Gleisi ignora indiciamento do marido por corrupção e insiste em defender a “revolução” de Dilma


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Do Ucho Haddad
Por fanatismo ou delírio ideológico, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) tem se concentrado em defender a presidente afastada Dilma Rousseff e sua “revolução”. É o que mostram as postagens da parlamentar no Facebook. A “revolução petista” que tanto encanta Gleisi trouxe de volta a inflação e o desemprego, além de ter produzido os maiores escândalos de corrupção da história da República. Em alguns desses escândalos, a própria Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, estão envolvidos.

Enquanto Gleisi visita assentamentos do MST exibindo caros adereços de grifes de luxo, confraterniza-se com o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo (o “reprodutor de batina”) e dedica-se a uma defesa estridente de Dilma, a Polícia Federal indiciou Paulo Bernardo por corrupção passiva e organização criminosa.
Bernardo é alvo da Operação Custo Brasil, desdobramento da Operação Pixuleco II (18ª fase da Operação Lava-Jato), é acusado de envolvimento em um esquema criminoso que surrupiou R$ 100 milhões de servidores federais que recorreram aos empréstimos consignados. Segundo a PF, as investigações mostraram indícios de materialidade e autoria de Paulo Bernardo, sendo que o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público na última sexta-feira (22).
O MPF poderá apresentar denúncia à Justiça Federal, reenviar o inquérito policial à PF para novas diligências investigativas ou requerer à Justiça o arquivamento da investigação.
A Operação Custo Brasil foi deflagrada em 23 de junho para apurar o pagamento de propina a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG, relacionado a contratos de prestação de serviços de informática, entre os anos de 2010 e 2015.
A empresa contratada para o serviço de gerenciamento dos empréstimos e o respectivo pagamento das parcelas, o Grupo Consist, cobrava mais do que deveria e repassava 70% do seu faturamento para o PT e próceres da legenda, segundo informaram a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal.
A propina paga entre 2009 e 2015 teria chegado a cerca de R$ 100 milhões. “Dezenas de milhares de funcionários públicos foram lesados”, disse o superintendente da Receita Federal em São Paulo, Fábio Ejchel.
Não obstante esse cenário de fazer inveja ao personagem Al Capone, a senadora petista continua devendo uma explicação convincente sobre a nomeação de um pedófilo codnenado a mais de cem anos de prisão ao cargo de assessor especial da Casa Civil. Eduardo Gaievski, amigo de Gleisi e Paulo Bernardo, chegou ao Palácio do Planalto com a incumbência de coordenar os programas federais destinados a crianças e adolescentes, tudo no melhor estilo “raposa tomando conta do galinheiro”.

Ministério da Saúde exonera 73 funcionários de cargos em comissão


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O Ministério da Saúde publicou no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (28) as exonerações de 73 funcionários que ocupavam cargos em comissão (aqueles que não são preenchidos por concurso público). Segundo o ministro Ricardo Barros, as exonerações atendem a uma determinação do governo do presidente em exercício Michel Temer de cortar gastos com cargos em comissão nos ministérios. As informações são do G1.

Ainda segundo ministro, os cargos vagos serão ocupados interinamente por servidores de carreira do ministério. Entre os exonerados estavam funcionários que exerciam cargos de coordenação, assessoria técnica e gerentes de projeto.
Segundo Barros, a Saúde exonerou funcionários além da determinação do Planalto porque identificou um “aparelhamento” da pasta. Ele participou de uma entrevista coletiva na qual a pasta anunciou compra de medicamentos para a hepatite C.
“Houve uma orientação do Palácio do Planalto para que fizéssemos as exonerações em todos so ministérios, estamos cumprindo “, disse o ministro. “O Ministério da Saúde cortou muito além dos 190 que foram solicitados pelo Palácio. Eliminamos em cargos comissionados 315, muito além da meta estabelecida pelo Palácio, porque há sim um aparalhamento do Estado brasileiro que precisa ser desfeito. Nós precisamos enxugar a máquina e trabalhar com as pessoas necessárias para um bom funcionamento da instituição”, completou Barros.
(Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados)

Projeto que altera lei de abuso de autoridade é preocupante, diz Moro


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Juízes protestaram na tarde desta quinta-feira (28) em frente à sede da Justiça Federal de Curitiba contra o projeto do senador e presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) que altera a lei de abuso de autoridade. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, discursou no local e classificou a proposta como “preocupante”.
Moro já havia criticado a proposta em Brasília. Com a alteração da lei de abuso de autoridade (PLS 280/2016), as operações de combate à corrupção, como a Lava Jato e a Zelotes, podem ser dificultadas, segundo a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). De acordo com a associação, o projeto de lei do Senado Federal dá abertura para a punição ao juiz pelo fato de interpretar a lei, atingindo a independência e criminalizando a atividade judicial. A Ajufe também disse que se trata de uma forme de intimidar juízes, desembargadores, ministros e outras autoridades na aplicação da lei penal, principalmente em casos de corrupção que envolvam políticos, empresários e ocupantes de cargos públicos.

Sobre o assunto, Renan Calheiros já afirmou que “há mais malícia do que notícia” na repercussão da iniciativa que ele teve ao dar prioridade a projeto que atualiza a legislação sobre crimes de abuso de autoridade. “Essa é uma lei para combater abusos de todos, inclusive do Congresso Nacional”, disse o senador. Com informações do G1 Paraná.
(Foto: Marcelo Rocha/RPC)

NET demite funcionário que enviou mensagens pornográficas para cliente


Fotógrafa de Santos (SP) usou as redes sociais para revelar o assédio.
Operadora divulgou uma nota à imprensa nesta quinta-feira.

Do G1 Santos
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Assédio foi feito por meio da WhatsApp e divulgado pela fotógrafa Juliana (Foto: Arquivo Pessoal)Assédio foi feito por meio da WhatsApp e divulgado pela fotógrafa Juliana (Foto: Arquivo Pessoal)
A NET, empresa de serviços de comunicação, demitiu o funcionário suspeito de assediar uma cliente da operadora por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. A santista Juliana Barros afirmou que o ex-funcionário enviou mensagens com teor sexual a ela.
De acordo com a santista, o contato entre a vítima e suspeito começou no fim de junho, quando ele foi até a casa de Juliana para realizar um serviço de instalação de adaptador. Como ela não possuía o aparelho no momento do atendimento, deixou seu telefone de contato com a fotógrafa para acioná-lo assim que o equipamento fosse adquirido por ela.
Em nota, a NET informou que identificou o funcionário e o desligou da empresa. Além disso, afirmou que o caso está em apuração na esfera criminal, por meio de um boletim de ocorrência registrado pela cliente, e que a empresa permanece à disposição para colaborar com a investigação policial.
Juliana foi assediada por meio de mensagens e fez denuncia pelas redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)Juliana foi assediada por meio de mensagens
(Foto: Arquivo Pessoal)
Mensagens
Em contato com o G1, Juliana explicou como foi o contato do funcionário com ela.
"Mandei mensagem para ele, uma semana após a visita [começo de junho] avisando que não consegui encontrar o equipamento. Ele falou que ia me ajudar com um adaptador similar que ele tinha e me chamou de gata. Isso já chamou minha atenção, mas levei adiante", disse.
Dias depois, Juliana chamou o funcionário para entregar o equipamento. A fotógrafa conta que o rapaz chegou na residência tarde da noite. Por conta do horário, ela preferiu descer e pegar o aparelho na portaria.
No dia seguinte, o funcionário chamou Juliana e intensificou o assédio, o que assustou a fotógrafa.
"Primeiramente, ele começou falando coisas muito baixas. Em seguida, disse que toda burguesa quer tomar tapa na cara e me chamou de vaca. Essas últimas mensagens foram no dia 22 de julho", explicou a santista.
A vítima decidiu procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência. Juliana também publicou o ocorrido na sua página no Facebook.
Com muito medo da situação, a santista disse que não pretende receber prestadores de serviços em casa tão cedo. "Eu estava com um maníaco dentro de casa. Algo tem que ser feito, pois eles podem ter a mesma atitude com outras mulheres. Decidi falar sobre o que aconteceu comigo exatamente para que outras mulheres, que sofreram com isso, tenham coragem para denunciar", desabafa.

Defesa de Dilma entrega alegações finais da 2ª fase do impeachment


Para advogados, Dilma não cometeu crime e processo tem vícios de origem.
Relator entrega até segunda parecer que diz se Dilma vai a julgamento final.

Gustavo GarciaDo G1, em Brasília
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O ex-ministro José Eduardo Cardozo entrega as alegações finais da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado ao lado da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) (Foto: Gustavo Garcia/G1)O ex-ministro José Eduardo Cardozo entrega as alegações finais da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, ao lado da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) (Foto: Gustavo Garcia/G1)
O advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, entregou nesta quinta-feira (28) as alegações finais da petista na fase intermediária do processo de impeachment. O documento foi entregue na comissão especial que analisa o caso no Senado.
O prazo inicial para entrega das alegações finais se encerrava nesta quarta-feira (27). No entanto, o presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), concedeu, a pedido da defesa, mais um dia para o envio das considerações finais. O advogado de Dilma solicitou mais prazo porque o site do Senado, onde estão disponibilizados documentos do processo, ficou indisponível no final de semana.

Com a entrega das alegações da defesa, abre-se o prazo para elaboração do parecer do relator do caso na comissão especial, Antonio Anastasia (PSDB-MG). O parecer, que deverá ser concluído na próxima segunda-feira (1º) e lido ao colegiado na terça-feira (2), deverá dizer se Dilma deve ou não ir a julgamento final.
No documento, que tem 524 páginas, os advogados de Dilma voltam a dizer que a petista não cometeu crime de responsabilidade ao praticar as “pedaladas fiscais” – atraso de pagamentos da União para bancos públicos nos subsídios concedidos a produtores rurais por meio do Plano Safra – e ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.
A defesa da petista incluiu, nas alegações finais, o recente pedido do Ministério Público do Distrito Federal para que a Justiça Federal arquive uma investigação aberta para apurar se houve crime em operações de crédito feitas por autoridades do governo da presidente afastada Dilma Rousseff nas chamadas "pedaladas fiscais".
Para o procurador da República Ivan Cláudio Marx os atrasos de pagamentos não configuraram crime por não se tratarem de operações de crédito. A acusação tem dito que as pedaladas são empréstimos bancários, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal e, por isso, caracterizam crime de responsabilidade.

“Vários fatos surgiram ao longo desse período. Um deles muito importante foi essa proposta de arquivamento que Ministério Público Federal fez. O procurador afirmou que efetivamente não é operação de crédito. É a tese que a gente tem defendido”, afirmou Cardozo. “Na melhor das hipóteses há uma descaracterização de dolo. Isso está claro”, completou.
O documento também traz uma declaração da líder do governo no Congresso, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), à Rádio Itatiaia de Minas Gerais, na qual ela afirma que o afastamento de Dilma não aconteceu por causa de “pedaladas”, mas por falta de apoio político e popular.

Desvios
Além disso, a defesa alega que o processo de impeachment, que chama de “golpe”, foi aberto em um ato de “vingança” e desvio de poder do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que teria ficado insatisfeito com o PT após o partido decidir não apoiar Cunha em processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.

Para dar corpo à tese de desvio de poder, os advogados citam o discurso de renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. O peemedebista afirmou que abrir o processo de impeachment foi “um ato de coragem que teve a Câmara” sob o seu comando.
“Não tenho dúvidas, inclusive, de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment”, completa a carta de Cunha. Os advogados também dizem que o processo foi incentivado por políticos investigados na Lava Jato interessados em interferir nas apurações de corrupção em contratos da Petrobras.

“Se for um julgamento justo, político, mas justo, não tenho dúvida, a absolvição é clara. Não há prova nenhuma. Não há como se dizer que nos casos do decreto tem ilegalidade. E se disserem que tem ilegalidade, não tem o dolo (má-fé)”, declarou Cardozo.
Decretos e pedaladas
No documento, os advogados de Dilma Rousseff dizem que a edição de decretos complementares sem a autorização prévia do Congresso Nacional fazem parte da “rotina” de presidentes da República e não possuem irregularidades.
“Os decretos de abertura de crédito suplementar são atos comuns praticados dentro de uma rotina que existe há mais de uma década. Desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal (2001), todos os governos os praticaram [...] Nunca nenhum técnico ou jurista levantou a mais leve suspeita de que seriam ofensivos à lei”, diz o documento.
Os advogados também dizem que, no caso das “pedaladas”, não há ato de Dilma e nem ilícito e que os atrasos no pagamento de subvenções agrícolas não configura empréstimo.
Solicitações
Na conclusão das alegações finais, a defesa de Dilma solicita que, antes da votação do parecer pela comissão, o Senado analise algumas questões preliminares.
Entre elas, a exclusão de um dos decretos que fazem parte da denúncia porque foi apontado, pela perícia feita pelo Senado, como “compatível com a meta fiscal”.
Outro ponto que os advogados pedem análise é que o artigo da lei do impeachment que trata sobre a edição de decretos de crédito suplementar seja desconsiderado porque, diz a defesa, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988.
Além disso, Cardozo pede que o Congresso julgue as contas de 2015 da presidente Dilma Rousseff, o que ainda não foi feito, antes da votação do impeachment.
O advogado de Dilma também solicita que Anastasia seja declarado suspeito por ser do PSDB, partido ao qual é filiado um dos autores da denúncia, o jurista Miguel Reale Júnior.
Por fim, a defesa pede a absolvição “sumária” de Dilma Rousseff e que seja considerada improcedente a denúncia de crime de responsabilidade contra a petista.
Todos esses pleitos já foram apresentados ao longo dos trabalhos da comissão especial do impeachment, mas negados pelo colegiado.
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Cronograma
Na fase intermediária do processo, chamada de "pronúncia", o colegiado ouviu os depoimentos de testemunhas, solicitou documentos para produção de provas, realizou perícia e acompanhou a leitura da defesa pessoal da presidente afastada.
As alegações finais da acusação já haviam sido entregues no último dia 12. No documento, os juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior voltaram a afirmar que Dilma cometeu crime ao editar decretos de crédito suplementares e ao praticar “pedaladas”.
Para Cardozo, Antonio Anastasia vai ter “dificuldade” em elaborar um parecer dizendo que Dilma deve ser levada a julgamento final. “Ele terá muita dificuldade em cumprir a ordem do partido dele [o PSDB], porque realmente é difícil dizer que existe alguma situação que permita sustentação com validade neste impeachment”, opinou o advogado de Dilma.
Veja os próximos passos da fase intermediária do impeachment:
– Quinta-feira (28/7): Entrega das alegações finais da defesa de Dilma Rousseff;
– De 29/7 a 1º/8: Período para elaboração do parecer do relator Antonio Anastasia;
– Terça-feira (2/8): Leitura do parecer na comissão especial;
– Quarta-feira (3/8): Senadores do colegiado discutem o parecer;
– Quinta-feira (4/8): Votação do parecer na comissão;
– Sexta-feira (5/8): Leitura do parecer no plenário principal do Senado;
– Terça-feira (9/8): Início da discussão e votação do parecer no plenário (sessão pode se estender pela madrugada de quarta-feira (10/8).
Cardozo disse ainda que a defesa avalia se Dilma vai ou não comparecer à sessão de votação do parecer de Anastasia no plenário, mas que acredita que o “ideal” é que a petista compareça somente no julgamento final, caso ele aconteça.
Julgamento final
Se, na sessão que terá início no dia 9 de agosto, o plenário principal do Senado aprovar, por maioria simples, eventual parecer dizendo que a denúncia contra a petista é procedente, Dilma vai a julgamento final.
Deverá, então, ser concedido um prazo aos autores da denúncia para que apresentem, em até 48 horas, uma peça chamada, no jargão jurídico, de libelo, que nada mais é do que uma consolidação das acusações e provas produzidas. Eles também deverão apresentar um rol de testemunhas.
Em seguida, a defesa terá 48 horas para apresentar uma resposta, a contrariedade ao libelo, e também uma lista de testemunhas. Todo o processo é encaminhado para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, a quem caberá marcar uma data para o julgamento e intimar as partes e as testemunhas. Deverá ser respeitado um prazo mínimo de dez dias para se marcar o julgamento.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já disse em entrevista a jornalistas que o julgamento final deverá ter início entre os dias 25 e 27 de agosto, e pode ter de quatro a cinco dias de duração, com intervalos entre um dia e outro.

Júri popular condena irmã e sobrinho de Clemans Abujamra a 15 anos de prisão


Da Redação

A irmã, Christiane Abujamra, e o sobrinho, Arnold Vianna, foram condenados a 15 anos e três meses de prisão pela morte da empresária Clemans Abujamra. O júri popular foi concluído nesta quinta-feira (28), em Curitiba, e ambos foram considerados culpados pelos crimes de homicídio doloso e fraude processual. A empresária foi morta a facadas e jogada em um terreno baldio do bairro Batel em 2013 e, de acordo com acusação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a herança motivou o crime.
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Corpo de Clemans foi encontrado no Batel em 2013
Mesmo com a decisão, o MP-PR promete recorrer da decisão, uma vez que considera que o crime é qualificado, entendimento diferente do júri. O MP-PR irá pedir novo julgamento.
Clemans foi vista pela última vez quando deixava o prédio em que morava no Bigorrilho e seguia para a casa da irmã, no Água Verde. Segundo o inquérito policial, irmã e sobrinho da vítima a mataram no apartamento e transportaram o corpo em um carro até o terreno baldio. Depoimento de um taxista que fez uma corrida para Christiane e Arnold na madrugada do dia 29 de abril de 2013 foi fundamental. Dentro do veículo, em uma mala carregada pelos dois, estava o corpo de Clemans.
A vítima e Christiane não tinham um bom relacionamento e essa pode ser a motivação para o caso. Os dois acusados estão presos desde o início de 2014. A irmã da vítima negou em depoimento que tenha cometido o crime.

Policia investiga se bolsa entregue na delegacia a policial suspeito de matar jogador teria arma forjada do crime


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Após ouvir as primeiras testemunhas sobre a morte de Gilson Camargo, de 28 anos, a Polícia Civil começou a investigar se a arma entregue como sendo da vítima à Delegacia de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, estaria dentro de uma bolsa entregue ao acusado no dia do crime. Segundo informações repassadas à imprensa nesta quinta-feira (28), o soldado da Polícia Militar Eurico Gerson Araújo Pires teria recebido essa bolsa de um colega de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), enquanto ainda era ouvido como testemunha.
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Depoimento de Gerson deve acontecer na próxima semana (Reprodução)
De acordo com o delegado Antônio Messias da Rosa, ninguém até o momento assumiu como a arma chegou para ser entregue a Polícia Civil, o que torna necessário o depoimento do soldado Gerson para se confirmar se houve a participação de outras pessoas na tentativa de forjar um confronto. “O depoimento deste colega do acusado afirma que a esposa de Gerson teria entrado em contato com ele e solicitado a bolsa, uma vez que o acusado ainda vestia a roupa do jogo. Este amigo estaria em Piraquara quando ficou sabendo do fato e deixou a família para vir até Campina Grande do Sul ver o Gerson, mas afirma que não sabia o que tinha dentro da bolsa”, explicou o delegado.
A Polícia Civil chegou a solicitar para esta quinta-feira (28), mas por questões jurídicas, precisou adiar para a próxima semana. “Todos os policiais disseram desconhecer como a arma foi entregue, então vamos esperar esse trâmite jurídico para ouvir o soldado e decidir se esposa e amigo podem ser investigados por participação na entrega da arma forjada”, concluiu Messias da Rosa.
Entre os ouvidos pela polícia ainda, está a pessoa que possuí o registro da arma entre como sendo de Gilson, um comerciante de Joinville, Santa Catarina. Ele explicou que a arma foi furtada do restaurante em que é dono recentemente, o que pode levar o soldado Gerson a responder ainda por receptação.
Anteriormente, o delegado Messias da Rosa já havia declarado que não há indícios de que a vítima estivesse armada quando foi baleada. O soldado Gerson segue detido no Batalhão de Polícia de Guarda de Piraquara, à disposição da Justiça.
Gilson foi morto a tiros durante partida de futebol amador. (Foto: Reprodução)
Gilson foi morto a tiros durante partida de futebol amador. (Foto: Reprodução)
O caso
O time do policial disputava uma partida contra a equipe de Gilson. Em momentos diferentes, o representante foi expulso e o policial substituído no jogo. Os dois terminaram de assistir a partida na arquibancada. A versão do policial é que ele perseguiu o representante, em direção ao estacionamento, por imaginar que ele estivesse armado, já que andava com as mãos na cintura.
O PM atirou três vezes contra Gilson. Imagens que circulam por meio das redes sociais nesta segunda-feira mostram uma garrafa de água sendo retirada da cintura do jovem, o que negaria a versão dada pelo policial. O PM, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 22º, foi levado por uma viatura até a Delegacia de Campina Grande do Sul. De lá, após depoimentos, o policial militar foi para a casa e retornou à corporação para dar seguimento ao processo.

LULA, UM MENTIROSO INTERNACIONAL



Em seu recurso ridículo à ONU, Lula se disse "vítima de abuso de poder por um juiz, com a cumplicidade de procuradores que o atendem e atuam lado a lado com os meios de comunicação".
Mas isso não é nada. Lula também disse que sofreu "invasão de privacidade, prisão arbitrária, detenção antes do julgamento, presunção de culpa e incapacidade de afastar um juiz tendencioso".
Lula é um mentiroso internacional.

OBJETIVO DE LULA É ASILO POLÍTICO



O objetivo de Lula com sua ação na ONU é pavimentar o caminho para ser considerado um perseguido político aos olhos do mundo, e, em seguida, solicitar asilo a algum regime simpático ao PT.
O Antagonista revelou no ano passado que Lula já considerava essa possibilidade, mas como último recurso, caso falhassem todas as suas tentativas de obter foro privilegiado.
E todas falharam.
Lula acusa Moro de exposição, mas anexa no processo imagem inédita

CARLOS VELLOSO: "LULA NÃO TEM GRANDEZA"



Carlos Velloso, ex-presidente do STF, resumiu ao Antagonista o que pensa sobre a presepada internacional de Lula:
"Típico de pessoas que não têm sentido de grandeza e de estadismo e não se preocupam em desmoralizar o seu país em órgãos internacionais."
Velloso avalia que Lula seguiu à risca o conselho que deve ter recebido, ainda em Pernambuco, de "reclamar ao bispo" quando contrariado.
"Ele realmente levou a sério e foi reclamar 'ao bispo'", disse o ex-ministro, ainda sem acreditar na atitude do ex-presidente. "Infelizmente, é de um despreparo sem tamanho. E foi em razão desse despreparo que o país está nesta situação: foram 13 anos de cabeçadas."

ADILSON DALLARI: "O JUDICIÁRIO NÃO TEM SE DADO AO RESPEITO"




Adilson Dallari, professor da PUC-SP e um dos maiores especialistas em direito administrativo do país, avalia que a ousadia de Lula em recorrer à ONU é, infelizmente, um reflexo da acomodação do Judiciário brasileiro.
"A verdade é que o nosso Poder Judiciário tem contribuído para essa desmoralização. Que coisa louca! Eu, sinceramente, nunca vi isso na minha vida. E tenho 50 anos de atividade. O Judiciário brasileiro não tem se dado ao respeito", disparou o jurista ao Antagonista.
Para Dallari, o Supremo Tribunal Federal precisa se manifestar o quanto antes sobre o episódio de hoje.
"É o mínimo que o tribunal pode fazer. Caso contrário, até onde vai isso? Repito: o Judiciário não tem se dado ao respeito, e uma hora é preciso começar a reverter isso. Não dá para aceitar tudo. Vamos ainda mais para o buraco? Passou completamente da conta."

Atiradores em caminhonete emparelham e disparam 40 vezes contra motorista de carro


Da Redação
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(Foto: José Wilson – Band)

Um homem de 44 anos foi socorrido em estado gravíssimo após ser baleado no limite entre Campo Magro e Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (28). José Maria Moreira dirigia pela Rua Francisco Gulin, próximo ao Contorno Norte, quando uma Hilux preta emparelhou e disparou cerca de 40 vezes contra ele.
Segundo informações preliminares, 15 tiros atingiram a vítima. Após ser baleado, o homem conseguiu correr e pedir por socorro. De acordo com a polícia, ele tem passagens por tráfico de drogas e tentativa de homicídio.
Ele foi socorrido em estado gravíssimo ao hospital, com risco de morte. A Polícia Civil deve investigar o caso.