Lava Jato bloqueia até casa de R$ 8,6 mi de Odebrecht


marcelo-odebrecht-cassiano-rosario-futura-press
Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, ao longo dos últimos meses, empreiteiro preso desde 19 de junho de 2015 teve um total de R$ 23,9 milhões em bens confiscados
Durante o primeiro semestre deste ano, enquanto negociava sua delação premiada com a Operação Lava Jato, o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, acumulou reveses na Justiça Federal do Paraná. Ao longo dos últimos meses, por ordem do juiz federal Sérgio Moro e a pedido da força-tarefa da Lava Jato, Odebrecht teve ao menos R$ 23.925.818,16 bloqueados em bens, entre eles a casa de R$ 8,6 milhões em São Paulo. As informações são de Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo no Estadão.

Odebrecht foi preso na Operação Erga Omnes, fase da Lava Jato, em 19 de junho de 2015. Condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa ele negocia delação premiada com o Ministério Público Federal.
O pedido de confisco de bens de Odebrecht foi feito pelo Ministério Público Federal em 6 de novembro de 2015. A decisão de Moro saiu em 14 de abril deste ano, semanas após o empreiteiro ser condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa em uma das ações penais que responde na Lava Jato.
Ao despachar sobre o confisco de bens de Odebrecht, o juiz Moro classificou o empreiteiro como ‘o principal responsável pelo pagamento das propinas’ na empresa. O magistrado afirmou, naquela ocasião, que ‘o patrimônio do condenado Marcelo Bahia Odebrecht, como um dos responsáveis pelos crimes, está sujeito à constrição para reparação do dano’.
Os confiscos estão sendo executados desde então. Em 1.º de agosto, o bloqueio da casa de Odebrecht foi anexado aos autos da Lava Jato. A Procuradoria da República, no pedido de novembro do ano passado, tinha avaliado a casa de Odebrecht em R$ 6.061.599,97. Em junho, a Justiça de São Paulo avaliou o imóvel em R$ 8.699.402,00.
Além da casa de Odebrecht, foram confiscados sete carros da família avaliados em R$ 688.658,26. Moro bloqueou ainda R$ 14.537.757,90 em saldo de conta, ações e aplicações bancárias.
Quando pediu o confisco dos bens de Odebrecht, em novembro do ano passado, a força-tarefa da Lava Jato estimou ‘o dano mínimo gerado pela conduta criminosa de Marcelo Bahia Odebrecht em R$ 7.038.887.166,74 e o valor relativo ao produto e proveito do crime em R$ 93.140.148.515,70’.
O documento indicou ser ‘necessário garantir também o pagamento das penas de multa’ e atribuiu ‘adequado e proporcional o pagamento de R$ 1.303.200,00, por conduta criminosa’.
“O valor (R$ 1.303.200,00), todavia, é referente à prática de cada conduta criminosa. Portanto, como Marcelo Odebrecht foi denunciado pelo Ministério Público Federal pelo incurso, em concurso material, do delito de lavagem de capitais por 136 vezes, o que fez por organização criminosa e mediante a prática de corrupção em sua modalidade ativa, além de 64 condutas de corrupção ativa – em concurso material, o montante total a ser pago por Marcelo Odebrecht ao fundo penitenciário a título de multa é de R$ 260.640.000,00”, apontou.
A Procuradoria pediu a Moro que indisponibilizasse ‘todos os ativos financeiros, quaisquer bens ou valores sob a guarda de Marcelo Bahia Odebrecht, bem como daqueles não abarcados pelo sistema BacenJud’.
Moro, em abril deste ano, pontuou que o ‘esquema criminoso’ gerou ‘ganhos ilícitos às empreiteiras e aos investigados, justificando-se a medida para privá-los do produto de suas atividades criminosas’. O magistrado decretou confiscos de bens e o ‘o bloqueio dos ativos mantidos em contas e investimentos bancários de Marcelo Bahia Odebrecht, até o montante de R$ 200 milhões’.
A reportagem procurou a Odebrecht. O espaço está aberto.
(foto: Cassiano Rosário/Futura Press)

Dilma diz que Temer quer antecipar o impeachment por medo de delação


dilma-temer-2
A presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou em entrevista ao SBT, exibida na madrugada desta segunda-feira (22), que Michel Temer e seus aliados se empenham para antecipar a votação do impeachment porque temem o surgimento de denúncias que os comprometam. “Por que eles têm tanto interesse em antecipar, em dias, o impeachment? Para mim, eles têm medo de uma delação que mostre claramente qual é o grau de comprometimento de quem meu julgamento beneficia: o governo interino, provisório e ilegítimo”, considera a petista. O Senado iniciará a etapa final do processo de impeachment na quinta (25). As informações são da Folhapress.

A expectativa é de que o resultado saia entre os dias 30 e 31. Ela deu as declarações ao programa “Conexão Repórter”. Segundo o apresentador, Roberto Cabrini, a gravação ocorreu no dia 4 deste mês, antes de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a abertura de inquérito contra Dilma por suspeita de obstrução das investigações da Operação Lava Jato. A presidente afastada voltou a afirmar que não sabia do esquema de corrupção da Petrobras e, questionada, disse não ter medo “nenhum” de uma eventual condenação.
“Se tiver de ser alvo da Lava Jato, com razões embasadas, eu serei. Agora, quero ver onde vão embasar razões para eu ser alvo da Lava Jato. (Sobre temor de condenação). Nenhum, eu sei o que eu fiz”, justificou. “Meu governo não esteve associado à corrupção, até porque eu não testou associada à corrupção. Nunca tive conta rejeitada, a não ser agora, porque eles querem fazer o processo de impeachment”, complementou, fazendo menção a reprovação de suas contas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), fato embrionário do processo de impeachment. Dilma considera ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu crimes e não será preso. Classificou essa possibilidade como “uma temeridade” e “um equívoco”. “Acho uma temeridade prenderem o presidente Lula, principalmente porque tenho certeza de que ele é absolutamente inocente das coisas de que é acusado. Acho que ele não será preso, acho que eles não cometerão esse equívoco”, opinou.
Dilma rechaçou as suspeitas de que foi beneficiada com dinheiro desviado da Petrobras e afirmou que jamais esteve nas mãos de empresários investigados. “Eu acho que não sou refém das empreiteiras. Os próprios empreiteiros sabem disso. Nenhum pode chegar e dizer que me deu qualquer contribuição. Podem falar que deu para minha campanha. Agora, para mim? Ninguém deu contribuição nenhuma”, defendeu-se.
A respeito da confissão do marqueteiro de suas campanhas, o publicitário João Santana -ele admitiu ter recebido pagamento de caixa 2- a petista se isentou de qualquer responsabilidade. “Ele confessou, é responsabilidade dele. Eu não reconheço, eu não paguei. Primeiro, tem que investigar e ver se pagou; quem pagou e como pagou. Não tenho certeza se ele mentiu ou se falou a verdade. Não vou assumir responsabilidade do que eu não sei, não controlo e não sei como foi feito”, disse.
‘VÁRIOS ERROS’ Como em outras ocasiões, a presidente afastada reconheceu “vários” erros e citou a aliança com Temer e a dificuldade em reagir à crise econômica. “Erros? Vários. Não perceber que ia ser traída como fui. Achei que era possível fazer um ajuste rápido para sair da crise. São muitos os meus erros, mas também são muitos os meus acertos, como qualquer ser humano”, analisou. Durante a entrevista, ela comentou a fama de ser uma governante dura e fria, crítica frequentemente feita, sobretudo por parlamentares. Ela atribuiu as acusações a um pré-julgamento. “Preconceito total. Vejo (nisso) a construção da imagem que eles (adversários) querem mostrar: uma pessoa fria, seca e insensível. Isso é trabalho de imagem desconstruída. Sou uma pessoa resistente, firme. Não me abato, jamais jogo a toalha”, afirmou.
Dilma negou estar isolada e contou que vem conversando com senadores para tentar convencê-los a impedirem seu afastamento definitivo. Perguntada quantos votos tem no Senado, ela disse que isso é sigiloso e que a divulgação dessa informação permitiria a seus adversários fazer uma “pressão irresistível” nos parlamentares. Não especificou, porém, o significado de pressão irresistível.

Padilha diz que governo prevê entre 60 e 63 votos a favor do impeachment


padilha
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou em entrevista à Rádio Estadão nesta segunda-feira, 22, sobre a expectativa do governo interino de Michel Temer (PMDB) com a votação final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), que começa nesta quinta-feira, 25, no Senado Federal. “Deveremos ter entre 60 e 63 votos a favor do impeachment”, disse o ministro, emendando: “Sendo conservador, deveremos ter 61 votos.”
Apesar da previsão, Padilha disse que o governo respeita a independência dos poderes e que o impeachment é questão do Senado Federal. Mas, pela sua previsão, Michel Temer deverá contar com ampla maioria para continuar no comando do País. As informações são do Estadão.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, ao tornar-se definitivo, o governo Temer será ainda mais objetivo para executar as ações necessárias para recolocar o País na rota do crescimento. “Governo enquanto interino deixa interrogações, é natural”, afirmou. “Com governo definitivo, teremos de conter a expansão da dívida pública e reformar o nosso sistema previdenciário”, disse.
Olimpíada. Na entrevista ao vivo à Rádio Estadão, ele também fez um balanço dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Na sua avaliação, o balanço da Olimpíada é “altamente positivo”. “Fizemos muito com pouco dinheiro (e mostramos) que o brasileiro é responsável e acolhedor”, afirmou. Padilha justificou a ausência do presidente da República em exercício, Michel Temer, na cerimônia de encerramento no domingo, 21, à noite, afirmando que situação semelhante aconteceu nos jogos de Londres e Pequim. “Ele (Temer) apenas seguiu o protocolo.”
Ao falar do balanço que considera positivo, o ministro disse que os jogos apresentaram índice de segurança próximo de 90% e que nos aeroportos a pontualidade foi de mais de 95%. E repetiu: “Fizemos muito com pouco dinheiro.”
O ministro também afirmou que os Jogos permitiram mostrar ao mundo que o Brasil tem capacidade de atrair investimento estrangeiro com segurança jurídica. E argumentou que o governo tem trabalhado para mostrar que pode-se investir no Brasil com segurança jurídica.
(Foto: Dida Sampaio)

Número de candidatos do PT em 2016 cai quase pela metade em relação a 2012


Serão 23.601 candidatos, ante 44.499 nas eleições municipais de quatro anos atrás

MURILO RAMOS
22/08/2016 - 17h24 - Atualizado 22/08/2016 17h39
Polícia Federal faz buscas na sede do PT em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O escândalo da Lava Jato e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff provocaram um estrago considerável nas pretensões do PT para as eleições de 2016. O número de candidatos da legenda em relação às eleições de 2012 caiu 47%. 

Debandada geral: Lochte perde todos seus patrocinadores


A segunda-feira é de pesadelo para Ryan Lochte. Restavam dois patrocinadores ao nadador fanfarrão, mas ambos seguiram o mesmo caminho de Speedo e Ralph Lauren e anunciaram o fim da parceria com o americano, que causou grande repercussão na Rio-2016 ao mentir sobre um suposto assalto para acobertar uma noite de banderna na capital carioca. A terceira empresa a encerrar os contratos com o atleta de 32 anos foi a Syneron Candela, companhia israelense de produtos estéticos. Lochte era o embaixador global do produto Gentle Hair Removal.
“Cobramos altos padrões de nossos funcionários e esperamos o mesmo dos nossos parceiros. Nós desejamos o melhor a Ryan  e agradecemos a ele pelo tempo em que apoiou nossa marca”, diz a nota oficial da Syneron. Quarto e último patrocinador de Lochte, a fabricante de colchões Airweave, também se desapontou com a mentira do nadador e se pronunciou, cortando o vínculo com o atleta. “Depois de uma avaliação cuidadosa, tomamos a decisão de encerrar nossa parceria com Ryan Lochte”, disse em comunicado a empresa.
Início da debandada – Speedo foi a primeira a romper com Lochte. A fornecedora de artigos esportivos disse em uma nota divulgada nas redes sociais que não pode “tolerar um comportamento contrário aos valores desta marca”. Pouco mais tarde, também nesta segunda-feira, a debandada de patrocinadores de Ryan Lochte aumentou: a grife Ralph Lauren, fornecedora dos uniformes olímpicos da delegação dos Estados Unidos, também anunciou o fim do vínculo com o nadador americano.
A informação foi divulgada pelo programa Good Morning America, da emissora americana ABC. “A Ralph Lauren continua a apoiar o time americano com orgulho. E valoriza os atletas que vestem a nossa marca. O contrato específico com Ryan Lochte, feito especificamente para a Rio 2016, não será renovado”, disse a companhia.

Raupp na 'Mela Jato' de Funaro e Meire



O Antagonista soube que, antes de se encontrar com o advogado de Lúcio Funaro na semana passada, a contadora Meire Poza esteve com o senador Valdir Raupp.
Será que o peemedebista não aprendeu nada com o exemplo de Delcídio do Amaral, preso ao tentar obstruir a Lava Jato?

As plantações de Meire Poza



Como O Antagonista revelou mais cedo, o corretor Lúcio Funaro, preso na Papuda, se articula com Meire Poza para tentar melar a Lava Jato.
Na semana passada, seu advogado Daniel Gerber esteve com Meire e o advogado da ex-contadora em São Paulo.
Esse é o caminho mais rápido para Funaro permanecer atrás das grades - e Meire vai acabar na cela ao lado.

Jornalista Geneton Moraes Neto morre no Rio, aos 60 anos


Repórter estava internado desde maio.
Desde o começo dos anos 1980, o jornalista trabalhava na Globo.

Do G1 Rio
Geneton Moraes Neto (GNews) (Foto: Reprodução GloboNews)Geneton Moraes Neto tinha 60 anos (Foto: Reprodução GloboNews)
O jornalista e escritor Geneton Moraes Neto morreu nesta segunda-feira (22) no Rio, aos 60 anos, vítima de um aneurisma na aorta. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da cidade, desde maio. Deixa viúva, três filhos e quatro netos.
Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Geneton era um apaixonado pelo exercício da reportagem, função que ele afirmava ser a "realmente importante" no jornalismo. Trabalhava na Globo desde o início dos anos de 1980. Foi editor do RJTV, editor-executivo e editor-chefe do Jornal da Globo, editor do Jornal Nacional, repórter e editor-chefe do Fantástico.
Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer Jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move"
Geneton Moraes Neto
Desde 2006, produzia reportagens especiais para a GloboNews. Em agosto de 2009, estreou um blog no G1, que manteve atualizado até abril de 2016.
Pernambucano, nasceu, como gostava de enfatizar, "numa sexta-feira 13 [de julho], num beco sem saída, numa cidade pobre da América do Sul: Recife". Saiu do referido beco sem saída para ganhar o mundo fazendo jornalismo. Seus primeiros passos na profissão foi aos 13 anos de idade, escrevendo artigos amadores para o "Diário de Pernambuco" onde, poucos anos depois, conseguiu seu primeiro emprego.
Geneton entrevistou seis presidentes da República, três astronautas que pisaram na Lua, os prêmios Nobel Desmond Tutu e Jimmy Carter, os dois militares que dispararam as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, a mais jovem passageira do Titanic e o assassino de Martin Luther King, entre muitos outros personagens históricos.
Guardava as fitas brutas de todas as suas entrevistas. Parte delas ele enviava para o Centro de Documentação da Globo, outra guardava em casa.
"Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move", afirmou o jornalista em depoimento ao Memória Globo.
Além de reportagens, Geneton Moraes Neto publicou diversos livros, dentre eles “Hitler/Satalin: o Pacto Maldito”, “Nitroglicerina Pura”, “O Dossiê Drummond: a Última Entrevista do Poeta”, “Dossiê Brasil”, “Dossiê 50: os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro”, “Dossiê Moscou, “Dossiê História: um repórter encontra personagens e testemunhas de grandes tragédias da história mundial” e “Dossiê Gabeira”.
Geneton Moraes Neto entrevista Carlos Heitor Cony para o ‘Dossiê GloboNews’ (Foto: Globo / Divulgação)Geneton em entrevista a Carlos Heitor Cony para o ‘Dossiê GloboNews’ (Foto: Globo / Divulgação)
O jornalista também produziu documentários como o “Canções do Exílio”, exibido no Canal Brasil, com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé, sobre o período em que moraram em Londres, e “Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças”, que reúne entrevistas que ele gravou nos 20 anos de convivência com o jornalista Joel Silveira, um dos maiores repórteres brasileiros.
Em 2012, Geneton recebeu a Medalha João Ribeiro concedida anualmente pela Academia Brasileira de Letras (ABL) a personalidades que se destacam na área de cultura.

Prata na Rio 2016 leiloa medalha na web para ajudar menino com câncer


Segundo lugar no arremesso de disco, polonês Piotr Malachowsk se sensibiliza
com luta de criança de 5 anos de seu país para pagar tratamento em Nova York

Por Rio de Janeiro
Piotr Malachowski medalha de prata no arremesso de disco (Foto: Reuters)Essa é a segunda medalha de prata de Piotr Malachowski (Foto: Reuters)
O polonês Piotr Malachowsk resolveu fazer uma boa ação com a medalha deprata que conquistou no arremesso de disco da Rio 2016 no último dia 13. Sensibilizado com a história de um menino sem recursos para tratar um câncer no olho, o atleta está leiloando o prêmio. Em sua conta no Facebook, ele explicou que foi procurado pela mãe de Olek logo após a conquista e que, já que não conseguiu o ouro, está tentando fazer sua prata aumentar de valor para quem precisa. O atleta disse ainda que todo dinheiro arrecadado com o leilão, que vai até o dia 26 de agosto, será investido no tratamento do pequeno em Nova York. Até o momento, o maior lance dado pela medalha de Malachowsk, que também conquistou o segundo lugar em Pequim, chega a pouco mais de R$ 60 mil.
- Ganhar uma medalha olímpica para um atleta é realizar um sonho de vida. Claro, a de ouro é a mais preciosa. Eu fiz tudo que estava ao meu alcance para obtê-la. Infelizmente desta vez não tive sucesso. No entanto, o destino me deu uma chance de aumentar o valor da minha prata.
Pouco tempo depois da competição, Goshia, mãe de Olek, escreveu para mim pedindo ajuda para salvar seu filho. Olek  tem quase dois anos e está lutando contra um câncer no olho durante mais da metade de sua vida. O retinoblastoma é um tumor maligno do olho, que só ocorre em crianças com menos de 5 anos de idade. Na Polônia, não há chance de salvar Olek. A única possibilidade é a terapia em Nova York. Eu decidi ajudar Olek e enviei a medalha do Rio para o leilão. Todo o valor arrecadado no leilão será gasto com o tratamento de Olek. Eu também quero incentivar todas as pessoas de boa vontade a pagar ou depositar dinheiro na conta, enviar mensagens de texto e ajuda de qualquer maneira possível. Vamos ajudar os pais e a família de Olek. No Rio, eu lutei para ter o ouro. Hoje, faço um apelo a todos para algo que é ainda mais valioso. A saúde deste menino fantástico. É por isso que eu convido todos vocês para o leilão. Se você ajudar, minha prata pode ser mais valiosa do que o ouro para Olek - escreveu.
Piotr Malachowsk postagem de leilão da medalha (Foto: Reprodução)Piotr Malachowsk postou apelo em sua conta no Facebook (Foto: Reprodução)

OAS: suspensão provisória



O Antagonista apurou que a suspensão do acordo de delação premiada com a OAS será "provisória". Rodrigo Janot vai esperar baixar a poeira para reconsiderar o benefício.
Janot foi cobrado por ministros do STF, especialmente o relator Teori Zavascki, pelas menções a Dias Toffoli - reproduzidas pela Veja. Fontes do Supremo alegam que "não se pode encurralar um integrante da Corte com base em ilações".
O recado é claro: a delação só segue adiante sem citações ao STF.

Acidente entre picape e carreta mata três amigos na BR-153, em Goiás


Segundo PRF, colisão foi motivada por ultrapassagem em local proibido.
Vítimas, duas mulheres e um homem, seguiam para festa agropecuária.

Sílvio TúlioDo G1 GO
Acidente entre picape e carreta mata três amigos na BR-153, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)Acidente entre picape e carreta mata três amigos na BR-153, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)
Três pessoas morreram em uma colisão frontal envolvendo uma picape e uma carreta, na BR-153, em Porangatu, região norte de Goiás. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as vítimas - duas mulheres, de 24 e 23 anos, e um homem, de 40 -, eram amigas e estavam se deslocando para uma festa agropecuária. O condutor do veículo de carga saiu ileso.
O acidente aconteceu no sábado (20) e deixou a picape completamente destruída. Todos os mortos estavam em uma Fiat Strada. De acordo com o policial rodoviário Mário de Almeida Nunes, a batida foi provocada pela condutora do veículo, a jovem de 24 anos, que fez uma manobra proibida.
"Ela foi fazer uma ultrapassagem numa curva, em local proibido e bateu de frente com a carreta. Com o impacto, o carro foi arrastado pelo até a margem da rodovia. Todas as vítimas ficaram presas às ferragens e morreram no local", afirmou ao G1.
Após o acidente, a pista ficou interditada por cerca de duas horas.
Acidente entre picape e carreta mata três amigos na BR-153, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)Acidente entre picape e carreta mata três amigos na BR-153, em Goiás (Foto: Divulgação/PRF)


 

Em menos de uma hora, bandidos invadem duas grandes lojas para levar celulares


Por Luiz Henrique de Oliveira


celulares
Celulares foram levados das duas lojas (Imagem ilustrativa)
Em menos de uma hora, bandidos armados invadiram duas grandes lojas em Curitiba e região metropolitana, na manhã desta segunda-feira (22). Em ambas as ações o bando fugiu com aparelhos celulares.
Por volta das 10h, a ação aconteceu dentro do Hipermercado Extra na Av. Presidente Kennedy, no bairro Rebouças. Quatro homens armados renderam o vigilante da loja, quebraram a vitrine e fugiram com dezenas de celulares.
Em seguida, por volta das 11h, a ação aconteceu na Lojas Pernambucanas no Centro de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Três homens entraram na loja, renderam funcionários e também levaram dezenas de celulares.
Ainda não há informação se os assaltos foram praticados pela mesma quadrilha. A Polícia Civil investiga os casos.

A pizza é com Odebrecht ou sem Odebrecht?



Será que a negociação da delação premiada da Odebrecht também será suspensa por Rodrigo Janot, já que também houve vazamentos de parte do seu conteúdo, mesmo sem acordo de confidencialidade?
Uma enorme e amarga pizza talvez esteja sendo assada em Brasília, senhoras e senhores.

O ANTAGONISTA CONFIRMA: DELAÇÃO DA OAS SUSPENSA



O Antagonista conseguiu agora confirmar a reportagem de O Globo sobre a decisão da PGR de suspender as negociações do acordo de colaboração premiada da OAS.
"As conversas estão encerradas", disse uma fonte da PGR ao Antagonista.
Essa medida absolutamente drástica sugere que Léo Pinheiro revelou muito mais do que o STF pode suportar.