Temer ordena devassa após impeachment


michel temer 24mai16 by marcos correa
O presidente Michel Temer ordenou que sua equipe realize uma revisão de todos os atos que Dilma tomou nas últimas semanas de governo. A ideia é passar pente fino em tudo que envolve orçamento, nomeações e contratos. Desde maio, os assessores mais próximos de Temer avaliam a “ocupação” do governo por aliados do PT, mas a intenção é apenas fazer mudanças mais profundas e permanentes após a aprovação do processo de impeachment no Senado Federal. As informações são de Cláudio Humberto no Diário do Poder.

A expectativa do governo é de que o impeachment seja aprovado ainda em agosto, poucos dias após o fim do recesso parlamentar.
Aliados de Temer no Congresso reclamam do travamento de cargos e nomeações na estrutura federal. Querem a liberação das boquinhas.
A equipe de Temer vai rever os decretos de Dilma desde quando Eduardo Cunha deflagrou o processo de impeachment contra a petista.
Temer quer a Casa Civil encarregada apenas de governança e gestão. A articulação política fica com o ministro Geddel Vieira Lima (Governo).
(foto: Marcos Corrêa)

Ataque na França leva Brasil a revisar plano de segurança para Rio-2016


nice
Rubens Valente, Folha de S. Paulo
O atentado em Nice, na França, nesta quinta-feira (14) levou o governo brasileiro a revisar todos os procedimentos de segurança e inteligência relativos aos Jogos Olímpicos no Rio.
A informação foi dada nesta sexta-feira (15) pelo general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Segundo o militar, a preocupação com o evento esportivo “subiu de patamar”.
O general mencionou como novas medidas “mais postos de controle, mais barreiras, algumas restrições de trânsito”. Ele afirmou que “é importante que a imprensa nos ajude para que a população entenda que vamos trocar um pouquinho de conforto por muita segurança”.

Etchegoyen disse que o Brasil ainda não foi informado pela França se o atentado em Nice tem ligações com terrorismo islâmico, porém foi visto como um ponto de reflexão para segurança para os Jogos. Ele informou que o presidente interino Michel Temer telefonou cedo nesta sexta-feira (15) para marcar uma reunião entre ele, o general e os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Alexandre de Moraes (Justiça).
“Já estamos, desde então, os três órgãos e os três ministros [das áreas de Defesa, Justiça e Inteligência] fazendo a revisão de todo o nosso dispositivo de segurança para que possamos identificar eventuais lacunas e fazer uma integração mais intensa dos três itens”, disse o general.
Etchegoyn afirmou que o caso em Nice “exige uma série de revisões e uma série de novas providências e um trabalho intenso para que mantenhamos o nível de segurança”.
Ele comparou esse trabalho a uma espécie de “auditoria” do plano de segurança.
“Estamos revisando o planejamento porque temos o dever, a partir do que aconteceu, de checar se há lacunas”, afirmou.
O general informou que nesta manhã ocorre uma reunião na sede da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “com representantes franceses para que possamos obter novas informações, detalhes, que nos ajudem no planejamento”.
Outra medida será enviar a Paris um oficial de inteligência da Abin para “buscar no terreno as lições aprendidas desta tragédia”.
O general voltou a dizer que o Brasil ainda não recebeu informações concretas sobre um suposto plano terrorista em elaboração contra a delegação francesa nos Jogos, conforme divulgado pela imprensa francesa nesta quarta-feira (13). O ministro disse que “não existe histórico de negação de informação” do serviço de inteligência francês para o serviço brasileiro.
“Nosso intercâmbio com os franceses é muito bom, eles nos têm ajudado muito, até porque a delegação deles vem para cá e depende da estrutura que montamos. Nosso embaixador em Paris, por determinação do Ministério das Relações Exteriores, está fazendo um pedido de informações, esclarecimentos, oficialmente ao governo francês”.
O ministro-chefe do GSI, que na nova configuração administrativa de Michel Temer voltou a ter o controle sobre os trabalhos de inteligência da Abin, informou que o governo fez um trabalho de treinamento de “motoristas táxi, funcionários do Metrô, funcionários de hotéis, restaurantes, vendedores ambulantes, diversas pessoas que lidam com o público em geral” no Rio e em outras cidades que sediarão eventos da Olimpíada para que estejam “preparados para identificar situações [de risco], atividades e pessoas com comportamentos anômalos”.
Indagado se o Brasil trabalha com foco em algum grupo terrorista, como o Estado Islâmico, Etchegoyen negou.
“Nós não temos a identificação de uma organização voltada… Nós temos possibilidades de ocorrência, como em qualquer lugar. Falo da possibilidade de ocorrência de eventos terroristas. Mas nós não focamos nesta ou naquela organização”.
Em entrevista à rádio CBN, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, confirmou que o governo vai “revisar determinados procedimentos”.
“Vamos ter que ampliar as barreiras, ampliar as revistas e ter uma segurança muito mais rígida. Isso, infelizmente, é um transtorno a mais para as pessoas, mas é para o bem e a segurança delas”.
Segundo Jungmann, hoje estão mobilizados 20 mil soldados no Rio e o número deverá chegar a 22.850.
“Estamos cumprindo com todos os encargos que o COI [Comitê Olímpico Internacional] nos passou em termos de segurança”, afirmou.

Polícia Federal aumenta equipe da força-tarefa da Lava Jato


pf
A força tarefa da Polícia Federal na Operação Lava Jato em Curitiba terá dez novos integrantes a partir do próximo dia 25 e passará a contar com 57 policiais federais.
O grupo da Lava Jato receberá 10 novos agentes de PF que trabalharão em regime de dedicação exclusiva pelo menos até o fim do ano, segundo o delegado Mauricio Moscardi, um dos coordenadores da equipe. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com o delegado, o aumento do efetivo foi determinado pela direção da PF no começo desta semana após pedido da coordenação da Lava Jato, que também é composta pelo delegado Igor Romário de Paula.
A medida é tomada em um momento em que setores da PF afirmam que a equipe da Lava Jato está sob risco de desmanche, que teria como ponto de partida o recente desligamento do delegado Eduardo Mauat do grupo.
No início do mês, além de Mauat, deixaram a força-tarefa Luciano Flores, que integrava a Lava Jato desde o princípio e conduziu o interrogatório do ex-presidente Lula (PT) em março, e Duílio Mocelin Cardoso.
Flores foi afastado a pedido, para atuar na Olimpíada. Ele deverá voltar ao grupo após o encerramento do evento. Mauat e Cardoso voltam às suas bases no Rio Grande do Sul e em Rondônia, respectivamente.
Na época, a PF negou “desmanche” e disse que a troca era para “oxigenar o grupo” e dar “um novo fôlego” à investigação. Com a saída dos três, passaram a integrar a equipe os delegados Rodrigo Sanfurgo, que chefiou a delegacia de combate a crimes financeiros em São Paulo, Roberto Biasoli, que trabalhou no departamento de cooperação internacional do Ministério da Justiça, e Luciano Menin.
Nesta sexta (15), Moscardi afirmou que as ações da direção da PF mostram que hoje o risco de desmanche não existe.
“O aumento da equipe de policiais dedicados exclusivamente à operação Lava Jato vem no sentido de buscar uma maior celeridade na análise do material obtido nas fases já executadas, e de aumentar a possibilidade de avançarmos ainda mais em fatos ainda não explorados. Portanto, é mais um investimento no futuro da própria operação”, disse.

Mordomia: carros oficiais a serviço da família de Dilma


Como tantas outras Paulas filhas deste País, Paula levanta cedo da cama com o tilintar do despertador. Não raro, o marido, Rafael, já está de olhos abertos. Pela manhã, ela mantém uma rotina nada estranha à maioria das pessoas de classe média. Vai ao cabelereiro, faz compras para abastecer a despensa de casa, reserva uns minutos para o pilates e uma ida rápida à clínica de estética, e, eventualmente, dá uma passadinha no pet shop. Depois de almoçar, leva o filho à escola. À tarde, dirige-se ao trabalho, obrigação já cumprida pelo marido de manhã. Como tantas outras Paulas filhas deste País, Paula seria apenas mais uma brasileira se não carregasse em sua assinatura o sobrenome Rousseff.
Porto Alegre, 12 de julho. 13h40 O genro de Dilma Rousseff, Rafael Covolo, busca o filho na escola com carro oficial. A placa é fria para evitar identificação. Outro veículo também bancado pelo governo o escolta.
Porto Alegre, 12 de julho. 13h40 – O genro de Dilma Rousseff, Rafael Covolo, busca o filho na escola com carro oficial. A placa é fria para evitar identificação. Outro veículo também bancado pelo governo o escolta.
Perante à lei, filhos de presidente da República são iguais a todos. Ombreiam-se aos demais cidadãos. Não deveriam merecer distinção ou receber tratamento especial, salvo em alguns casos de excepcionalidade. Mas a filha de Dilma, que hoje se encontra afastada, ou seja, nem o mandato de presidente exerce mais, não se constrange em cultivar uma mordomia ilegal. Diariamente, Paula Rousseff Araújo desfruta de uma regalia. A máquina do Estado a serve, bem como ao seu marido e filhos. As atividades narradas acima, como uma frugal ida ao cabelereiro, ao pilates e ao pet shop, são realizadas a bordo de um carro oficial blindado com motorista e segurança. Em geral, um Ford Fusion. Acompanha-os invariavelmente como escolta um Ford Edge blindado com dois servidores em seu interior, um deles um agente de segurança armado. O mesmo se aplica ao genro de Dilma, Rafael Covolo, e aos dois netos. No total, oito carros e dezesseis pessoas integram o aparato responsável pela condução e proteção da família da presidente afastada. Trata-se de um serviço VIP.
2432-BRASIL-MORDOMIAS+CAPA-03
Quem banca essa estrutura é o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Ou seja, o contribuinte. Nas últimas semanas, reportagem de ISTOÉ flagrou os carros oficiais entrando e saindo do condomínio Vila de Leon, zona sul de Porto Alegre, onde moram os familiares de Dilma, para levá-los a compromissos do dia a dia. A rotina dos Rousseff segue um padrão. O 6 de julho dos descendentes da presidente afastada não foi muito diferente dos dias anteriores. Às 18h30, uma quarta-feira, o Fusion blindado escoltado pelo Ford Edge também à prova de balas trouxe a família de volta ao lar, depois de transportá-la para uma série de atividades pessoais. No dia seguinte, às 9h da manhã, os mesmos carros já estavam de prontidão na porta da casa da filha de Dilma para mais uma jornada por Porto Alegre. No dia 12/07 às 13h40, Rafael Covolo, marido de Paula, foi buscar um dos filhos na escola. Como de praxe, com o carro oficial. Um automóvel pago com dinheiro público os escoltou até o retorno para casa. O Fusion levava a placa IVF – 3267 (normalmente é esta ou a IVG – 1376) e o Edge IUF – 3085. Se consultados nos registros do DETRAN, os prefixos figurarão como “inexistentes”. Sim, são placas frias ou vinculadas, inerentes aos chamados carros oficiais de representação.
7 de julho. 9h - Dois veículos oficiais, um para transporte e outro para escolta , buscam os familiares de Dilma no condomínio onde moram
7 de julho. 9h – Dois veículos oficiais, um para transporte e outro para escolta , buscam os familiares de Dilma no condomínio onde moram
Nos locais freqüentados por Paula Rousseff, em geral, há um alvoroço quando ela desembarca com o carro oficial e os seguranças em volta. Embora a filha da presidente afastada tente manter a discrição, não há como não reconhecê-la. O aparato em torno dela desperta a atenção dos funcionários. O atendente da unidade do “Bicho Pet Store”, localizada no bairro Menino de Deus, zona sul de Porto Alegre, diz que Paula é uma cliente assídua. Costuma levar para procedimentos de banho e tosa um cachorro de pequeno porte, semelhante a um shitzu. “A filha da presidente sempre vem ao petshop acompanhada de um monte de seguranças”. O mesmo serviço de transporte vip bancado pelo governo, composto por carro oficial e escolta, a conduz até o “Studio Martim Gomes Pilates”, na Vila Assunção. “Dona Paula vem aqui com freqüência. É nossa cliente”, atesta um funcionário da clínica. A equipe do salão Oikos Hair, também no bairro da Vila Assunção, é mais comedida ao falar de Paula. Questionada por ISTOÉ, uma secretária disse: “A Dilma já veio aqui também. Parou de vir faz tempo (…) Sobre a dona Paula …por razão de segurança não posso desmentir nem confirmar nada”.
6 de julho. 18h30 - Carros oficiais deixam os Rousseff em casa, um condomínio na zona sul de porto alegre
6 de julho. 18h30 – Carros oficiais deixam os Rousseff em casa, um condomínio na zona sul de porto alegre
A mordomia de Paula Rousseff e Rafael Covolo, além de constituir inaceitável privilégio, é também uma benesse totalmente ilegal. A legislação é clara. Reza o artigo 3º do decreto 6.403 de março de 2008, baixado pelo ex-presidente Lula: os veículos oficiais de representação – como os que transportam a família de Dilma – são utilizados exclusivamente pelo presidente da República, pelo vice-presidente, pelos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e por ex-presidentes da República. A única exceção que permitira que filhos de presidente desfrutassem desse privilégio é se fossem usados os chamados carros oficiais de transporte institucional. Com um condicionante: “se razões de segurança o exigirem”. Não é o caso, definitivamente. Primeiro porque carro institucional não possui escolta armada nem placa vinculada ou fria, como os veículos que servem a família de Dilma. Ainda de acordo com instrução normativa do Contran, veículo institucional é identificado com a expressão “governo federal” na cor amarelo ouro e tarja azul marinho. Nenhum dos carros usados por Paula e Rafael Covolo exibe esta inscrição. Mesmo que eles utilizassem esse tipo de veículo, haveria uma outra barreira de cunho legal.
7 de julho. 17h - veículos bancados pelo governo buscam o neto de Dilma na escola. no trajeto, o Ford Edge (acima) escolta o Ford Fusion blindado
7 de julho. 17h – veículos bancados pelo governo buscam o neto de Dilma na escola. no trajeto, o Ford Edge (acima) escolta o Ford Fusion blindado
Os Rousseff só poderiam ser enquadrados nessa situação totalmente excepcional se: 1) Comprovassem a existência de riscos à sua integridade física e 2) Fossem familiares de presidentes em exercício. Quer dizer, hoje o deslocamento da filha, genro e netos de Dilma a bordo de veículos oficiais compõe um mosaico de irregularidades. Se a mamata já seria desnecessária e ilegal com a presidente Dilma no pleno exercício do cargo, em se tratando da chefe do Executivo federal afastada a regalia ofertada à Paula Rousseff, Rafael Covolo e filhos afronta sobejamente a legislação em vigor. Por ironia, o decreto que estabelece regras para a utilização dos carros de governo foi reeditado com pequenas alterações por Dilma em outubro do ano passado, com o objetivo, segundo ela, de “racionalizar o gasto público no uso de veículos oficiais”. A racionalização, claro, não alcançou sua família, como se nota.
14 de julho. 11h30 - O Ford Fusion oficial aguarda um dos filhos de Paula Rousseff em frente à escola
14 de julho. 11h30 – O Ford Fusion oficial aguarda um dos filhos de Paula Rousseff em frente à escola
Os serviços de transporte e segurança dos Rousseff em Porto Alegre estão a cargo de uma empresa terceirizada contratada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República: a Prime Consultoria e Assessoria Empresarial, conforme documentos aos quais ISTOÉ teve acesso. Todo mês, a Prime encaminha ao Palácio do Planalto um relatório de abastecimento dos veículos. A última nota foi emitida no dia 1º de julho. Na prestação de contas estão listados os veículos, suas especificações, bem como as respectivas placas vinculadas, sem registro no DETRAN, e os motoristas responsáveis por atender aos familiares da presidente afastada na capital gaúcha. Em junho, por exemplo, foram gastos só com combustível R$ 13,8 mil. Os familiares de Dilma não precisariam de carros oficiais para o cumprimento de suas tarefas diárias. Paula Rousseff é procuradora do trabalho no Rio Grande do Sul. Entrou no Ministério Público do Trabalho em 2003 por meio de concurso público. Atualmente, recebe salário de R$ 25.260,20. Para quê a mordomia com dinheiro público? Por que o genro de uma presidente afastada precisa usar carro oficial para a execução dos afazeres cotidianos?
TUDO EM CASA Dilma com a filha e o neto, durante evento no Planalto
TUDO EM CASA Dilma com a filha e o neto, durante evento no Planalto
Na política, se não forem estabelecidos limites, necessários à liturgia do cargo, a família tem grande potencial para gerar constrangimentos. Sobretudo porque eventuais privilégios desfrutados por filhos dizem mais sobre os pais do que os próprios herdeiros. No Brasil, um País de oportunidades desiguais, regalias a parentes de políticos chamam muita atenção e, em geral, são consideradas inaceitáveis e despertam indignação e sensação de injustiça na população. Quando a prática é ilegal, a situação se agrava. Por constituir vantagem ilícita a terceiros e atentar contra os princípios da administração pública, o episódio em questão pode até render um processo contra Dilma por improbidade.
2432-BRASIL-MORDOMIAS+CAPA-09
Procurado por ISTOÉ, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência afirmou que “permanece realizando a segurança da Presidenta Dilma e de seus familiares, de acordo com o disposto no inciso VII do Art 6º da Lei Nr 10.683, de 28 de maio de 2003”. O problema é que o referido “amparo legal” não prevê o uso de carros oficiais para fazer o transporte da família da presidente afastada. Em tese, apenas a escolta para segurança seria permitida.
Diz o inciso VII do Art 6º da Lei Nr 10.683: ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República compete zelar, assegurado o exercício do poder de polícia, pela segurança pessoal do Presidente da República, do Vice-Presidente da República e respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades, quando determinado pelo Presidente da República, bem como pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do Presidente da República e do Vice-Presidente da República.
Três dias antes de deixar a Presidência, em 2010, Lula fez questão de assegurar aos seus filhos a dispensável regalia do passaporte diplomático. Revelada pela imprensa, a esperteza engoliu o dono. Em novembro de 2013, a Justiça determinou a apreensão dos passaportes e o recolhimento dos mesmos pelo Itamaraty. Depois do impeachment de Dilma, o tema voltou à baila com a apimentada discussão sobre eventuais mordomias a que a presidente teria direito afastada do cargo. Uma ação civil pública questionou o uso por Dilma de aviões da FAB. A Justiça até permitiu o deslocamento com os jatos da Força Aérea Brasileira, desde que custeados pela própria mandatária afastada. Recentemente, apoiadores do PT se cotizaram para bancar as viagens. Pela trilha da carruagem, hoje já abóbora, haja crowdfunding militante (a popular vaquinha) para sustentar os privilégios de petistas e congêneres que ainda insistem em se refestelar com as benesses do Estado.
2432-BRASIL-MORDOMIAS+CAPA-12

“É ilegal, mas eles usam mesmo assim”

Na quinta-feira 14, ISTOÉ conseguiu fazer contato com um dos responsáveis pela frota de carros oficiais que serve a família da presidente Dilma Rousseff em Porto Alegre. Com medo de retaliação, ele pediu para não ser identificado
2432-BRASIL-MORDOMIAS+CAPA-11
ISTOÉ – Quantos carros oficiais a família de Dilma tem à disposição?
São oito carros blindados de fábrica. Quatro para o transporte e mais quatro que fazem a escolta armada. É um serviço VIP. No carro oficial e no veículo de escolta há um motorista e um segurança. No total, são quatro pessoas envolvidas para cada dupla de carros.
ISTOÉ – Desde quando a filha, o genro e os netos da presidente afastada contam com o serviço de transporte e segurança pago pelo governo?
Há pelo menos cinco anos. São carros de representação com placa vinculada ou placa fria para não serem identificados. Se você consultar no DETRAN, aparece como placa inexistente.
ISTOÉ – Além de se tratar de uma mordomia, a utilização de carros de representação por familiares de presidente da República é ilegal.
Sim. É ilegal. Mas eles usam mesmo assim. Eles até poderiam usar uma escolta. Não sou PMDB nem nada. Mas, por exemplo, a Marcela Temer (atual primeira-dama) usa a escolta para segurança. É normal. Mas sabemos que, quando morava sozinha em São Paulo, ela ia para compromissos pessoais com o carro dela. Não com carro oficial. Isso que a família de Dilma faz contraria a lei.
ISTOÉ – Nossa reportagem apurou que a filha de Dilma leva o filho à escola, vai para o pilates, pet shop, clínica de estética e até ao cabelereiro com os veículos pagos pelo governo. O genro também usa os carros oficiais para atividades semelhantes. O sr. confirma essa informação?
Confirmo. Os carros oficiais os levam para atividades do dia a dia.
Colaborou Pedro Marcondes de Moura
*Com fotos de Lucas Uebel e Itamar Aguiar

Golpe militar na Turquia: o que sabemos até agora


Autoridades turcas anunciaram tentativa de golpe de Estado por uma ala das Forças Armadas. O presidente turco pediu para a população resistir

REDAÇÃO ÉPOCA
15/07/2016 - 18h37 - Atualizado 15/07/2016 19h49
Militares bloqueiam Ponte do Bósforo, em Istambul, em tentativa de golpe militar na Turquia (Foto: Gokhan Tan/Getty Images)
O primeiro-minsitro da Turquia, Binali Yıldırım, anunciou na noite desta sexta-feira (15) que há uma tentativa de golpe militarem curso no país, por parte de uma ala das Forças Armadas. As informações ainda são escassas e a situação é incerta no país.
Segundo a imprensa local, tanques e soldados estão nas ruas da capital Ancara e de Istambul, maior cidade do país. Os militares tomaram controle das duas principais pontes sobre o Bósforo (a do Bósforo e a Fatih Sultão Mehmet, em Istambul, que ligam o lado europeu ao asiático da cidade), do aeroporto de Istambul Ataturk e da TV estatal. Há relatos de autoridades presas pelos soldados. Um toque de recolher foi imposto pelos militares.
"As Forças Armadas da Turquia tomaram controle da administração do país para restaurar a ordem constitucional, a liberdade e os direitos humanos, o Estado de Direito e a segurança geral, que estão danificados", diz a ala militar que promove o golpe, em nota divulgada pela TV estatal. "Todos os acordos internacionais continuam válidos. Nós esperamos que todas as nossas boas relações com todos os países continuem." A emissora saiu do ar. O acesso às redes sociais também está sendo restringido no país.
Há relatos de troca de tiros e explosões em Ancara, mas até o momento não há informações sobre mortos ou feridos.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não estava em Ancara, mas não se sabe ao certo seu paradeiro. Segundo relatos da imprensa internacional, ele está bem e em segurança. Erdogan falou por FaceTime (aplicativo de chamada de vídeo) à rede de TVCNN Turk e convocoua a população para resistir ao golpe. "Isso é uma revolta dentro das nossas Forças Armadas. Eu convoco a população a ocupar praças e aeroportos. Eu estou no poder neste país. Aqueles que tentaram o golpe pagarão um preço alto", disse. 

Bactérias causaram infecção em pacientes de hemodiálise, diz laudo


Cinco pessoas ainda estão internadas. 
Caso ocorreu em uma clínica de Goiânia.

Exames indicaram que bactérias infectaram 35 pacientes de hemodiálise numa clínica de Goiânia.
Havia dois tipos de bactérias no sangue dos pacientes e na água usada nos equipamentos. Elas não costumam fazer mal a quem está saudável, mas podem provocar infecções em pessoas debilitadas.
Cinco pacientes estão internados. Em 90 dias, um laudo vai determinar se a morte de um homem de 84 anos teve relação com a hemodiálise.

Militares impõem lei marcial e toque de recolher na Turquia


Da Agência Brasil
Foto: Reprodução CNN/Twitter
Foto: Reprodução CNN/Twitter

Os militares que tomaram o poder na Turquia declararam lei marcial. Na prática, ela suspende as liberdades fundamentais das pessoas, veta manifestações, censura opiniões e restringe o direito de ir e vir. Também foi decretado um toque de recolher.
O Exército da Turquia anunciou que será preparada um nova Constituição assim que o golpe de Estado no país for concluído.
Todos os voos para o Aeroporto de Ataturk, em Istambul, foram cancelados.

Suspeito de usar adolescentes e assaltar agências dos Correios no Bigorrilho é preso


Da Redação

correios
Foto: Banda B
A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (15) um homem suspeito de cometer assaltos a agências dos correios em Curitiba. De acordo com a PF, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva contra este homem que, segundo as investigações, seria o responsável por roubos cometidos a agências localizadas no bairro Bigorrilho.
Investigações apontam que o preso agia com menores de idade durante os roubos e que sua função durante o assalto era render os clientes, inclusive crianças, ameaçando com arma de fogo.
O preso foi conduzido para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerá à disposição da justiça, e responderá por roubo e associação criminosa, podendo ser condenado a até 15 anos de prisão.

Bandidos invadem Havan do Parolin, levam celulares e atiram para intimidar na fuga


Da Redação
havan
(Foto: Reprodução)

Quatro bandidos armados invadiram a Havan do bairro Parolin, em Curitiba, na marginal da Linha Verde, por volta das 16h30 desta sexta-feira (15). Eles foram agressivos e levaram os celulares à venda no estabelecimento.
Segundo a Polícia Militar (PM), os quatro elementos teriam atirado para cima na hora da fuga, para assim evitar a reação de clientes. Eles embarcaram em um Ford Ka e fugiram rumo ignorado. A PM foi acionada, mas não conseguiu localizá-los.
A Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da Havan, que prometeu se pronunciar por meio de nota.