Justiça determina e Batman, o maior assaltante de carros-fortes do país, é preso na RMC


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Batman agora irá permanecer preso (Foto: Flávia Barros - Banda B)
Batman agora irá permanecer preso (Foto: Flávia Barros – Banda B)

Mais popular herói das histórias em quadrinhos e do cinema, o Batman não descansa uma única noite para combater a criminalidade na fictícia Gotham City. Na região de Curitiba, porém, Rogério Matos da Luz, de 39 anos, leva o apelido para alguma versão alternativa, tornando-o um perigoso vilão. Conhecido como o ‘maior assaltante de carros-fortes do país’, Luz voltou a ser preso nesta quarta-feira (17) pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), desta vez por arrombamentos e explosões de caixas-eletrônicos no Paraná e em pelo menos outros dois estados.
De acordo com o delegado Rodrigo Brown, o Batman paranaense já foi preso várias vezes e deveria estar cumprindo penas altíssimas, mas sempre consegue recursos judiciais. Desta vez, Luz foi detido por um processo de 2006, data em que foi preso com três fuzis, uma espingarda calibre 12, pistolas calibres 40 e 380, granadas, entre outros aparatos utilizados para os crimes.
“Eu participei desta ação. Ele foi preso e conseguiu benefício de responder ao processo em liberdade. Depois de alguns dias de investigação, conseguimos encontrar a casa dele em São José dos Pinhais e cumprir o mandado, esperando que ele agora fique detido por um bom tempo, já que é um grande fornecedor de armas a suspeitos de roubos a caixas eletrônicos”, disse Brown.
Luz possuí nove processos criminais em andamento, nas cidades de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Pinhais, Francisco Beltrão, Palmeira, Marilândia do Sul, Ponta Grossa e Itapema, no litoral catarinense.
Recentemente, Batman chegou a se envolver em um acidente com explosivos. Segundo Brown, ele perdeu o braço direito e teve 70% do corpo queimado em janeiro deste ano. “Além de já ter participado de vários confrontos com a polícia, ele preparava o roubo de um caixa eletrônico e ficou hospitalizado. Os médicos garantiram que ele tinha mínima condição de sobreviver, mas seguiu com a atividade criminosa”, explicou o delegado do Cope.
Ficha extensa
O primeiro registro contra Batman é datado de 1998. Ele é apontado como autor de vários furtos em Enéas Marques. Em 1999, teria praticado um roubo contra uma agência dos Correios e uma loja de departamentos em Curitiba. É também investigado por vários roubos em Pinhais nos anos de 2002 e 2007.
Em 2012, teria cometido o assalto contra um comboio de carros-fortes na Serra da Dona Francisca, em Santa Catarina. No mesmo ano foi detido no Rio de Janeiro, mas antes chegou a praticar outro crime de grande repercussão na capital paranaense, onde um malote de R$ 147 mil foi levado.

GU QUER PROCESSAR GABRIELLI



Fábio Medina Osório também pediu a Gilmar Mendes para ingressar no mandado de segurança de José Sérgio Gabrielli, no qual o ex-presidente da Petrobras pede a liberação de seus bens pelo TCU.
O AGU estuda abrir ação de improbidade contra Gabrielli por causa do petrolão.

Ex-universitária de 21 anos é presa suspeita de integrar quadrilha que aterroriza cidades do interior


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Jovem foi encaminhada ao Cope (Foto: Flávia Barros - Banda B)
Jovem foi encaminhada ao Cope (Foto: Flávia Barros – Banda B)

A ex-estudante de Direito Mayara Borcatti da Silva, de 21 anos, foi presa nesta quarta-feira (17) suspeita de integrar uma quadrilha conhecida por aterrorizar cidades do interior do Paraná. De acordo com o Centro de Operações Especiais Policiais (Cope), ela foi detida em um apartamento de luxo do bairro Água Verde, em Curitiba.
Reprodução Facebook
Reprodução Facebook
“É uma pena o envolvimento dela. É uma pessoa bonita, de pouca idade e que estava estudando. Desta vez a participação dela foi comprovada naqueles crimes em que as cidades do interior ficam acuadas, várias pessoas são feitas reféns e módulos policiais são alvos de disparos”, disse o delegado Rodrigo Brown.
Em setembro do ano passado, Mayara havia sito presa em flagrante por tráfico de drogas. Na ocasião, o namorado Rafael Dorneles dos Santos, de 26, vendia drogas no Bairro Alto. Segundo as investigações apuraram em 2015, ela se utilizava da boa aparência para manter as atividades criminosas.
Desta vez, Mayara foi denunciada pelo Ministério Público juntamente com outras 41 pessoas, suspeita de fazer parte dessa quadrilha que já teria agido em 29 cidades do Paraná. Ela estava foragida há dois meses.
Ela agora irá permanecer à disposição da Justiça.

Caso termine Olimpíada sem levar gols, Weverton iguala recorde de goleiro argentino


Por Pedro Melo 

Weverton não levou gols nas cinco partidas disputadas. (Lucas Figueiredo/Mowa Press/CBF)
Weverton não levou gols nas cinco partidas disputadas. (Lucas Figueiredo/Mowa Press/CBF)
O Brasil garantiu a vaga para a grande final dos Jogos Olímpicos ao golear a seleção de Honduras por 6 a 0 e o goleiro Weverton segue como o único goleiro da competição a não levar gols em sete partidas. O fato foi até exaltado pela FIFA em seu perfil oficial.
Agora, Weverton vai em busca da medalha de ouro e também do recorde de terminar a edição da Olimpíada sem ser vazado. Em toda a história, apenas uma seleção passou as seis partidas da competição invicta em sua defesa: a Argentina, campeã em 2004.
Na ocasião, o goleiro argentino foi Germán Lux que não levou nas partidas contra Sérvia e Montenegro, Tunísia, Austrália, Costa Rica, Itália e Paraguai. A atuação de Lux na grande decisão contra os paraguaios foi considerada como a “mais brilhante” do campeonato”
Weverton já igualou o feito do argentino e de mais dois goleiros que chegaram a grande final sem levar gols. Em 1992, o espanhol Cañizares não levou gols até a grande decisão, foi vazado em duas oportunidades na final contra o Polônia, mas ganhou o ouro. Já em 1912, o britânico Ronald Brebner também foi campeão olímpico, sofreu gols somente na decisão, porém, jogou apenas três vezes.
Em entrevista à TV Globo, o goleiro brasileiro pediu o apoio da torcida para conquistar a inédita a medalha de ouro. “A gente está se fortalecendo cada vez mais, juntos e unidos e com o apoio do torcedor vamos buscar essa medalha inédita para o Brasil”

Julgamento de Dilma deverá durar sete dias e acabar em 31 de agosto


dilma
Os senadores começam a se preparar para enfrentar uma maratona de, pelo menos, sete dias para julgar definitivamente a presidente afastada, Dilma Rousseff, em seu processo de impeachment. A fase final começará no dia 25 e ela será ouvida pelos parlamentares e responderá a questionamentos na segunda, dia 29 de agosto. As informações são da Folha de S. Paulo.
A previsão dos senadores é de que a votação final aconteça apenas na quarta seguinte (31). Os parlamentares também deverão trabalhar em parte do final de semana.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, esteve no Senado nesta quarta (17), em uma reunião que durou mais de duas horas, para combinar com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os demais senadores o roteiro desta última etapa.

A principal preocupação do ministro era não realizar sessões durante o fim de semana sob o argumento de que, nem o STF e nem o Senado trabalham normalmente nestes dias. Lewandowski não queria que houvesse espaço para posteriores questionamentos da defesa e críticas de que o processo foi “atropelado”.
Senadores aliados ao presidente interino, Michel Temer, no entanto, queriam que as sessões prosseguissem pelo sábado e domingo para agilizar o fim do processo. De acordo com eles, o peemedebista quer ir à China como presidente efetivo, onde participará da reunião de cúpula presidencial do G20, em 4 e 5 de setembro.
Apesar do acordo fechado para que não se marcasse nada para o fim de semana, o ministro acabou tendo que ceder um pouco já que existe a possibilidade de que a oitiva das testemunhas acabe apenas no sábado.
O processo começará na quinta (25), às 9h, com a apresentação das chamadas “questões de ordem”, que são pedidos feitos por senadores sobre o trâmite do processo. Em seguida, os senadores iniciarão a oitiva das duas testemunhas indicadas pela acusação.
Assim que acabar esta parte, os senadores iniciam a oitiva das testemunhas de defesa. O advogado de Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo indicou seis pessoas, número máximo permitido. De acordo com Lewandowski, ficou acordado entre os parlamentares que eles prosseguirão com a sessão durante o tempo necessário para que todos sejam ouvidos.
Ou seja, é provável que esta fase acabe apenas no sábado (27) já que a previsão é de que cada uma leve, em média, oito horas. Se necessário, os senadores também trabalharão no domingo.
O Senado, então, retomará a sessão na segunda (29), às 9h, com a presença de Dilma. Como a Folha antecipou, a presidente irá pessoalmente se defender. Ela terá meia hora, prorrogável pelo tempo que for necessário, para discursar. Assim que ela acabar, cada senador poderá questioná-la em até cinco minutos e a presidente terá o mesmo tempo para responder. A expectativa é de que Dilma passe o dia no Senado.
Na terça, os parlamentares retomam a sessão com a etapa em que cada um pode discursar por até dez minutos. A expectativa é de que esta fase dure cerca de 20h, o mesmo tempo que os senadores demoraram nas duas fases anteriores do processo, quando decidiram pelo afastamento da presidente e quando a tornaram ré no processo.
Quando os discursos acabarem é que os advogados de acusação e defesa apresentarão suas alegações finais. Só então, os senadores iniciarão a votação que deve decidir pela saída definitiva de Dilma Rousseff da Presidência da República.
Para os aliados de Dilma, a presença dela no plenário do Senado será “o grande fato político” que poderá influenciar no voto de alguns senadores que, apesar de terem votado favoravelmente ao impeachment nas outras fases do processo, podem mudar de posição.
“Na nossa convicção, a verdade está do lado dela. Ela vem e vai se sair muito bem. É o momento em que o país vai parar. Não é uma resposta só aos senadores, é a todos os brasileiros”, afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da oposição no Senado. O petista reclamou ainda da continuidade da oitiva de testemunhas no fim de semana. “Há uma pressão dos aliados de Temer. Ora, o julgamento de uma presidente da República não pode ser feito assim”, afirmou.
Já o senador Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado, avaliou que a presença de Dilma no Senado pode ajudar a comprovar que ela cometeu crime de responsabilidade. “Pode parecer que a presidente está sendo julgada apenas por um decreto ou por uma pedalada. Não. Ela vai poder nos explicar todo esse desastre e caos que o país vive, toda essa situação de desemprego, toda a corrupção do seu governo. Será um momento muito bom para que a sociedade possa ouvir os esclarecimentos da própria presidente”, afirmou.

“Ninguém está a passeio”, diz Jucá para defender sessão do impeachment no fim de semana


Senadoras entenderam a declaração do presidente do PMDB como provocação

BRUNO BOGHOSSIAN
17/08/2016 - 19h12 - Atualizado 17/08/2016 19h49
Senador Romero Jucá (Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)
A reunião de senadores com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, nesta quarta-feira (17), para definir a agenda do julgamento de Dilma Rousseff teve uma prévia das provocações que devem tomar o plenário do Senado a partir da semana que vem entre os parlamentares favoráveis e contrários ao impeachment.  A fim de dar celeridade ao processo, como quer Michel Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu a realização de sessões no sábado e no domingo e provocou: “Ninguém está aqui para fazer piquenique no parque nem passear no shopping no fim de semana”. Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ficaram furiosas. “Isso é uma falta de respeito conosco!”, disse a petista. O presidente do Supremo não se intrometeu no bate-boca.

Renan diz que "Dilma quer definir logo o processo"


O presidente do Senado usou a justificativa para acelerar o rito do impeachment

BRUNO BOGHOSSIAN
17/08/2016 - 21h08 - Atualizado 17/08/2016 21h09
Senador Renan Calheiros (Foto: Ailton de Freitas/ Agência O Globo)
Na reunião que definiu a agenda do julgamento de Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ajudou o grupo pró-impeachment a convencer o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, a adotar um ritmo mais ágil para a conclusão do processo. "Ninguém vai aguentar ver isso na TV por horas a fio", disse o senador. Para tentar acelerar o rito, Renan ainda relatou aos senadores uma conversa que teve com Dilma por telefone na manhã desta quarta-feira. "Ela estava tranquila e disse ser a maior interessada em definir logo esse processo", contou.
Em minoria, defensores de Dilma tentaram em vão estabelecer prazos maiores para o depoimento das testemunhas. O líder petista, Humberto Costa (PT-PE), entretanto, quase não participou da discussão. Pouco falou, não aderiu aos bate-bocas protagonizados por Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) e Lindbergh Farias (PT-RJ), e até concordou com a cabeça quando Lewandowski argumentou que não seria razoável suspender o julgamento durante o fim de semana, uma vez que as testemunhas estariam incomunicáveis em um hotel. Os outros dilmistas mantiveram o tom de confronto. Lindbergh provocou: "Temer está com muita pressa para sentar naquela cadeira definitivamente". Romero Jucá (PMDB-RR) reagiu: "Não há nada disso! O país não aguenta mais essa indefinição!"
O grupo pró-Dilma repetia que o processo era extenuante e que não podia sequer se dar o luxo de sair da sessão pra descansar porque precisavam manter a guarda. Lewandowski disse compreender e brincou: "Inclusive sou uma parte interessada. Eu não posso nem me ausentar para ir ao banheiro". O presidente do Supremo repetiu diversas vezes que os prazos deveriam ser "razoáveis" e que o comportamento dos senadores deveria ser "racional". Avisou que não diria à imprensa que haveria sessões no fim de semana, mas admitiu que pode ser necessário concluir o depoimento de testemunhas no sábado (27). Domingo não haveria trabalho "porque é dia santo", afirmou.

Polícia prende integrante de quadrilha que rendeu família e usou arma com mira a laser em assalto


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Suspeito de participar de um assalto a residência no bairro Capão Raso, em Curitiba, Eraldo Borges Medeiros, de 27 anos, foi preso na madrugada desta terça-feira (16). De acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), ele foi detido em casa, na Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba.
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Foto: Divulgação
De acordo com o delegado André Feltes, a quadrilha é extremamente violenta e entrou na residência com armas de fogo com mira a laser, o que não é comum nesses casos. “Foram quatro elementos do dia do assalto. Eles aterrorizaram a família e fugiram com veículo, bens pessoais e cartões de crédito e débito. Conseguimos chegar até ele após uma transação bancária”, explicou.
Medeiros nega o crime, mas a roupa utilizada no dia do crime foi encontrada com ele em Fazenda Rio Grande. Com o cartão levado, a polícia encontrou transações de até R$ 5 mil.
Com Medeiros, a polícia identificou ma segunda pessoa foi identificada por câmeras de segurança durante a compra do cartão roubado. É Thalisson Barbosa Gomes Júnior, que já possuí mandado de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais.
A Delegacia de Furtos e Roubos segue investigando o caso para identificar os outros envolvidos.

Ao tentar fugir da PRF, traficante bate de frente contra caminhão e é hospitalizado em estado grave


Da PRF
carro batido
Carro de traficante ficou destruído (Foto: Divulgação PRF)

Um homem que havia sido abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã desta quarta-feira (17) em Cascavel, na região oeste do Paraná, tentou fugir e acabou por colidir frontalmente contra um caminhão na BR-277.
Com 52 anos de idade, ele foi socorrido e encaminhado em estado grave pela concessionária da rodovia para o Hospital Universitário, em Cascavel.
Dentro do carro, em um fundo falso sob o assoalho do porta-malas, os policiais rodoviários federais encontraram 53,1 quilos de maconha.
O homem, que dirigia um automóvel Chevrolet Monza, foi abordado por volta das 10 horas da manhã. Enquanto os agentes da PRF verificavam sua documentação, o motorista tentou fugir. Em alta velocidade, ele transitou pela contramão e forçou várias ultrapassagens, enquanto era seguido pela PRF.
Pouco mais de um quilômetro à frente, ele atingiu um caminhão que transitava no sentido contrário.
A PRF encaminhou a ocorrência para a 15ª Subdivisão da Polícia Civil em Cascavel.

Delegado indicia policial militar por morte de jogador de futebol e defesa pede que ele deixe o caso


Por Elizangela Jubanski e Geovane Barreiro

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Gilson foi morto por um tiro nas costas, efetuado pelo PM. Foto: Reprodução
A Delegacia de Polícia de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, concluiu o inquérito sobre a morte do jogador Gilson Camargo, 28 anos, na tarde do dia 17 de julho, exatamente há um mês. O soldado Gerson, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM), que efetuou um disparo de arma de fogo contra Gilson, foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil. O policial militar continua preso por meio do pedido temporário de 30 dias, efetuado durante as investigações.
Para a Banda B, o delegado responsável pela delegacia Antônio Messias da Rosa afirmou que o inquérito foi concluído dentro do prazo e ainda revelou que há um pedido de troca de delegado no caso. “Encaminhei ao Ministério Público para que ele pudesse oferecer denúncia ou fazer novas diligências. Tendo em vista que o pessoal requisitou que fosse nomeado um novo delegado de polícia para o caso, deixei à disposição do Juiz da Comarca para que ele desse por concluído ou, em caso de diligência, desse ao novo delegado”,
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Soldado Gerson está preso há quase 30 dias. Foto: Reprodução
Sobre o pedido de troca de delegado no caso, Messias alega que a defesa do policial militar teria se incomodado com a forma que o inquérito estava sendo concluído e solicitou ao Juiz da Comarca que ele fosse substituído. “Eu me dei pelo dever cumprido, cumpri com a minha obrigação legal de autoridade policial de levar até o fim a descoberta da autoria, a materialidade e até o pedido de prisão. A minha conclusão foi essa, tentei ser imparcial e não me deixei levar pelos pedidos da defesa e, infelizmente, se sentiram incomodados”
Anexado há 15 dias, o pedido da defesa alega que o delegado responsável pelo caso não comunicava a defesa dos seus atos. “Acontece que o caderno investigatório da autoridade policial não dá direito ao contraditório. O delegado tem libre arbítrio de prosseguir nas diligências independente da defesa ou de quem quer que seja. A autoridade policial tem o poder discricionário de colocar dentro do inquérito aquilo que ele acha válido”, conclui.
Com o inquérito em mãos, o Poder Judiciário pode prorrogar o pedido de prisão temporária, transformá-la em preventiva a partir dos autos ou ainda, vencendo o prazo de 30 dias, terá de colocá-lo em liberdade, por obrigação legal. “Eu dei por dever cumprido, não resta nada que Campina Grande possa fazer, eu cumpri com minha obrigação”.
No Brasil, a pena mínima para homicídio qualificado, quando o crime é doloso (com intenção de matar) e apresenta qualificadores, é de 12 anos e a máxima de 30 anos de prisão.
Polícia Civil
A Banda B entrou em contato com a Polícia Civil sobre o pedido feito pela defesa e foi informada que não há qualquer fundamento na alegação. Eles confirmam que há o pedido da defesa para o troca de delegado responsável no caso, no entanto, é infundada. Em breve, a Polícia Civil encaminhará uma nota à Banda B sobre o caso.
O caso
O crime aconteceu em uma cancha na Rua Júlio Guidolin, no Jardim Santa Rosa, na tarde de domingo (17). O time do policial disputava uma partida contra a equipe de Gilson. Em momentos diferentes, o representante foi expulso e o policial substituído no jogo. Os dois terminaram de assistir a partida pela arquibancada. A versão do policial é que ele perseguiu o representante, em direção ao estacionamento, por imaginar que ele estivesse armado, já que andava com as mãos na cintura.
O PM atirou três vezes contra Gilson. Imagens que circulam por meio das redes sociais nesta segunda-feira mostram uma garrafa de água sendo retirada da cintura do jovem, o que negaria a versão dada pelo policial. O PM, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 22º, foi levado por uma viatura até a Delegacia de Campina Grande do Sul.
Prisão
Na manhã do dia 20 de julho, o delegado Messias da Rosa afirmou à Banda B que as provas apresentadas revelavam que houve crime de homicídio. “Até agora, tudo aponta que houve uma precipitação por parte do policial militar. Infelizmente, ele usou uma arma da corporação para praticar um crime e, pelas provas materiais e testemunhas, houve um homicídio”.
No mesmo dia, à noite, a Polícia Militar (PM) cumpriu a prisão temporária do soldado lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM), acusado de assassinar Gilson Camargo, 28 anos.