposto.
Busato esclareceu que o projeto proposto contempla as áreas de fornecimento de água potável e esgoto, feito por uma empresa contratada pelo município em 2010. “Esse plano foi muito bem feito para as necessidades de Colombo e foi aprovado em 2011, via decreto. Ele terá uma atualização no ano que vem, com os dados do Plano Diretor”, disse. Também para 2016 está prevista a elaboração do plano municipal de drenagem.
O PMSB também é essencial para orientar as diretrizes de um novo contrato com empresa fornecedora dos serviços abastecimento de água tratada, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação de resíduos sólidos. Até o ano passado, Colombo tinha como contratada a Sanepar e o município discute a possibilidade e as condições para um novo vínculo com a companhia.
“Temos de estabelecer metas tangíveis e estabelecer penalidades caso estas não sejam atingidas. Também temos de reconhecer nossas limitações. Hoje, 60% da nossa água potável vem de Piraquara e 90% do esgoto é tratado no Atuba [Curitiba]”, ressaltou o secretário. Ele informou ainda que o PMSB será revisado de quatro em quatro anos e sugeriu aos vereadores que vinculem as atualizações do plano ao novo contrato de prestação de serviços de saneamento e melhores condições ao município de contrapartida à concessão do serviço.
Um exemplo é que no contrato anterior, com a Sanepar, Colombo recebia 0,8% do faturamento mensal da companhia, destinado para um fundo de investimentos na área de saneamento, enquanto há municípios que conseguiram estabelecer a destinação de até 2% para o mesmo fim.
Os encontros das seis Comissões de vereadores é parte do compromisso do Legislativo em promover debates que resultem na aprovação de uma lei que crie o PMSB, plano que contempla as diretrizes para o desenvolvimento do município em abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais urbanas. Ao fim das discussões, o plano será votado em plenário para aprovação, em forma de lei.

 O que é o PMSB - O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB)é um instrumento estratégico de planejamento e de gestão participativo, obrigatório a todas as prefeituras, atendendo normas da lei federal nº 11.445/2007 (Lei de Saneamento Básico). É ele quem permite à prefeitura buscar recursos federais para projetos de saneamento básico para serviços, provimento de infraestrutura e de instalações.






06/07/2016   
                  


Relator quer anular votação da cassação de Eduardo Cunha


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O deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF) começou a apresentar na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) seu relatório que defende a anulação da votação da cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no processo de cassação do Conselho de Ética, apontando violações no devido processo legal. As informações são da Folha de S. Paulo.

Ao se justificar antes de começar a leitura do voto, Fonseca afirmou que levou em conta a defesa do “Estado democrático de direito” e que não se trata, na CCJ, de dizer se Cunha recebeu propina em contas no exterior, mas apenas violações no processo. “Sei o quanto serei cobrado pela minha posição, não tenho receio, minhas convicções defenderei sempre”, afirmou.
Fonseca chamou a votação por chamada nominal de “emenda regimental”. Segundo destacou em seu parecer, há no regimento interno da Câmara a previsão de duas modalidades de voto, ostensivo – que pode se desdobrar em simbólico ou nominal – ou secreto.
“Esses dispositivos não dão liberdade, porém, para que se proceda à votação nominal de forma diversa daquela que é prevista regimentalmente. Mais que isso: a aprovação do requerimento em questão representou verdadeira emenda regimental, sem respeitar o devido e democrático processo legislativo”, afirmou o relator.
Ele alegou ainda que a ordem da votação, nominal e por blocos partidários, como ocorreu no Conselho em 14 de junho, é “ilegal”. Para ele, a chamada nominal deve ser alternadamente entre deputados de Norte a Sul nas hipóteses em que o regimento permite essa votação: quando o painel eletrônico não funcionar e no caso de votação de impeachment.
“O fato de a votação ter sido feita por chamada, prejudicou o recorrente. Acabou-se por influenciar o voto de, pelo menos um parlamentar”, completou Fonseca, referindo-se ao voto do deputado Wladimir Costa (SD-PA).
O relator no Conselho de Ética, Marcos Rogério (DEM-RR), afirmou que Fonseca está correto na fundamentação da chamada nominal, mas errado na tese de anular a votação.
“Aqui vigora o princípio da transparência. Qualquer decisão que reduzisse a transparência do plenário estaria equivocada. Vale a colegialidade, tanto que se faz muito acordo de procedimento que vai até contra o regimento”.
O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), rechaçou os argumentou de Ronaldo Fonseca. Destacou que a votação por chamada nominal se deu por escolha unânime dos integrantes do colegiado. “O plenário é soberano. Não admito a hipótese de refazer a votação. [Caso seja aprovado o relatório na CCJ] Mas teremos que estudar o calendário”.
Autor do recurso e um dos mais atuantes da tropa de choque de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que o relatório mostra que o presidente do Conselho de Ética atuou com o objetivo de cassar o peemedebista. “Ignorou o regimento, estabelecendo um sistema de votação com o objetivo de constranger os deputados que ali votaram”, disse.
Já o autor do requerimento para a votação da chamada nominal, o deputado José Geraldo (PT-PA), disse não se arrepender. “Não sabia que havia esse problema. Fiz para pressionar”.
Companheiro de partido, o deputado Wadih Damous (RJ) disse que a tese de Ronaldo Fonseca “não se sustenta em pé” e que então deveriam rever o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, que ocorreu por meio de votação nominal. “A sociedade não compreenderia esse apego na formalidade do regimento para gerar uma nulidade num processo como esse”, afirmou.
Havia a expectativa entre os colegas da Câmara de que Fonseca acatasse os argumentos de Cunha sobre a suspeição de Rogério no Conselho de Ética. No relatório, o deputado do Pros afirmou que “o recorrente não logrou demonstrar qualquer dano ou prejuízo” pelo fato de Marcos Rogério ser do DEM, partido integrante do bloco de apoio a Cunha nas eleições do ano passado.
PROCEDIMENTO
O parecer foi protocolado na terça (5) e mantido em sigilo. O envelope entregue ontem ao presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi aberto somente no início da sessão desta manhã, quando houve uma pausa nos trabalhos para que a secretaria do colegiado pudesse tirar cópias do documento para os demais parlamentares.
Sob o argumento da “complexidade do caso”, Fonseca quis garantir que não houvesse interpretações diversas de sua escrita. Pretende fazer ao longo da leitura das 69 páginas explanações do relatório.
O presidente afastado por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal desde 5 de maio deste ano poderia comparecer esta manhã na sessão. Chegou a informar ao STF que o faria. Usou, contudo, o Twitter para destacar que só aparecerá na Câmara na próxima semana, quando o parecer de Fonseca será votado.
“Decidi não comparecer por enquanto já que será feita a leitura e terá pedido de vistas regimental de duas sessões”, escreveu em seu rede social.
O presidente foi aconselhado por aliados e não comparecer hoje para evitar mais desgaste. Além disso, faz parte da estratégia dele usar a palavra só na próxima semana. Serraglio marcou a sessão de votação para terça (12), uma vez que se espera um pedido de vistas tão logo Fonseca termine a leitura do relatório.
Para a defesa, o peemedebista disporá do mesmo tempo que o relator usar hoje para a leitura. Ou seja, se Fonseca levar quatro, cinco hora para a leitura, Cunha também terá esse mesmo tempo para se defender.
Em seguida, é aberta a fase de discussão da matéria. Segue-se uma nova rodada do relator e da defesa, dessa vez, mais breve, de 20 minutos cada. Além disso, ainda há as apresentações dos votos em separados.
Serão apresentados, pelo menos, dois votos em separados. Um do relator do caso no Conselho de Ética, Marcos Rogério (DEM-RR). Outro, assinado em conjunto pelos líderes do Psol Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ). O deputado do DEM disse que vai reformular seu voto com base nos argumentos do relator.
Adversários de Cunha calculam que ele não tem votos no colegiado para fazer seu processo retroceder. O recurso apresentado por ele, analisado por Fonseca, questiona 16 pontos da tramitação de seu processo no Conselho de Ética.
Apesar da tendência de derrota, o grupo de Cunha não se dá por vencido. As articulações se mantém a todo vapor no Conselho. No último mês, integrantes da CCJ de partidos aliados a Cunha – PR, PTN, SD – foram trocados para favorecer o peemedebista e aumentar o número de votos pró-cunhistas no colegiado.

Paim terá de encontrar Moro


 


Sérgio Moro negou os pedidos de dispensa dos senadores Paulo Paim e João Alberto de Souza, que terão de falar no processo contra o ex-colega Gim Argello como testemunhas de defesa, informa o Paraná Portal.
Argello cobrava propina de empreiteiros e, em troca, impedia que a CPMI da Petrobras convocasse os executivos para depoimento.
Vossas excelências podem indicar a melhor data, respondeu Moro

Requião em queda livre


 

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O senador Roberto Requião (PMDB-PR) mantém os encontros semanais em sua residência em Brasília para medir os índices do “impeachtômetro”. As reuniões começaram com 30 senadores, mas estão minguando. Só 16 compareceram na última.
As informações são de Leandro Mazzini na Coluna Esplanada.
(foto: arquivo/google)

Na CCJ, Serraglio antecipa votação e aumenta pressão sobre Cunha


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Na Câmara dos Deputados, o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), decidiu antecipar em um dia a sessão de votação dos recursos do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – última cartada para tentar reverter o processo de cassação. A ideia era marcar a votação para terça-feira, 12, mas Serraglio acatou a proposta de agendar o encontro para segunda-feira,11. Dessa forma, se a votação for concluída neste mesmo dia e as manobras de Cunha forem rejeitadas, a ação por quebra de decoro pode ser votada em plenário já na próxima semana. As informações são de Marcela Mattos na Veja.

Aliados de Cunha defendiam a reunião apenas na terça-feira com um único objetivo: ganhar tempo. A próxima semana é a última antes do início do recesso parlamentar, quando os congressistas devem sair de férias por duas semanas. Levando-se em conta de que é possível ter quórum na Câmara até a próxima quinta, e que regimentalmente são necessários dois dias para o processo sair da CCJ e chegar ao plenário, a única possibilidade de votação ainda neste mês se daria se a comissão concluísse os trabalhos já na segunda.
Aliado de Cunha, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) protestou: “Peço para que nos dê a segunda para trabalharmos junto à nossa base. Estamos trabalhando nas eleições municipais”, pediu, sem sucesso.
Se for cassado, o presidente afastado da Câmara perde o foro privilegiado e seu caso, hoje sob análise do Supremo Tribunal Federal, é transferido para as mãos do juiz federal Sérgio Moro, que concentra as investigações da Operação Lava Jato em Curitiba. Cunha é réu em dois processos no escândalo.
Apesar da iniciativa de Serraglio, a possibilidade de um desfecho do processo contra Cunha antes do recesso é vista como improvável. Também na segunda está prevista votação no plenário da Câmara, e a abertura dos trabalhos impede qualquer tipo de deliberação nas comissões. Estará nas mãos, portanto, do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) determinar ou não a interrupção da sessão.
Há ainda um esperado “kit obstrução” por parte de aliados de Cunha, que tendem a apresentar requerimentos de adiamento e de retirada de pauta tendo em vista protelar a sessão. O próprio peemedebista promete comparecer à CCJ para se defender. Ele tem direito a se manifestar por mais de duas horas – o mesmo tempo usado pelo relator, Ronaldo Fonseca (Pros-DF), para apresentar seu parecer sobre os recursos.
Fonseca acatou o pedido de Cunha e defendeu nesta quarta-feira a anulação da sessão que aprovou o pedido de perda do mandato do peemedebista. As chances de sucesso de Cunha, por ora, se mostram pequenas. Ele precisa dos votos de 34 deputados da CCJ para fazer retroceder o processo contra ele – e nos bastidores avalia-se que tem 28.
(fotos: arquivo/google)

Bianca Toledo, a missionária que diz que ressuscitou e conversa com Deus

Bianca Toledo (Foto: Stefano Martini/ÉPOCA)
VIDA

Nas redes sociais, acumula dois milhões de seguidores. E prepara lançamentos de livros, documentário, camisetas...

THAIS LAZZERI
16/07/2015 - 08h00 - Atualizado 06/07/2016 11h01
De origem italiana, o nome Bianca significa branca, alva, cândida. No alto de uma escadaria, Bianca Toledo surge como a personificação de seu nome. Desce com elegância. Mesmo nos amplos espaços do casarão onde mora, num condomínio de classe alta no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, comunica-se sussurrando, como se revelasse segredos metafísicos. Veste-se em tons pastel, com uma camiseta regata verde coberta por uma blusa floral transparente, e calça comprida – sempre esconde as pernas, porque não as acha bonitas. Nada fala alto na cena, a não ser o par de grandes olhos azuis e Joaquim, um buldogue de dois meses. Joaquim ainda não aprendeu que a dona gosta de compostura e sobriedade, ao menos nos modos. Por isso, é retirado da sala e do ar-condicionado. Bianca se recosta no sofá e começa a explicar: “minha vida mudou quando eu morri”.
>> Lawrence Wright: "A religião muda pessoas para o bem e para o mal"

Bianca é seguidora da Igreja Batista, uma denominação cristã tradicionalmente recatada, em comparação com as igrejas neopentecostais. Apesar disso, sem pudores dogmáticos ou teológicos, ela diz ser prova viva de um milagre. Apresenta seus argumentos em livros. Foram três até maio, com mais três a ser publicados até o fim do ano. Se milagre é coisa difícil de constatar, tragédia não falta nas narrativas. Em outubro de 2010, quando estava grávida, o intestino de Bianca se rompeu. O bebê se salvou – nasceu prematuro – mas ela ficou 52 dias em coma. Passou quatro meses internada. O prontuário médico é tão chocante quanto o registro fotográfico.
Bianca Toledo (Foto: Arquivo pessoal)
Ela tinha 20% de chances de sobreviver. Talvez, por isso, exiba tudo como prêmio: 300 transfusões de sangue, dez cirurgias de abdômen, falência de órgãos. A narração da epopeia médica e a orientação espiritual se misturam em um perfil no Instagram, um canal no YouTube e duas páginas no Facebook, pilotados habilmente pela missionária evangélica. Alguns vídeos ultrapassam 400 mil visualizações. O craque Neymar é fã. Até o fim de 2015, Bianca lançará uma rede de lojas para artigos cristãos e uma coleção de roupas. A missionária, talentosa para as redes sociais mas sem traquejo na publicidade, considera bom o slogan "a dignidade é a tonalidade da moda", com que pretende apresentar suas roupas. “Sou casada e sou feliz” é uma das estampas – e tem para homem. Um documentário sobre ciência, fé e o episódio em que “ressuscitou” está em fase de produção. Bianca diz negociar os direitos com uma emissora aberta um programa de televisão. Quando questionada sobre como escolheu o slogan e como define suas estratégias de negócios e divulgação, a missionária explica, mansamente, ser orientada por Deus.
Não se trata daquela resposta divina que vem na forma de inspiração, ideias e sentimentos, um tipo de relato comum entre os crentes que dirigem a Deus suas dúvidas e aflições. Bianca, com o mesmo desprendimento com que explica sua ressurreição, afirma ouvir de Deus um discurso completo. A primeira mensagem que ela afirma ter recebido, ainda no hospital, foi “vou te restaurar por completo e te levarei a toda a Terra para você falar quem sou”. Assim surgiu o nome da empresa da missionária: Prova Viva (do milagre). "Levar por toda a Terra" significa dirigir-se aos fiéis de qualquer religião. Bianca pertence à Igreja Batista Central da Barra, no Rio, o que não a impede de fazer atividades em outras igrejas, evangélicas ou não. Já ministrou em Israel e, no mês passado, apresentou-se ao lado deFábio de Melo, um dos padres pop da igreja Católica.
Por que todos querem Bianca? Pela força de sua história. Da cantora soprano que saiu muda do hospital em razão de uma traqueostomia; da mulher mignon que chegou a 150 quilos, tamanha a retenção de líquido pela falência dos rins; da mãe de primeira viagem que segurou o filho nos braços, pela primeira vez, quando o bebê tinha sete meses; da mulher independente que precisou de ajuda para trocar sua fralda.
 
Bianca Toledo (Foto: Arquivo pessoal)
Bianca exibe outro apelo para atrair fiéis: afirma ter o poder de curar. Ela diz que a habilidade sobrenatural já existia, mas aumentou “mil vezes” depois do milagre. “Saí do hospital com o poder da fé ativado.” A cura acontece ao final dos cultos. Bianca chama ao palco os que vieram em busca de um milagre. Aos pés da missionária, sempre calçados em sapatos de salto alto (ela diz se sentir mais poderosa assim), o fiel recebe a benção. Ela não pede que ninguém abandone médico ou tratamento alopata. A brasiliense Flávia Medeiros, de 31 anos, afirma ter se curado de um câncer cerebral pelas mãos de Bianca. O tumor incapacitava Flávia para atividades rotineiras. Flávia orou e afirma que as dores desapareceram. Mas o tumor, de mais de cinco centímetros, não. Parou de crescer, mas continua intocável e inoperável. Déborah Aguiar, de 36 anos, conta história quase tão impressionante. Ela e o marido tinham problemas de infertilidade. Depois que Bianca orou, colocando a mão em sua cabeça e barriga, Déborah engravidou naturalmente dos gêmeos Arthur e Gustavo, de um ano.

Se Bianca, de 35 anos, não se furta a falar de milagres, evita muito falar de enriquecimento. Nascer em uma família de empresários bem sucedidos pode ter ajudado. O bisavô de Bianca fundou, há 50 anos, os cursos Toledo. O trabalho na empresa envolveu os homens da família por gerações. Bruno, irmão mais velho de Bianca, é o atual reitor do Centro Universitário Toledo,  com 5.500 alunos. “Meu pai dizia que nossa missão era fazer histórias serem mudadas”, diz Bruno. Bianca não seguiu carreira na empresa da família. Foi trabalhar em outra área, numa empresa de vendas, e mostrou aptidão para marketing. Após seis meses de emprego, recebeu uma promoção.
Como o mercado gospel, que movimenta R$ 150 milhões e cresce 6% ao ano, os números de Bianca são superlativos. Apesar do histórico, teme tanto ser vista como empreendedora gospel que não respondeu sobre vendas e cachês. Segundo a Associação Nacional da Livrarias Evangélicas, Bianca e seu testemunho de cura venderam, de forma independente, 500 mil exemplares (livros e DVDs), o que despertou , segundo Wilson Pereira Júnior, presidente da associação, interesse de editoras maiores, como a Ediouro e a Mundo Cristão. O total de vendas da missionária está próximo de um milhão. Nas redes sociais, foi alvo de questionamentos. Respondeu: “Quando Jesus fazia seus trabalhos de marcenaria, ele certamente tinha um preço correto e bem cobrado como todo judeu”. Bianca diz que não pode tirar proveito financeiro de sua história. Deus teria dito que seu “ministério seria puro como o ventre de uma virgem.” Até o final desse semestre, Bianca está com a agenda lotada no Brasil e no exterior.

Ousadia não falta à missionária – nem se apelos contrários vierem de pastores. Aos 16 anos, avisou a mãe, por telefone, que mudaria de Brasília para morar com o pai em Araçatuba, no interior de São Paulo, e ser evangélica. Quando decidiu investir publicamente na carreira de cantora, aos 20, pediu ajuda ao atual senador Magno Malta (PR), de quem era amiga, para cantar num concorrido programa de calouros da época. “Ela nunca foi desfocada”, diz Karla, filha de Malta e amiga de Bianca. Aos 25, a menina que cresceu gordinha – e que sonhava com creme de abacate escorrendo pela torneira da cozinha –, notificou a família de uma cirurgia bariátrica. Tinha 1.63 e 95 quilos. Para tornar-se candidata à operação, fez o que médicos sérios proíbem: engordou, em um mês, vinte quilos. Aos 29 – treze deles nocelibato –, convenceu a família que o namorado de quatro meses era o homem de sua vida. Não foi.
Depois do milagre, Bianca se deu aval para falar sobre tudo. Contou do abuso sexual sofrido aos seis anos pelo pai de uma amiga; do uso de drogas ilícitas; da perda da virgindade aos 14 e da cirurgia para retirada de pele nas coxas (resultado do inchaço na UTI) “para não decepcionar nas núpcias” do segundo casamento.
O marido de Bianca, o mineiro e pastor Felipe Heiderech, acompanha toda a entrevista, como se Bianca precisasse do seu aval. Não precisa. Mas, na igreja batista, a mulher tem um papel submisso. “Mas as orações de quem não trata bem a esposa nem chegam a Deus”, diz Bianca, num tom de alerta que não faria cócegas em feministas.
Bianca fala bastante sobre comportamento feminino, em especial no vestuário. As mulheres que mostram o corpo, diz, são tomadas por carência. “Sei disso porque era assim”. Bianca quer retomar valores morais como se fosse evangélica da linha neopentecostal. Não é. A reportagem visitou o templo onde Bianca vai com o marido e o filho, José, em um sábado. As jovens usavam roupas curtas, transparentes e maquiagem pesada. Pecado? “Minha visão é uma, a da minha igreja é outra”.

Filha de pais católicos não praticantes, Bianca era a única da família que dizia gostar de Deus. Nas agendas da escola, a mãe diz, desenhava um coração e escrevia o nome de Jesus no centro. Ela tentava conversar com Deus desde pequena – e acredita que, agora, ouve mais claramente quando ele responde.

Almirante teve regalias em prisão militar


Juiz decretou novamente a prisão de Othon Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, investigado pela Lava Jato

DANIEL HAIDAR
06/07/2016 - 15h51 - Atualizado 06/07/2016 17h24
Entre outras razões, o almirante Othon Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, foi preso novamente nesta quarta-feira (6) porque desfrutou de regalias durante o período em que ficou preso em cela especial na Base de Fuzileiros Navais do Rio Meriti, em Duque de Caxias (Comando do 1º Distrito Naval), quando foi detido pela primeira vez pela Operação Lava Jato, no ano passado. 
 Chegada de Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex diretor-presidente da Eletronuclear na sede da Polícia Federal na Praça Mauá (Foto: André Horta/Agência Fotoarena/Agência O Globo)
O juiz federal Marcelo Bretas escreveu na decisão em que decretou a nova prisão preventiva que, na base militar, Othon foi liberado para usar telefone celular e teve regalias “absolutamente incompatíveis com a custódia preventiva”.
A Polícia Federal detectou também que, depois que passou à prisão domiciliar, Othon fez contato com outros envolvidos, com pessoas da Eletronuclear, e poderia atrapalhar as investigações. Isso também motivou a nova prisão preventiva.
Othon foi preso no ano passado, acusado de receber R$ 4,5 milhões de propina da empreiteira Andrade Gutierrez por obras da usina de Angra 3. Desta vez, Othon foi enviado ao presídio Bangu 8, destinado a presos com curso superior. 

Jovem ‘ficha limpa’ é assassinado com tiro na nuca; ele costumava andar com arma na cintura


Por Luiz Henrique de Oliveira
Foto: Colaboração José Wilson - TV Bandeirantes
Foto: Colaboração José Wilson/Brasil Urgente TV Bandeirantes

O jovem Bruno dos Santos, de 19 anos, morreu após ser baleado na Rua Augusto Raposo, no bairro Guaraituba, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, por volta das 13h50 desta quarta-feira (6). Apesar de não ter passagens pela polícia, a vítima tinha o costume de andar com arma na cintura no bairro, de acordo com testemunhas.
O tenente Maeyttini, do Batalhão de Polícia de Guarda, falou à Banda B sobre o que foi apurado no local. “Quando chegamos ele já estava em óbito com um tiro na nunca. É um jovem que não tem passagens pela polícia e é morador de uma rua paralela de onde foi executado”, descreveu.
Apesar da ‘ficha limpa’, o jovem teria se envolvido em uma briga de família nas últimas semanas. “Tivemos informações de que ele andava armado e teve uma situação de briga de família há pouco tempo. Os dados serão levados à Polícia Civil, que investiga o caso”, concluiu o tenente
A Delegacia de Piraquara investiga o caso.

Teori arquiva inquérito contra Renan na Lava Jato



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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, decidiu arquivar um dos nove inquéritos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na Lava Jato. Ele era investigado pela suspeita de ter recebido propina para facilitar contratos de empresas de praticagem com a Petrobras.
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(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Teori acatou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apontou falta de provas para continuar as investigações contra o presidente do Senado no caso. Mas as apurações também ensejaram a denúncia contra o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), aliado do senador, oferecida ao STF no último dia 16 de junho.
Segundo a denúncia, Aníbal prometeu pagamento de propina de R$ 800 mil ao então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, para permitir e facilitar a celebração de acordo entre a estatal e empresas de praticagem atuantes na Zona de Portuária 16, no Rio de Janeiro. O STF deverá decidir se acata ou não a acusação contra o parlamentar.
Com o arquivamento deste primeiro inquérito contra Renan, ainda restam oito inquéritos que envolvem a participação do senador no esquema de corrupção da Petrobras. Ele é um dos mais de 30 políticos alvos do inquérito-mãe das investigações, que apura o grupo por formação de quadrilha.
Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse ao Ministério Público que pagou R$ 30 milhões a Renan a título de propina. O senador também aparece em gravações feitas por Machado em que sugere mudar a lei da delação premiada, um dos dispositivos fundamentais da Lava Jato.

Câmeras mostram carro fugindo após atropelar e matar menina de 12 anos em Curitiba; assista


Por Marina Sequinel
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Gol branco com farol queimado e sem calota é suspeito de atropelar e matar a adolescente. (Foto: Reprodução)

Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) procura o veículo que atropelou e matou uma adolescente de 12 anos na noite desta terça-feira (5) na Cidade Industrial de Curitiba. Na tarde de hoje (6), a polícia divulgou um vídeo que mostra o carro fugindo logo após o acidente, que aconteceu na Rua Eng. Eduardo Afonso Nadolny.
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Jaiane saía da igreja com a avó quando foi atropelada. (Foto: Reprodução/Facebook)
“Nas imagens, o automóvel, um Gol branco, tinha acabado de atropelar a menina e fugido do local. Nós procuramos as pessoas que conhecem ou tenham alguma informação sobre o veículo, que estava com o farol queimado, sem a calota da frente e com uma parte danificada, justamente devido ao acidente”, explicou o delegado Vinícius Carvalho, responsável pelo caso, em entrevista à Banda B.
Na gravação, às 21h24 e 53 segundos, o Gol ultrapassa um veículo em alta velocidade. A adolescente Jaiane Vital Rocha, de 12 anos, saía da igreja com a avó quando as duas foram atingidas pelo carro. A segunda vítima sofreu ferimentos leves e foi encaminhada ao hospital.
A menina que morreu faria aniversário hoje. “Quando eu cheguei, me deparei com a minha filha no chão. Ele atropelou as duas e escapou. Onde está a responsabilidade deste rapaz? No mínimo devia estar embriagado e abandonou a Jaiane daquele jeito, como se ela fosse um animal”, desabafou o pai da menina, João Carlos Ferreira da Rocha, à reportagem.
De acordo com o delegado, qualquer informação sobre o veículo pode ser repassada à Dedetran pelo número (41) 3261-6630. “Se alguém conhece ou viu a ocorrência, nós orientamos a entrar em contato com a delegacia, para que possamos identificar o autor do delito”, finalizou Carvalho.
Assista ao vídeo abaixo:


Três dias após tragédia na BR-277, carreta com etanol bate contra caminhão e moto no Contorno Sul; vídeo



Por Marina Sequinel
(Fotos: Anderson Miguel – Colaboração Banda B)

Uma carreta carregada com etanol se envolveu em um acidente na BR-376, no Contorno Sul, no começo da tarde desta quarta-feira (6). Segundo testemunhas, o veículo seguia pelo sentido Tatuquara, próximo ao Viaduto do Caiuá, quando tentou desviar de um caminhão-baú, que acabou batendo na lateral e furando o tanque.
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(Foto: Anderson Miguel – Colaboração Banda B)
Durante a colisão, um motociclista também foi atingido. “Ele chegou a ser arremessado e foi parar quase do outro lado da via. Pelo o que nós vimos, o piloto sofreu uma fratura exposta no pé. A gente ficou muito assustado, principalmente porque está vazando álcool do tanque, exatamente como aconteceu na Serra no último domingo”, contou o metalúrgico Anderson Miguel, que trabalha na região, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro para oJornal da Banda B 2ª Edição.
O acidente com o caminhão-tanque no Contorno Sul aconteceu três dias depois da tragédia que matou seis pessoas na BR-277 no último dia 3. Na ocasião, o motorista perdeu o controle do veículo e bateu em uma mureta. O combustível pegou fogo e atingiu pelo menos nove carros.
“A vantagem de hoje é que está chovendo. A primeira coisa que fizemos foi interditar o local, para evitar que mais veículos passassem por aqui. Uma ambulância parou para atender o motociclista, que aparenta ter 30 anos. Nem deu tempo de falar com o condutor do caminhão, fomos direto socorrer o piloto”, completou Anderson.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima é um homem de 34 anos e foi encaminhado pelo Siate para o Hospital do Trabalhador, a princípio apenas com um contusão em um dos joelhos.
O local da ocorrência foi isolado e o congestionamento é intenso na rodovia. O trânsito está sendo desviado pela Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Assista abaixo ao vídeo concedido pelo metalúrgico à Banda B, que mostra o combustível vazando do tanque do caminhão: