Valério fala a Moro e confirma chantagem no caso Celso Daniel

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 38 anos de prisão por ser o operador financeiro do mensalão, o empresário Marcos Valério narrou nesta segunda-feira ao juiz federal Sergio Moro o que sabe sobre a operação petista para comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava envolver o ex-presidente Lula no assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Ao ser perguntado sobre o dinheiro pago a Ronan mediante a chantagem, Valério se virou para Moro, confirmou que tomou conhecimento do suborno, mas não quis entrar em detalhes: disse apenas que era algo “muito grave” e que temia pela sua vida no presídio.
“O que eu descobri é muito sério e eu não queria me envolver. E vou pedir para não responder essa pergunta porque é um assunto muito grave. Eu não quero correr riscos e eu estou preso em uma penitenciária”, afirmou ele.
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Na esteira de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal em 2012, por envolvimento no esquema do mensalão, o publicitário Marcos Valério prestou um depoimento ao Ministério Público Federal naquele ano em que citava o caso do assassinato de Celso Daniel. Como revelou VEJA, diante da condenação a mais de 40 anos de cadeia, Valério indicou ao STF seu desejo de prestar novas declarações ao tribunal sobre o esquema. Um acordo de delação, contudo, nunca chegou a ser firmado. Na ocasião, o publicitário disse que um empréstimo concedido pelo Banco Schahin ao empresário José Carlos Bumlai em 2004 tinha como finalidade pagar uma extorsão a que eram submetidos Lula e o ex-ministro Gilberto Carvalho.
No depoimento de hoje, Valério explicou que foi Silvio Pereira, o Silvinho, ex-secretário-geral do PT, quem lhe contou sobre a extorsão e o procurou para transferir 6 milhões de reais a Ronan.“O termo certo é chantagem. Ouvi de Silvio Pereira na primeira conversa dentro do hotel Sofitel. Foi explícito isso, o ministro José Dirceu, o presidente Lula e Gilberto Carvalho estavam sendo chantageados”, afirmou Valério a Moro. Por fim, o publicitário contou que, ao descobrir quem era o empresário do ABC paulista, desistiu do negócio.
Com isso, o empréstimo foi assumido por Bumlai que conseguiu o dinheiro com o Banco Schahin em troca do contrato de operação do navio-sonda Vitória 10.000 da Petrobras. Ao juiz da Lava Jato, Valério disse que soube dessa história pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
“Vou revelar para o senhor como é que eu fiquei sabendo desse assunto. O PT tem a mania de montar comitê de crise e, durante o processo do mensalão, montaram o comitê de crise, que era toda segunda-feira dentro do Palácio. Nesse comitê, no meu primeiro depoimento na CPI do mensalão, apareceu uma pessoa que eu nunca vi na minha vida. Chama-se Paulo Okamotto. Eu nunca o tinha visto. Ele se apresentou, conversamos sobre o escândalo e foi se passando o tempo. Esse Paulo Okamotto é que ficou me pajeando o tempo todo. Encontrei com ele ‘n’ vezes e, numa dessas, eu fiquei sabendo que o senhor José Carlos Bumlai tinha feito o empréstimo e eles tinham pago o empréstimo com o financiamento da sonda”, completou.

O advogado Fernando Augusto Fernandes, que defende o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, diz que com relação ao depoimento de Marcos Valério, hoje, em que Okamotto é citado “os depoimentos da Lava Jato, iniciados com fatos, descambaram para mentiras e invenções de condenados que querem se beneficiar com as delações premiadas”.

Eduardo Cunha, o homem mais temido de Brasília


O detentor dos segredos do PMDB luta para salvar seu mandato. O desfecho desta batalha determinará o destino do governo Temer

DIEGO ESCOSTEGUY
09/09/2016 - 22h17 - Atualizado 12/09/2016 09h57
Revista ÉPOCA - capa da edição 952 - Quem tem medo de Eduardo Cunha? (Foto: Revista ÉPOCA/Divulgação)
Na manhã de quinta-feira, dia 8, Eduardo Cunha, o homem que derrubou Dilma Rousseff e encerrou os 13 anos do PT no Planalto, decolou do Rio de Janeiro rumo a Brasília com a missão política mais difícil de sua vida: evitar a própria queda. Chegou ao Santos Dumont pouco antes das 7 horas, acompanhado de um de seus advogados. “Doutor Eduardo, deixa que eu carrego a mala para o senhor!”, disse um funcionário do aeroporto, ainda na porta. Um homem se aproximou. “Estou com você!”, disse, sorrindo. Na fila para o raio X, um dos seguranças gritou: “Vem por aqui, deputado!”. Cunha não topou passar na frente dos demais. Na entrada do avião, num voo normalmente ocupado por executivos com negócios em Brasília, mais assédio. “Estou torcendo pelo senhor. Tenha fé”, disse um passageiro, estendendo-lhe a mão. No desembarque em Brasília, uma mulher e sua filhinha pediram um selfie com ele. “Você é meu malvado favorito”, disse um homem, antes que Cunha deixasse o aeroporto, sem receber vaias ou xingamentos. “Só você para ter coragem de tirar a Dilma.”
O malvado favorito jactou-se. “Virei celebridade”, disse ele depois, meio brincando, meio a sério. Um voo entre Rio e Brasília não fornece exatamente uma amostra estatística da aprovação de ninguém. As pesquisas nacionais, pelo contrário, indicam um alto índice de rejeição ao deputado afastado, em virtude das pesadas denúncias de corrupção que pesam contra ele. Para a esquerda, dentro e fora do Congresso, e setores da opinião pública, Cunha é um capiroto, o tinhoso em si: perverso, reacionário, chantagista, desalmado. Enfim, não é um político, nem sequer uma pessoa. É uma caricatura. (No outro extremo ideológico, a caricatura, o tinhoso, chama-se Lula.)
Rodrigo Janot Procurador Geral da República (Foto:  Agencia Senado)
O episódio na quinta-feira não foi uma exceção. Nos últimos meses, Cunha recebeu constantes afagos da torcida anti-PT, em especial nos compromissos em São Paulo e em Brasília. Para essa turma, o apelido malvado favorito diz tudo: Cunha pode até ser corrupto, mas os livrou de Dilma – e esse ato político, se não o absolve, ao menos provoca gratidão neles. O mesmo sentimento apresenta-se, em outra medida, entre um número considerável, embora difícil de precisar, de deputados. Gratidão política, pois estavam cansados de um governo que não lhes dava espaço (cargos e emendas) como gostariam, ou acham que mereciam. E gratidão pessoal, pois Cunha acumulou poder distribuindo favores a muitos deles. Favores pequenos, como conseguir emprego para familiares. Favores grandes, como arrecadar dinheiro para campanhas.
Entre os políticos de Brasília, seja na Câmara, seja no Planalto, essa gratidão mistura-se ao medo de que as razões dela venham a público. Cunha detém os segredos de, ao menos, duas centenas de deputados – do PMDB, do PP, do PTB, do PR, do PSD e dos demais partidos que compõem o centrão. Detém, em especial, os segredos dos políticos do PMDB que ascenderam ao poder com a queda de Dilma. Hoje, graças em larga medida a Cunha, eles ocupam os melhores gabinetes da Esplanada. Cunha ocupa, provisoriamente, um apartamento funcional da Câmara, que precisou mandar reformar. Perdeu a ampla residência oficial da presidência da Câmara, símbolo do poder e domínio que exercia sobre seus pares. Todos eram obrigados a ir até ele, obedecendo à liturgia do poder: aquele que manda mais recebe aqueles que mandam menos. Agora, não pode nem mais receber. Precisa deslocar-se para reuniões políticas. O que será dos políticos que ascenderam com Cunha, caso ele perca até o apartamento funcional?
Teori Zavascki ministro do supremo Tribunal (Foto:  Agencia Senado)
De um dos políticos mais poderosos da República, Cunha se tornou o homem mais temido de Brasília. Ainda preserva muito poder, sobretudo para quem apanha da Lava Jato há tanto tempo. Mas se trata de um poder cada vez mais subordinado ao medo – e cada vez menos à gratidão. Se perder o mandato na votação prevista para a noite de segunda-feira, Cunha perderá política (o cargo) e juridicamente (o foro no Supremo). Deixará o apartamento funcional e cairá em Curitiba. Os processos contra ele, tocados pelo ministro Teori Zavascki, serão encaminhados ao juiz Sergio Moro. Em vez de ser investigado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será presa dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato.
Cunha é um dos políticos mais leais de Brasília. Sempre cumpriu a palavra empenhada e os acordos acertados. Defendeu vigorosamente amigos e aliados. “Prefiro dar um tiro na cabeça a delatar alguém”, disse ele a amigos recentemente. Mas, se tiver de optar entre os aliados e a família, Cunha não terá, na verdade, opção. Terá de tentar uma delação. E, nos gabinetes mais influentes de Brasília, assim como no novo apartamento funcional de Cunha, ninguém tem dúvida de que, uma vez sem foro no STF, o peemedebista será preso e sua mulher também.
Ele, que sempre pensou e agiu estrategicamente, já se prepara para esse cenário. A advogada Fernanda Tórtima, que o defende há anos e fez a delação de Sérgio Machado, sondou a PGR sobre a delação. Há menos resistência na equipe de Janot do que se poderia supor. Mesmo que as negociações se provem difíceis, Cunha, caso o cenário mais provável se imponha, terá de entrar com tudo nelas. O peemedebista trabalha, há semanas, na pesquisa de material – documentos, e-­mails, mensagens – para essa negociação. Os primeiros alvos dele estariam no Planalto de Temer. Somente em último caso apareceriam os deputados. Cunha, como não poderia deixar de ser, nega, em público, a possibilidade de delação.
Cunha sabe muito, sabe demais – e o que contar, se vier a contar, definirá o destino do governo Temer e do Congresso que o apoia. Ele era, na prática, uma espécie de tesoureiro do PMDB. Como tinha boa relação com a maioria dos grandes empresários do país, responsáveis pelo financiamento das campanhas do partido, Cunha se encarregava de assegurar que cada candidato recebesse o que fora combinado – por dentro ou por fora. Passavam por ele quase todas as informações acerca de quem no partido havia acertado o quê – e com qual empresário. Em campanhas, é comum que esse tipo de compromisso seja objeto de cobiça. Conforme a data da eleição se aproxima, as disputas intensificam-se e os políticos descobrem-se desesperados por mais dinheiro, sob o risco de perder. E, claro, ninguém no PMDB concorre para perder. É, também, o momento para ganhar. Nunca se sabe, na prática, como cada candidato do partido gastou o dinheiro que recebeu – se pagou fornecedores ou escondeu a grana embaixo do colchão. Cunha conhece essas histórias.
Por ter tanto a revelar caso caia, Cunha tem o apoio discreto – discretíssimo – do governo Temer e de seus aliados. O presidente mandou avisar Cunha que não mexeria um músculo para prejudicá-lo na votação da Câmara. Os líderes do centrão na Câmara, também. É do interesse de todos que Cunha não se veja obrigado a delatá-los. Não atrapalhar, nesse caso, significa ajudar o peemedebista. Para que Cunha seja cassado, é necessário que os deputados ajam. Caso mantenham-se parados, ou malparados, o mesmo acontece com a situação de Cunha.
A batalha de Cunha, portanto, é para que os deputados não se vejam encurralados, como ele. Encurralados a votar. Pois, se tiverem de votar, e o voto será aberto, a maioria não terá coragem de ir contra a opinião pública, no meio das eleições, e absolvê-lo. Caso a votação transcorra, é quase certo que haverá os 257 votos necessários para cassá-lo. “Político pode chegar à beira da cova, mas não pula nela”, diz um poderoso peemedebista. A estratégia de Cunha é impedir, a todo custo, que haja quórum para que a votação aconteça.
É essa a campanha à qual ele se entregou, com ainda mais intensidade, desde que pousou em Brasília, na manhã de quinta-feira: convencer os deputados a não comparecer na segunda-feira à noite. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu uma ajudinha, ao estabelecer como necessário o quórum de 420 deputados para abrir a votação. Esse número só existirá, na visão de Cunha e dos demais políticos influentes de Brasília, caso cresça a pressão da opinião pública até o momento derradeiro. Somente essa pressão fará com que os líderes do centrão convoquem seus deputados, e esses aceitem a convocação, mesmo diante dos favores devidos a Cunha. Hoje, a pressão suficiente para que haja 420 deputados na Câmara, na segunda-feira à noite, ainda não existe. Se ela não sobrevier, a votação provavelmente será adiada para novembro, após as eleições. Cedo ou tarde, portanto, o caso de Cunha chegará ao plenário da Câmara. Quando chegar, dificilmente haverá gratidão – ou medo – que o salvem da ruína política.
Arte Teatro Eduardo Cunha (Foto: ÉPOCA)

DEFESA DE CUNHA ACREDITA EM FATIAMENTO



Marcelo Nobre, advogado de Eduardo Cunha, está no plenário e acaba de dizer a O Antagonista que acredita no fatiamento da votação de hoje.
"O Supremo já deixou claro que não vai se meter. A Casa é soberana em suas decisões."
Questionado sobre se a decisão de Edson Fachin -- de impedir a apresentação de destaques -- não o desmente, ele respondeu.
"É uma opinião do ministro. Mas quer dizer que, se um recurso contestando o fatiamento no Senado (na votação do impeachment de Dilma Rousseff) cair nas mãos do Fachin, ele vai derrubar a decisão?"

PLENÁRIO - Sessão de Cassação de Eduardo Cunha - 12/09/2016 - 19:00 AO VIVO






Rumo aos 400 na Câmara de Deputados



Contagem regressiva para o quorum estipulado por Rodrigo Maia: 400 deputados com presença registrada no plenário.

‘Sem a menor chance’, diz Cunha sobre possibilidade de renúncia



Estadão


O deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou na tarde desta segunda-feira, 12, que pretende renunciar ao mandato.
Questionado pela reportagem se procedia a informação de que iria abrir mão do cargo diante da possibilidade de o plenário iniciar a votação do processo de cassação no dia de hoje, o peemedebista foi enfático: “Não. Sem a menor chance”.
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(Foto: Divulgação EBC)
Apesar das negativas de Cunha, dentro da Câmara circula, entre alguns parlamentares, a informação de que ele deverá renunciar ao cargo, antes ou durante a sessão, marcada para as 19h.
Em meio aos rumores, integrantes da assessoria técnica da Casa esclareceram aos jornalistas que, caso Cunha apresente um pedido de renúncia, ele continuará com a prerrogativa do foro privilegiado até a conclusão da votação.
A renúncia, no entanto, não interrompe o processo, ou seja, a Câmara ainda assim deve votar a cassação. Mas, diante do impacto da decisão do peemedebista, há a possibilidade de a sessão ser tumultuada por ação de aliados do deputado e obrigue o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a interrompê-la. Assim, Cunha ganharia tempo e continuaria com foro privilegiado até ser marcada nova sessão e a votação definitiva do processo.
Às 16h05, o painel da Câmara já registrava a presença de 218 deputados na Casa e 159 na sessão. Alguns aliados do peemedebista, que integram o chamado Centrão, dão como certo que haverá quórum suficiente para votar o processo de cassação hoje
Rodrigo Maia tem ressaltado, contudo, nos últimos dias, que só abrirá a sessão caso tenha um quórum mínimo de 420 deputados. Para que Cunha seja cassado é necessário no mínimo 257 votos.

Manifestantes se reúnem no Centro de Curitiba para acompanhar votação que pode cassar Eduardo Cunha


Da Redação
Foto: Reprodução Grupo CWB Contra Temer
Foto: Reprodução Grupo CWB Contra Temer

Manifestantes se reúnem desde o fim da tarde desta segunda-feira (12) para acompanhar a sessão que irá votar o parecer de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A mobilização acontece na Praça 19 de Dezembro, no Centro de Curitiba, e é organizado pelo mesmo grupo que já realizou vários protestos contra o presidente Michel Temer.
O  ato desta segunda-feira é denominado ‘Fora TEMER – Fora CUNHA’ e conta com 2,1 mil confirmados em rede social. Até o momento não há balanço de pessoas na praça.
Os deputados federais devem votar o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), que concluiu que Cunha mentiu em depoimento espontâneo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, quando disse não possuir contas no exterior. Ele nega que tenha mentido à CPI, argumentando que as contas estão no nome de um trust familiar contratado por ele para administrar seus recursos no exterior.
Cunha está afastado das funções de deputado federal desde maio deste ano e esteve afastado também da presidência da Casa até 7 de julho, quando renunciou ao cargo.
Sessão suspensa
A sessão estava marcada para começar 19h, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia lembrou que só começará a votação com quórum alto, cerca de 420 deputados. Para a perda do mandato, são necessários os votos da maioria absoluta dos membros da Câmara (257).

Justiça decreta prisão preventiva de coronel PM acusado de estupro de criança de 2 anos


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A Juíza Cristina de Araújo Goes Lajchter, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio, aceitou o pedido feito pela Polícia Civil e converteu em prisão preventiva o auto de prisão em flagrante, lavrado na noite de sábado, contra o coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, de 63 anos. O oficial foi acusado de crime de estupro de vulnerável, após ser encontrado com uma criança de 2 anos, que estava seminua, dentro de um carro, no estacionamento de uma lanchonete, em Ramos na Zona Norte do Rio.
Coronel Pedro Chavarry é acusado de estupro
Coronel Pedro Chavarry é acusado de estupro Foto: Terceiro / Agência O Globo
Casado e pai de uma filha maior de idade, o oficial compareceu algemado, a uma audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça. Na ocasião, o coronel declarou morar com a esposa e ter uma renda mensal de R$ 10 mil.
Atualmente, Pedro Chavarry está preso no Batalhão Especial Prisional, no Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.


"Cunha é um jogador"





O Antagonista perguntou a Heráclito Fortes se as decisões de hoje do STF eliminam as chances de fatiamento da votação do processo de Eduardo Cunha.
"Cunha é o homem mais audacioso que já vi na política. É um jogador. Ninguém sabe o que ele está fazendo. E se ele fechou um acordo com o PT e chegar aqui com tudo pronto?"

Delúbio: "Nunca fiz coisa no PT que não tivesse autorização"



Ao negar que tenha participado da operação dos R$ 12 milhões envolvendo o Banco Schahin, Delúbio Soares disse o seguinte: "Nunca fiz coisa no PT que não tivesse autorização da direção. Não podia fazer, não tinha cacife."
Nós sabemos que Delúbio é pau mandado de Lula.

A RESISTÊNCIA DE EDUARDO CUNHA



O que acaba de acontecer no plenário é mais uma prova da força de Eduardo Cunha.
O painel da Câmara, que já marcava uma presença expressiva de deputados, foi "zerado" por Rodrigo Maia, que abriu e suspendeu a sessão de imediato.
Agora, o quorum está começando a ser contado de novo: neste momento, há 223 presenças registradas (Maia promete iniciar a votação com 420).
Parlamentares que lideram o "Fora, Cunha!" temem manobra de última hora.

Grave acidente termina na morte de três pessoas no interior do Paraná


Da Redação com Catve.com
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Três pessoas morreram na hora no acidente (Foto: Reprodução Catve.com)

Um grave acidente entre quatro carros na região do Norte Pioneiro, em Santa Mariana, terminou na morte de três pessoas na noite desta segunda-feira (12). A colisão aconteceu na BR-369 e sete pessoas estavam nos veículos.
Duas pessoas que estavam em um Gol de Bandeiras morreram na hora. Testemunhas disseram que este veículo teria causado o acidente. Já outro casal que estava no Uno de Bandeirantes ficou ferido. Também se envolveram no acidente um Fiesta de Abatiá e outro carro, ainda não identificado, de Londrina. A condutora do Fiesta também morreu.
Equipes de socorro do Samu de Bandeirantes, Cornélio Procópio e da Econorte, concessionária que administra o trecho, foram chamados e prestam atendimento médico para as vítimas.
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Letícia conduzia o Ford Fiesta
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Nas redes sociais, familiares e amigos de Leticia Pacheco lamentam a morte da jovem que se envolveu no acidente de trânsito na noite deste domingo (11), norte do Paraná. A jovem de 25 anos era de Abatiá e morreu na batida envolvendo quatro carros, em Santa Mariana. Ela conduzia o veículo Fiesta.
Outras duas vítimas que morreram são Anderson Henrique Alves, 35 e Luiz Paulo de Andrade 29.

Coronel da PM é preso em flagrante acusado de estupro de menina de 2 anos


Estadão

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Foto: Reprdodução
O coronel reformado da Polícia Militar Pedro Chavarry Duarte, de 62 anos, foi preso em flagrante na noite deste sábado (10), sob acusação de estupro de vulnerável e corrupção. O policial foi flagrado em um carro com uma menina de dois anos, nua, no complexo de favelas da Maré (zona norte). Para não ser preso, o coronel ofereceu suborno aos policiais militares que o encontraram. Duarte é presidente da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro passado, foi reeleito por mais três anos para o comando da instituição, que tem 30 mil associados.
A polícia chegou até o coronel por meio de uma denúncia anônima de que um homem estava na Rua Barreiros, em Ramos, com uma criança nua que chorava, dentro de um carro estacionado em um posto de gasolina. Segundo a PM, o coronel reformado se identificou e propôs que a ocorrência fosse encerrada, em troca de vantagens para os policiais do 22º Batalhão (Maré). Um dos policiais filmou a tentativa de suborno.
Duarte foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré (zona norte), e depois transferido para um presídio que recebe policiais militares, em Niterói, na região metropolitana.
Segundo informações de moradores da região repassadas à polícia, aquela não era a primeira vez que o policial reformado levava a criança. As primeiras notícias são de que a mãe da menina está presa e criança ficou sob os cuidados de uma vizinha. A menina será levada à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) para avaliação.
Em nota divulgada neste domingo, 11, a Polícia Civil informa que o coronel reformado foi autuado em flagrante pela delegada Carolina Marins, da Central de Garantias, pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa. Segundo a polícia, “cópias do procedimento serão encaminhadas ao Conselho Tutelar, para garantir a assistência à criança, e à 21ª Delegacia de Polícia, para prosseguir na investigação quanto a possíveis envolvidos no crime”.
Também em nota, a Polícia Militar confirmou a prisão do coronel reformado, a partir de uma denúncia anônima. “O senhor se identificou como policial reformado e pediu que a ocorrência fosse encerrada, oferecendo vantagens aos policiais militares. A equipe recusou a oferta e o conduziu preso para o registro. A Polícia Militar repudia e combate qualquer tipo de crime”, diz a nota da PM.
O crime de estupro de vulnerável prevê pena de oito a 15 anos de prisão e o de corrupção ativa, de um a oito anos de prisão.

Cármen Lúcia toma posse hoje na presidência do STF


Agência Brasil

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Na cerimônia, a ministra quebrará o protocolo do Supremo e não haverá a tradicional festa de recepção aos convidados – José Cruz/Agência Brasil
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia será empossada hoje (12) no cargo de presidente da Corte pelos próximos dois anos. Ela substituirá o ministro Ricardo Lewandowski, cujo mandato terminou.
A cerimônia está marcada para as 15h. Cerca de 2 mil pessoas foram convidadas, entre elas o presidente Michel Temer, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, além de outras autoridades. Na abertura, o cantor Caetano Veloso vai cantar o Hino Nacional.
Na cerimônia, a ministra quebrará o protocolo do Supremo e não haverá a tradicional festa de recepção aos convidados, bancada por associações de magistrados em todas as posses de ministros da Corte. Na semana passada, ao participar da última sessão na Segunda Turma, ela disse que não gosta de festa, mas de processo.
Cármen Lúcia Antunes Rocha tem 62 anos, foi indicada para o Supremo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tomou posse em 2006. A ministra nasceu em Montes Claros (MG) e formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em 1977. Ela será a segunda mulher a assumir o cargo. A primeira foi a ex-ministra Ellen Gracie.
No seu dia a dia na Corte, Cármen Lúcia mantém hábitos simples, como ir trabalhar em seu próprio carro. Ela é a única integrante do colegiado que não utiliza carro oficial com motorista. A ministra é solteira, não tem filhos e mora em um apartamento funcional do STF, em Brasília.
Em 2007, ela também quebrou a tradição na Corte e foi à sessão usando calça comprida. Antes disso, uma regra interna determinava que mulheres só poderiam entrar no plenário usando saia.
Antes mesmo de assumir a cadeira de Lewandowski, Cármen Lúcia deixou claro, durante sessão recente, que prefere ser chamada de presidente e não de presidenta. “Eu fui estudante e sou amante da língua portuguesa. Acho que o cargo é de presidente, não é não?”, afirmou, no mês passado.
Atuação no STF
No Supremo, a atuação da ministra pode ser resumida pelo rigor em casos envolvendo corrupção, pela postura firme a favor dos direitos das mulheres e o trato com a “coisa pública”.  Em viagens oficiais, ela opta por não receber diárias, apesar de ter direito.
Sem perfil corporativista, Cármen Lúcia, quando esteve na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2012, determinou a divulgação de seu contracheque, quando o STF discutia a validade da  Lei de Acesso à Informação.  Ela também proferiu decisões sobre casos de nepotismo e liminares que derrubaram pagamento de aumento a servidores públicos.
A ministra se declarou impedida para julgar a ação que pede o pagamento da correção de planos econômicos da década de 1990, porque o pai dela entrou na Justiça e seria beneficiado pela decisão do STF.
Entre os advogados que militam no Supremo, Cármen Lúcia é elogiada. Os profissionais afirmam nos bastidores que ela é sempre simpática e cordial e está bem informada sobre os processos. Recentemente, a ministra passou a fazer audiências por meio de videoconferência, evitando o deslocamento dos profissionais a Brasília.
Julgamentos
Em dez anos no Supremo, Cármen Lúcia foi relatora de importantes processos julgados pelo plenário, como a ação penal do ex-deputado federal Natan Donadon, primeiro parlamentar preso por sentença condenatória, e da ação que pretendia barrar autorização prévia para publicação de biografias não autorizadas.
A ministra também fez discursos duros contra a corrupção em processos envolvendo a Operação Lava Jato. Em novembro do ano passado, ao participar do julgamento que referendou a prisão do ex-senador Delcídio do Amaral, ela disse que “o crime não vencerá a Justiça e que os “criminosos não passarão”.
Na decisão em que a Corte autorizou a publicação de biografias não autorizadas, Cármen Lúcia disse repetidamente o dito popular: “Cala a boca já morreu”.
Com a ida da ministra para a presidência, Ricardo Lewandowski herdará os processos que estão no gabinete, entre eles as investigações da Operação Zelotes e a divisão dos royalties do petróleo.