O show de Magno Malta contra o PT



O senador Magno Malta fez mais um célebre discurso contra o PT e arrancou risos de Ricardo Lewandowski, ao encerrar sua fala, pedindo 30 segundos de silêncio "pela morte do PT".
Lewandowski o ignorou e chamou o senador seguinte, mas Malta permaneceu na tribuna com a cabela baixa e em silêncio, por longos 30 segundos. Só saiu depois disso.

Mãe de Joanna fica indignada com ataques à filha: "Um país de psicopatas"



A doutora Terezinha Maranhão é geriatra. Está acostumada a atender velhinhos com problemas inevitáveis na vida de qualquer um. É uma médica dedicada, uma pessoa paciente e uma mãe que se levantava todo dia às quatro da manhã para levar sua filha aos treinamentos de natação, em Recife. A doutora dormia dentro de seu fusquinha, esperava o fim do treino, dava o lanche para pequena Joanna e a levava para a escola. Só depois disso ia para seu consultório na capital pernambucana.
Por ter educado Joanna Maranhão dentro desses princípios, a médica não se conformava nesta terça-feira com as ofensas recebidas pela filha nas redes sociais.
“Este é um país de psicopatas, país de doidos, que confundem religião, política e esporte. Minha filha tem opiniões próprias, mas não merece ser ofendida e atacada como foi”.
A doutora disse que Joanna não dormiu direito, ficou abalada, mesmo sendo forte.
“Foram ofensas pessoais que mexeram com ela. E é óbvio que ela não rendeu o melhor que podia na piscina, se tivesse repetido seu melhor desempenho teria passado às finais”.
Em sua família, doutora Terezinha foi criada para ser guerreira. Um dos ensinamentos da infância: a vida segue, seja qual for a dificuldade.
“E é vida que segue, às vezes se paga um preço alto por ser autêntico, mas faz parte”.
Ela volta para seus pacientes nesta quarta-feira. Joanna fica no Rio até dia 14, acompanhando o judoca Luciano Correa, seu namorado, que está comentando os jogos por uma emissora de TV.
“Se a Confederação de Desportos Aquáticos ou o Comitê Olímpico Brasileiro vão tomar alguma atitude? Eu não acredito. Eles nunca fizeram nada pela minha filha, não vai ser agora que vão agir”.

Dilma defende plebiscito para novas eleições e reforma política


Foto: reprodução / Circo da Democracia / Facebook
Narley Resende
Em discurso no evento Circo da Democracia, nesta segunda-feira à noite, em Curitiba, a presidente afastada, Dilma Rousseff, do PT, defendeu o plebiscito para realização de eleições antecipadas e também por reforma política.
Em uma carta que deve ser entregue ao Senado nesta semana, chamada de “mensagem às senadoras, senadores e ao povo brasileiro”, Dilma deve propor as eleições antecipadas e a defesa do plebiscito. Em tom de campanha, no discurso de 30 minutos em Curitiba, a presidente afastada destacou a mudança no modelo político.
“Defendo e apoio o plebiscito. A primeira questão da eleição direta presidencial, mas também a questão da reforma política. O país hoje tem uma fragmentação partidária assustadora… é fundamental que essa repactuação não seja feita por cima”, afirmou.
Dilma atacou as propostas do presidente interino Michel Temer, do PMDB, de mexer na legislação trabalhista, no Sistema Único de Saúde, o SUS, e na Previdência.
Ela questionou a legitimidade de reformas promovidas por um governo sem um programa aprovado pelo voto popular.
A repressão a manifestantes contra Michel Temer durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro também foi criticada por Dilma. Segundo ela, faz parte da estratégia dos articuladores do impeachment para esconder os responsáveis.
Dilma disse que a mídia, Temer, o deputado Eduardo Cunha e o capital financeiro especulativo foram responsáveis pela saída dela do governo, e que talvez outros setores tenham sido apenas atraídos.
Cerca mil pessoas dentro da tenda e aproximadamente três mil ao todo participaram do Circo da Democracia, em números estimados pela reportagem. A Polícia Militar não divulgou números oficiais.
Formada principalmente por membros de movimentos sociais, profissionais liberais e servidores públicos, a plateia reagiu às colocações da presidente afastada aos gritos de “Fora Temer” e “Volta Dilma”.
Também participam da mesa o ex-presidente da OAB e conselheiro atual da entidade, Marcelo Lavenére, autor do processo de impeachment do ex-presidente Collor; a poeta e compositora paranaense Alice Ruiz; os senadores Roberto Requião, do PMDB, e Gleisi Hoffmann, do PT; presidentes nacional e estadual da CUT, Vagner Freitas e Regina Cruz, além de Roberto Baggio, da coordenação estadual do MST.
Dilma foi a última a discursar e saiu sem falar com a imprensa.

Supremo autoriza Gleisi como assistente em reclamação contra a Polícia Federal


Foto: Narley Resende / Paraná Portal
Foto: Narley Resende / Paraná Portal
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) será assistente na reclamação, do Senado, que discutirá se a Polícia Federal poderia ter feito busca e apreensão no apartamento dela sem autorização do Supremo Tribunal Federal. A decisão de quinta-feira (4), ainda não publicada, é do ministro Dias Toffoli, do STF.
Gleisi pediu para se habilitar na reclamação ajuizada em julho pela Mesa Diretora do Senado contra as buscas autorizadas pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, direcionadas ao ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, marido de Gleisi.
De acordo com o Senado, ao autorizar as buscas, o juiz federal usurpou a competência do STF, já que o casal mora no apartamento funcional da senadora e a Constituição diz que só o STF pode investigar, processar e julgar autoridades com prerrogativa de foro. Gleisi é investigada em inquérito separado que trata dos mesmos assuntos que as apurações sobre seu marido.
Na petição de habilitação como assistente na reclamação, a defesa da senadora, feita pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, acrescenta que o juiz proferiu um mandado de busca e apreensão “completamente genérico”, não permitindo à PF separar o que era relacionado a Paulo Bernardo e o que era de Gleisi Hoffmann. Também assinam a petição os advogados Juliano Breda e Verônica Sterman.

A senadora também afirma que o juiz, no despacho, diz “claramente” conhecer a existência de inquérito correndo contra ela no Supremo por fatos correlatos aos apurados no inquérito aberto contra Paulo Bernardo.
“Ainda assim, [o magistrado] afirmou não existir óbice à busca e apreensão em sua residência, fazendo um claro jogo de palavras para fazer crer que seria possível aos executores da ordem dissociar os documentos relativos à autoridade com prerrogativa de foro de seu marido”, diz a petição. Por isso, diz a defesa, o pedido deveria ter sido remetido a Supremo, e não decidido pela primeira instância.
Para justificar seu interesse jurídico na causa, a senadora afirma que a autorização das buscas infringe a imunidade processual dada pela Constituição Federal a parlamentares. E essa imunidade, diz a petição, “é de ordem pública e irrenunciável”.
“Nessa senda, o instituto da assistência tem por finalidade qualificar o processo de aplicação e interpretação do direito, permitindo que pessoas direta ou indiretamente atingidas por uma decisão judicial possam acrescentar à corte julgadora argumentos e elementos jurídicos e extrajurídicos, em complemento à parte reclamante, a fim de subsidiar o processo decisório”, conclui o pedido.
Junto com Paulo Bernardo, ela é investigada por suspeita de ter recebido dinheiro oriundo de um esquema de desvio de verba de um contrato da empresa Consist com o Ministério do Planejamento. De acordo com o Ministério Público Federal, parte do dinheiro desviado foi para a campanha da senadora em 2010.

Marta sempre reinou nos gramados – mesmo quando não era notada

“Marta é melhor que Neymar”. O canto que ganhou as arquibancadas da Olimpíada e as redes sociais é, essencialmente, um reflexo da insatisfação popular com a equipe masculina e sua principal estrela, mas também corrige uma falha histórica: uma das maiores atletas da história do esporte nacional foi por muito tempo subvalorizada. Tal qual Maria Esther Bueno, Hortência ou Maurren Maggi, a alagoana Marta já construiu uma carreira digna de estrela mundial – talvez seja a esportista brasileira com o rosto mais conhecido internacionalmente, graças às muitas aparições na Bola de Ouro da Fifa. Sua perna esquerda é um verdadeiro patrimônio nacional, não só pela habilidade, mas pela forma como a camisa 10 se entrega em campo. Aos 30 anos, a heroína de Dois Riachos, cidade alagoana de pouco mais de 10.000 habitantes, já não vive seu apogeu técnico e físico, mas pode, enfim, receber a coroa de rainha de futebol – independente do resultado dos homens. Marta sempre esteve aqui, nós é que não reparamos.
Bem diferente de Neymar, que ainda vive à sombra de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, Marta já foi considerada, e com sobra, a melhor em sua profissão por cinco anos consecutivos (de 2006 a 2010).  É a maior artilheira da história da seleção brasileira entre homens e mulheres, com mais de 100 gols marcados, à frente de Pelé. Também já brilhou em Olimpíadas com duas honrosas medalhas de prata, em Atenas-2004 e Pequim-2008. As amargas derrotas terminaram em lágrimas e as eternas promessas de que o futebol feminino um dia seria valorizado. Mas, se nem com todo o talento e carisma de Marta isso foi possível, o futuro da categoria não é animador.

De origem pobre, Marta cresceu jogando em um campo de pouca grama e muita terra de Dois Riachos, na época em que constrangia os garotos com seus dribles e arrancadas. Em poucos anos, passou de destaque das categorias de base do CSA, de Alagoas, à maior estrela de sua categoria.  Aos 14, tentou a sorte no Rio de Janeiro, no Vasco da Gama. Três anos depois, já se destacou na Copa do Mundo, e foi contratada pelo Umea, da Suécia. Desde então, fez história: passou por diversos países e se tornou a jogadora mais temida e respeitada do mundo, embora ainda lhe falte um grande título com a seleção. Humilde e tímida, Marta se acostumou a dar entrevistas na última década, mas preserva sua vida pessoal o máximo que pode e ainda não recebe atenção proporcional a sua genialidade.
Poliglota, reservada e vaidosa
Chamada desde a adolescência de “Pelé de saias”, Marta não se revolta com o fato de o futebol feminino não ter decolado no Brasil, pois sabe que fez mais do que sua parte. Ela sofreu na própria carne as dificuldades da modalidade no mundo todo. Suas passagens por clubes da Suécia, dos Estados Unidos e do Brasil se encerraram por dificuldades financeiras das equipes – assim como Pelé e Neymar, Marta conquistou títulos com a camisa do Santos, entre 2009 e 2010, em torneios com audiências baixíssimas e, por isso, vida curta. Marta é uma das estrelas da fornecedora alemã Puma, mas, apesar de não revelar seu salário por nada no mundo, admite que ganha infinitamente menos que os homens da elite do futebol.
Marta é uma cidadã do mundo. Aprendeu a falar sueco e inglês e arranha o espanhol. Depois de tantas idas ao prêmio da Fifa em Zurique, já senta na mesa com Messi e Cristiano Ronaldo sem constrangimento – recentemente oportuguês foi flagrado em uma conversa animada com a brasileira na Suécia. No entanto, Marta rejeita a ostentação. Sua mãe e maior incentivadora, dona Teresa, segue morando em Dois Riachos (numa casa bem mais confortável), onde Marta passa as férias. E tem consciência de que a humildade é sua melhor publicidade.
“Presto muita atenção quando pessoas que eu admiro estão falando. Uma coisa que aprendi é nunca falar só de mim ou ficar me valorizando. Ninguém gosta de uma conversa assim”, contou Marta, à VEJA, em 2010. Na mesma entrevista, contou que tinha o sonho de formar uma família, o que ainda não ocorreu. Sobre a vida pessoal, Marta joga na retranca: jamais assumiu relacionamentos e evita falar sobre sua sexualidade.  A maior jogadora do mundo rejeita maquiagem durante as partidas, mas não abre mão da chapinha e recentemente fez mechas loiras no cabelo. Não gosta, mas já se acostumou a colocar vestidos de gala para receber prêmios. O maior deles poderá ser o inédito título olímpico.
Marta recebe prêmio de Melhor Jogadora de Futebol pela FIFA em 2009, em Zurique, na Suíça
Marta recebeu o prêmio de melhor jogadora do mundo entre 2006 e 2010 (Fabrice Coffrini/AFP)

Ferida, mãe tentou proteger gêmeos que foram espancados até a morte, em Goiás, diz polícia


David Luiz e Lucas Felipe foram agredidos até a morte
David Luiz e Lucas Felipe foram agredidos até a morte Foto: Reprodução / Facebook
Fabrício Provenzano

A mãe dos bebês gêmeos, de 11 meses, que foram espancados até a morte, tentou protegê-los mesmo após ter sido esfaqueada pelo ex-companheiro, suspeito pelo crime. Taís Araújo de Oliveira Paula, de 23 anos, deu sua versão sobre o ataque à polícia, nesta terça-feira, enquanto esteve internada. Segundo o delegado André Medeiros, que investiga o caso, a mulher se emocionou ao dar detalhes do ataque.
Era por volta da meia-noite quando o suspeito, identificado como Antônio Ribeiro Matos, de 26 anos, invadiu a casa da ex-companheira, em São Miguel do Araguaia, em Goiás, com quem tinha terminado recentemente. Ele esperou que o atual namorado dela deixasse o local para agir. O suspeito usou uma faca para atacar a mulher e, em seguida, matou as crianças, que foram arremessadas várias vezes contra o chão e uma parede.
— Ele invadiu a casa, arrombou uma porta e caminhou na direção dela com uma faca. Ele a golpeou perto do pescoço, na direção do rosto. Ela gritou. As crianças, que estava em um colchão, se assustaram e começaram a chorar. Ela pegou um deles no colo, mas ele (Antônio) puxou o menino dos braços da mãe e começou a bater com o rosto do menino no chão. Ela conseguiu pegar o menino, mas ele se dirigiu para o outro, que também foi agredido. Mesmo ferida, ela tentou defender os filhos e evitar os ataques — esclareceu Medeiros.
Após o ataque, o suspeito fugiu. Thaís foi socorrida por vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.
— Ela estava sedada, mas muito abalada. Ela ficou contando a história e chorando — lembra o delegado sobre o momento em que colheu o depoimento da sobrevivente.
Gêmeos foram mortos
Gêmeos foram mortos Foto: Divulgação / PM
Mulher foi xingada pelo suspeito horas antes do ataque
Ainda de acordo o delegado, a família se opôs ao relacionamento de Thaís com Antônio e, por isso, ela o deixou. Recentemente, ela começou um namoro com um policial militar da região.
Horas antes de invadir a casa da ex-companheira, Antônio passou perto do local e a viu com o atual namorado. Ele parou ao lado do casal e a xingou. Thaís contou ao investigador que o namorado, então, a acompanhou para dentro de casa e ficou com ela cerca de meia-hora, antes de ir embora. Logo em seguida, Antônio invadiu o local.
Thaís levou duas facadas - uma no pescoço e outra nas costas. Ela foi encaminhada para o Hospital Municipal de São Miguel do Araguaia e já foi liberada.
Os pequenos, que se chamavam David Luiz e Lucas Felipe, foram levados inconscientes para a mesma unidade de saúde, ambos com sinais de traumatismo craniano, mas, por volta das 4h, morreram. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porangatu.
As crianças foram enterradas, nesta terça-feira, em São Miguel do Araguaia.
Gêmeos chegaram a ser internados, mas não resistiram aos ferimentos
Gêmeos chegaram a ser internados, mas não resistiram aos ferimentos Foto: Reprodução / Facebook
O delegado acrescentou que o pedido de prisão preventiva será feito nesta tarde. O suspeito, que segue sendo procurado, deve ser indiciado por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.