'O Brasil não está na coalizão, mas nada impede ataques na Olimpíada', diz mensagem de um dos presos


ÉPOCA teve acesso a mensagens de detidos na operação Hashtag. Eles postavam imagens de armas e mensagens favoráveis ao Estado Islâmico

ANA CLARA COSTA
22/07/2016 - 19h17 - Atualizado 22/07/2016 20h07
Reprodução de vídeo mostra agentes da Polícia Federal (PF) conduzindo um dos suspeitos   presos na Operação Hashtag (Foto: MARIO ÂNGELO/Reprodução/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
As conversas entre os presos pela Polícia Federal na Operação Hashtag revelam uma organização embrionária, que radicalizava rapidamente e ameaçava dar os primeiros passos práticos em direção ao terrorismo. ÉPOCA teve acesso a alguns dos diálogos que serviram de base para que a Justiça Federal decretasse aprisão de doze pessoas em dez estados do país na quinta-feira, dia 21. O grupo não tinha um líder, de acordo com a Polícia Federal. Mas os dois principais membros da página "Defensores da Sharia", os que mais geravam engajamento dos demais usuários, eram Leonid El Kadre e Allisson Luan de Oliveira.
Allison enviou uma das mensagens mais graves, na qual fala abertamente na possibilidade de promover um ataque terrorista em breve. "O Brasil não está na coalizão, mas nada impede os ataques nas Olimpíadas", diz. Allisson se refere ao fato de o país não fazer parte do grupo de países que combate as posições doEstado Islâmico na Síria e no Iraque, e que são os alvos preferidos do grupo. A polícia interceptou um email, no qual Allison faz uma proposta de compra de um fuzil AK-47 em site de venda de armas hospedado no Paraguai. "Diante disso, tínhamos poucas opções. Só chamá-los para uma conversa não era uma delas", afirma um dos envolvidos na Operação. Até a noite desta sexta-feira, dia 22, a polícia considerava Leonid foragido. Ele já esteve preso por homicídio qualificado e fugiu de um presídio em Tocantins.
As postagens na página do Facebook foram os maiores indicativos de que os jovens representavam uma ameaça. Oziris Moris Lundi dos Santos, que se autodenominava Ali Lundi, escreveu: "Fugir da jihad não salvará ninguém da morte. Você morrerá ou como um covarde, ou como um mártir". Junto com o texto, postou a imagem de uma arma. Um menor de idade fazia parte do grupo e era um dos mais ativos. Segundo os investigadores, suas postagens demonstram verdadeira devoção não só ao Estado Islâmico mas também a outros líderes terroristas, como o ex-líder da Al Qaeda Osama Bin Laden. "Não podemos dizer que há uma quadrilha, mas sim um grupo cujos valores são radicais", diz o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba.

“Menti para não destruir Dilma”



Já em processo de negociação para delação premiada, o marqueteiro João Santana e sua mulher, Monica Moura, prestaram um bombástico depoimento ao juiz Sérgio Moro na quinta-feira 21. Responsável pelas campanhas presidenciais do PT em 2006, 2010 e 2014, Santana foi taxativo. “Recebemos do caixa dois do PT US$ 4,5 milhões em uma conta secreta na Suíça”, afirmou o publicitário. Em fevereiro, quando foram presos pela Lava Jato, Santana e Monica disseram que o dinheiro era produto de campanhas feitas no Exterior.
Indagado pelo juiz sobre a contradição entre as duas versões, o marqueteiro respondeu: “Menti para não destruir Dilma”. Agora, destruiu! Ao admitir o recebimento ilegal dos US$ 4,5 milhões, Santana e Monica acrescentam mais um crime no currículo da presidente afastada, Dilma Rousseff. E, ao contrário do que tentaram demonstrar, não se trata apenas de caixa dois de campanha eleitoral. Trata-se de corrupção. O depoimento dado pelo marqueteiro confirma que os US$ 4,5 milhões recebidos na Suíça eram parte da cota petista da propina do Petrolão, ou seja, dinheiro público desviado da Petrobras.
“Me pergunto em que mundo a presidente afastada vivia. Haja óleo de peroba! Ou é amnésia seletiva ou cara de pau mesmo” Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
“Me pergunto em que mundo a presidente afastada vivia. Haja óleo de peroba! Ou é amnésia seletiva ou cara de pau mesmo”
Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Santana e Monica disseram ao juiz Moro que para receber o dinheiro foram orientados pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a procurarem o doleiro Zwi Skornicki, que foi efetivamente o responsável pelos depósitos. Skornicki está preso pela operação Lava Jato e, em processo de fechar uma delação premiada, admitiu ser operador de propinas da Petrobras. Ele representava os interesses do estaleiro Keppel Fels em contratos com a estatal e, em fevereiro, confidenciou aos procuradores da Lava Jato que parte da propina cobrada por Pedro Barusco (ex-gerente de Serviços da Petrobras) foi destinada a João Santana. No depoimento da quinta-feira 21, Santana confirmou tudo e fechou o quebra-cabeças de Moro. Agora, ficou provado quem pagou e quem recebeu a propina.
Segundo Skornicki, embora a Keppel Fels tenha oferecido preços mais baixos para a construção da plataforma P-52, a propina foi exigida para que a empresa pudesse fazer a obra sem atrasos no fluxo de pagamentos. Ele também afirmou ter pago taxas de corrupção para se favorecer em contratos com a empresa Sete Brasil e que tratava do assunto pessoalmente com Barusco. “Há uma relação direta entre as propinas do Petrolão e o dinheiro entregue a João Santana. Além de caixa dois, existe um flagrante crime de corrupção. E quem se beneficiou disso tudo foi a presidente afastada”, disse à ISTOÉ um dos procuradores da Lava Jato, na sexta-feira 22.
O mago de Lula e Dilma
As revelações de Santana e Monica tornam insustentável qualquer tentativa da presidente afastada voltar ao Palácio do Planalto. E a reação de Dilma, mais uma vez, mostra sua total impossibilidade de se defender frente às acusações que lhe são feitas. Acuada, a presidente afastada recorre novamente à tática do avestruz e repete os gestos de seu padrinho Lula quando flagrado no Mensalão. “Não autorizei pagamento de caixa dois a ninguém. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento”, escreveu a petista em seu perfil em um microblog, na manhã sexta-feira 22.
Horas depois de a presidente afastada se manifestar pela rede social, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) descreveu com precisão ímpar a reação de Dilma. “Me pergunto em que mundo a presidente afastada vivia. Haja óleo de peroba! Ou é amnésia seletiva ou cara de pau mesmo”, disse Ferraço. Certamente é o que pensa boa parte dos senadores. O comportamento de negação da realidade tem sido uma constante nas reações da petista. Ela o adotou, por exemplo, quando foi descoberto o escândalo com a compra da refinaria de Pasadena, que lesou a Petrobras em US$ 1,8 bilhão. Na época, Dilma presidia o conselho da estatal, responsável pela aprovação da negociata.
No início desse ano, ex-diretores da Petrobras disseram, em delação premiada, que o caso de Pasadena foi acompanhado por Dilma passo a passo. Entre os principais líderes petistas, as deleções de João Santana e de sua mulher, Monica Moura, são consideradas como as de maior octanagem. Santana acompanhou de muito perto as principais campanhas políticas do partido desde 2006 e, desde o segundo mandato de Lula, teve acesso direto ao gabinete presidencial. Se realmente contar tudo o que sabe, poderá implodir definitivamente não só a presidente afastada como também ferir de morte qualquer pretensão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

“Hoje, a corrupção é um crime de baixo risco e alto benefício”



Após dois anos de existência, o legado que a Operação Lava Jato pretende deixar ao povo brasileiro vai além das prisões de poderosos empreiteiros e figuras conhecidas do cenário político. “Queremos, um País com menos corrupção”, sublinha o procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena os trabalhos da força-tarefa, em entrevista concedida à ISTOÉ. A primeira fase do conjunto que forma esse espólio passa pela aprovação de 10 Medidas contra corrupção. O cerne que se almeja alcançar com elas é tornar a modalidade um crime de alto risco e baixo benefício. As propostas de alteração na lei ganharam a adesão de dois milhões de assinaturas em apenas dez meses. “É preciso, agora, que esse clima das ruas, de um desejo genuíno de um País mais justo, contagie o Congresso Nacional, que vai apreciar a iniciativa dos procuradores da Lava Jato”, afirma Dallagnol.
ISTOÉ – De que forma a Lava Jato influenciou a elaboração das 10 Medidas contra a corrupção?
Dallagnol – As 10 medidas surgiram quando percebemos que parte da sociedade coloca sobre os ombros da Lava Jato uma expectativa de transformação do Brasil que o caso sozinho não produz. Por ter se revelado uma ilha de justiça num mar de impunidade, a Lava Jato pode levar à punição dos criminosos e à recuperação de boa parte do dinheiro. Contudo, se não mudarmos as condições que favorecem a corrupção no Brasil, ela continuará a brotar. Na Lava Jato, tratamos de um tumor, mas o sistema é cancerígeno. Precisamos tratar o sistema, e nisso surgiu a iniciativa das 10 medidas. Além disso, a Lava Jato renova esperanças e quebra o cinismo, a descrença no Brasil e no funcionamento das Instituições. Ela foi o ponto de apoio sobre o qual foi colocada a alavanca das 10 Medidas, a qual pode nos ajudar a mover esse mundo de corrupção.
ISTOÉ – Se aprovadas, essas medidas poderão ser aplicadas de imediato, aos réus da Lava Jato?
Dallagnol – O foco das medidas não é tratar dos fatos da Lava Jato, mas sim evitar que novos escândalos de corrupção se repitam no futuro. Hoje colhemos os frutos de nossa inércia no passado em relação à corrupção. Precisamos plantar hoje as 10 medidas, para colhermos amanhã um País com menos corrupção e impunidade. Estudos mostram que quanto menor for a corrupção, melhor é a renda, a saúde, a educação, a efetividade do governo e a competitividade das empresas no cenário global. As medidas se aplicarão, em geral, apenas para novos crimes praticados após a sua eventual aprovação. Isso é uma regra absoluta quanto a novos crimes e aumento de penas. Contudo, algumas mudanças de procedimentos, e não punições, como a agilização dos recursos, serão aplicadas a casos em andamento, trazendo uma eficiência maior para a Justiça.
ISTOÉ – O ministro Alexandre de Moraes, da Justiça, defende que corruptos não tenham direito a progressão de pena.
Dallagnol – São duas estratégias diferentes com o mesmo objetivo de tornar o crime de corrupção um crime de alto risco. Prefiro a nossa, mas não retiro o valor de outras. Há três regimes de cumprimento de pena: fechado, semiaberto e aberto. A proposta do ministro Alexandre de Moraes tem por premissa o fato de que um condenado por corrupção pode em geral progredir do regime fechado para outro mais brando após cumprido apenas um sexto da pena. Uma progressão mais severa para casos de corrupção, na linha do que ele propõe, pode ser positiva. Contudo, se não alterarmos as penas atuais da corrupção, o corrupto não chega sequer a se submeter a qualquer dos três regimes, pois na prática a pena é substituída por medidas leves como prestação de serviços comunitários e doação de cestas básicas. Além disso, essa pena branda é perdoada completamente por um indulto natalino após cumprido um quarto da pena. Nossa proposta muda essa realidade, aumentando as penas e convertendo a corrupção que envolve valores maiores em crime hediondo, o que impede o indulto.
ISTOÉ – A delação premiada não vai na contramão dessas medidas, uma vez que, além de reduzir a pena do réu ainda o coloca em liberdade num prazo curto de tempo?
Dallagnol – A colaboração premiada e as 10 Medidas convergem: ambas objetivam maximizar a punição de corruptos e a recuperação do dinheiro desviado. As colaborações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef são emblemáticas. Se não tivéssemos feito os acordos com eles, teríamos apenas um caso criminal de médio porte envolvendo propinas de cerca de R$ 26 milhões pagas a um diretor da Petrobras em função de um contrato, de uma empresa. As colaborações revelaram mais de R$ 6 bilhões de propinas envolvendo centenas de grandes empresários, diretores da Petrobras, políticos e outros funcionários públicos, em centenas de contratos, de dezenas de empresas. Não teríamos um só real de ressarcimento até hoje, quando mais de R$ 3 bilhões de reais foram recuperados pela Lava Jato para a sociedade. Acordos de colaboração têm efeito multiplicador. Você preferiria ficar com a condenação integral de Paulo Roberto e Youssef ou ter todo o caso que temos hoje? Os acordos de colaboração, que são o motor que move a Lava Jato, só são feitos quando manifestamente favoráveis ao interesse público. Segundo a famosa máxima que guia os acordos, troca-se uma sardinha por um tubarão, ou um peixe por um cardume.
ISTOÉ – O presidente do Senado, Renan Calheiros, mostrou disposição de resgatar o projeto que trata de punição a crimes de abuso de autoridade. Isso pode prejudicar a Lava Jato?
Dallagnol – É esperado que investigados reajam às investigações, inclusive por métodos ilegítimos. Vimos isso várias vezes ao longo do caso. Um dos contra-ataques se materializou pela propositura de um projeto que altera a lei de abuso de autoridade. A proposta cria punições para “abusos” que são descritos de modo vago, permitindo interpretações que enquadrem investigadores que estavam apenas fazendo regularmente o seu trabalho. Para piorar, a acusação criminal do suposto “abuso” poderá ser feita diretamente pelo investigado, como método de intimidação ou vingança contra membros do Judiciário, Ministério Público e Polícia. Não é criada nenhuma punição para abusos por parte de políticos. O momento, conteúdo e urgência do projeto tornam claro que é um cavalo de Troia para obstruir a ação de investigadores, especialmente da Lava Jato. Não é a primeira reação e não será a última. Até agora, a sociedade tem protegido as investigações, mas precisamos continuar atentos.
ISTOÉ – Se o Congresso decidir vetar algumas das 10 propostas, qual o sr. acha que não deve ficar de fora?
Dallagnol – Perguntar isso para mim é como perguntar a um pai qual dos filhos precisa ser salvo, é uma escolha de Sofia (risadas). A corrupção é um fenômeno complexo. Não existe solução simples. Por isso é que precisamos das 10 Medidas, que atacam o problema em diversas frentes: prevenção, punição adequada, fazer a punição sair do papel e recuperar o dinheiro desviado. Para além dessas medidas todas, precisamos ainda de reforma política, assunto sobre o qual temos uma expectativa de que o Congresso possa se debruçar num horizonte razoável de tempo.
ISTOÉ – Há uma proposta que recomenda a criação de medida para confiscar o patrimônio do condenado que corresponda à diferença entre o patrimônio de origem lícita e o patrimônio total. Como o MP fará essa distinção?
Dallagnol – É senso comum que o crime não deve compensar. O problema é que, no mundo real, ele compensa. Isso não só no Brasil. Segundo uma pesquisa de um professor da PUC/PR, Sólon Linhares, no Reino Unido o crime organizado teve um ganho de 15 bilhões de libras, mas apenas 125 milhões foram recuperados. De 903 milhões na Alemanha, 113 foram alcançados. Criminosos que adotam um estilo de vida criminoso, o criminal lifestyle, dificilmente são pegos e, quando são, respondem pela pequena parte dos seus crimes que foi descoberta e comprovada, como aconteceu com Al Capone. Para mudar isso, vários países, como Portugal, Alemanha, Espanha e Itália, criaram um instrumento legal chamado de confisco alargado, que propomos dentre as 10 medidas. A proposta permite o confisco, no caso de condenação por crimes gravíssimos e que geram muito dinheiro, como tráfico de drogas e corrupção, não só dos valores diretamente vinculados aos crimes descobertos, mas de todo o patrimônio sem origem lícita daquela pessoa. É feita toda uma análise de patrimônio e o próprio investigado pode mostrar que o dinheiro tem origem legal. O confisco acontecerá apenas quando não houver indicativo de que o dinheiro tem fonte legítima. E a dúvida, no processo penal, favorece o réu.
ISTOÉ – Na Itália, logo depois da Operação Mãos Limpas, veio uma legislação nova para acobertar os corruptos. O sr. não teme que haja um efeito parecido no Brasil?
Dallagnol – Tememos sim. O número de investigados poderosos cresce a cada dia. Nós não temos poder econômico ou político. A sociedade é nosso único escudo. A Lava Jato simboliza o desejo ardente do coração do brasileiro de dar um basta na corrupção e é a identificação com essa causa que nos protege. Na Itália, a reação veio exatamente dois a três anos após o início da investigação, momento que vivemos hoje. Temos receio de que as pessoas se acostumem com tanta notícia de corrupção, percam a capacidade de se indignar ou se envolver e que o interesse pela causa esfrie. Isso pode trazer dois efeitos negativos. O primeiro é abrir um flanco para ataques contra a Lava Jato e as investigações, com a aprovação de leis que atrapalham o combate à corrupção e objetivam proteger os investigados contra uma ação justa da Justiça. Na Itália, por exemplo, foi aprovada uma lei apelidada de “salva ladrões”, que proibia a prisão preventiva nos casos de corrupção. O segundo é o risco de que a corrupção sistêmica não receba um tratamento adequado. Esse grave problema já foi diagnosticado há mais de dois anos e ainda não foram feitas as reformas necessárias. Se queremos um País com menos corrupção, precisamos aprovar as 10 Medidas e uma boa reforma política.

Lava Jato na órbita de Dilma



O depoimento de João Santana já teve um primeiro efeito: obrigou Dilma Rousseff a admitir que sua campanha pode ter sido bancada com dinheiro sujo.
Mas isso não é nada.
Petistas disseram a Gerson Camarotti que João Santana, em sua delação, "pode fazer um estrago envolvendo não só as campanhas de Dilma em 2010 e 2014, revelando novos fatos, mas também na campanha de Lula à reeleição em 2006".
Os mesmos petistas disseram também que, "seja qual for o resultado da votação no Senado, a Lava Jato entrou na órbita de Dilma Rousseff de forma definitiva".

Propina de Dilma no Caribe é delatada



Vai dormir, Dilma Rousseff.
O Estadão acabou de informar que o juiz Sergio Moro homologou nesta sexta-feira os acordos de delação premiada dos três executivos que montaram o “banco da propina” da Odebrecht, no Caribe.
Foi o banco da propina que transferiu para a conta da propina de João Santana a propinaque a Odebrecht pagou para Dilma Rousseff.

Ops, JEC, perdeu de novo



José Eduardo Cardozo, em fevereiro deste ano:
"Tenho absoluta convicção de que a campanha da presidente Dilma Rousseff não recebeu um centavo sequer de caixa dois".
Perdeu, JEC. De novo.

Coletiva de Moraes surpreendeu investigadores



O Antagonista apurou com fontes da investigação da Operação Hashtag que a coletiva do ministro Alexandre de Moraes pegou a todos de surpresa. Diante das informações truncadas de Moraes, o juiz Marcos Josegrei da Silva foi obrigado a convocar a imprensa para dar explicações.
Não é comum que juízes federais convoquem a imprensa para falar de inquéritos em andamento. O próprio Sérgio Moro nunca deu entrevistas para falar especificamente sobre investigações da Lava Jato.
"Não era para ter coletiva, nem era para que a investigação vazasse. Tudo deveria ter ficado em sigilo, inclusive as prisões", diz um dos investigadores.
Ficou claro que Moraes quis explorar politicamente o caso às vésperas das Olimpíadas.

O "verdadeiro operador" de Gleisi



A PGR chamou Paulo Bernardo de "verdadeiro operador" de Gleisi Hoffmann.
A Folha de S. Paulo obteve uma cópia da denúncia contra o casal, assinada por Ela Wiecko.
Ela diz:
"O desempenho dessa função por Paulo Bernardo, como um verdadeiro operador de sua esposa – inclusive valendo-se da importância do ministério então por ele ocupado –, exatamente como dito por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que o apontaram como solicitante da vantagem indevida em favor da codenunciada Gleisi".
E mais:
"A denúncia aponta elementos concretos em relação à lavagem de dinheiro da propina repassada à Gleisi, com atuação de Paulo Bernardo".

Mesmo sem dinheiro, presos na Hashtag queriam bomba



O procurador Rafael Brum Miron, responsável pela Operação Hastag, disse à Folha que os suspeitos presos ontem "eram bem agressivos" e diziam que deveriam "matar infiéis". Eles compartilharam informações sobre a construção de bombas, segundo Miron.
Mas não tinham recursos para agir imediatamente. "Não temos ninguém comprando passagem para Rio, por exemplo. Nenhum deles era rico, eles não tinham recursos. Eles queriam viajar para a Síria e também não tinham dinheiro."
O ANTAGONISTA AGORA TEM UMA NEWSLE

Moro mantém "mente aberta" sobre Lula



Sergio Moro rebateu há pouco as alegações da defesa de Lula de que teria perdido a imparcialidade para julgar seu caso. O juiz disse que mantém a "mente aberta" para "mudar de convicção se for o caso", após "pleno contraditório e debates".
Moro afirmou ainda que rejeitou vários pedidos do MPF e que Lula "não se transformou em um preso político por ter sido conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal por pouca horas".

Um clássico siciliano

Junior da Hypermarcas



João Alves de Queiroz Filho, o Júnior da Hypermarcas, foi surpreendido em casa com uma encomenda sugestiva: uma caixa com um peixe enrolado num jornal.
Ele entendeu como uma ameaça vinda de gente delatada por seu ex-diretor Nelson Mello. Júnior tem evitado sair de casa, desde então.

Lula na penumbra



Na denúncia protocolada ontem, na Justiça Federal em Brasília, o procurador Ivan Marx disse que não se deve esperar uma prova cabal da participação de Lula na tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró.
"Não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre restará na penumbra, protegido, de modo que não há de se esperar, contra este, uma prova tal como uma ordem objetiva gravada ou mesmo uma filmagem de entrega pessoal de valores."
Segundo Marx, Delcídio do Amaral aponta Lula como "sendo o chefe da empreitada".
"Aqui, a narrativa de Delcídio se demonstrou clara, plausível e, ainda, corroborada pela existência das reuniões prévias que realizou com Lula antes de Bumlai passar a custear os valores destinados a comprar o silêncio de Cerveró."

Perdeu, Cristiano Zanin

Cristiano Zanin  Advogado de Lula



Obviamente, Sergio Moro negou o pedido da defesa de Lula para que se declarasse suspeito em relação aos casos envolvendo o petista. Moro escreveu que os advogados de Lula confundem “sua inconformidade com as decisões judiciais com causas de suspeição”.
Perdeu, Cristiano Zanin. Perdeu, Roberto Teixeira.

Foragido da operação antiterrorismo da PF se entrega em Mato Grosso


Suspeito se entregou à polícia em Vila Bela da Santíssima Trindade.
Operação batizada de Hashtag foi deflagrada a 15 dias da Rio 2016.

André SouzaDo G1 MT
Suspeito de ligação do Estado Islâmico, o mecânico Leonid El Kadre de Melo, que estava foragido, se entregou nesta sexta-feira à polícia na cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá. Além do mecânico, a Polícia Federal havia prendido outros dez suspeitos de planejar um ataque durante a Olimpíada, na Operação Hashtag. Um suspeito de integrar o grupo segue foragido. Eles são suspeitos, segundo o Ministério da Justiça, de terem realizado "atos preparatórios" visando ações terroristas. veja vídeo
Na quinta-feira (21), a polícia chegou a cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de Leonid, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá.
Segundo a Polícia Federal, o suspeito se entregou a uma equipe de policiais por voltas das 18h [horário de Mato Grosso]. Ele deve ser ouvido e depois encaminhado a um presídio federal. Ainda segudo a PF, por questão de segurança, o local para onde ele será  levado não dever divulgado.
Estas foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que tem cometido atentados em várias partes do mundo.
Segundo a PF, os dez presos na Operação Hashtag foram levados para o presídio federal de Campo Grande. A unidade é de segurança máxima e recebe presos de alta periculosidade, como o traficante Fernandinho Beira-Mar, que está detido no local.
'Nunca desconfiei'
G1 entrou em contato com a ex-mulher de Leonid El Kadre nesta sexta-feira (22). Marissol Dias, de 21 anos, afirmou que nunca desconfiou da ligação do marido com o Estado Islâmico. Eles permaneceram casados por seis anos e oito meses. "Ele era um bom pai e um bom marido. A única relação dele com o islamismo era a religião. Por causa disso, eu também me converti", declarou.
O casal está separado há cerca de quatro meses e mantém contato apenas por causa do filho. Segundo Marissol, a útlima vez que falou com o ex-marido foi no último final de semana, após o suspeito passar alguns dias com o filho. "Desde então, ele não entrou em contato comigo ou com o filho", disse.
'Célula amadora'
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse em entrevista coletiva na quinta-feira que os investigados na operação não tiveram contato com membros do Estado Islâmico e que se trata de uma "célula absolutamente amadora", porque não tinha "nenhum preparo".
Moraes disse que o grupo mencionava a intenção de comprar um fuzil AK-47 em uma loja clandestina no Paraguai.
Ainda segundo o ministro, os investigados na operação, batizada de Hashtag, nunca tinham se encontrado pessoalmente e eram monitorados há meses pela polícia. Eles costumavam se comunicar pela internet, por meio dos aplicativos de mensagem instantânea WhatsApp e Telegram.

Segundo o Ministério da Justiça, os investigados na operação responderão individualmente pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa.

Atriz Claudia Rodrigues é assaltada em bairro nobre de Curitiba: “Quebraram o meu pé” Vídeo


Da Redação
claudia-rodrigues
(Foto: Reprodução)

A atriz Claudia Rodrigues publicou, nesta sexta-feira (22), um vídeo no Youtube em que conta que foi assaltada por dois homens armados em Curitiba.
“Eu vim aqui dar uma notícia triste. Eu, minha filha Elisa e a minha empresária Adriane fomos assaltadas em um bairro nobre de Curitiba por
dois homens armados, com muita violência”, contou no vídeo, que tem um minuto de duração.
Segundo a atriz, que não especificou o local onde o crime aconteceu, os bandidos tiraram as três do carro com agressividade. “Quebraram o meu pé, meu tornozelo e minha fíbula. Vou ficar dois meses sem colocar o pé no chão”, completou.
Devido aos ferimentos, ela precisou adiar a estreia do programa “Cara a Cara com Claudia Rodrigues”, que faria no Youtube em outubro. “Meus planos mudaram (…). Passou para o ano que vem”.
A atriz luta contra a esclerose múltipla e estava se locomovendo com a ajuda de um andador.
Assista ao vídeo abaixo: