Sessão FINAL da VOTAÇÃO começa às 11h



Ricardo Lewandowski decidiu agora que a sessão de hoje só terminará após o pronunciamento do último senador. A de amanhã, quando se dará a votação final, começará às 11h.
Sem parada para o almoço.

Advogado contesta declaração do próprio cliente na Lava Jato


Paulo César Roxo havia criticado conduta da Polícia Federal na segunda-feira (29)

MURILO RAMOS
30/08/2016 - 20h14 - Atualizado 30/08/2016 20h46
Paulo César Roxo em depoimento ao juiz Sergio Moro (Foto: Reprodução)
Após Paulo César Roxo, antigo assessor do ex-senador Gim Argello e réu na Operação Lava Jato, afirmar em interrogatório ter sido “coagido, chantageado e intimado ostensivamente de maneira pouco usual” pela Polícia Federal, seus advogados pediram ao juiz Sergio Moro que retirasse tais declarações dos autos. Eles dizem que o delegado da Polícia Federal e os procuradores da República que trabalham no caso “atuam de forma digna, honrosa e leal nos  presentes  autos”.
Moro não gostou da controvérsia entre cliente e advogados. O juiz afirmou que não há a menor base legal para qualquer pedido de retirada de depoimentos ou arquivos no processo.
Para integrantes da força-tarefa da Lava Jato, o fato é mais um exemplo de “críticas infundadas” de supostos abusos.

Um julgamento ao modo da política


As ofensas, os exageros e as acusações constroem o último capítulo do processo de impeachment no Senado

ANA CLARA COSTA, BRUNO BOGHOSSIAN E ALANA RIZZO
30/08/2016 - 08h00 - Atualizado 30/08/2016 12h34
 Senador Renan Calheiros empurra o senador Lindbergh Farias ao falar no plenário do Senado após bate-boc (Foto: Sérgio Lima/ÉPOCA)
Visivelmente aborrecido, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, girou rápido a cadeira central da mesa do Senado, levantou-se e desapareceu pelo túnel que serve de passagem para fora do plenário. Seguiu para a garagem, entrou no carro oficial e foi para o Supremo despachar com assessores, organizar sua agenda e assinar decisões. Não quis nem almoçar no Congresso; pediu a auxiliares que pegassem frango grelhado, salada verde, legumes ao vapor e um suco no bandejão. Deixara para trás uma sessão cujos protagonistas foram identificados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, como detentores de uma “burrice infinita” e personagens de “hospício”.
Não era o clima que Lewandowski esperava encontrar no Senado. Corre a boutade, atribuída ao falecido antropólogo e senador Darcy Ribeiro, que o Senado é melhor que o céu porque não é preciso morrer para estar lá, numa deferência aos muitos benefícios e ao clima cordial das relações. O Senado é tido como uma confraria de senhoras e senhores com extensa quilometragem na política. Por isso é lá que, segundo a Constituição, o processo de impeachment de um presidente da República deve terminar. Quando Lewandowski, encarregado de presidir a sessão de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu os trabalhos na quinta-feira (25), rapidamente se deu conta de que o Senado pode transitar com facilidade extrema dessa confraria para um “circo”, outra das tantas denominações atribuídas pelos próprios senadores.
A largada para o vexame foi dada pela senadora petista Gleisi Hoffmann (PR), que desqualificou o Senado como Casa digna para julgar Dilma. “Quem aqui tem moral para julgar Dilma?”, disse, levantando a voz. A reação em cadeia foi extrema e desastrosa. Senadores começaram a protestar fora do microfone. Ricardo Ferraço, do PSDB do Espírito Santo, se levantou da cadeira e Gleisi, que falava na primeira fileira do plenário, virou-se para trás para olhar seus adversários nos olhos. Com o microfone desligado, Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, também ficou de pé e gritou. “Eu exijo respeito e decoro! Eu não sou assaltante de aposentado!”, disse. Fazia referência ao marido de Gleisi, o ex-ministro Paulo Bernardo, preso em junho acusado de desviar dinheiro de empréstimos consignados concedidos a aposentados, pensionistas e servidores públicos federais. Foi a faísca para a discussão quase virar briga de rua. Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, atravessou o plenário com o dedo indicador em riste e aos berros: “Você é um canalha!”, disse. Caiado fez o que parecia impossível e baixou ainda mais o nível do debate. “Tem de fazer antidoping”, disse, levantando a suspeita de que o colega estivesse drogado.
Lewandowski assistiu aos embates irritado, atônito e desanimado. Estava submetido a uma situação inédita na carreira, proporcionada pelo rito do impeachment, pelo qual o presidente do Poder Judiciário tem de presidir sessões do Legislativo. São mundos diferentes. O Judiciário, com sua sisudez e formalidade, é o ambiente de embates menos abertos; o Legislativo é o ambiente onde a prática democrática da defesa das ideias é exercida ao extremo, muitas vezes com insensatez, imaturidade ou deselegância. Lewandowski não está acostumado com isso. Durante todo o primeiro dia desta fase final, sentado ao lado de Lewandowski, Renan Calheiros assistiu aos embates calado. Balançou a cabeça em desaprovação quando Gleisi e Lindbergh atacaram a “moral” da Casa que preside.
Na sexta-feira (30), Renan abandonou sua costumeira frieza e reagiu, como se tentasse recuperar uma honra institucional. Desceu da mesa da presidência e, entre seus pares, se disse triste por perceber “que esta sessão é a demonstração de que a burrice é infinita” e que o julgamento parecia acontecer em um “hospício”. Irritado com Gleisi, arrematou em mais uma referência a ela e ao marido. “Como a senadora pode fazer uma declaração dessa, exatamente uma senadora que há 30 dias o presidente do Senado Federal conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, desfazer o seu indiciamento e do seu esposo?”, disse. O caos se reinstalou e Lewandowski antecipou o almoço para as 11h30 da manhã para interromper o bate-boca e refugiou-se por quase duas horas no Supremo. Na saída do plenário, Renan desabafou: “Ela estava me provocando”.
As cenas bárbaras de gritaria entre senadores no plenário explicam a frustração de Lewandowski. Ele percebeu logo no primeiro dia que o julgamento corria o risco de sair dos trilhos, quando a sessão mal tinha completado uma hora e ele teve de intervir. “Isto não é um debate parlamentar”, disse, diante da algazarra de senadores. “Isto é um julgamento.” Assim como Lewandowski, os senadores têm dificuldade de se adequar às exigências de um julgamento. Mas ali era apenas um capítulo de classificação indicativa ainda livre se comparado ao que viria adiante. Ciente do papel histórico que desempenha ao comandar o processo de cassação de uma presidente da República, Lewandowski tenta manter as aparências de normalidade. Quando a senadora Kátia Abreu, do PMDB do Tocantins, pediu uma audiência no início da semana, ele recomendou que Dilma tivesse disciplina na duração de sua defesa: além dos 30 minutos dados a ela, concederia no máximo duas extensões de cinco minutos cada. Ponderou que não gostaria de cometer a indelicadeza de cortar a palavra da presidente afastada, mas que o faria se fosse necessário. 
As horas passavam lentamente para os senadores quando os surtos de agressões verbais se abrandavam. Os senadores que defendem a volta de Dilma ao cargo mostravam-se pouco confiantes de que sejam capazes de reverter o placar da Casa. Um breve lapso de alegria foi visto quando Lewandowski acatou uma questão de ordem levantada pela defesa de Dilma e rebaixou o procurador junto ao Tribunal de Contas da União Júlio Marcelo da condição de testemunha à de informante. Lewandowski concordou com o ex-ministro José Eduardo Cardozo, defensor de Dilma no processo, que poderia haver suspeição do procurador por postagens no Facebook, nas quais se mostrava favorável à deposição de Dilma. O fato em si não tem condições de mudar o resultado do impeachment, mas foi comemorado pelos petistas por ser uma das poucas vitórias obtidas nos últimos dias. O parecer de Júlio é visto como a “pedra fundamental” do afastamento de Dilma, já que foi com base nele que a tese das pedaladas fiscais ganhou força e embasou o pedido de impeachment do fundador do PT Hélio Bicudo e da advogada Janaína Paschoal.
A pausa para o almoço serviu para acalmar os ânimos. Os senadores voltaram para a sessão ainda entorpecidos pela adrenalina liberada horas antes, mas a ferida estava escancarada. A senadora Gleisi havia exposto a fragilidade da Casa sem apresentar provas ou sequer nomes. Deixou no ar, o que por vezes é pior do que uma acusação direta. A própria Gleisi é alvo de inquérito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no STF. A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que recorrerá à Comissão de Ética para que Gleisi detalhe a quem se referia em sua acusação.

 
Senador Ronaldo Caiado (Foto: Sérgio Lima/ÉPOCA)
No cafezinho, que se separa do plenário por uma porta nos fundos do salão, pouca gente admitia que aquele falatório faria alguma diferença no resultado do julgamento. “Nada vai mudar aqui. Cada senador já tem sua posição”, disse Edison Lobão (PMDB-MA). A um comentário de que Júlio Marcelo pareceu desanimado e falando encolhido após seu rebaixamento de status, Agripino Maia (DEM-RN) admitiu: “Eu nem reparei. Estava meio disperso”. Quando o meio da tarde da quinta-feira se aproximava, praticamente restavam em plenário apenas petistas e aliados de Dilma Rousseff. Renan demonstrava estar em perfeita sintonia com Lewandowski.
Assentia com a cabeça a cada fala proferida pelo presidente do STF. Nos bastidores, contudo, havia se irritado quando o magistrado o convidou para se juntar a ele na mesa, no início da sessão. “Eu sou o presidente do Senado. Não preciso ser convidado”, resmungou a assessores, em um momento de ciúmes de poder.
Afora acusações pessoais de baixíssimo nível, por mais que o desfecho fique marcado na história brasileira, o miolo do processo tem sido marcado pelo enfado. Quando a palavra estava com Júlio Marcelo, que era sabatinado pelos senadores, Renan preferia conferir seu celular. A voz baixa e sem nenhuma oscilação de tom do procurador causava bocejos até mesmo aos petistas, que buscavam, com suas perguntas, desestruturar a argumentação das pedaladas fiscais, articulada e defendida pelo procurador. O senador Paulo Paim (PT-
RS) listou governos estaduais que teriam cometido as mesmas infrações fiscais de Dilma e questionou se o julgamento abriria precedentes para que eles também fossem julgados. Júlio Marcelo disse que poderia se pronunciar apenas sobre o parecer que havia relatado, especificamente sobre as contas da presidente da República. Disse que havia, inclusive, votado em Dilma nas eleições de 2010. A senadora Kátia Abreu retrucava que o TCU não era “a Santa Sé”, dona da verdade suprema.
Os senadores praticamente só se empertigavam quando tomavam o microfone e eram mirados pelas câmeras de TV. No restante do tempo, fitavam o nada, recostavam-se em suas cadeiras e esperavam o tempo passar. Ninguém estava ali disposto a ouvir argumentos, mas para cumprir um extenso programa obrigatório. A morosidade da sabatina era quebrada pelas curtas escapadas ao cafezinho. A advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, ofereceu um pedaço da quiche encharcada que degustava ao senador Antonio Anastasia, do PSDB mineiro, relator do processo. “Obrigado, mas eu já comi um leitãozinho que um deputado trouxe e estou satisfeito”, disse. No gabinete de Renan, Anastasia saboreara pouco antes o tradicional leitão feito pelo deputado Fábio Ramalho, o Fabinho Liderança, do PMDB mineiro, uma referência no Congresso na gastronomia de “tropeiro”.
Constantemente chamado de professor pelos colegas de Casa, Anastasia permaneceu quase o tempo todo no fundo do plenário. Ao lado de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), foi um dos poucos tucanos a permanecer no Senado durante toda a sessão. Se o clima de animosidade entre defensores de Dilma Rousseff e apoiadores do impeachment prevalecia em plenário, no cafezinho ele se dissipava. Em tom de brincadeira, Lindbergh Farias disse a Cunha Lima que trabalhou, muitos anos atrás, na campanha de seu pai, Ronaldo Cunha Lima, ex-governador da Paraíba. “Foi a campanha mais digna para a qual você trabalhou, aposto”, disse o tucano ao petista, que também é da Paraíba. Lindbergh deu uma gargalhada.
a acusaçao (Foto: a acusaçao)
a defesa (Foto: a defesa)

Requião afirma que impeachment provocará guerra civil


requiao
Em seu discurso no Senado da República proferido minutos atrás, Roberto Requião sugeriu que o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff levará à guerra civil. “As senhoras e os senhores estão preparados para a guerra civil?”, questionou o senador peemedebista. E garantiu que “O conflito será inevitável”.
“O povo brasileiro que provou por alguns anos o gosto da emergência social não retornará submissamente à senzala”, afirmou Requião, mesmo após a última divulgação dos dados de desemprego, que bateu recorde chegando a 11,6% no trimestre encerrado em julho.

TRE quer informações da Lava Jato sobre Gleisi


gleisi
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná quer acesso a informações apuradas pela Lava Jato sobre a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A principal delas refere-se à declaração prestada pelo doleiro Alberto Youssef de que repassou R$ 1 milhão para a campanha da petista ao Senado em 2010. O ministro do STF, Teori Zavascki, dirá se concorda com o pedido do Tribunal Eleitoral. As informações são de Murilo Ramos na Época.
(foto: Agência Senado)

Neste momento, o teto é 60 a favor do ADEUS à Dilma



Na véspera da votação final, senadores pró-impeachment estimam que Dilma Rousseff será afastada em definitivo com os 59 votos que a transformaram em ré, podendo chegar a 60.
Renan Calheiros, que não votou até aqui, só vai se posicionar "se achar necessário", avaliam tucanos.
Telmário Mota, que ameaça virar de lado, ainda faz mistério.
Se fará alguma diferença? Nenhuma. Amanhã será dia de festa.

Bumlai e Lula trocaram 1005 telefonemas, o que falavam tanto?

O pecuarista José Carlos Bumlai trocou 1.005 telefonemas com o ex-presidente Lula e seu staff direto nos últimos cinco anos. É o que mostra um relatório do Ministério Público Federal sobre a quebra de sigilo telefônico do empresário, autorizada pela Justiça e que abrange os últimos doze anos. As operadoras só disponibilizaram dos dados relativos aos últimos cinco anos. Essa quebra de sigilo listou todas as ligações de Bumlai para os números de telefone utilizados pelo Instituto Lula, dona Marisa, seguranças e assessores diretos do ex-presidente, incluindo o fotógrafo pessoal.
Bumlai é um personagem-chave no escândalo de corrupção na Petrobras. Amigo de Lula, tinha passe livre para entrar no Planalto a hora que bem entendesse. Fora do governo, ele participava de negociações de propina que, segundo os delatores, tinham como beneficiários o PT e pessoas próximas ao ex-presidente da República. O pecuarista está envolvido numa trama que resultou no pagamento de suborno a uma testemunha que ameaçava envolver Lula e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André.
Preso na operação Lava Jato, Bumlai também é acusado de ter financiado uma mal sucedida tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.
A troca de ligações entre Lula e Bumlai era mais intensa em períodos nos quais os acontecimentos afetavam de alguma maneira os interesses dos dois personagens. No mês de julho de 2012, os dois trocam 22 ligações até o dia 23, data em que Bumlai consegue o empréstimo suspeito de 101 milhões de reaisjunto ao BNDES. Há registro de uma ligação no dia em que o BNDES registra a liberação dos recursos.
Havia intensa troca de telefonemas entre os dois todas as vezes que circulavam notícias sobre denúncias envolvendo a morte do ex-prefeito Celso Daniel. Nos dias 2 e 3 de abril de 2013, eles trocaram 18 telefonemas. Neste período, foram veiculadas notícias de que a Procuradoria do Distrito Federal ia abrir seis procedimentos para investigar o empréstimo intermediado por Bumlai para pagar a chantagem do empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava envolver Lula no escândalo da morte do ex-prefeito Celso Daniel.
Lula e Bumlai também se falavam sempre que algum figurão do PT ia preso. No dia 21 de março de 2014, um dia após a prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, eles trocam três telefonemas. No dia 17 de março de 2015, um dia após Renato Duque ser detido, Lula e Bumlai conversam por quase quatro minutos. Essa foi a única ligação telefônica entre os dois no mês de março de 2015. Há vários outros exemplo de ligações trocadas entre os dois em períodos sensíveis para o PT e para o ex-presidente, inclusive quando o governo fazia manobras para adiar a CPI da Petrobras no Congresso.

Gilberto Gil volta a ser internado com INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA


Segundo sua assessoria, o cantor se sentiu mal no sábado no Rio.
Ele adiou a apresentação que faria no Metropolitan, na Barra da Tijuca.

Do G1 São Paulo
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Gilberto Gil durante a cerimônia de abertura da Olimpíada Rio 2016 (Foto: Issei Kato/Reuters)Gilberto Gil durante a cerimônia de abertura da Olimpíada Rio 2016 (Foto: Issei Kato/Reuters)
O cantor Gilberto Gil foi internado nesta terça-feira (30) no Hospital Sírio-Libanês, no Centro deSão Paulo. Segundo sua assessoria de imprensa, Gil se sentiu mal no sábado (27) no Rio e veio para São Paulo para continuar o tratamento de insuficiência renal.
No sábado, o cantor adiou a apresentação que faria com Caetano Veloso no Metropolitan, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, devido ao problema de saúde. Segundo a assessoria da casa de shows, Gil já está tomando os devidos cuidados e em breve estará de volta aos palcos.
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Ainda de acordo com a assessoria do cantor, Gil passou mal no sábado, melhorou, mas resolveu se internar no hospital paulistano para fazer novos exames.
Gil foi internado pouco antes da Olimpíada, em 29 de julho. Ele ficou no Sírio-Libanês até 3 de agosto, quando teve alta e viajou para o Rio, conseguindo chegar a tempo de ensaiar para sua apresentação na abertura dos jogos. O show ocorreu no estádio do Maracanã dois dias depois.
Conforme a assessoria de Gil, ele está fazendo um tratamento para insuficiência renal no Sírio Libanês e todos os meses será internado para procedimentos e exames.
Em junho, Gil ficou sete dias internado no Sírio Libanês para dar continuidade ao tratamento de insuficiência renal e teve alta às vésperas de completar o aniversário de 74 anos.

Na ocasião, Gil postou uma foto no Instagram para agradecer o carinho dos fãs. "A todos que enviaram mensagens carinhosas, muito obrigado. Já estamos a caminho de casa. #AqueleAbraço", escreveu o cantor.

Há 'evidências' de que carta foi escrita por suspeito de matar família, diz DH


Nabor Coutinho é suspeito de matar mulher e os 2 filhos e se suicidar.
Polícia trabalha com hipótese de que crise profissional tenha motivado crime.

Matheus RodriguesDo G1 Rio
O corpo de Nabor Oliveira e dos dois filhos foi encontrado na área da piscina do prédio. Eles teriam caído do apartamento do 18º andar. (Foto: Reprodução / Facebook)O corpo de Nabor Oliveira e dos dois filhos foi encontrado na área da piscina do prédio. Eles teriam caído do apartamento do 18º andar. (Foto: Reprodução / Facebook)
O delegado titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Fábio Cardoso, confirmou na tarde desta terça-feira (30) que trabalha com a hipótese de que Nabor Coutinho tenha assassinado  a mulher e os dois filhos e se suicidado em seguida devido a uma crise profissional. O delegado disse ainda de que há "evidências" de que a grafia da carta encontrada no apartamento é a mesma que a de Nabor.
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"Ele exerceu durante mais de 10 anos um alto cargo em uma empresa de telefonia e teria saído há poucos meses. Teria então passado a desempenhar uma atividade que ele estaria insatisfeito com essa nova atividade. Então acreditamos que isso possa ter motivado ele ter esse tipo de reação. Mas, obviamente, essa carta encontrada na casa dele cuja a grafia é semelhante à do Nabor será encaminhada para exame grafotécnico para que um perito criminal possa confirmar se aquela carta foi ou não escrita por ele. Há evidências de que foi escrita por ele", disse.
A carta, encontrada no apartamento onde a família morava, está assinado por Nador, mas só a perícia poderá confirmar se a grafia é mesmo do administrador.
Fábio Cardoso explicou também que um médico legista foi até o local do crime para procurar algum medicamento que possa ter influenciado na atitude de Nabor. Apesar das buscas feitas no apartamento, nada foi encontrado pela Polícia Civil.
"Nós voltamos hoje no apartamento que estava fechado com um perito legista da DH. Nós avaliamos todos os tipos de materiais, equipamentos, medicamentos e receituários que possam evidenciar que o Nabor tivesse fazendo uso de algum tipo de medicamento que causasse algum tipo de transtorno. Mas não localizamos nenhum tipo de medicamento ou documento que evidenciasse que o Nabor estava usando para causar esse tipo de transtorno".
Marido deixou carta em apartamento (Foto: Reprodução)Marido deixou carta em apartamento (Foto: Reprodução)
A Divisão de Homicídios realizou uma nova perícia no condomínio Pedra de Itaúna, onde a família foi encontrada morta na segunda (29). Os policiais chegaram no edifício pouco antes do meio-dia e deixaram o local por volta das 14h.
A suspeita da polícia é de que Nabor tenha matado a esposa, Laís Khouri, de 48 anos, com duas facadas no pescoço. O corpo dela estava na cama do casal. Logo depois, ele teria jogado os dois filhos - Henrique, de dez anos, e Arthur, de seis - do 18º andar, onde a família morava. Os investigadores ainda não sabem se os meninos estavam dormindo, sedados ou já mortos quando caíram. Em seguida, Nabor teria se jogado da varanda.
No apartamento, a polícia encontrou algumas pistas: uma faca, a tela de proteção da varanda rasgada e uma carta. A perícia vai confirmar se ela foi escrita por Júnior.
Em Belo Horizonte, para onde o corpo de Nabor foi levado, o advogado Nelson Valenzuela, primo dele, disse ao G1 que ele era “um bom pai, bom marido, bom filho, amigo”. Segundo Nelson, a notícia da morte dos quatros chocou a família. “Ele surtou. Pra gente, não tem outra explicação”, comentou.
Em nota divulgada nesta terça, a Polícia Civil afirmou que repudia a divulgação das imagens dos corpos da família. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, a Polícia Civil ainda não sabe quem divulgou essas imagens, mas afirmou que isso é um comportamento inaceitável e será investigado.
Agentes da Divisão de Homicídios deixaram o condomínio na Barra por volta das 2h desta terça (30) (Foto: Matheus Rodrigues / G1)Agentes da Divisão de Homicídios deixaram o condomínio na Barra por volta das 2h desta terça (30) (Foto: Matheus Rodrigues / G1)
"Diante da tragédia que aconteceu hoje na Barra da Tijuca, onde um pai, a mãe e dois filhos morreram, percebemos como algumas pessoas, sem compromisso com a técnica e respeito à dignidade da pessoa humana, divulgam fotos do local, dos corpos, do interior do apartamento e de objetos que serão periciados. Estou me dirigindo as pessoas que tiveram acesso, em especial, a residência da família, antes da chegada da delegacia de homicídios. Esse comportamento é inaceitável, pois estamos diante de uma tragédia familiar e o mínimo que se espera é o respeito à intimidade dessa família", diz a nota assinada por Rivaldo.
Vizinhos da família passaram a noite desta segunda em vigília, fazendo orações. O choque e a tristeza diante do crime bárbaro reuniu vizinhos e amigos do casal.
“Acabou tudo, acabou. Eu pedi tanto a papai do céu: Recebe essa família’, disse, emocionada, a vizinha Ana Maria Moraes. Muitos ainda não compreendiam o motivo da tragédia. “Parecia até uma família equilibrada e tudo, né. Mas é um horror, né, infelizmente”, afirmou o vizinho Roberto Diniz.
A mulher, Lais Khouri, foi encontrada morta dentro do apartamento (Foto: Reprodução / Facebook)A mulher, Lais Khouri, foi encontrada morta dentro do apartamento (Foto: Reprodução / Facebook)
Na manhã desta segunda, quatro pessoas da mesma família morreram no condomínio Pedra de Itaúna, na Barra. No apartamento, a polícia encontrou algumas pistas: uma faca, a tela de proteção da varanda rasgada e uma carta. A perícia vai confirmar se ela foi escrita por Nabor Coutinho de Oliveira Júnior, de 43 anos.
"Me preocupa muito deixar minha família na mão. Sempre coloquei eles à frente de tudo ante essa decisão arriscada para ganhar mais. Mas está claro para mim que está insustentável e não vou conseguir levar adiante. Não vamos ter mais renda e não vou ter como sustentar a família". "Sinto um desgosto profundo por ter falhado com tanta força, por deixar todos na mão. Mas melhor acabar com tudo isso logo e evitar o sofrimento de todos", dizia trechos da carta.
A suspeita da polícia é de que Nabor tenha matado a esposa, Lais Khouri, de 48 anos, com duas facadas no pescoço. O corpo dela estava na cama do casal. Logo depois, ele teria jogado os dois filhos - Henrique, de 10 anos, e Arthur, de 6 - do décimo oitavo andar, onde a família morava. Os investigadores ainda não sabem se os meninos estavam dormindo, sedados ou já mortos quando caíram. Em seguida, Nabor teria se jogado da varanda.
A polícia disse que os pagamentos do aluguel do apartamento e do condomínio não estavam atrasados.  Os investigares afirmaram também que, no mês passado, Nabor pediu demissão de uma empresa de telefonia, onde trabalhou por muitos anos e que já estava empregado de novo.
A companhia onde ele trabalhou informou que Nabor era um profissional respeitado e querido por toda equipe e que havia se desligado voluntariamente para um novo desafio na carreira. Já a empresa pra onde ele foi, disse que Nabor integrava a equipe há apenas seis semanas, como consultor, e que todos gostaram de conhecê-lo e trabalhar com ele.
Um antigo colega de trabalho contou que conversou com Nabor foi na última quinta-feira. ”Ele me falou que estava muito feliz com a proposta financeira excelente que ia fazer e sempre foi uma pessoa controlada e que planejada muito os gastos dele”, afirmou o amigo Denis Catauassu.
O delegado Fábio Cardoso, titular da Divisão de Homicídios da Capital, falou que as investigações não apontam problemas financeiros. “Problemas profissionais que ele estaria vivendo depois que ele trocou de emprego. Isso realmente choca até os policiais mais experientes, pelo cenário que se viu, no local desse crime”, afirmou o delegado. A polícia está ouvindo moradores, amigos e parentes do casal para tentar esclarecer o que aconteceu.
Nabor e Lais eram de Minas Gerais, mas moravam há mais de 10 anos no Rio.

Onde está a delação da Pepper?



Ela Wiecko precisa explicar o que houve com a delação de Danielle Fonteles, dona da Pepper.
A delação de Danielle, que foi inexplicavelmente engavetada, arrastava Giles Azevedo, braço-direito de Dilma. Confirmava caixa dois na campanha da petista com dinheiro da OAS, a mesma OAS que teve sua delação suspensa.
Danielle prometia também entregar detalhes do financiamento da esgotosfera comandada por Franklin Martins.
O que houve, Ela? O que houve, Janot?

Governo Temer pretende criar dois novos tipos de contrato de trabalho


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Com um contingente de 11,6 milhões de desempregados e 623 mil vagas formais fechadas só este ano, a equipe do presidente em exercício Michel Temer estuda formas de tornar viáveis duas novas modalidades de contrato de trabalho: o parcial e o intermitente. As propostas fazem parte da reforma trabalhista que será, ao lado da previdenciária, uma prioridade da agenda econômica caso o impeachment de Dilma Rousseff seja concretizado
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Foto: Agência Brasil
Tanto no trabalho parcial quanto no intermitente, a jornada de trabalho será menor do que as 44 horas previstas na legislação atual. Os direitos trabalhistas, como férias e 13.º salário, seriam calculados de forma proporcional. A diferença entre os dois contratos é a regularidade com que o trabalho ocorre.
No contrato parcial, a jornada ocorre em dias e horas previamente definidos. Por exemplo, a pessoa poderá trabalhar em um bar somente nos fins de semana. Os técnicos acreditam que esse tipo de contrato vai beneficiar principalmente estudantes e aposentados que precisem complementar sua renda.
O trabalho intermitente, por sua vez, é acionado pelo empregador conforme a necessidade. Um técnico do governo exemplifica: o dono de um buffet pode ter um vínculo desse tipo com uma equipe de garçons e cozinheiros. Nos fins de semana em que houver festa, os trabalhadores são chamados. Quando não houver, o empresário não terá custo. O contrato parcial de trabalho já existe na legislação, mas a regulamentação é considerada ruim, o que gera insegurança para o empregador. Por isso, é pouco utilizado. A ideia é aperfeiçoar a legislação.
“O que me preocupa é que estamos num momento de desemprego elevado, de economia baixa, e a área empresarial pressiona para o governo colocar na pauta medidas para diminuir os custos, entre aspas, que nós consideramos investimento”, disse o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah
Já para o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) Bruno Ottoni, as regras do País contribuem para aumentar a informalidade e o desemprego. “O mercado de trabalho brasileiro é extremamente rígido e isso acaba gerando distorções.” Ele ressaltou não conhecer as propostas do governo para o trabalho parcial e o intermitente. “Pela experiência internacional, a flexibilização tem efeitos positivos. Só é preciso estudar a natureza dessa flexibilização, pois os trabalhadores temem perder força.”
À frente de uma central que tem em sua base principalmente empregados dos setores de comércio e serviços, Patah disse ter disposição para discutir o trabalho parcial, principalmente para jovens e aposentados. No entanto, ele quer garantir que nenhum empregado nessa categoria receba menos do que um salário mínimo
Terceirização
Representantes das centrais sindicais estarão nesta terça-feira, 30, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para discutir a pauta de projetos em tramitação na área trabalhista. Patah está preocupado particularmente com o projeto que regulamenta o trabalho terceirizado. “Do jeito que está, todo trabalhador poderá ser terceirizado”, disse. O governo Temer ainda não tem posição sobre essa questão. Por enquanto, a ordem é deixar o Legislativo discutir e votar como achar mais adequado As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.