Gleisi e o processo


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Do Carlos Brickmann
O processo contra a senadora Gleisi Hoffmann, do PT paranaense, será animadíssimo – e não apenas por Gleisi ser ministra e amiga de Dilma e esposa de outro político petista de importância, o ex-ministro Paulo Bernardo; mas por esbarrar no porto cubano de Mariel, construído pela Odebrecht e financiado pelo BNDES. Pode roubar as manchetes.

Ministério do Trabalho diz que situação da força-tarefa é um ‘barril de pólvora’


VILA OLÍMPICA/VILA DOS ATLETAS/OLIMPÍADAS RIO 2016
O Ministério do Trabalho classifica como um “barril de pólvora” a situação dos trabalhadores que realizam os últimos reparos na Vila dos Atletas, onde já estão hospedados quase 3 mil atletas que vão disputar os Jogos Olímpicos do Rio. Nesta quarta-feira, o Comitê Rio-2016 foi autuado, em valor que pode chegar a mais de R$ 300 mil, pela contratação irregular da chamada “força-tarefa” montada para resolver os problemas apontados publicamente pelos australianos no domingo. Outra autuação será por embaraço à ação fiscal. As informações são do Estadão.

Depois de passar cerca de uma hora dentro da Vila dos Atletas, quatro auditores do Ministério de Trabalho contaram que o Comitê Rio-2016 não ofereceu a eles acesso à lista com os empregados que trabalham na força-tarefa desde a última segunda-feira. Inicialmente, no domingo, o Rio-2016 informou que contrataria 500 pessoas. Depois, afirmou que seriam 600.
“A fiscalização (do Ministério do Trabalho) foi ao escritório do Comitê (Rio-2016) em busca dos documentos, mas o comitê está sonegando esses documentos para fiscalização. A gente já tentou de todas as formas. A gente quer ter acesso a lista dos credenciados e o comitê não apresenta”, contou Hércules Terra, que comandou a ação do Ministério do Trabalho.
Os fiscais queriam que o Rio-2016 apresentasse a lista com o nome de todos os trabalhadores envolvidos na força-tarefa e que foram contratados sem carteira de trabalho, o que fere a legislação trabalhista. “Não tem uma carteira de trabalho aqui. Ele (um funcionário da comunicação do Rio-2016) quis me retirar desse local (da área onde a imprensa tem acesso) para tentar abafar o caso. Chegamos lá, ficamos quase 40 minutos em pé esperando e nenhum documento foi apresentado”, reclamou Terra.
A autuação será por funcionário contratado de forma irregular. O Ministério do Trabalho tem a informação de que seriam 630 trabalhadores e, por cada um deles, o Rio-2016 teria que pagar uma multa de cerca de R$ 500.
A ausência da carteira de trabalho assinada, entretanto, não é o único problema. Os fiscais também receberam relatos dos trabalhadores, contando que eles têm feitos turnos de até 23 horas. O funcionários do Ministério queriam saber que horas cada funcionário começou o expediente, mas o comitê teria omitido os documentos.
“Esses empregados, além da falta de registro estão trabalhando em excesso de jornada. Estão trabalhando 23 horas. Com isso, aumenta em muito o risco de acidente de trabalho. Essa situação aliada à falta de registro é um barril de pólvora”, alertou Terra.
Questionado mais cedo sobre o caso, o Rio-2016 alegou que têm um contrato especial com o Ministério do Trabalho e que estava apresentando toda a documentação aos fiscais. Terra negou que haja qualquer tipo de contrato especial, da mesma forma que disse que nada foi apresentado pelo Rio-2016.
(Foto: Wilton Junior/Estadão)

Juízes fazem ato em Curitiba contra projeto de Renan; Moro confirmou presença


Renan Calheiros antônio cruz abr(1)
Juízes federais, juízes estaduais, procuradores da república, promotores públicos, procuradores de justiça, delegados da Polícia Federal e estadual e servidores públicos vão realizar um ato nesta quinta-feira (28) contra o projeto de lei do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que altera a Lei de Abuso de Autoridade (PLS 280/2016) para dificultar operações de combate à corrupção, como a Lava Jato e a Zelotes. O juiz Sérgio Moro, da força-tarefa da Lava Jato, confirmou presença.
Organizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), pela Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), pela Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) e pela Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR), com o apoio de outras entidades, a manifestação terá início às 15h, na sede da Justiça Federal, na Avenida Anita Garibaldi, 888, no Bairro Ahú, em Curitiba (PR).
Para a Ajufe, vários dispositivos do projeto de lei do Senado Federal abrem a possibilidade de punição ao juiz pelo simples fato de interpretar a lei – o que atinge diretamente a independência e criminaliza a atividade judicial. No entendimento da Ajufe, o texto tem o objetivo de intimidar juízes, desembargadores e ministros, além de outras autoridades, na aplicação da lei penal, sobretudo em casos de corrupção que envolvam criminosos poderosos, políticos, empresários e ocupantes de cargos públicos.
“Sem um Judiciário independente os juízes não podem fazer seu trabalho e ficarão à mercê de poderosos, verdadeiros alvos dessas operações”, afirma o presidente da Ajufe, Roberto Veloso.
Todos contra
A iniciativa de Renan foi criticada por líderes partidários. Ronaldo Caiado (DEM-GO), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Álvaro Dias (PV-PR) disseram que o momento não era “oportuno” para pautar o projeto, uma vez que vários congressistas, inclusive Renan, são investigados pela operação Lava Jato.
O líder da Rede, Randolfe Rodrigues (AP), chegou a dizer que o projeto tinha o objetivo de “intimidar” o Ministério Público e as investigações da Lava Jato. Em entrevistas, Renan Calheiros disse que aprovar a proposta não é uma tentativa de interferir nas investigações da Lava Jato.
A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) assinalou que o projeto que define os crimes de abuso de autoridade, em tramitação no Senado, é “inoportuno, porque este tipo de punição já é regulamentada”. “É estranho que um projeto que trata de assunto já regulamentado ocupe a agenda no Congresso Nacional em um momento em que nosso país discute o aperfeiçoamento do combate à corrupção”, disse o presidente da ADPF, Carlos Sobral.
O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, afirmou que o projeto tem por objetivo atrapalhar e dificultar a operação em curso. Ele destacou que os riscos da operação se intensificaram na medida em que as investigações passaram a atingir pessoas influentes e poderosas.
Petição online
Em apenas sete dias a petição Ajufe no site Avaaz coletou 68 mil assinaturas contra o projeto de lei de Renan Calheiros. Na petição online, a Ajufe convida todos os cidadãos do país a participarem contra o projeto de lei do Senado que muda as regras atuais da Lei, criminalizando, em alguns artigos, diretamente a atividade judicial (PLS 280/2016). As assinaturas chegam de todos os estados do Brasil e também há nomes de fora do país.

Google Maps dá endereço do Templo de Salomão em busca por ‘anticristo’


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(Foto: Reprodução)

Os internautas que procuram a palavra “anticristo” no buscador do Google Maps são automaticamente direcionados a um estranho resultado: o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), localizado no Brás, região central da capital paulista.
O endereço fornecido pelo Google (Avenida Celso Garcia, 605) corresponde ao do templo, inaugurado em julho de 2014. Procurados, o Google e a Igreja Universal ainda não se manifestaram.
Com 100 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 35 mil metros quadrados, o Templo de Salomão é considerado o maior do País e tem capacidade para 10 mil fiéis, além de dispor de 1,2 mil vagas de estacionamento.
No Twitter, internautas comentaram e ironizaram a busca.

Janaína: "Fomos vítimas de uma grande fraude"



Janaína Paschoal também comentou com o Antagonista a euforia petista em torno do despacho do procurador Ivan Marx, que considerou que os repasses de auxílio de taxa de juros de financiamentos do BNDES "não configuram operação de crédito nem uma prática criminosa".
"Primeiro, o doutor Ivan não é especializado na matéria. Isso é um ponto importante. Os procuradores 'de contas' têm sido muito contundentes e detalhistas ao apontarem os crimes. Segundo, com todo o respeito, eu não entendo como o doutor José Eduardo Cardozo se apega a isso como se fosse algo positivo. A leitura do PT está equivocada. Acho tão engraçado. Maquiar as contas é algo tão grave. O que o doutor Ivan está dizendo fortalece a nossa denúncia e confirma o que estamos dizendo desde o início: fomos vítimas de uma grande fraude."
O PT é uma fraude. JEC é uma fraude.

ASSESSOR DE EDINHO: "NÃO SOU LARANJA"



O Antagonista localizou Keffin Gracher no interior de São Paulo, tocando a vida num 'food truck' de massas. Em longa entrevista, ele rebateu as acusações de que tenha montado uma empresa de fachada e garante que prestou todos os serviços para a campanha de Dilma Rousseff.
Leia a entrevista exclusiva:
Qual foi exatamente o serviço que você prestou para a campanha?
Eu fazia a edição dos conteúdos dos vídeos e programas de governo para enviar via WhatsApp, para as pessoas que eram cadastradas pelo site da campanha.
Esse serviço não poderia ter sido contratado diretamente pela campanha?
Não, porque não faço disparo de WhatsApp. Eles (DCO) foram contratados, mas não deram conta do serviço por inteiro e aí entraram em contato. Eu já estava fazendo serviço para a campanha. Me procuraram e perguntaram se eu topava ajudá-los. O espaço de tempo era curto e eles não tinham know-how para isso.
Você falava lá com quem? Com o Dário?
Tinha o Dário e um representante comercial que fazia a venda do serviço.
A fiscalização na empresa dele descobriu que não há estrutura, que tudo é bem precário. Só tem um notebook e não há empregados registrados...
Envio de mensagem de texto, seja WhatsApp ou SMS, é feito por servidor. Só precisa do escritório aberto e um servidor contratado em qualquer lugar. E precisa do software. Mas o que acho interessante saber é (sic) as outras campanhas que ele prestou serviço. Ele chegou até a campanha da Dilma, pelo que eu sei, porque tinha prestado serviço para a campanha do Aécio.
A campanha presidencial?
Não sei precisar, porque não os conhecia... Mas eu queria ponderar com você que não sou nenhum ladrão, não sou nenhum laranja. Prestei diversos serviços na campanha e tenho como comprovar isso. Abri duas empresas, corretamente. Estou recebendo mensagens de pessoas me atacando, dizendo que sou ladrão.
Eu vi que você prestou outros serviços também. Você foi subcontratado por outras empresas?
Eu prestei serviço para muita gente no processo eleitoral. Eu montei uma estrutura para atender campanha. Se buscar, você vai ver na prestação de contas.
Mas só dá para identificar quando a campanha contrata você diretamente. Nesse caso, a gente só soube porque o Dário comentou que subcontratou o seu serviço. É mais difícil...
Emiti nota de tudo que recebi. Minha prestação de contas para a Receita Federal foi toda aprovada. O dinheiro foi todo legal. Não aceitei fazer serviço sem nota fiscal. Fiz diversos serviços, desde preparar material impresso de campanha até cuidar da comunicação digital, da arrecadação pela internet da campanha da presidenta. A campanha teve auditoria. Não sou criminoso.

KEFFIN GRACHER: "PRESTEI SERVIÇOS PARA A VTPB"



Na segunda parte da entrevista exclusiva a O Antagonista, Keffin Gracher diz não se lembrar de quanto recebeu da DCO Informática e revela que também prestou serviços para a gráfica VTPB.
Leiam, por favor:
Como assessor de Edinho Silva, você não via conflito de interesse em ser contratado por ele como tesoureiro da campanha?
Ele ia contratar quem? A sua empresa (O Antagonista) que faz uma oposição ferrenha a ele? Claro que não. A campanha tem que contratar quem é de confiança. Eu já tinha trabalhado com (Aloizio) Mercadante e o próprio Edinho. Uma coisa é campanha, outra coisa é governo. Nunca trabalhei com dinheiro público e fechei minhas empresas quando fui para a Presidência.
Quanto você recebeu dos R$ 4,8 milhões repassados para a DCO Informática?
Eu não vou te falar o valor, pois não me lembro do valor exato.
Na campanha da Dilma, você foi subcontratado por outras empresas. Prestou outros serviços indiretos?
Prestei, sim, mas não vou te precisar. Teve outra empresa que não me lembro o nome, para fazer o mesmo serviço, porque não tinha know-how. A campanha contratou, imaginando que as empresas fariam o serviço completo. Mas eles acabaram me subcontratando.
Foi o mesmo serviço de edição de vídeo que você fez para a DCO?
Não. Eu pegava as informações de investimento do governo federal em determinada cidade, transformava isso numa mensagem de cento e poucos caracteres para ser enviada.
Você foi contratado pela Pepper?
Não. Não tive nenhuma relação com a Pepper.
E com a Focal, do Carlos Cortegoso?
Não. Nunca tive relação...
Para gráficas, como a VTPB, você prestou serviço para mais alguma?
Prestei. Prestei para a VTPB. E acho que o que vocês fizeram foi uma coisa absurda com ela. Uma injustiça. A empresa existe e eu prestei o serviço. Eu produzi as caricaturas de todos os cards da campanha que foram impressos pela VTPB.
Suas empresa foram usadas para saques ou para repasses de valores a terceiros?
Não. Meu imposto de renda está 100%. Obviamente, fiz saques para pagamentos a fornecedores. No fluxo da campanha, você precisa pagar rapidamente, principalmente para conseguir bom preço. Para fazer as caricaturas, por exemplo, eu contratei um time de chargistas.
DCO Informática
Gráfica VTPB

Cunha faz churrasco de confraternização em residência oficial

A dez dias do fim do prazo de permanência na residência oficial da Câmara, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) promoveu na tarde desta quarta-feira um churrasco de despedida para funcionários da Casa.
Entre os convidados estão servidores do departamento de polícia, responsável por acompanhar o peemedebista nestes últimos meses. O convite de Cunha foi repassado na véspera para os servidores. “A Bernadete acabou de ligar na sala da COE convidando todos os agentes para um churrasco de confraternização que o ex-presidente Eduardo Cunha e sua esposa oferecerão para todos aqueles que com ele trabalharam, amanhã, a partir das 13:30 na residência oficial. Ele deseja a presença de todos”, diz o comunicado.
Cunha e a esposa Cláudia Cruz receberam os servidores nos jardins da residência, que fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. A festa, embalada por uma cantora, contou também com a distribuição de bebidas alcoólicas.
Ao perceberem a movimentação de fotógrafos e jornalistas nas redondezas da residência, os convidados deixaram os jardins e foram fazer a confraternização dentro do imóvel.
Pouco depois, Cunha usou o Twitter para dizer que o churrasco foi em oferecimento aos funcionários que serviram a sua família. “Quero reconhecer a dedicação de todos e agradecer a atenção dispensada a mim e a minha família nesse tempo que residi na residência oficial.”
O prazo final para Cunha deixar a residência expira no próximo dia 6, quando se completam 30 dias de sua renúncia ao comando da Casa. Ele deverá se mudar para um apartamento funcional.
No início de agosto, logo após o fim do recesso do Legislativo, há a previsão de que seu processo de cassação seja lido em plenário. A votação será aberta e para que ele perca o mandato é necessário ao menos 257 votos dos presentes.
(Com Estadão Conteúdo)

Réus do incêndio da Boate Kiss que deixou 242 mortos em 2013 irão a júri popular.


Grupo de pais soube da notícia quando estava em vigília pelas vítimas

THAIS LAZZERI
27/07/2016 - 16h23 - Atualizado 27/07/2016 17h39
Fachada da boate Kiss, destruída pelo incêndio que matou mais de 200 pessoas (Foto: Marcelo Sayão/EFE)
Há três anos e meio, todo dia 27 de cada mês é um dia de renúncia para Sergio da Silva, de 53 anos. O filho de Sergio, Augusto, de 21 anos, foi um dos 242 jovens mortos no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, uma das piores tragédias a que o Brasil já assistiu. Hoje, também dia 27, Sergio conseguiu vislumbrar um futuro “menos amargo e sombrio” para os 636 jovens feridos no incêndio e as famílias que sobreviveram à morte de um filho – ou mais de um. “Depois de três anos e meio, senti um pouco de alívio”, diz Sergio. O juiz Ulysses Fonseca Louzada decidiu que os quatro réus no processo criminal irão a júri popular.

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Pela decisão, divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, irão a júri o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, o produtor da banda, Luciano Bonilha Leão, e os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann. O juiz incluiu, ainda, dois bombeiros por fraude processual e dois ex-sócios (Elton Uroda e Volmir Panzer) por falso testemunho. Cabe recurso.

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Sergio estava com outros pais quando soube da notícia, na Praça Saldanha Marinho, onde os familiares se reúnem em vigília todas as quartas-feiras e todo dia 27. “É um dia de homenagem”, ele diz. Desde a morte do filho, Sergio passou a viver para lutar pela memória dos jovens e dos pais – e para evitar que outra tragédia se repita. Atualmente, ele é presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia. “Tenho um filho, minha mulher e força para seguir em frente. Quando me sinto abatido, olho para o lado. Tem gente que perdeu o único filho, ou os dois filhos, ou dois filhos e dois genros”, diz. “E, recentemente, perdemos pais, vítimas de depressão.”

>> Como vivem as famílias de vítimas fatais e os sobreviventes da boate Kiss

Nessa batalha jurídica, houve espaço até para uma inversão cruel de acusados e acusadores: Sergio e outros três pais tornaram-se réus por calúnia e difamação. Quando o Ministério Público retirou funcionários públicos – tanto da prefeitura quanto da promotoria – da lista final de acusados, um dos pais colou fotos de um juiz e do promotor Ricardo Lozza no tapume que ficava em frente à boate. Segundo Sergio, Lozza sabia da situação precária da boate e permitiu que o estabelecimento continuasse funcionando. “Ele entendeu como ofensa. Mas eu adoraria ter uma foto minha colada na frente da boate e ter meu filho vivo”, diz Sergio. Procurado, o Ministério Público não se manifestou.

Caixa chama a atenção da polícia e mulheres são presas por “guardarem coisas para os outros”


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Duas mulheres foram presas durante a tarde desta quarta-feira (27) após serem flagradas com um carro roubado e drogas no bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com informações repassadas pelo serviço reservado da Polícia Militar, ambas alegaram que estavam apenas “guardando” os produtos para outras pessoas, mas foram encaminhadas para a Polícia Civil.
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Foto: Divulgação Polícia Militar
Segundo a PM, a primeira suspeita foi identificada na Rua da Trindade. Com ela, a polícia encontrou o carro roubado de um empresário. Questionada sobre como teria conseguido o veículo, ela apenas alegou que o irmão havia pedido para guardar.
Com a primeira versão, a polícia a acompanhou até a casa do irmão, que fica localizada na mesma rua. Lá, apenas a esposa do suspeito se encontrava na residência. Dentro, então, uma caixa chamou a atenção dos policiais e a quatro quilos de maconha foram encontrados.
Sem dizer onde o marido estaria, ela apenas comentou que um amigo pediu para ele guardar a caixa. Ainda na residência, uma máquina de cartão foi encontrada com a suspeita.
Detidas, ambas foram encaminhadas à Delegacia de São José dos Pinhais.

Pesquisa aponta Lula como ‘pior vizinho’ e ‘maior suspeito por furto’ entre presidenciáveis


Da Redação

Pesquisa inusitada, divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta quarta-feira (27), traça um perfil dos candidatos à Presidência da República e mostra o ex-presidente Lula (PT) com baixa confiança entre os entrevistados. O petista, por exemplo, é o mais citado quando a pergunta é “quem você não gostaria de ter como vizinho”. Lula aparece com 43,9% das citações, bem a frente de Aécio Neves (PSDB), que aparece com 17,4% das intenções e Jair Bolsonaro (PSC), 11,3%.
Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
Lula também lidera a pergunta “Se o Sr estivesse em uma festa na sua casa com todas essas pessoas e sumisse algum item de valor, qual dessas pessoas seria o maior suspeito?”. O ex-presidente tem 46,7% das citações, contra 16,9% de Aécio Neves e 5,8% de Bolsonaro.
Quando o assunto, porém, é quem você chamaria para dentro de sua casa, Marina Silva (Rede) lidera. Ela aparece com 20,2% entre os presidenciáveis que seriam convidados para um almoço. Lula tem 15,1% e Aécio 12,6%. Já em quem as pessoas confiariam para cuidar de um filho pequeno, a ex-ministra tem 31,9%, mais que o triplo do segundo presidenciável.
De acordo com a Paraná Pesquisas, o universo da pesquisa abrange a população brasileira. Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 2.020 habitantes. A amostra representa um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de 2% para os resultados gerais.
Eleições
Em panorama sobre as eleições, o levantamento aponta que 67,1% dos entrevistados é a favor de novas eleições ainda neste ano.
Questionados ainda sobre uma possibilidade de disputa eleitoral entre o juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Lula. O juiz lidera com 57,9% contra 21,3% do petista.

Homem é assassinado com 15 tiros em casa de Curitiba e vizinhos apelidam espaço de “Pensão da Morte”


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Um homem de aproximadamente 45 anos foi assassinado com pelo menos 15 tiros durante a tarde desta quarta-feira (27) em um local popularmente conhecido por vizinhos como “Pensão da Morte”, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. De acordo com testemunhas, o local é conhecido pelos constantes assassinatos e tráfico de drogas.
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Foto: Flávia Barros – Banda B
“A polícia tinha que fechar isso aqui. Além de assassinatos, é um espaço muito propício para o mosquito da dengue e ratos. Usuários de drogas estão aí todas as noites e parece que nada é feito”, disse um morador que preferiu não se identificar.
Segundo o morador, não é nem possível precisar quantas vezes a polícia já foi acionada para homicídios no local. “Todo mundo tem medo de passar por aqui, se algo não for feito, isso aqui tende a ficar cada vez pior”, concluiu.
Na situação desta quarta, a Polícia Militar informou que dois homens invadiram o espaço e atiraram várias vezes contra a vítima, que morreu na hora.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

Diretor do IML reconhece que corpos estão empilhados e diz que enterros começam nos próximos dias


Por Marina Sequinel
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(Foto: Divulgação/AEN)

diretor do Instituto Médico Legal (IML) do Paraná, o médico Carlos Alberto Peixoto Baptista, reconheceu que as condições do local são precárias. No momento, 140 corpos lotam a câmara fria, espaço com sistema de refrigeração, aguardando liberação para serem enterrados.
“Todo mês, o IML realiza de 300 a 400 perícias por mortes violentas. Desses casos, de 20 a 30 corpos não são reclamados pelas famílias. Ou seja, o acúmulo é muito grande. Os cadáveres que se encontram hoje no local estão em prateleiras e em estrados no chão. Infelizmente, não temos como colocar um a um em cada suporte em um espaço que tem capacidade para 70 a 80 pessoas. Ninguém está feliz com essa situação”, disse Baptista em entrevista ao radialista Geovane Barreiro no Jornal da Banda B 2ª Edição.
As condições do local vieram à tona depois que ouvintes entraram em contato com a reportagem na manhã desta quarta-feira (27). Eles denunciaram o caso do corpo de um andarilho que ficou três dias em uma Unidade de Saúde esperando pelo sepultamento.
Diante da situação, o diretor explicou os procedimentos tomados pelo IML a partir do momento em que um corpo é recebido. “Primeiramente, nós preservamos o material biológico para identificação e remetemos os papéis para o Ministério Público e Tribunal de Justiça. Depois que eles são aceitos, encaminhamos ao serviço municipal para que os corpos sejam enterrados. Dos 140 que temos hoje, 30 já possuem determinações judiciais para o sepultamento, que deve acontecer na próxima semana. Enquanto isso, os outros 110 estão sendo analisados”, completou.
Segundo ele, o principal empecilho não está na esfera judicial, mas sim na municipal, já que a prefeitura de Curitiba arca sozinha com os enterros, mesmo que os corpos sejam da região metropolitana (RMC). “As pessoas precisam entender que a finalidade do IML não é guardar cadáveres. Nós precisamos fazer a perícia e liberá-los para a família. Só que, quando não há parentes, o morto passa a pertencer ao município. E, com a alta demanda, há momentos em que a prefeitura, sozinha, não tem condições de nos fornecer locais para os enterros”.
É por isso que, de acordo com ele, seria importante a colaboração dos serviços dos municípios da RMC. “Se cada cidade nos oferecesse um ou dois lugares, já nos ajudaria bastante. Em relação a isso, nós já estamos conversando com departamento de Epidemiologia da capital, com as secretarias de saúde da RMC e a Secretaria de Segurança Pública do Paraná”, comentou Baptista.
Corpos empilhados
Hoje, o IML conta com 140 corpos, isolados em sacos plásticos, empilhados em prateleiras e amontoados no chão. “A situação é complicada e nós como profissionais da saúde não podemos esquecer que se tratam de pessoas. Quando acontece uma acumulação como essa, muitas vezes, para retirar um corpo, temos que remover outros 40. Por isso, a câmara frigorífica é aberta e fechada o tempo todo, então vai ter chorume e mau cheiro na vizinhança. Nós nos preocupamos muito com isso”.
Uma nova sede do IML no bairro Tarumã, prevista para ser concluída em fevereiro do ano que vem, terá a capacidade de armazenar de 150 a 200 corpos. No entanto, segundo o diretor, só isso não resolverá o problema. “A nossa expectativa é muito grande, porque teremos espaços limpos e adequados para a prática de exames. Mas, repito, precisamos também de ajuda dos outros municípios para conseguir locais para os enterros”, finalizou.