Homens esfaqueiam e ateiam fogo em jovem por ciúme, diz polícia em BH


O crime aconteceu no dia 16 de julho; vítima morreu no hospital.
Jovem teria sido atacado porque falava com ex-namorada de suspeito.

Do G1 MG
Douglas Fernandes da Silva, de 18 anos, foi esfaqueado e queimado vivo no dia 16 de julho, no bairro Esplanada, na Região Leste de Belo Horizonte, porque conversou com a ex-namorada de um de seus agressores. A conclusão é da Polícia Civil que apresentou nesta sexta-feira (2) dois homens suspeitos do crime.veja vídeo
A vítima chegou a ser internada no Hospital de Pronto Socorro João XXIII. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 24 de julho.
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De acordo com as investigações, no dia do crime, um dos suspeitos, Felipe Rodrigues da Silva, viu Douglas conversando com a ex-namorada.
Enciumado, ele teria procurado Lucas Rodrigues para ajudá-lo a se vingar do rapaz. Segundo a delegada Ingrid Estevam, Felipe já havia ameaçado a ex-namorada.
Ainda segundo a polícia, os dois homens seguiram Douglas. A vítima foi esfaqueada no abdômen. Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que gasolina é jogada nele e fogo é ateado. Douglas chegou a correr por alguns metros, gritando por socorro.
Felipe e Lucas estão sendo indiciados por homicídio qualificado, por meio cruel, fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles não tem antecedentes criminais.

Pesquisa mostra que um a cada quatro motoristas admite que dirige mesmo após beber


Da Redação

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) mostra que, um a cada quatro motoristas admite dirigir mesmo após consumo de bebida alcoólica. De acordo com o levantamento, divulgado pelo grupo Arteris, a maior incidência acontece entre homens (30,7% contra 18,3% de mulheres).
Foto: Divulgação Detran
O excesso de velocidade também é outro destaque negativo. Quase metade (48,7%) dos entrevistados afirma que nem sempre respeitam os limites de velocidade, comportamento novamente em evidência entre jovens e homens. “Álcool e excesso de velocidade estão diretamente associados a acidentes fatais”, Elvis Granzotti, gerente de operações da Arteris e coordenador do Grupo Estratégico de Redução de Acidentes.
Entre 15 e 26 de agosto, 1.030 pessoas foram entrevistadas pela Limite Consultoria e Pesquisas, empresa contratada pela Arteris para realizar o estudo. A mostra retrata a distribuição no território nacional de motoristas habilitados. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, dentro de uma margem de confiança de 95%.
Trânsito perigoso
As tragédias provocadas por acidentes são uma realidade para uma parcela expressiva dos pesquisados: 1 em cada 5 pessoas tem histórico de mortes na família. A percepção de que o trânsito brasileiro é perigoso também foi compartilhada por 68,9% dos entrevistados.
Proporção semelhante (60,5%) afirma que sempre respeita as leis de trânsito. “Essa análise mostra que o motorista parte do pressuposto de que o risco de acidente não está na conduta dele, mas sim no ambiente externo”, explica Granzotti.

Ex-vereador que baleou casal é encontrado morto em rio


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O corpo encontrado no Rio Piracicaba, na tarde de quinta-feira, 1º de setembro, no trecho entre Piracicaba e Limeira, no interior de São Paulo, é do policial militar aposentado e ex-vereador José Roberto Ferreira, de 48 anos, conhecido como Cabo Ferreira. Ele era suspeito de ter baleado a ex-mulher e o atual namorado dela, na noite do último sábado, 27 Os dois sobreviveram.
(Foto: Arquivo Câmara de Piracicaba)
(Foto: Arquivo Câmara de Piracicaba)
De acordo com familiares, o Cabo Ferreira tinha desavenças com a ex em razão da separação e da partilha de bens. Desde a noite do crime, o ex-vereador estava desaparecido.
A Polícia Civil investiga as causas da morte. A principal hipótese é de suicídio. Na noite de sábado, Cabo Ferreira foi à casa da ex-mulher, uma massoterapeuta de 42 anos, e atirou cinco vezes contra ela e seu atual namorado, um comerciante de 52.
Ele fugiu em seguida e seu carro foi encontrado abandonado, com as portas abertas, em cima de uma ponte, no bairro Monte Alegre. No veículo estavam os documentos e objetos pessoais do ex-vereador, além de munição de pistola ponto 40, a arma usada no casal.
A ex-mulher e o comerciante foram levados para a Santa Casa de Piracicaba, onde os dois passaram por cirurgias. Eles estão em recuperação.

Dois dias após impeachment, lei que dobra tolerância para ‘pedaladas’ é sancionada pela União


Da Redação com Agência Senado

Dois dias após o impeachment de Dilma Rousseff ser aprovado pelo Senado, foi sancionada nesta sexta-feira (2) lei que flexibiliza as regras para abertura de créditos suplementares sem necessidade de autorização do Congresso, as chamadas ‘pedaladas fiscais’. A lei tem origem no Projeto do Congresso Nacional, aprovado no Congresso em 23 de agosto. A alteração foi publicada pelo presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM).
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Foto: Agência Senado
O texto autoriza o governo a reforçar, por decreto, até 20% do valor de uma despesa (subtítulo, no jargão orçamentário) prevista no orçamento de 2016, mediante o cancelamento de 20% do valor de outra despesa.
Atualmente, o remanejamento entre subtítulos é restrito a 10% do valor da despesa cancelada, de acordo com a lei orçamentária. O governo alega que a mudança torna a gestão orçamentária mais flexível, podendo priorizar com recursos ações mais adiantadas. Poderá haver, inclusive, o remanejamento de despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – trecho que havia sido excluído na apreciação do projeto na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Dilma foi afastada do cargo acusada de cometer crime de responsabilidade fiscal. Este recurso já tinha sido utilizado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
Outra mudança na lei orçamentária aprovada é a possibilidade de o governo cancelar recursos incluídos por emendas coletivas do Congresso Nacional, exceto as de execução obrigatória previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e direcionar os recursos para outras áreas de seu interesse.

Advogado diz que errou ao tomar celular e nega agressão contra senadora no Afonso Pena


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros
Vanessa Grazziotin diz que foi agredida (Foto: Agência Senado)
Vanessa Grazziotin diz que foi agredida (Foto: Agência Senado)

O advogado Paulo Demchuk, de 49 anos, que se envolveu em uma confusão com a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, negou nesta sexta-feira (2) que tenha agredido a parlamentar. Grazziotin foi uma das maiores defensoras de Dilma Rousseff durante o processo de impeachment e o tumulto aconteceu em um voo que veio de Brasília poucas horas após a decisão de afastar a petista definitivamente do cargo.
Advogado definiu como "erro" tomar celular da senadora
Advogado definiu como “erro” tomar celular da senadora (Reprodução)
Em entrevista à Banda B, Demchuk disse que muitas pessoas discursavam ainda dentro do avião contra o posicionamento de separar o processo de cassação de Dilma com o que manteve os direitos políticos, momento em que a senadora começou a gravar com o celular a fala. “Eu realmente acho que não deveria ter tirado o celular da mão dela, mas também acredito que ela não poderia divulgar como foi feito. Não houve nenhum ato de violência, tanto que todo mundo foi liberado pela Polícia Federal”, disse.
A senadora veio até Curitiba para visitar a mãe e se pronunciou sobre o ocorrido no Facebook. Segundo a parlamentar, ela foi sim agredida. “Em relação ao ocorrido no Aeroporto Afonso Pena de Curitiba, na última quarta-feira , quando no desembarque do voo JJ 3151 da Latam, que saiu de Brasília às 22h05, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi agredida por um passageiro que estava no mesmo voo, a parlamentar esclareceu que registrou a ocorrência na Polícia Legislativa do Senado que vai tomar todas as providências diante das autoridades da capital paranaense. Ela ainda comunicou que vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis”, informou.
Para Demchuk, o que aconteceu dentro do avião é uma falta de aceitar a opinião divergente. “Eu não xinguei, não usei termos de baixo calão, mas fui um pouco agressivo. Ela não foi agredida, eu apenas me expressei e esse é um direito mesmo que desagrade”, concluiu.
Questionado, Demchuk disse que não pretende acionar judicialmente Vanessa Grazziotin.

Justiça Federal suspende multa por farol desligado nas rodovias do país


Da Agência Brasil

A Justiça Federal no Distrito Federal decidiu hoje (2) suspender a Lei 13.290/2016, conhecida como “Lei do Farol Baixo”, que obrigava condutores a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias. Na decisão, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal em Brasília, entendeu que os condutores não podem ser penalizados pela falta de sinalização sobre a localização exata das rodovias.
farol
Foto: Agência Brasil
O juiz atendeu pedido liminar da Associação Nacional de Proteção Mútua aos Proprietários de Veículos Automotores (ADPVA). A associação citou o caso específico de Brasília, onde existem várias rodovias dentro do perímetro urbano.
Segurança
“Em cidades como Brasília, exemplificativamente, as ruas, avenidas, vias, estradas e rodovias penetram o perímetro urbano e se entrelaçam. Absolutamente impossível, mesmo para os que bem conhecem a capital da República, identificar quando começa uma via e termina uma rodovia estadual, de modo a se ter certeza quando exigível o farol acesso e quando dispensável”, isse a entidade.
A lei  foi sancionada pelo presidente interino Michel Temer no dia 24 de maio. A mudança teve origem em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) e foi aprovada pelo Senado em abril.  A multa para quem descumprisse a regra, considerada infração média,  era de R$ 85,13, com a perda de quatro pontos na carteira de habilitação.
O objetivo da medida foi aumentar a segurança nas estradas, reduzindo o número de acidentes frontais. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), estudos indicam que a presença de luzes acesas reduz entre 5% e 10% o número de colisões entre veículos durante o dia.

TJSP confirma 'conexão Bancoop' na Lava Jato




O Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de confirmar decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga, da 4ª Vara Criminal Central, que, em abril, remeteu a Sérgio Moro a investigação do Ministério Público paulista sobre o triplex de Lula.
A decisão de manter o processo no âmbito federal teve votação unânime dos desembargadores e manifestação favorável da Procuradoria de Justiça. Ao todo são 17 investigados, entre eles Lula, Marisa e Lulinha, suspeitos de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Em seu voto, o desembargador Nuevo Campos, relator do recurso da defesa de Lula, ressaltou "a existência de robusta conexão" com a Lava Jato. O material será aproveitado na denúncia que o MPF de Curitiba prepara contra Lula no caso do triplex.

Tiago Cedraz filho do presidente do TCU assina o mandado do PSDB



Um dos advogados que assinam o mandado de segurança do PSDB é Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz.
Sim, o Tiaguinho, acusado por Ricardo Pessoa de levar bola para fazer tráfico de influência no tribunal do papai. Ele está ali por causa do Solidariedade, do qual é assessor jurídico. O partido subscreve também subscreve o mandado, juntamente com o DEM e o PPS.

O QUE DILMA AINDA FAZ NO ALVORADA?



Dilma Rousseff está dando coletiva para a imprensa estrangeira... no Palácio da Alvorada.
Tudo bem que ela tem prazo de 30 dias para ser despejada, mas usar o palácio para dar entrevista, convenhamos, é muita falta de vergonha.
O ANTAGONISTA 

LULA ERA O CHEFE DA QUADRILHA



Lula era o chefe da quadrilha do petrolão.
Foi o que disse Delcídio Amaral à Lava Jato, segundo a Veja:
"O depoimento de Delcídio foi dado na quinta-feira. Segundo o ex-senador, Lula distribuiu as diretorias da estatal entre políticos aliados em troca do apoio deles no Congresso. Além de cuidar pessoalmente de cada detalhe do loteamento, da divisão dos postos à escolha dos nomeados, Lula teria pleno conhecimento de que os partidos usavam os cargos para cobrar propina de empreiteiras e financiar seus caixas e campanhas eleitorais. Era, segundo o ex-senador, uma ação coordenada de governo que tinha o objetivo de comprar apoio político-partidário com propina desviada de contratos superfaturados da Petrobras".
E também:
"Ex-líder do governo Dilma e ex-líder do PT na gestão Lula, Delcídio depôs ao procurador Januário Paludo, integrante da força-tarefa da Lava-Jato. O ex-senador pontuou sua narrativa com uma espécie de divisor de águas. Ele declarou que havia nichos isolados de corrupção na empresa até a descoberta do mensalão, em 2005. Com o estouro do escândalo, Lula teve de reorganizar a base governista para escapar do impeachment. Para tanto, abriu ainda mais as portas da Petrobras a PMDB e PP".

Impeachment de Lewandowski?



O MBL vai entrar com um pedido de impeachment de Ricardo Lewandowski, acusando-o de ter participado do acordão para salvar os direitos políticos de Dilma Rousseff.
O movimento vai tentar, ainda, a suspeição de Renan Calheiros, que é quem decide se abre ou não o processo.
De toda forma, é este Senado aí que vai decidir pelo afastamento do senhor ministro?

Rose de Freitas: "Se houve acordo, foi traição"



Ainda Rose de Freitas, líder de Michel Temer no Congresso:
"Se houve acordo (para o fatiamento da votação do impeachment de Dilma Rousseff), eu considero uma traição. Estou ouvindo falar disso, mas cheguei à sessão sem saber de nada. Eu pensei, sinceramente, que tivessem apresentado aquilo (o fatiamento) naquele momento, naquela hora."

Eunício: "Nunca escamoteei"



Eunício Oliveira envio a O Antagonista a seguinte nota rebatendo o colega Raimundo Lira.
"Juízes, naquele caso, os senadores, não orientam, apenas votam conforme suas convicções e consciências. Até o dia de hoje, nunca escamoteei. Não sabia sequer da posição de cada senador, do meu ou de outros partidos, e soube, como muitos, da decisão do presidente da sessão na própria sessão. O presidente Ricardo Lewandowski não antecipou comigo nada de sua decisão sobre fatiamento."

Jovem de 19 anos queria ataque bioquímico nas Olimpíadas



Alisson Lual de Oliveira, de 19 anos, não negou à Polícia Federal sua simpatia pelo Estado Islâmico, como outros suspeitos detidos na Operação Hashtag.
Oliveira, inclusive, admitiu ter postado no grupo do Telegram texto sobre um "ataque bioquímico nas Olimpíadas" e que cogitou executar o plano de extermínio "em massa".
Administrador de grupos de discussão e páginas de apoio ao 'EI', o jovem reconheceu ter comemorado o ataque terrorista a uma boate gay em Orlando, "uma vez que os mortos eram sodomita" e disse concordar com o atentado ao jornal Charlie Hebdo.

DELCÍDIO QUER BENEFÍCIO DE DILMA



Delcídio do Amaral acaba de recorrer ao STF para que sua cassação seja anulada e o processo volte para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Ele também pede que lhe sejam devolvidos seus direitos políticos, informa O Globo.
Cassado em maio, o ex-senador ficou inelegível por oito anos.
No recurso, o advogado Figueiredo Basto argumenta que "não é possível, que, num Estado Democrático de Direito, valham dois pesos e duas medidas: ou bem Delcídio do Amaral foi cassado do mandato, sem a perda dos direitos políticos, dada a isonomia de tratamento com o impeachment da ex-Presidente; ou bem o impeachment deve ser anulado, porque alguns parlamentares podem ter votado pela cassação do mandato da senhora Presidente na perspectiva de não lhe cassar os direitos políticos."
"O que não se pode admitir é que, de um lado, para a ex-presidente valha uma regra (cassação não signifique necessariamente perda dos direitos políticos) e para Delcídio do Amaral valha outra (cassação signifique necessariamente perda dos direitos políticos). Assim, de duas, uma: ou Delcídio foi cassado sem a perda dos direitos políticos, ou o impeachment da ex-Presidente é nulo."

O Senado e Lewandowski mandaram às favas todos os escrúpulos


Ricardo Noblat
Já são dois ministros, Gilmar Mendes e Celso de Mello, a discordarem publicamente da decisão do Senado, sob o comando de ministro Ricardo Lewandowski, de fatiar a votação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma. Outros discordam na moita.
O PT sempre se queixou da natureza nada jurídica do processo. Como se o Congresso, uma casa de políticos, pudesse julgar a ex-presidente sem levar em conta os aspectos político. Ou seja: o conjunto desastroso da sua obra ao longo de cinco anos e meio.
Ora, mas não foi politica a decisão tomada pelo Senado, e proposta pelo PT, de salvar os direitos políticos de Dilma? Ou foi unicamente golpe cassar-lhe o mandato, mas não foi golpe preservar-lhe direitos políticos?

Cassar mandato, depois de um processo regulado pela Justiça e monitorado por ela durante todo o tempo, está previsto na Constituição. Manter os direitos políticos do cassado não está.
A Constituição diz com todas as letras no parágrafo único do artigo 52: a perda do mandato implica obrigatoriamente na perda dos direitos políticos por oito anos. O regimento interno do Senado ou coisa alguma pode ser invocado para contrariar a Constituição.
Mas foi isso o que se fez. E, pelo jeito, é isso o que ficará. O governo teme que se o Supremo Tribunal Federal anular a decisão do Senado de preservar os direitos políticos de Dilma acabe por mandá-lo refazer tudo o que ali se fez em relação ao impeachment.
Imagine Dilma devolvida à condição de presidente afastada. E Temer à condição de presidente interino. E o PT a gritar por aí que o processo de impeachment foi de fato uma tentativa de golpe barrada a tempo pela Justiça. Seria o caos.
Por ter se banalizado, não gosto da palavra “caos”, embora admita que ela possa se aplicar ao que estaria por vir nesse caso. Não creio que o Supremo terá a coragem de anular a segunda decisão do Senado, reconhecendo somente a primeira.
No país do jeitinho, dos acordões por debaixo dos panos e do medo de rupturas, o provável é que o Supremo se declare impedido de meter-se em decisões de outros poderes, fingindo esquecer que só tem feito isso, e cada vez mais.
De resto, o reajuste dos salários do Judiciário, escandaloso em um momento de dificuldades como o que o país atravessa, agora só depende do Senado para entrar em vigor. O Supremo irá encarar o Senado em tais circunstâncias? Duvido.
(foto: IstoÉ)