Mulher acusa Feliciano de assédio sexual; chefe de gabinete é preso


Ex-militante do PSC diz que deputado a assediou e agrediu dentro do apartamento funcional, no DF
05/08/2016 - 19H58 - ATUALIZADA ÀS 19H58 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) (Foto: Luis Macedo /Câmara dos Deputados)
O chefe de gabinete do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Talmo Bauer, foi preso nesta sexta-feira, 5, preventivamente sob a acusação de sequestro qualificado contra uma jovem de 22 anos que acusa o parlamentar de tentativa de estupro, assédio sexual e agressão. A Procuradoria-Geral da República avalia se investiga Feliciano a pedido da Procuradoria Especial de Mulher do Senado.No depoimento que prestou na quinta, 4, à Polícia Civil de São Paulo, a jornalista Patrícia Lelis, ex-militante do PSC jovem, forneceu detalhes de como, segundo ela, Feliciano a atraiu para seu apartamento funcional. Era 15 de junho."Ele falou que tinha uma reunião do PSC jovem, mas quando cheguei la só estava ele", disse.


A jornalista disse que em seguida o parlamentar teria tentado abusá-la sexualmente. "Ela tentou levantar meu vestido e tirar minha blusa. Como eu não deixei, ele me deu um soco na boca e um chute na perna", disse. Ela contou que só conseguiu escapar porque uma vizinha ouviu seus gritos e tocou a campainha para saber se estava tudo bem.Acompanhada da mãe e de uma advogada, ela também acusou dois outros políticos importantes do PSC.

Patrícia relatou que em 16 de junho, um dia depois de ter sido agredida por Feliciano, procurou ajuda no partido, mas em resposta ouviu uma proposta para receber dinheiro em troca de seu silêncio.A proposta teria sido feita pelo presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, segundo ela, em uma reunião na qual estava também presente o deputado Gilberto Nascimento. "Pastor Everaldo me deu uma sacola de mercado cheia de dinheiro e disse que era para eu ficar quieta", disse. Segundo ela, Everaldo também a ameaçou de morte.Patrícia contou que após relatar o caso no PSC passou a ser perseguida dentro do partido.Patrícia conta que foi procurada pelo chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer. Os dois se encontraram em um café. A conversa foi gravada por ela. O arquivo foi encaminhado por ela a dois amigos, com a orientação de que deveria ser divulgado na internet caso acontecesse alguma coisa com ela.No sábado passado, Patrícia saiu de Brasília e foi para São Paulo. Assim que chegou na capital paulista, ela diz que continuou sendo assediada por Bauer. |

Segundo ela, o chefe de gabinete a forçou a gravar dois vídeos em que negava as agressões e rasgava elogios a Feliciano. Os vídeos foram publicados na internet nesta semana. "Ele também pegou a senha do meu Facebook e do Whatsapp e passou a mandar mensagens em meu nome".Ao estranhar a postura da jovem nas redes, os amigos divulgaram, na quarta-feira passada, o áudio. Na conversa, Bauer oferece ajuda a ela e a aconselha a "deixar tudo para lá", disse.Patrícia foi contactada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta, 3. Por telefone, reafirmou o que havia dito no vídeo, que não havia sido agredida por Feliciano .Ao conversar pessoalmente, no entanto, confirmou ter sido agredida.

"Eu estava com medo porque estou sendo monitorada", disse. Durante a conversa com a reportagem, Patrícia recebeu dezenas de ligações de Bauer.Patrícia procurou a polícia e contou sua história.A investigação será encaminhada para Brasília porque Feliciano tem foro privilegiado. "Vamos apurar o caso com muito cuidado, disse o delegado responsável pelo caso, o delegado Luís Roberto Hellmeister, titular da 3 CP.Procurados pelo jornal O Estado de S. Paulo, os deputados Pastor Marco Feliciano e Gilberto Nascimento não foram localizados. O presidente do PSC, Pastor Everaldo, diz que o tema será debatido na sigla na terça-feira, 9, e que será criada uma comissão interna para averiguar o caso. Segundo o dirigente, o senador Marcondes Gadelha coordenará o processo."Essa pessoa que está falando aí eu nunca recebi sozinho. Recebi uma única vez na sede do partido. Não conheço essa história. Não sei do que se trata", disse Everaldo.

A organização criminosa do ex-ministro de Dilma que desviou R$ 100 milhões e lesou aposentados



Na quinta-feira 4, o ex-ministro de Dilma e Lula, Paulo Bernardo, experimentou o seu pior infortúnio, desde que deixou a cadeia no dia 30 de junho. Virou réu no processo que apura sua participação em crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa. Na denúncia, os procuradores apresentam o ex-ministro como o “patrono” e “líder” de uma organização criminosa – composta por 13 pessoas – que se especializou em lesar aposentados endividados, brasileiros vulneráveis vítimas de uma fraude que arrecadou R$ 100 milhões e serviu para irrigar as contas de agentes públicos e do Partido dos Trabalhadores. Agora, Bernardo, que se autoproclamava amigo de Lula e Dilma, corre sério risco de passar uma nova e mais duradoura temporada na prisão. Este foi o desejo expressado também na semana passada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a detenção do ex-ministro, sob o argumento de que, em liberdade, há risco de Paulo Bernardo cometer mais crimes, e prejudicar as investigações em curso.
ESTÃO RINDO DE QUÊ? Além de Paulo Bernardo, sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann, também está envolvida na Operação Custo Brasil
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A relação de Paulo Bernardo com entidades financeiras é antiga. Remonta aos anos 80, quando foi dirigente do Sindicato dos Bancários de Londrina, no Parará. Graças a essas ligações que, décadas depois, já como ministro de Lula (Planejamento) e Dilma Rousseff (Comunicações), conseguiu engendrar um esquema de propina que abasteceu durante anos contas de políticos do Partido dos Trabalhadores, empresários, lobistas e, claro, as dele também, de acordo com as investigações. A ironia dessa história toda é que o dinheiro era desviado daqueles que um dia Bernardo representou como sindicalista: o servidor público.
Segundo a Polícia Federal, cada servidor aposentado e da ativa que contraiu um empréstimo com desconto em folha pagou R$ 1 por mês para a quadrilha, totalizando R$ 100 milhões entre 2009 e 2015. A cada R$ 1 pago, a organização criminosa comandada pelo “gordinho ou número 1”, como o petista Paulo Bernardo foi qualificado em diálogos interceptados pelo Ministério Público Federal em São Paulo, embolsava R$ 0,70 de propina. O sobrepreço da taxa (R$ 0,30) era usado para pagar a empresa que desenvolveu o sistema para gerenciar o software de controle de créditos consignados, a Consist. O serviço até 2009 era realizado pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que cobrava menos da metade disso.
Apesar de ser apontado como líder da organização, Paulo Bernardo agia de forma discreta. Seus comparsas no Ministério do Planejamento atuavam no sentido de blindá-lo. Ao nomear Duvanier Paiva como secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Bernardo escolheu seu braço-direito na organização. Duvanier foi o responsável por criar o núcleo da propina dentro do ministério. Debaixo de suas ordens, estavam Nelson Luiz Oliveira Freitas, diretor do Departamento de Administração de Sistemas de Informática da Secretaria de Recursos Humanos do MPOG, Valter Correia da Silva, secretário-adjunto, e Ana Lúcia Amorim de Brito, secretária de gestão.
“Paulo Bernardo vem tentando ocultar seu patrimônio, com o intuito de se isentar da aplicação da lei penal” - Procurador-geral, Rodrigo Janot, ao defender que o ex-ministro volte à cadeia
“Paulo Bernardo vem tentando ocultar seu patrimônio, com o intuito de se isentar da aplicação da lei penal” – Procurador-geral, Rodrigo Janot, ao defender que o ex-ministro volte à cadeia
Como braço-direito, Duvanier era quem cuidava de tudo para o ex-ministro de Lula e Dilma. Partiu dele a ordem para colocar a Consist no esquema, quando a empresa passou a ser dona do contrato do Ministério do Planejamento com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Privada (Sinapp). Uma brecha técnica, por assim dizer, permitiu a contratação da empresa que se tornaria a principal fonte pagadora das propinas. Em 2008, a ABBC e Sinapp detectarem uma suposta ineficiência do sistema de controle da margem consignável de 30% pelo Serpro, permitindo que houvesse o chamado “estoque da dívida”. São valores que tiveram o desconto de pagamentos em folha limitado devido ao teto de 30% de endividamento. Para sanar o problema, as instituições resolveram terceirizar o gerenciamento dos empréstimos consignados contratando uma empresa que fizesse o controle adequado da margem consignável, de maneira online. Embora concorresse com outras empresas do ramo, como a Zetrasoft, a Consist foi a preferida da organização. Para driblar a licitação, a ABBC e Sinapp assinaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). Assim, a Consist não seria contratada diretamente pelo ministério. Segundo a investigação, Duvanier foi quem marcou encontro de Paulo Bernardo com representantes da ABBC e Sinapp para tratar do assunto. A tarefa de cooptar a multinacional para o esquema ficou a cargo de dois lobistas. Joaquim Maranhão e Emanuel Dantas, diretores da Consucred, empresa prestadora de serviços de consultoria, foram os que apresentaram a “oportunidade de negócio” para os executivos da Consist no Brasil. A aceitação veio de pronto.
A partir daí, foi montado outro braço do esquema. Não menos ambicioso que o núcleo composto por Bernardo e seus servidores no Ministério do Planejamento. Entraram em cena lobistas e empresas responsáveis pela lavagem do dinheiro, emitindo notas frias para justificar o repasse a elas. Os primeiros arregimentados foram Adalberto Wagner Guimarães e José Silcio, que possuíam conexões em Brasília. Ao perceber o surgimento de uma inesgotável fonte de propina, o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira entrou em cena. Escalou para representá-lo no esquema o vereador petista Alexandre Romano, de Americana (SP), que tinha ligações com Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula e consultor do Sinapp à época. Coube a Gushiken aproximar Romano do presidente da instituição, Francisco Alves de Souza.
O esquema foi detalhado durante uma reunião na sede do PT, em Brasília. Participaram do encontro além de Romano, Duvanier, Paulo Ferreira e Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência e parceiro de passeios de moto com a presidente Dilma Rousseff. Neste encontro, Duvanier informou aos petistas que a empresa Consist funcionaria como a operadora da organização. Na mesma reunião, ficou acordado que parte dos valores deveriam ser repassados ao Partido dos Trabalhadores e a agentes do ministério. Em 22 de dezembro de 2009, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o ministério e ABBC e Sinapp foi assinado. Quatro meses depois, a Consist seria contratada pelas duas entidades. O ponta-pé inicial para a fraude que lesou milhares de servidores aposentados era dado.

O caminho do dinheiro

Enquanto o esquema fluía a pleno vapor, o ministro Paulo Bernardo permanecia blindado em seu gabinete no Ministério do Planejamento. Antes de chegar às mãos de Bernardo, o dinheiro arrecadado pela Consist passava pelo escritório de advocacia comandado por Guilherme Gonçalves, advogado do ex-governador do Paraná, Roberto Requião. As despesas de Paulo Bernardo eram pagas por meio de três contas bancárias de Guilherme Gonçalves, segundo os procuradores. Em planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante a operação, constam pagamentos de vários serviços. A tabela mostra previsões orçamentárias para despesas relacionadas ao aluguel de sala comercial, condomínio, garagens do Paraná, GVT e Cyber Office. No total, Bernardo teria recebido R$ 7 milhões, repassados pela Consist ao escritório de advocacia. “Durante pelo menos cinco anos [Guilherme Gonçalves] ficava colocando nas planilhas “pagamentos PB”. Tudo isso é vantagem indevida que o Paulo Bernardo recebeu por meio do acordo para a manutenção da Consist no Ministério do Planejamento”, disse o procurador Andrey Borges de Mendonça. Em 2011, o faturamento da empresa Consist foi de R$ 24 milhões.
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Os honorários do advogado Guilherme Gonçalves diminuíram depois que Bernardo trocou de ministério. Quando seu cliente estava à frente do Planejamento, Gonçalves chegou a ter comissão de 9,6% do faturamento da Consist. Em 2012, o percentual caiu para 4,8%. Em 2014, para 2,9%. Em um dos trechos do relatório elaborado pelo MPF, os procuradores são categóricos não só quanto à participação do ex-ministro como da continuidade do esquema, depois que ele foi transferido para as Comunicações. “Paulo Bernardo recebeu valores não apenas para que o esquema fosse implementado em 2010, mas também para que fosse mantido em 2015”, destacou.
Para o juiz Paulo Azevedo, a peça acusatória “descreve de forma suficientemente clara os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de valores”. “A denúncia também descreve adequadamente a materialidade e a autoria delitiva”, afirmou o juiz. O magistrado ainda destacou que a denúncia está amparada em vasta documentação, incluindo e-mails apreendidos e declarações em acordo de delação premiada. “Paulo Bernardo tem ciência de tudo no esquema. Ele nomeia as pessoas chaves para os cargos e participa ativamente nos bastidores. Embora não apareça formalmente, tomava todas as decisões”, disse o procurador Andrey Borges de Mendonça.
Devido às acusações, Paulo Bernardo chegou a ser preso em 23 de junho. Seis dias depois, em 29 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli revogou a prisão – decisão contestada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na manifestação, Janot pede que Toffoli reconsidere sua decisão e argumenta que o ministro violou o devido processo legal por ter, indevidamente, antecipado liminar de habeas corpus contra ato da Justiça em primeira instância, no que seria uma interferência indevida na competência do juiz original.

Operador de Gleisi

No início do ano, a Justiça Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos que mostrariam que a senadora Gleisi Hoffmann (PT), mulher de Bernardo, teria sido beneficiada diretamente pelo esquema de fraude, corrupção e desvio de dinheiro público. O desmembramento foi solicitado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. “Havendo indícios de que autoridade com foro privilegiado seria beneficiária de pagamentos sem causa, é o caso de acolher o requerimento da autoridade policial e do MPF e remeter o feito para o Egrégio Supremo Tribunal Federal”.
A Operação Custo Brasil apontou que o advogado Guilherme de Salles Gonçalves bancou R$ 32 mil referentes a custos de um loft alugado em Brasília para uso de Gleisi durante a campanha de 2010. Planilhas obtidas pela Polícia Federal no computador do advogado indicariam ainda que, além de despesas pessoais de Paulo Bernardo e Gleisi, o esquema de propina da Consist bancou a campanha da petista ao Senado, em 2010.
TUDO EM CASA Alexandre Romano, o Chambinho, entrou na quadrilha por meio de Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT
TUDO EM CASA Alexandre Romano, o Chambinho, entrou na quadrilha por meio de Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT
Segundo a PF, 20% do líquido pago pela Consist ao escritório de Gonçalves foi repassado mensalmente ao “caixa eleitoral”. A planilha consta do inquérito da Custo Brasil. Os investigadores, porém, não puderam aprofundar a investigação por causa do foro privilegiado da petista, que situa-se hoje na linha da frente da tropa de choque de Dilma no Congresso.
Em sua delação, o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, chegou a dizer que Paulo Bernardo ‘sempre foi, desde a época que passou pelo Mato Grosso do Sul e até mesmo antes, considerado um ‘operador’ de Gleisi Hoffmann’. Questionado sobre o que queria dizer com a expressão ‘operador’, Delcídio respondeu. “Ele (Bernardo) tinha uma capacidade forte de alavancar recursos para a campanha (de Gleisi)’. “Em 2010, Paulo Bernardo já captava recursos para Gleisi. Não havia incompatibilidade no fato de Paulo Bernardo ser ministro do Planejamento e operador de Gleisi”, disse Delcídio. As investigações não só o corroboram, como prenunciam dias sombrios para o casal encrenca.
Como agia a organização criminosa comandada por Paulo Bernardo
Segundo a investigação, a quadrilha tinha três núcleos:
>Agentes públicos: foram fundamentais para  desenvolver e gerenciar software de controle de créditos consignados. Neste grupo estão: Paulo Bernardo, então ministro do Planejamento; Duvanier Paiva (secretário de Recursos Humanos do MPOG), Nelson Luiz Oliveira Freitas (Departamento de Administração de Sistemas de Informática da Secretaria de Recursos Humanos); Valter Correia da Silva(secretário-adjunto) e Ana Lúcia Amorim de Brito (secretária de gestão).
>Político: Responsável por agir politicamente para que o esquema fosse adiante. Composto por Carlos Gabas (ministro da Previdência) e os tesoureiros do PT Paulo Ferreira e João Vaccari Neto
>Parceiros: lobistas e donos de empresas que faziam a intermediação entre a empresa Consist e os agentes públicos e políticos, visando evitar que houvesse contato direto entre as duas  pontas da cadeia. Entre eles: Alexandre Romano, ligado a Carlos Gabas, Guilherme Gonçalves, que recolhia a propina para Paulo Bernardo, e os lobistas Adalberto Wagner e José Silcio.
A ARRECADAÇÃO E A DISTRIBUIÇÃO DA PROPINA
O esquema arrecadou R$ 100 milhões com propina. Foram repassados aproximadamente 70% do faturamento líquido do contrato da Consist entre início de 2010 e no mínimo no final de 2015:
> Paulo Bernardo: recebeu 9,6% do faturamento da Consist. Assim que saiu da pasta, percentual caiu para 4,8%, em 2012. Depois para 2,9% (2014). Recebeu, no total, R$ 7 milhões.
> Alexandre Romano, EX-vereador do PT: tinha faturamento de 22,9%

O presente de Rosemary


Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Lula pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no caso do tríplex do Guarujá. Agora, se descobre que o esquema do imóvel ocultado pela família Lula da Silva tem mais capilaridade do que se imagina e não se limitou a beneficiar o petista. Privilegiou também outros personagens ligados a Lula, à cúpula do PT e à Central Única dos Trabalhadores. É o que demonstra o Ministério Público de São Paulo em nova fase da investigação, batizada de Operação Alcateia. Mais de sete volumes de documentos colhidos pelos promotores até agora dão segurança para eles afirmarem que a amiga de Lula, Rosemary Noronha, recebeu um apartamento da falida Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) sem tirar um centavo do bolso. Rose, como era conhecida no governo quando, a pedido de Lula, ocupou a chefia de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, teria sido favorecida com um duplex de cerca de 150 metros quadrados no Condomínio Residencial Ilhas D’ Itália, numa área nobre do bairro paulistano da Mooca. “Rosemary Noronha não conseguiu provar que pagou o imóvel”, afirmou à ISTOÉ o promotor Cássio Conserino. “Ela, assim como outros personagens ligados a Lula, não apresentou um mísero comprovante bancário de pagamento de uma parcela”, complementa. Os outros personagens íntimos de Lula a que Conserino se refere são o presidente da CUT, Vagner Freitas, e a própria Central Única dos Trabalhadores. O lado mais sórdido disso tudo é a consequência desta e de outras fraudes da Bancoop. Com a falência da cooperativa, mais de sete mil famílias perderam as economias de uma vida e o sonho da casa própria ao investirem na entidade ligada ao sindicato dos bancários. Enquanto cooperados de boa-fé foram lesados em suas poupanças, Lula e amigos, de acordo com a investigação, acabaram contemplados com imóveis sem precisar mexer no bolso.
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A nova fase da investigação, filhote daquela que chegou ao tríplex de Lula, está prestes a ser concluída. O nome Alcateia foi escolhido pela semelhança entre a cadeia hierárquica existente entre os investigados e a adotada pelos lobos. Em ambos os casos, acreditam os promotores, há um líder central que designa o papel e garante a sobrevivência dos outros integrantes do bando. Neste caso, o chefe seria o ex-presidente Lula, como mostram documentos e depoimentos. Em um deles, uma testemunha narra ter presenciado João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato e então presidente da Bancoop, afirmar, aos risos, que em breve a cooperativa iria quebrar. Mas a bancarrota, segundo Vaccari, pouparia o tríplex do chefe no Guarujá e apartamentos de pessoas íntimas dele. Os promotores já sabem que Vaccari não blefou. O que o ex-tesoureiro do PT implicado na Lava Jato não revelou, naquela ocasião, é que muitos desses imóveis sequer seriam pagos pelos futuros proprietários. O MP chegou a essa conclusão ao enviar para Rosemary Noronha e outras doze pessoas próximas ao “chefe” uma lista de questionamentos. Perguntaram quais imóveis eles teriam adquirido da Bancoop e pediram que comprovassem o pagamento das parcelas.

A protegida

De acordo com o MP, Rose possui dois apartamentos da Bancoop. Ambos localizados no bairro paulistano da Mooca. Em relação ao mais valioso deles, um duplex de 150 metros quadrados no Condomínio Residencial Ilhas D’ Itália, a amiga de Lula não apresentou um documento sequer que atestasse o pagamento. “Rosemary não apresentou um comprovante e ainda omitiu que era dona deste imóvel em sua resposta”, afirmou o promotor Cássio Conserino.
Algumas das respostas chamaram a atenção do Ministério Público. Em documento enviado em junho, Rose passou com louvor na prestação de contas de um outro imóvel construído pela Bancoop também na Mooca. Juntou uma série de comprovantes que mostram o pagamento do apartamento no Condomínio Torres da Mooca. Não falou, no entanto, uma palavra sobre um imóvel mais valioso localizado na mesma rua: o duplex de 150 metros quadrados, que está em nome de sua filha Mirelle. Às autoridades, a própria Mirelle confirmou que quem comprou o duplex da Bancoop, avaliado em R$ 1,5 milhão, foi sua mãe. Em janeiro de 2014, o apartamento teria sido repassado para a filha. “A partir deste momento, passei a arcar com os pagamentos do imóvel”, disse Mirelle em documento enviado para as autoridades paulistas.

Amigos de Lula

Ocorre que Mirelle também não conseguiu comprovar o pagamento de uma parcela sequer. Apresentou uma planilha da empreiteira OAS, que assumiu o empreendimento da Bancoop, e uma declaração de quitação em que não aparecem nem o valor total pago nem a forma como se deu o pagamento. “Além dos documentos apresentados não terem validade, é estranho que ela não tenha feito nenhuma referência ao pagamento da taxa de migração para a OAS que todos os cooperados tinham de arcar. Há cada vez mais indícios de que os suspeitos receberam um tratamento diferenciado”, complementa Cássio Conserino. Para os promotores, está claro que o apartamento não foi pago. Foi doado pela Bancoop em uma das muitas fraudes que levaram a cooperativa à falência. “Quaisquer vantagens obtidas ocorreram em detrimento das famílias lesadas”, lamentou o promotor.
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No meio político, Rosemary Noronha ganhou notoriedade pela proximidade com o ex-presidente. A relação dos dois remonta a 1988, quando ela trabalhava como caixa da agência bancária onde o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC detinha conta corrente em São Bernardo do Campo. A amizade levou Rose a administrar as contas pessoais de Lula, que depois a convidou para ser secretária da sede do PT em São Paulo. Lá, ela trabalhou por 12 anos. Quando ascendeu à Presidência, Lula nomeou Rosemary como assessora do gabinete em São Paulo. Depois, como chefe de gabinete do escritório da presidência da República, também na capital paulista. Em diversas viagens de Lula ao exterior, ela esteve presente na comitiva. Nos bastidores, o poder alcançado por Rose incomodava a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Em dezembro de 2012, Rosemary deixou o governo após ser um dos alvos da Operação Porto Seguro. A protegida de Lula foi acusada de envolvimento com uma organização criminosa que fazia tráfico de influência em órgãos públicos.
As informações colhidas até agora pelo Ministério Público complicam outro aliado do ex-presidente. O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, não conseguiu demonstrar ter pago à Bancoop por um apartamento registrado em seu nome no condomínio Altos do Butantã. Apresentou apenas uma explicação fajuta de que teria comprado a unidade na capital paulista a partir da soma de valores de cotas que teria adquirido de dois apartamentos. “É estranho que ele tenha investido em duas unidades e não tenha mostrado comprovantes de nenhuma”, diz Conserino. Segundo o Ministério Público, a matrícula registrada em cartório não comprova que Vagner Freitas quitou o imóvel. “A questão é se ele pagou. Isso ele não conseguiu mostrar”, afirma o promotor.
As provas reunidas até agora pelo Ministério Público demonstram também que a Central Única dos Trabalhadores, fundada por Lula e braço sindical do PT, também teria sido aquinhoada com imóveis da Bancoop de maneira irregular. Questionado pelos promotores, Vagner Freitas se limitou a dizer que as unidades, sem mencionar quais, foram negociadas diretamente com a Bancoop e que não ocorreram repasses para a OAS. Não demonstrou um comprovante bancário, transferência ou boleto atestando que a CUT realmente pagou alguma parcela das duas unidades que possui em um empreendimento construído pela Bancoop no bairro paulistano do Tatuapé. Com três quartos, cada apartamento está avaliando em cerca de R$ 400 mil. “Há uma simbiose grande entre a CUT e Bancoop, cooperativa do sindicato dos bancários. Inclusive, há, atualmente, integrantes da CUT que participam do alto escalão da cooperativa”, complementa o promotor Cássio Conserino.
Rosemary, assim como outros, não apresentou um mísero comprovante bancário de pagamento do imóvel” - Cássio Conserino, promotor de Justiça de São Paulo
Rosemary, assim como outros, não apresentou um mísero comprovante bancário de pagamento do imóvel” – Cássio Conserino, promotor de Justiça de São Paulo
Houve, entre os investigados pela Operação Alcateia, quem conseguisse comprovar que desembolsou pelos imóveis. Carlos Gabas, ex-ministro de Dilma Rousseff, forneceu comprovantes suficientes para lotar uma pasta. Freud Godoy, ex-segurança de Lula, e a esposa dele também enviaram uma série de registros de pagamentos dos apartamentos que compraram da Bancoop. No entanto, nessa nova fase da investigação, os promotores ainda vão periciar os documentos. Em pelo menos um caso, mantido em sigilo, constam recibos pela metade ou boletos sem autenticação bancária. O Ministério Público ainda pretende cruzar as informações de pagamento dos investigados com os dados fiscais da Bancoop, obtidos em outra denúncia sobre fraudes na cooperativa.

Uma cooperativa de fraudes

Na lista de suspeitos do Ministério Público aparecem ainda conhecidos da Operação Lava Jato. São os casos do ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, e da cunhada dele, Marice Corrêa de Lima. Ambos foram presos por envolvimento no Petrolão. Ao responder aos promotores, Marice disse que as escrituras dos apartamentos que teria adquirido da Bancoop já estavam com a força-tarefa do Petrolão. Enviou apenas uma planilha da Bancoop. Nela, estão as somas das parcelas pagas. Para os promotores, o documento por si só não serve para afastar as suspeitas que recaem sobre eles. “Não há como levar a sério uma planilha referendada pela cooperativa se os acusados são dirigentes ou pessoas próximas a ela”, afirma o promotor do MP-SP. Em um despacho sobre Marice, o próprio juiz Sergio Moro disse que “enquanto vários foram prejudicados pela gestão da BANCOOP”, “a investigada aparenta ter lucrado em decorrência de aparente generosidade da OAS”. A cunhada de Vaccari recebeu da empreiteira envolvida no Petrolão mais de duas vezes o valor que pagou ao devolver um apartamento no prédio em que está o tríplex atribuído à família Lula. O mesmo imóvel foi vendido, em seguida, pela construtora por um valor abaixo do pago a Marice.
A situação de Vaccari é ainda mais grave. O ex-tesoureiro do PT se tornou um personagem onipresente nas investigações da Bancoop. Sua passagem pela presidência da cooperativa, entre 2004 e 2008, foi marcante. Cooperados reclamam de assembleias fraudadas e cobranças de taxas irregulares. Foi pelas mãos dele que a Bancoop foi à bancarrota e iniciou as controversas transferências de empreendimentos inacabados. Desde 2010, ele é réu de uma ação por lavagem de dinheiro, estelionato e formação de organização criminosa. Recentemente, teve a sua prisão pedida no caso do tríplex do Guarujá, apesar de já estar detido, desde abril de 2015, por envolvimento na Operação Lava Jato.
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Operação Alcatéia
Promotores paulistas estão prestes a concluir a segunda fase da investigação do tríplex de Lula. Suspeitas chegam à Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente. Confira:
> A investigação é a segunda etapa da que pediu a prisão do ex-presidente. Ela recebeu o nome de Operação Alcatéia pela semelhança entre a hierarquia existente entre os investigados e a dos lobos. Em ambos os casos, há um líder central que designa o papel e garante a sobrevivência dos outros integrantes do bando. Neste caso, seria o ex-presidente Lula
> Com base em mais de sete volumes repletos de documentos, os promotores suspeitam que personagens ligados a Lula, ao PT e à CUT receberam vantagens da Bancoop. Há fortes indícios de que alguns chegaram a ganhar apartamentos sem pagar nada. Rosemary Noronha, amiga de Lula, não conseguiu comprovar o pagamento de um duplex na capital paulista.

O show de abertura da Rio-2016 mostra o melhor da cultura brasileira


Depois de sete anos de espera, cerimônia dos Jogos Olimpícos começou emocionante no Maracanã, com música, história e ecologia

REDAÇÃO ÉPOCA
05/08/2016 - 20h26 - Atualizado 05/08/2016 21h11
Depois de sete anos de espera, a abertura da Rio-2016 começou emocionante. Do hino nacional cantado por Paulinho da Viola à cena em que índios trançavam uma teia deixada por aranhas gigantes, a festa começou grandiosa e de extremo bom gosto. 
Sem clichês, mas com fortes elementos representando nossa cultura, como a chegada dos colonizadores em suas caravelas, seguidos pelos escravos negros.
Cena da abertura da Olimpíada do Rio mostra cordas esticadas por atores representando índios (Foto: Samantha Lima)
O Maracanã foi palco de um espetáculo sem igual, com uso de tecnologia. Luzes de LED, palcos móveis, muito vídeo. O show foi pensado para ficar bem na TV, impressionando o público pelo resto do mundo. 
No grande palco do gramado, a história do Brasil com os índios, os portugueses, os negros escravos, os imigrantes e a mestiçagem cultural do país. Nossa música representada por funk, samba e todas as bossas. Zeca Pagodinho fez um jogral com Marcelo D2: "Deixa a vida cantando, deixa a vida me levar". Gisele Bündchen desfilando ao som de Daniel Jobim, neto de Tom Jobim. Jorge Ben Jor levantou o público com "País tropical". O público cantou sozinho, à capela, como fazia com o Hino Nacional na Copa do Mundo. 
Uma réplica do 14 Bis decolou do meio do Maracanã e fez uma viagem pela cidade. As imagens transmitidas pelo telão. Uma oportunidade para mostrar o cenário dos Jogos nas próximas semanas. 
Surpreendendo a todos, o espetáculo abriu espaço emocionante para uma mensagem ecológica. Cenas e gráficos mostrando o avanço do aquecimento global. As consequências do fenômeno pelo mundo. A importância da natureza e sua conexão conosco. Os organizadores mostraram suas preocupações ecológicas. Faz todo sentido transmitir uma mensagem de responsabilidade global num evento de dimensões mundiais como a abertura da Olimpíada. No final, a poesia "A flor e a náusea" de Carlos Drummond de Andrade foi recitada em off por pela atriz Fernanda Montenegro em Português e pela britânica Judi Dench. 
As delegações entraram vibrando sendo puxadas por carrinhos de jardim. Parte do público vaiou ligeiramente a delegação argentina. Afinal, é o Maracanã.

“Pokémon Go durante horário de trabalho pode gerar até demissão por justa causa”, alertam especialistas


Da Redação

A febre do jogo Pokemon Go chegou ao Brasil na última quarta (3). Desde então, o aplicativo que já é fenômeno em todo o mundo, tem invadido praças, ruas e também o ambiente de trabalho. Especialistas em Direito Eletrônico e Digital, porém, alertam que as punições podem ser duras durante para quem captura os bichinhos no horário de trabalho.
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“Muitas empresas estão se queixando de funcionários que estão perdendo produtividade, pois estão usando o aplicativo durante o expediente, seja em escritórios, ambientes fabris ou até mesmo na rua, para aqueles que trabalham em funções externas. Esses trabalhadores podem ser punidos e, inclusive, demitidos por justa causa. Isso porque a própria CLT prevê que a queda do desempenho do empregado poderá gerar esse tipo de demissão”, explica o advogado Rafael Colônia.
Renato Falchet esclarece que a empresa pode e deve restringir o uso de aparelho celular dentro do ambiente de trabalho, seja por normas da própria empresa ou por Acordos Coletivos de Trabalho. “Nos dois casos, se o empregado que ignorar a proibição da empresa poderá tomar advertência e até mesmo ser demitido por justa causa, em virtude de sua insubordinação”, observa.
A Justiça do Trabalho tem entendimento consolidado quanto às consequências da utilização de aparelhos eletrônicos no local de trabalho, seja por insubordinação, seja pela redução de segurança no ambiente de trabalho, o que poderá ser aplicado em casos de uso do aplicativo dessa nova mania, o Pokemon Go.
No Brasil, segundo o especialista em Direito Digital, o Marco Civil da Internet não traz qualquer restrição à aplicativos do tipo, inclusive defende a liberdade na rede e permite que os usuários usufruam do aplicativo da forma que melhor entenderem, desde que não desrespeitem outras Leis.
Além de riscos no trabalho, o jogo tem trazido outros tipos de problemas, como assaltos, colisão de veículos, atropelamentos, dentre outros acidentes por estarem olhando apenas no celular.

Desaparecimento de universitária completa 11 dias e família implora por notícias



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Bruna está desaparecida desde o dia 25 de julho – Foto: Divulgação

do site aRede.com, de Ponta Grossa

Hoje completa onze dias do desaparecimento da estudante universitária Bruna Mainardes, de 27 anos de idade, em Ponta Grossa. Acadêmica do curso de Radiologia de uma faculdade particular, foi vista pela última vez no dia 25. Ela residia em uma pensão em frente ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, no centro.
De acordo com a mãe. Rosana Mainardes Ferreira, a moça sumiu depois de embarcar em um ônibus na Rodoviária com destino ao município vizinho de Castro. “O que sabemos é que ela foi vista entrando no ônibus. Nós moramos em Piraí do Sul. Para chegar até aqui é necessário pegar duas conduções – uma até Castro e outra para Piraí. O problema é que ela não chegou”, afirma. A estudante usava um sobretudo, sapatilha, calça jeans e óculos de grau. Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado na 13ª Subdivisão Policial (SDP).
Rosana conta que a filha sofre de depressão há vários anos. Apesar do diagnóstico, ela não concorda em tomar a medicação necessária para o controle da doença. “A Bruna acredita que se tomar os remédios vai engordar”, comenta a mãe. “Por conta disso, eu creio que ela teve um surto e está perdida por aí. Meu coração de mãe diz que ela está viva”, completa.
Após avisarem a Polícia do desaparecimento, a família foi até o quarto em que Bruna morava. “Neste local todas as coisas estavam intactas. Nada foi mexido. Até os documentos estavam lá”, contou a mãe. “Nós também tentamos contato pelo celular, mas só dá desligado”, complementou. Buscas em hospitais e até no Instituto Médico Legal (IML) foram realizadas, sem sucesso.
Bruna possui dos filhos – uma menina de três anos de idade e um garoto de seis anos de idade. As crianças vivem com a avó em Piraí. O pai da desaparecida, que era Investigador de Polícia, morreu há três anos.
Cartazes estão sendo espalhados
Amigos de Bruna Mainardes estão espalhando cartazes pela faculdade e em diversos pontos da cidade. Quem tiver informações pode entrar em contato pelo telefone (42) 9856-5014. A mãe, Rosana Mainardes Ferreira, faz um apelo para que a população ajude nas buscas. “O que eu mais quero é encontrar minha filha. Qualquer informação ajuda”, finalizou.