A letra morta da constituição




Ao longo dos séculos, sociedades foram movidas pelo primado das leis ou seguiram inexoravelmente para a barbárie, o vale-tudo. É tênue o fio que separa a democracia da anarquia. E para não rompê-lo, a obediência a Carta Magna impõe-se como prerrogativa fundamental. Não há no episódio do fatiamento do mais importante julgamento realizado pelo Congresso nos últimos tempos qualquer dúvida de que esse princípio foi quebrado. De maneira sumária e monocrática. A regra descrita no artigo 52 da Constituição é clara e cristalina como água. A perda de mandato e a cassação dos direitos políticos estão descritas como punições indissolúveis. Para a presidente deposta Dilma Rousseff coube o beneplácito da elegibilidade, concedido pelos parlamentares em afronta aberta ao estabelecido na lei. Com isso, a ex-presidente pode não apenas concorrer a cargos eletivos como também abrigar-se em postos públicos para ganhar foro privilegiado e escapar de investigações em primeira instância. O capítulo que rege o assunto não permite interpretações fora do que delimita como penas. Independente das conveniências e injunções políticas, se montou ali uma aberração legal. O atropelo regimental atentou contra a cidadania. A partir daí é de se imaginar, passível de aceitação como algo natural, que outros dispositivos constitucionais possam virar letra morta, sendo jogados da mesma maneira na lata do lixo. As propostas de modificações na Previdência, por exemplo, teriam chance de sair com uma canetada e um mero “de acordo” de senadores e deputados. Por que não? Para “fatiar” o processo de Dilma não houve sequer votação nesse sentido. Os parlamentares mudaram a lei com uma simples DVS (instrumento previsto no regimento interno do Congresso), passaram ao tema de ordem do impeachment e depois sacramentaram o ardil com minoritários 36 votos – menos da metade do colégio senatorial, quórum bem abaixo do mínimo exigido para a aprovação de matérias dessa relevância. Um instrumento de instância legislativa se impôs ao que rege a Carta Magna. Algo inaceitável. Configurou-se dessa maneira o autêntico golpe. O precedente é grave. Não se tratou de um simples ato de benevolência, de caridade, como alguns tentaram fazer crer, alegando que queriam apenas garantir um emprego para Dilma. Por essa brecha ainda devem passar muitas concessões. Ato contínuo o assunto seguiu para a roda-viva judicial, com quase uma dezena de mandados encaminhados ao Supremo. O jurista Adilson Dallari foi preciso ao apontar as falhas da decisão: “Foi como se o presidente do Supremo Tribunal Federal (Ricardo Lewandowski, que comandava a sessão) tivesse perguntado aos senhores senadores se suas excelências queriam ou não cumprir a Constituição”. Para ele, não há risco de anulação do processo como um todo, nem da condenação imposta a Rousseff. Rigorosamente, do ponto de vista jurídico, só se anula o que padece de vício e o único vício em questão está no quesito do fatiamento da pena. Isso sim deveria ser revisto com a maior brevidade pelo STF, em prol da credibilidade da Carta Magna. Não ficará impune na sociedade brasileira esse drible legal. Não apenas o inefável deputado Eduardo Cunha, a caminho do cadafalso da cassação, e o ex-senador deposto Delcídio Amaral estão pleiteando o mesmo tratamento, apelando para que se fatiem suas respectivas penas. A jurisprudência, já em vias de ser sacramentada pelo Supremo, em desacordo com o que almeja boa parte dos cidadãos, pode e vai beneficiar milhares de servidores públicos que foram demitidos dos cargos, proibidos de voltar à vida pública por cinco anos e, como os políticos, impedidos de se candidatar nas urnas por oito anos. A celeuma está criada. Uma vontade de poucos, que amarrotou a Constituição, inverteu valores e consagrou a velha máxima de que perante a lei todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.

Brasileira que sobreviveu ao 11 de setembro faz relato inédito: "Tinha marcas de solas de sapato nas minhas costas"


Você se lembra do que estava fazendo na manhã do dia 11 de setembro de 2001? É bem provável que sim. O atentado às Torres Gêmeas, em Nova York (EUA), que matou cerca de 3 mil pessoas, marcou muita gente. Uma delas foi a administradora de empresas Adriana Maluendas, 45 anos, que se recorda como se fosse ontem. Adriana estava no World Trade Center exatamente na hora do atentado e lutou machucada pra sobreviver.

A brasileira natural de Paranaguá (PR) havia escolhido o Hotel Marriott, localizado entre as duas torres, para se hospedar e, ainda no quarto, ouviu e sentiu o primeiro avião se chocar com a torre norte. O hotel também foi ao chão após a queda da segunda torre, a sul.
Hoje, exatos 15 anos após o atentado, Adriana conta àGlamour como sobreviveu não só ao 11 de setembro, mas aos dias seguintes. “Sofri com transtorno de estresse pós-traumático, síndrome de culpa e depressão. Foram anos de terapia...", diz. Agora, ela se prepara para uma nova fase e vai lançar um livro sobre a história. “Meu sonho é transformar toda a experiência que sofri em uma mensagem de esperança e positividade”, completa. Leia o depoimento completo abaixo:

“Cheguei a Nova York no dia 8 de setembro de 2001, exatos três dias antes do atentado. Minha família trabalhava com importação e exportação de soja e fui a Manhattan justamente para me preparar e fazer os exames do NYIF (New York Institute of Finance), que me dariam a licença pra ingressar no mercado de commodities. Desde o início da viagem eu me hospedei no Marriott World Trade Center Hotel. Era a minha primeira vez em Nova York e o escolhi justamente por estar próximo ao local do curso. Achei que fosse o mais seguro a fazer.

O DIA 11 DE SETEMBRO

No dia do atentado eu acordei cedo, por volta das 6h da manhã – no horário de Nova York – tomei café e voltei ao quarto para responder alguns e-mails e me preparar para o primeiro teste, que aconteceria na torre sul do World Trade Center. Também liguei pro meu trabalho no Brasil e comentei que, por pelo menos mais uma hora, eu continuaria no meu quarto, caso precisassem falar comigo. Em seguida, liguei para os meus pais. Minha mãe se preparava para a sua última sessão de quimioterapia. Eu estava tão, tão feliz... Ela estava vencendo o câncer e tudo caminhava bem.

Porém, às 8h46 daquela manhã, a minha vida foi literalmente virada de cabeça pra baixo! Essa foi a hora exata que a primeira torre do World Trade Center foi atingida pelo avião da American Airlines. Eu estava no quarto, no sexto andar do prédio, quando um som ensurdecedor invadiu o hotel. Chão, paredes e janela tremeram e todos – repito – todos os móveis saíram do lugar. Ainda sem ter noção alguma do que havia acontecido, tentei me comunicar com a recepção pelo telefone, mas ninguém atendeu. Curiosa, resolvi pessoalmente checar o que estava acontecendo. Peguei só a minha bolsa e a chave da porta e saí.

Assim que coloquei os pés para fora do quarto, o sistema de alarme do hotel foi acionado. Tudo ainda parecia tranquilo. No trajeto entre o quarto e as escadas de emergência, vi muitas pessoas descendo calmamente, algumas ainda vestiam pijama. Mas, a situação mudou em questão de segundos! Assim que ouvimos algumas explosões – a torre estava em chamas – o pânico se instalou. Todos os milhares de hóspedes corriam loucamente pelas escadas. Um empurrava o outro, pessoas caíam... O Marriott tinha 22 andares e 825 quartos, então você já pode imaginar o terror que vivi naquela escadaria. Eu mesma caí com a correria e bati as costas na quina do degrau. Se eu senti dor? Nada! A adrenalina e o instinto de sobrevivência eram tão grandes, que me levantei rapidamente para continuar a “missão” de sair de lá. E tudo foi ficando ainda pior... Ao pisar no térreo, o elevador desabou na nossa frente. Pronto! O caos estava instalado e nenhum lugar era mais seguro.

Só quando saí do hotel, tive a real noção do que estava acontecendo: a torre norte do principal prédio dos EUA estava em chamas! Era muita fumaça e a visão começava a embaçar. Pouco tempo depois, o segundo avião, agora da United Airlines, colidiu. Naquele momento, havia milhares de pessoas na rua que corriam e gritavam sem parar: “Segundo avião, segundo avião”. Mesmo presenciando e vivendo na pele aquela situação, tudo ainda era muito irreal na minha cabeça. Só entendi que aquele som ensurdecedor que ouvi no meu quarto era – na verdade – o primeiro avião colidindo, quando vi o segundo bater na torre sul.
PÂNICO E TERROR NAS RUAS

Confesso que as palavras ainda fogem quando tento expressar os sentimentos que aquelas cenas me trazem. Elas me atingiram tão profundamente... Foram momentos de profunda tristeza, uma dor tão forte que me impedia até mesmo de gritar e extravasar! Eu estava em estado de choque e fiquei petrificada, completamente parada em frente às torres gêmeas em chamas, escutando gritos de desespero, pessoas pedindo ajuda e assistindo civis se jogando pela janela em direção à morte.

Depois de alguns segundos completamente em choque, eu corri... Corri como nunca! Aliás, todos os civis de Nova York correram. Ao cruzar a FDR Drive, uma avenida mega importante e onde apenas carros podem transitar, vi todos os automóveis com as portas abertas e completamente abandonados. Sim, os carros foram largados pelo caminho e as pessoas tão assustadas e confusas quanto eu, corriam para longe da fumaça e da poeira. O cheiro de poeira e produtos tóxicos era insuportável!

Além da queda no hotel, caí outras duas vezes durante a fuga até um local seguro. Fraturei duas costelas e ganhei de “presente” alguns problemas sérios de coluna, com os quais convivo até hoje. Também tive meus dentes frontais superiores lascados, pois, ao cair, fui pisoteada e bati o rosto com força no chão algumas vezes. Sem falar das dezenas de hematomas espalhados pelo corpo. Era possível enxergar, literalmente, marcas de solas de sapato nas minhas costas e pernas.

Eu não conhecia ninguém em Nova York, apenas algumas pessoas do curso e não tinha pra onde ir. Após sair da área do atentado e percorrer quase oito horas a pé, encontrei do outro lado da cidade um hotel em que pudesse me hospedar. Ainda estava em estado de choque, machucada, exausta e não me lembrava de nenhum número de telefone, nem mesmo o da minha casa no Brasil. Só consegui ligar para a agência viagem, pois meu passaporte tinha uma capinha protetora com o endereço e número de telefone da agência. Aliás, foram eles (da agência) quem avisaram meus pais que eu estava viva!

Enquanto eu perambulava por Nova York à procura de um hotel, meus pais entravam em contato com o Consulado Americano no Brasil em busca de informações sobre mim. O vice-cônsul brasileiro nos EUA me encontrou no dia 12 de setembro e disponibilizou um acompanhante para me levar ao hospital. Falei com ele e com a sua esposa até o dia em que retornei ao Brasil. São pessoas maravilhosas e que jamais esquecerei...

OS DIAS PÓS-ATENTADO

A primeira noite foi muito, muito difícil. Além de introspectiva, confusa e superdolorida. Como não conseguia dormir, resolvi caminhar ainda mais e passei a noite sentada em uma pracinha olhando os canhões de luz que buscavam sobreviventes e iluminavam a área do World Trade Center. Chorei muito e minha cabeça fervilhava com perguntas sobre tudo o que havia acontecido. Rezei e agradeci a Deus. Só quando amanheceu eu tive forças para caminhar e retornar ao novo hotel.

Permaneci por mais 10 dias em Nova York, até que a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos juntamente com a Força Aérea Americana liberassem outra vez os voos comerciais. Mesmo voltando ao Brasil, as marcas do atentado permaneceram. Meses após o 11 de setembro, o medo e os temores só intensificavam, até que fui diagnosticada com alto grau de transtorno de estresse pós-traumático, além de uma síndrome psicológica de culpa. Passei meses fechada, isolada e emocionalmente envolvida, o que me trouxe até problemas físicos. Fiz terapia por anos, pois também sofri com depressão. Somente comecei a me recuperar quando tomei coragem para enfrentar os meus traumas.

Em novembro do ano passado, tomei a decisão de doar meu passaporte e as chaves do meu quarto no Marriott ao Memorial do World Trade Center, que tem previsão de abertura no fim de 2016. Sou a única brasileira com itens doados ao projeto. Em uma tarde de conversa com uma das curadoras do museu, percebi o quanto isso era importante. Sei que minha doação simboliza o quão pouco os sobreviventes puderam levar com eles naquele dia. Pra mim, a doação também simboliza parte de uma história de sobrevivência, que infelizmente marcou o inicio de uma era. A era do terror.

Cleo Pires fala de sexo casual, atração por mulheres e relembra depressão na adolescência


Atriz está no ar em ‘Haja coração’ Foto: Rafael Moraes
Flávia Muniz
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De sexo frágil, Cleo Pires não tem nem o cheiro. Aos 33 anos, a libriana de sangue quente está cada vez mais segura de suas escolhas na vida e na carreira. Solteira por opção, ela não depende do outro para ser feliz e diz que, por ora, não há espaço para uma relação a dois.
— Acho gostoso conhecer a pessoa a fundo, seus defeitos, qualidades... Sou muito romântica, mas para chegar nesse ponto tem que valer a pena num nível que eu não sei se chega. A minha vida sozinha, com meu espaço, minhas descobertas de pessoas e de situações, está sendo tão enriquecedora... Para me convencer a ter uma nova aventura a dois, a pessoa vai precisar rebolar — avisa ela.
O companheirismo tem lá o seu valor, mas Cleo não vê vantagem em se amarrar:
— Tenho que ter espaço para as minhas loucuras e fantasias. Gosto de estar junto, de trocar, mas não curto gente se posicionando de forma incisiva na minha vida.
Em dose dupla na TV, com a aventureira Tamara de “Haja coração” e, a partir do dia 20, na pele de Sabrina em “Supermax”, a atriz não se vê confinada. É que a série é uma espécie de “Big Brother”, onde 12 participantes que já cometeram algum crime vão disputar o prêmio de R$ 2 milhões.
— Eu tenho segredos demais para participar de um reality show — dispara.
Nesta entrevista, no entanto, Cleo revela algumas de suas intimidades, sem se preocupar com julgamentos.
Em ‘Supermax’, a atriz interpreta Sabrina
Em ‘Supermax’, a atriz interpreta Sabrina Foto: Divulgação
EXPOSIÇÃO NA TV
“Quando entrei na Globo, eu avisei que não emendaria novelas, não viveria feliz assim. O meu trabalho é uma extensão das minhas emoções, e para isso existir de uma forma saudável eu preciso dos meus tempos. Quando você está muito na TV, fica exposta de um jeito agressivo. Foi difícil no início. Eu me irritava com tudo. Hoje, lido muito melhor, até porque eu amo trabalhar”.
INTENSA
“Essa tendência ao tudo ou nada eu tenho bastante (igual à Tamara, de “Haja coração’’). Vou sem filtro, sem medir as consequências, mas comecei cedo na vida e acho que aprendi a dosar. Hoje, uso a minha intensidade a meu favor”.
SANGUE QUENTE
“Enfrentar não é despejar no outro, aí é covardia. Eu dou uns gritos, choro e passa”.
Cleo Pires posou nua para a Marie Claire no julho
Cleo Pires posou nua para a Marie Claire no julho Foto: Gustavo Zylbersztajn / Marie Claire / Divulgação
LOUCURAS
“Não dou vexame. Eu curto, bebo, brinco, danço, dou cambalhota, faço de tudo, mas sei o que estou fazendo. Não fico dando uma de louca por aí não”.
MULHER DE ATITUDE
“Minha maior inimiga sempre fui eu. Não deixava coisas importantes florescerem por medo do julgamento do outro, de me sentir violentada emocionalmente por ser sensível. Agora estou em paz comigo. Quando coloco a cabeça no travesseiro, eu sei o que quero, e não interessa o que as pessoas pensam”.
MÃE E FILHA
“A gente sempre foi muito amorosa uma com a outra, e também já quebramos muito o pau. Nada físico, porque temos personalidades fortes. Mas o amor sempre foi muito maior. Se eu sinto cheiro de qualquer tipo de negatividade perto dela, eu vou com força total. Eu posso falar mal, você não. A mãe (Gloria Pires) é minha”.
INFÂNCIA
“Eu era solta demais, morava com a minha avó no Recreio, minha mãe trabalhava muito. Apanhei de leve, uns tapinhas de amor, de educação, porque eu falava loucuras para minha mãe, palavrões horríveis. Eu era uma criança sem nenhum tipo de rédea. Quando minha mãe se casou com meu pai, Orlando (Morais), eles me levaram para a vida urbana, em Ipanema. Eu toquei o terror, mas fui acalmando com o tempo (risos)”.
ADOLESCÊNCIA
Eu entrei numa depressão forte aos 12 anos. Comecei a gostar muito de um lado ‘dark’ da vida, eu via beleza nisso. Essa transição é difícil para todo mundo. Tive uns momentos de muita confusão mental, e acho que culminou com aquele boato (de que Gloria teria pego Cleo com o padrasto Orlando Morais na cama, em 1998). Aí a gente se mudou para Los Angeles, eu fiquei sozinha e foi bom. Ler me ajudou muito”.
ADOÇÃO
“Não tenho planos para agora, mas eu quero”.
IR À LUTA POR PAIXÃO
“Eu gosto de jogar com a situação. Às vezes, lutar é justamente abrir mão do ataque, é esperar o momento certo, é observar o oponente. Acho que é um campo de batalha mesmo, no bom sentido. Não é querer sobrepor o outro no amor, mas entender o espaço dele”.
RELAÇÃO ABERTA
É óbvio que quando você vive mais sozinha do que com alguém, está mais exposta a situações que te levam para outro encantamento, a conhecer outra pessoa. Mas se eu escolho estar com alguém, eu gosto de fidelidade”.
TRANSAR NO PRIMEIRO ENCONTRO
“Quantas vezes você conhece um cara e fala: esse não vai dar para transar na primeira vez, não, porque primeiro ele vai ter que comer aqui na minha mão. E tem outro que naturalmente te entende e a coisa rola a partir daí. É caso a caso”.
SEXO COM AMOR OU CASUAL
“Tem fases que você não quer se envolver, tem medo de se apaixonar, e aí o sexo casual entra lindamente. Mas acho mais incrível quando tem amor, quando tem uma identificação, admiração, uma troca mais transcendental do que só física. É mais rico, mas nem sempre é possível”.
PAQUERA
“Não chego em ninguém. Às vezes, você tem interesse na pessoa, mas não sabe se ela está interessada em você. Vou trabalhando as opções”.
SEXUALIDADE
“Eu sempre fui sexual. Se as pessoas não transassem, não estaríamos aqui. Ou você aprecia, curte e brinca com isso, ou ela pode te dominar porque é uma energia muito forte. Eu estou sempre em contato com ela, não é um tabu para mim”.
RÓTULO DE SEXY
“No início, me incomodou porque eu era muito livre e usava minhas energias como bem entendia. E aí começaram a me rotular. Eu falava: ‘não é só isso, é muito além’. Mas depois comecei a ver que eu estava dando murro em ponta de faca. Eu sei que sou um monte de outras coisas e as pessoas que me interessam também”.
RELAÇÃO COM A ASSESSORA DE IMPRENSA
(Sobre os boatos de que estaria namorando Piny Montoro, sua assessora de imprensa, Cleo dá o recado): “Com as poucas amigas que eu tive, isso aconteceu. Com a Roberta (da escola), todo mundo dizia que a gente tinha um caso, e com a Ildi (Silva) também. Isso não me abala. Minha relação com Piny é um casamento sem sexo”.
ATRAÇÃO POR MULHERES
“Tudo é possível. Eu já me apaixonei por mulheres, não sexualmente, mas de amizade, admiração, amar ter aquela pessoa ao meu lado. Mas tudo pode acontecer”.
Atriz está no ar na novela “Haja coração”
Atriz está no ar na novela “Haja coração” Foto: Rafael Moraes


Ao TSE, Dilma diz que campanha recebeu 50 mi de santinhos de Temer a mais


Estadão

O parecer técnico divergente apresentado pela defesa de Dilma Rousseff na quinta-feira, 8, ao Tribunal Superior Eleitoral, sustenta que os peritos do TSE “não realizaram” todos os procedimentos de investigação necessários sobre os serviços de gráficas para a campanha da chapa da petista e Michel Temer em 2014.
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
O documento afirma que as gráficas apontadas como “de fachada” pela Corte eleitoral efetivamente prestaram serviços e, inclusive, afirma que foram entregues cerca de 50 milhões de santinhos além do solicitado. A defesa de Dilma pede que sejam realizadas novas perícias por parte do TSE para esclarecer as dúvidas.
O parecer divergente foi elaborado pelo perito contábil Cláudio Vagner a pedido da defesa da petista no âmbito das quatro ações de investigação eleitoral, propostas pelo PSDB, que podem gerar a cassação da chapa formada por Dilma e Temer e possui mais de 8 mil páginas de documentos que, segundo a defesa da petista, não foram analisados pelos técnicos do TSE. Como Dilma sofreu impeachment e perdeu o mandato, na prática a ação só pode levar à cassação do atual presidente Michel Temer (PMDB).
Em nota divulgada nesta sexta-feira, 9, a defesa de Dilma alega ainda que os 50 milhões de santinhos excedentes eram ‘dedicados a campanha do (então) vice Michel Temer’. A afirmação é do advogado Flávio Caetano, que representa a petista no TSE . Os santinhos contam com imagens de bonecos digitais representando o então candidato a vice, que aparece entre Lula e Dilma, e a mensagem “Mais mudanças, mais futuro”. Nas notas fiscais, os santinhos são identificados como “SANTINHO DILMA 4X4 – TEMER”.
O perito contratado pela defesa de Dilma comparou as notas fiscais de venda e de remessa dos produtos com a gráfica VTPB, responsável pela peça com Temer no centro e que, segundo o contador, atua por meio de prestadores de serviço terceirizados e não é de fachada. Claudio Vagner identificou que foram contratados 50 milhões de santinhos que destacavam o então candidato a vice, mas foram entregues, efetivamente, 99,8 milhões de unidades, sendo que o restante, para completar 100 milhões, não foi identificado.
De acordo com o perito, essa quantia excedente de 50 milhões equivale a R$ 370 mil, ou 1,65% de todas as aquisições feitas pela campanha Dilma Temer na VTPB. O perito identificou que a primeira nota fiscal de venda de 50 milhões de santinhos foi feita em 12 de setembro de 2014 e cancelada no dia 16 do mesmo mês. Neste dia, foi emitida uma outra nota, também para 50 milhões de santinhos, que consta como paga no dia 7 de outubro.
Segundo o laudo apresentado pelos técnicos do TSE em agosto, três empresas não apresentaram documentos capazes de comprovar que efetivamente prestaram serviços no valor pago pela campanha presidencial. As empresas que se encontram nessa situação são a Gráfica VTPB, a Red Seg Gráfica e Editora e a Focal.
O perito contratado pela petista, porém, apontou que várias medidas não teriam sido tomadas pelos técnicos do TSE, que segundo o contador solicitaram apenas os documentos da empresas fornecedoras ligados ao PT, sem solicitar o material dos serviços prestados ao PMDB. “Ao considerar o laudo pericial como insuficiente, incompleto e impreciso, a defesa de Dilma Rousseff requereu ao TSE que nova perícia contábil seja realizada e considere as 8 mil páginas de documentos juntadas aos autos e não examinadas pela perícia anterior”, conclui a defesa de Dilma na nota divulgada nesta sexta-feira.
Após o fim da fase de perícia, o TSE dá início aos depoimentos de testemunhas no caso. As oitivas de pelo menos dez testemunhas já estão agendadas para serem realizadas nos próximos dias 16 e 19. O pedido dos advogados de Dilma pela nova análise dos documentos de empresas que prestaram serviços para a campanha será analisado pelo relator do caso, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin. O Palácio do Planalto informou que não comenta investigações em andamento e a VTPB não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Homem que seguia para o trabalho de bicicleta morre após ser atingido por carro; motorista fugiu


Por Felipe Ribeiro e Daniela Sevieri
Foto: Daniela Sevieri - Banda B
Foto: Daniela Sevieri – Banda B

Um homem de 31 anos, que seguia de bicicleta para o trabalho, morreu na manhã deste domingo (11) após ser atingido por um carro na Rua Antônio Simm, no bairro Tarumã, em Curitiba. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo envolvido aparentemente estava em alta velocidade e fugiu do local.
À Banda B, o socorrista Alexandre explicou que a vítima foi arrastada por pelo menos cinco metros. “Podemos perceber que o carro estava em velocidade alta, uma vez que causou isso de deixou apenas pedaços de parachoque para trás. Quando chegamos aqui, nada pudemos fazer”, disse.
A colisão aconteceu nas proximidades da Linha Verde. Giovane Antônio Bueno da Rosa era funcionário de uma concessionária que administra rodovias e fazia o transporte de colegas para postos de trabalho.
A Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) deve investigar as causas do acidente.

Odebrecht e OAS podem delatar



O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, alguns semanas atrás, anunciou que a Lava Jato só aceitaria fechar acordo com uma empreiteira: Odebrecht ou OAS.
Agora ele já admite a possibilidade de fechar acordo com ambas, desde que revelem esquemas de rapina em outros ministérios ou estatais.
O Globo cita o caso de Léo Pinheiro, da OAS, que na semana que vem será interrogado sobre Gim Argello.
Ele terá a chance de incriminar todos os parlamentares que cobraram propina para afundar a CPI da Petrobras e de esclarecer o papel do governo nessa canalhice.

Odebrecht tem 61 delatores




O Antagonista noticiou que Emílio Odebrecht foi entrevistado pela Lava Jato na última segunda-feira.
O acordo de sua empreiteira com o MPF não tem mais volta.
Segundo Lauro Jardim, a Odebrecht iniciou o processo de delação com 40 executivos, depois viraram 50, agora já são 61.

O caminho completo da propina



A Odebrecht, diz Lauro Jardim, "está mostrando o caminho completo do dinheiro: quem recebeu, quem entregou e como foi entregue (dinheiro vivo, depósito em conta...). Tudo em planilhas detalhadas que abarcam todos os políticos que docemente se corromperam".
A propina repassada a João Santana vai explodir o PT. A propina repassada pelo estádio do Corinthians vai implodir Lula.