Lula leva PT junto com ele para banco dos réus


Josias de Souza

O Plano A era bombardear a gestão do PMDB, transformar a herança nefasta de Dilma Rousseff num fracasso de Michel Temer e conduzir a nova candidatura presidencial de Lula em triunfo até 2018. O Plano B é, é…
O PT não dispõe de um plano alternativo. Líder messiânico e único, Lula arrasta o partido e seus devotos junto com ele para o banco dos réus. Faz isso sem levar em conta que ajuda a afundar a legenda que fundou.
Os estrategistas do petismo não tiveram nem a possibilidade de analisar um plano de contingência. Já intuíam que Sérgio Moro converteria em ação penal a denúncia em que a força-tarefa de Curitiba acusou Lula de receber R$ 3,7 milhões em benefícios ilegais da OAS. Mas faltava-lhes material humano para esboçar uma tática alternativa.
Rendido às conveniências de Lula, o PT vê-se compelido a improvisar um Plano B, que consiste basicamente em levar o Plano A às suas últimas (in)consequências: desqualificar a gestão Temer e acusar as autoridades da Lava Jato de conspiração para arrancar Lula da urna eletrônica de 2018.
Como que antevendo o veneno, Sérgio Moro já inoculou o antídoto no despacho em que fez de Lula um réu. Disse não ignorar que, “entre os acusados, encontra-se ex-presidente da República, com o que a propositura da denúncia e o seu recebimento podem dar azo a celeumas de toda a espécie.''
Moro acrescentou: ''Tais celeumas, porém, ocorrem fora do processo. Dentro, o que se espera é observância estrita do devido processo legal, independentemente do cargo outrora ocupado pelo acusado.''
O que o juiz da Lava Jato escreveu, com outras palavras, foi o seguinte: ''Nos autos da Lava Jato, Lula é um cidadão comum. A pose de vítima não tem serventia jurídica. O réu e seus advogados terão de providenciar explicações convincentes, capazes de refutar as acusações da Procuradoria.'' Do contrário, o morubixaba do PT será condenado. Se a condenação for confirmada em segunda instância, Lula será candidato ao xadrez, não ao Planalto.

A validade do depoimento de Pedro Corrêa



Apoiadores de Lula querem pedir a anulação da denúncia do MPF, sob a alegação de que os procuradores utilizaram indevidamente a delação de Pedro Corrêa que ainda não foi homologada por Teori Zavascki.
O Antagonista explica que o risco é zero, pois o depoimento do ex-deputado não faz parte da delação.
Ele se ofereceu espontaneamente para falar e sua defesa concordou que as informações fossem utilizadas na denúncia, independentemente do acordo de colaboração.
Esses rapazes da Lava Jato pensam em tudo.

Moro devolve Bancoop para Justiça de São Paulo



Sérgio Moro, no final do despacho, determinou a devolução para a Justiça de São Paulo da denúncia dos promotores Cassio Conserino e José Carlos Blat, que chegaram a pedir a prisão de Lula em março.
Moro considerou que o MP relacionou equivocadamente o ex-presidente às fraudes na Bancoop e pediu para que qualquer menção a Lula seja suprimida daquela denúncia.
Lula é de Curitiba.

STF diz não a André Vargas


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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (20) negar mais um pedido da defesa para soltar o ex-deputado federal André Vargas, condenado em uma das ações penais da Operação Lava Jato. Vargas está preso desde abril do ano passado no Complexo Médico-Penal em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.
No Supremo, os advogados alegaram que houve ilegalidades na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-deputado paranaense. As informações são da Agência Brasil.

A votação foi por unanimidade. Votaram contra a concessão de liberdade o relator, Teori Zavascki, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Celso de Mello, e o presidente do colegiado, Gilmar Mendes.
Em setembro do ano passado, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal na capital paranaense, condenou Vargas a 14 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Em dezembro de 2014, o mandato de André Vargas foi cassado pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram cassá-lo por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro em obras da Petrobras.
Na mesma sessão, os ministros negaram pedidos para anular a parte da investigações da Operação Lava Jato que envolve os ex-diretores da empreiteira Queiroz Galvão Idelfonso Colares e Othon Zanoide.

MPF não pediu prisão de Lula, diz Moro


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O Ministério Público Federal não pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao denunciá-lo, na semana passada, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso que envolve o tríplex do Guarujá (SP). A informação consta em despacho do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que tornou Lula réu nesta terça-feira. As informações são da Veja.

Desde a apresentação da denúncia pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, havia suspense sobre um eventual pedido de prisão de Lula. Os procuradores da República e o próprio juiz Sérgio Moro se recusaram, seguidas vezes, a comentar sobre as ações cautelares no processo. A VEJA, Moro afirmou em palestra nos Estados Unidos, que não comentaria a questão ao ser abordado com a indagação que mais costuma ouvir nas ruas – quando vai prender Lula?. “Vou ficar devendo essas respostas”, disse o juiz, rindo, antes de encerrar uma entrevista. “Cut, cut, cut (Corta, corta, corta)”, brincou, em inglês.
Mas, no despacho desta terça, Moro revelou o mistério. “Quanto ao pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, não houve renovação do pedido perante este juízo pelo Ministério Público Federal, motivo pelo qual o tenho prejudicado, dispensando exame.”
Lula havia sido denunciado originalmente pelo Ministério Público de São Paulo por falsidade ideológica e ocultação da propriedade (lavagem de dinheiro) do tríplex 164-A no Edifício Solaris, na praia das Astúrias, litoral paulista. Na ocasião, foi solicitada à Justiça de São Paulo a prisão preventiva de Lula.
Os promotores do Ministério Público de São Paulo associavam os crimes ao escândalo da Bancoop [Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo], caso investigado localmente e denunciado pela primeira vez em 2010 – um dos réus é o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop João Vaccari Neto.
A 4ª Vara Criminal de São Paulo, porém, afirmou que havia indícios de que o recebimento de reformas no apartamento estava ligado ao petrolão e declinou da competência para a 13ª Vara Federal de Curitiba, que concentra as apurações em primeira instância. Moro confirmou o entendimento da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira e disse que os promotores paulistas erraram ao relacionar as fraudes da Bancoop ao tríplex reformado pela empreiteira OAS para Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Ela e mais seis pessoas se tornaram réus nesta terça. O magistrado mandou devolver os autos à Justiça de São Paulo.
“Os ilustres promotores de Justiça autores da denúncia relacionaram equivocadamente a concessão do apartamento em questão ao ex-presidente a fraudes no âmbito da Bancoop, o que não está, em princípio, correto, considerando o teor da denúncia ora recebida”, determinou Moro. “Não obstante, os crimes ali narrados, de estelionato contra cooperados da Bancoop são de competência da Justiça Estadual. Então prejudicada, pelo recebimento da presente denúncia, a parte da imputação constante na denúncia formulada na Justiça Estadual relativa ao ex-presidente, deve aquela denúncia ser devolvida e prosseguir perante o Juízo Estadual quanto aos demais crimes.”

Lava Jato precisa parar com exibicionismo, diz Renan


Alvo da Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a fazer críticas ao que entende como “excessos” da operação, acusou a força-tarefa de “exibicionismo” e citou como exemplo a coletiva do procurador Deltan Dallagnol – que apontou o ex-presidente Lula como o “comandante máximo do esquema de corrupção”.
“A Lava Jato precisa acabar com esse exibicionismo, como vimos agora no episódio do ex-presidente Lula e em outros. Isso, ao invés de dar prestígio, retira prestígio do Ministério Público e obriga o Congresso Nacional a pensar numa legislação que proteja garantias individuais e coletivas”, disse o presidente do Senado.
No Congresso tramitam diferentes propostas relacionadas a investigações, como revisão da lei de delações e a nova lei de abuso de autoridade. Renan não chegou a citar nenhum projeto em específico para dar encaminhamento, mas prosseguiu com as críticas à Lava Jato e falou em “mobilização política”.
“É preciso de uma vez por todas investigar e fazer denúncias que tenham começo, meio e fim, que sejam consistentes e não fazer denúncias por mobilização política, porque com isso o País perde e as instituições perdem também”, afirmou.

Caixa 2 

Renan Calheiros negou ter participado de qualquer articulação para a votação doprojeto que anistia o caixa 2, emenda à uma proposta de 2007 que foi colocada em votação na noite desta segunda-feira, na Câmara dos Deputados.
“Eu não fui informado do teor do que conteria essa proposta, sinceramente. Eu não sei de nada, o que se pretende, qual é o texto, se é eficaz, em que momento vai votar. Isso não chegou ainda ao Senado Federal”, afirmou Renan.
Mais cedo, deputados disseram que senadores participaram dos acordos para tentar votar o projeto na noite de ontem na Câmara. De acordo com fontes, Renan teria participado da articulação e, por essa razão, não abriu a sessão do Congresso Nacional, marcada para as 19h. O peemedebista negou e disse que chegou, inclusive, a ir ao plenário da Câmara e apenas não abriu a sessão do Congresso porque os deputados ainda estavam trabalhando.

Reforma política

O presidente do Senado reafirmou sua intenção de votar a PEC 36/2016, que pode diminuir a quantidade de partidos com representação no Congresso, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições municipais, em outubro.
Nessa terça-feira, o plenário completou a quarta das cinco sessões de discussão da PEC, para que ela possa ser votada em primeiro turno. De acordo com Renan, o regimento permite que a última sessão de discussão seja realizada no mesmo dia da votação.
(Com Estadão Conteúdo)

Dupla suspeita de integrar quadrilha que aplicava fraudes imobiliárias é presa em Curitiba


Da Polícia Civil
Foto: Flávia Barros - Banda B
Foto: Flávia Barros – Banda B

Duas pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha envolvida em fraudes imobiliárias e falsificação de documentos, entre eles o chefe do esquema, foram presas durante uma operação desencadeada pela Delegacia de Estelionato (DE) de Curitiba, na manhã desta terça-feira (20).
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Presos foram levados para a Delegacia de Estelionato
Três veículos – produto de fraudes – documentos falsos e diversos objetos utilizados para a confecção dos documentos foram apreendidos pela polícia nas residências dos envolvidos. Está ação faz parte da Operação Impacto, deflagrada pela Secretária de Segurança Pública e Penitenciaria do Paraná (SESP).
Alexandre Langhammer, 41 anos foi preso no bairro Pilarzinho e Cleonice de Lima Wanke, 49 anos, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ele possuía um mandado de prisão preventiva pelos crimes de estelionato, falsidade documental e associação criminosa, já Cleonice foi presa em flagrante.
Na residência de Langhammer, os policiais apreenderam um Fiesta branco e na casa de Cleonice, a equipe encontrou um Fiesta vermelho, uma motocicleta biz, celulares, documentos falsos, talões de cheques, carimbos e entre outros objetos todos produtos oriundos de fraudes.
Os suspeitos já estavam sendo investigados pela polícia há cerca de dois meses. Segundo informações apuradas pela especializada a dupla está envolvida em diversas fraudes imobiliárias, como também em outras modalidades fraudulentas como financiamentos forjados e falsificação de documentos.
De acordo com o delegado-titular da DE, Wallace de Oliveira Brito, um dos golpes praticados pelos suspeitos foi a suposta “venda” de um imóvel utilizando um documento falso. “Sem o conhecimento dos verdadeiros proprietários – que moram fora do Brasil – os criminosos começaram a negociar o apartamento, avaliado em R$ 500 mil situado no bairro Boa Vista, em troca de um veículo de luxo avaliado em R$ 400 mil, dado como forma de pagamento por uma vítima que mora em São Paulo (SP)”, conta Brito.
Investigações constataram também que após o golpe, o suspeito negociou o carro de luxo por outros dois automóveis de luxo, além de uma moto. Um dos carros negociados a quadrilha utilizou como garantia de um empréstimo bancário, em nome de terceiros. As investigações já levantaram pelo menos cinco vítimas em um único negócio (a venda do apartamento do Boa Vista).
Os dois suspeitos permanecem presos e aguardam à disposição da Justiça. As investigações continuam a fim de localizar demais envolvidos no esquema, bem como localizar outras vítimas do bando.
Investigados
Outras duas pessoas participantes da quadrilha já haviam sido presas pela especializada durante o percurso das investigações. Um homem de 46 anos foi preso pela prática de fraudes financeiras com o uso de documentação falsa e uma mulher de 47 anos, apontada como participante do grupo, também havia sido presa, mas após fiança foi liberada. Atualmente, a suspeita teve sua prisão decretada pela Justiça e foi alvo desta operação, porém segue foragida.

Preso há quatro meses, ex-BBB Laércio é interrogado pela Justiça


Da Redação

Preso há quatro meses, o ex-BBB Laércio de Moura está sendo interrogado na Vara de Infrações Penais contra Crianças, Adolescentes e Idosos e Infância e Juventude, na tarde desta terça-feira (20), em Curitiba. De acordo com matéria publicada peloPortal G1-Paraná, ele participa de uma audiência de instrução.
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Reprodução
Laércio foi denunciado à Justiça por estupro de vulnerável, tráfico de drogas e por fornecer produtos cujos componentes podem causar dependência física ou psíquica a crianças ou adolescentes. Ele está detido na Casa de Custódia desde o último dia 15 de abril, quando foi detido pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crime (Nucria). A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) à Justiça no dia 7 de junho.
O crime teria ocorrido em 2012 quando, na época, a menina tinha 13 anos. Atualmente, com 17, ela confirmou o envolvimento com Laércio. O caso segue sendo mantido em sigilo por envolvimento de adolescente.
Após a prisão, a defesa do ex-BBB disse à Banda B que a denúncia é infundada e pode se tratar de uma vingança por parte de um desafeto do ex-BBB. “O Laércio está tranquilo, pois nunca teve contato com a suposta vítima. Iremos tomar todas as medidas cabíveis, mas aparentemente a pessoa que denunciou, citou outra, e pode ser uma retaliação de um desafeto virtual”, disse na ocasião o advogado Ronaldo Manoel Santiago.

O LARANJAL DE LULA FOI DESCOBERTO



Ao analisar a segunda parte da denúncia do MPF, Sérgio Moro ressalta que Lula recebeu o triplex da OAS quando ainda estava na presidência da República.
Segundo ele, todas as provas e depoimentos colhidos confirmam que o imóvel era dele, embora tenha permanecido em nome da empreiteira.
A versão de que Lula e Marisa detinham apenas uma "cota parte" do Solaris e que nunca fizeram opção por qualquer apartamento também caiu por terra. Aliás, o casal deixou de efetuar pagamentos justamente quando a OAS assumiu o empreendimento.
Em seu despacho, Moro fala também da rasura dos termos de adesão, das visitas de Lula e família à cobertura e dos gastos com a reforma e o mobiliário, inclusive da cozinha Kitchens encomendada por Fernando Bittar.
O juiz chega à conclusão de que o modus operandi de Lula no caso do triplex é o mesmo que o do sítio de Atibaia, "consistente na colocação de propriedades em nome de pessoas interpostas para ocultação de patrimônio".

MORO DEFENDE DELTAN E EQUIPE DA LAVA JATO



Em seu despacho, obtido em primeira mão por O Antagonista, Sérgio Moro defendeu a contextualização feita pelo MPF sobre o papel de Lula como chefe do petrolão.
A defesa de Lula disse que Deltan Dallagnol fezpirotecnia ao acusar Lula de comandar a Orcrim, embora não o tenha denunciado por organização criminosa.
"A omissão encontra justificativa plausível, pois este fato está em apuração perante o Egrégio Supremo Tribunal Federal", diz Moro.
O juiz explicou ainda que os fatos referentes a Lula "não foram descritos gratuitamente, sendo necessários para a caracterização das vantagens materiais supostamente concedidas pelo Grupo OAS ao ex-presidente como propinas em crimes de corrupção e não meros presentes."

OKAMOTTO SE INCRIMINOU



Em seu despacho, obtido em primeira mão por O Antagonista, Sérgio Moro ressalta que Paulo Okamotto se incriminou ao tentar obter um habeas corpus preventivo no TRF4.
No pedido, que foi rejeitado, Okamotto disse que "solicitou à OAS que contribuísse com as elevadas despesas de preservação do colossal acervo".
Para Moro, "houve um aparente reconhecimento das premissas fáticas estabelecidas pelo MPF", que relacionou o custeio da armazenagem às propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobrás.
"Consta que, em 22/10/2010, a empresa Granero emitiu orçamento a pedido do acusado Paulo Tarciso Okamoto para armazenagem dos bens pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva, o que foi aceito em 27/12/2010. Apesar disso, o contrato de armazenagem, com valor mensal de R$ 21.536,84, foi celebrado, em 01/01/2011, entre a Construtora OAS e a Granero."
"O real propósito do contrato foi ocultado, pois nele constou que o objeto seria a 'armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda'." 

TAMANHO (DA PROPINA) NÃO É DOCUMENTO



Sérgio Moro deixou claro em seu despacho que só a instrução da ação penal poderá confirmar que as vantagens ilícitas recebidas por Lula tiveram origem em contratos da OAS com a Petrobras.
Ele ressalta que, por ora, é razoável considerar essa relação, uma vez que a maior parte do faturamento do grupo OAS decorria de contratos com a Petrobras.
Moro aproveita para rebater as acusações de que o valor de R$ 3,7 milhões recebido por Lula é "troco", se comparado com as propinas embolsadas por outros políticos e dirigentes da estatal.
"Embora aparentem ser, no presente caso, desproporcionais os valores das vantagens indevidas recebidas pelo ex-presidente com a magnitude do esquema criminoso que vitimou a Petrobrás, esse é um argumento que, por si só, não justificaria a rejeição da denúncia, já que isso não descaracterizaria o ilícito, não importando se a propina imputada alcance o montante de milhares, milhões ou de dezenas de milhões de reais."
E faz uma ressalva: "Oportuno ainda não olvidar que há outras investigações em curso sobre supostas vantagens recebidas pelo ex-presidente."

MORO ACUSA LULA E LAMENTA POR MARISA



No despacho em que recebeu a denúncia do MPF, obtido em primeira mão por O Antagonista, o juiz Sérgio Moro confirma que Lula "seria beneficiário direto das vantagens concedidas pelo Grupo OAS" e "teria conhecimento de sua origem no esquema criminoso que vitimou a Petrobras".
Moro lamenta "a imputação" contra Marisa Letícia, mas diz que "sua contribuição para a aparente ocultação do real proprietário do apartamento é suficiente por ora para justificar o recebimento da denúncia também contra ela".
No caso de Paulo Okamotto, porém, Moro afirma que seria "a pessoa responsável pelo recebimento da vantagem indevida consubstanciada no custeio" do armazenamento dos bens recebidos por Lula quando era presidente.

MORO: "A DENÚNCIA INSERE-SE NO ESQUEMA CRIMINOSO QUE VITIMOU A PETROBRAS"



Em seu despacho, obtido em primeira mão por O Antagonista, Sérgio Moro confirma a denúncia do MPF que mostra Lula como beneficiário de "vantagens indevidas" no "contexto do esquema criminoso que vitimou a Petrobras".
Leiam o trecho do documento:
"Em primeiro lugar, trata-se de imputação de crime de corrupção no qual as vantagens indevidas teriam sido pagas a ex-Presidente da República em decorrência de seu cargo, o que determina a competência da Justiça Federal."
"Em segundo plano, a denúncia insere-se no contexto do esquema criminoso que vitimou a Petrobrás, relacionando o MPF as supostas vantagens concedidas ao ex-Presidente a acertos de propinas em contratos da Petrobrás com o Grupo OAS, entre eles contrato para obras na Refinaria Presidente Getúlio Vargas - REPAR, no Paraná, e para o qual [o esquema criminoso] houve prevenção deste Juízo, já que o primeiro crime investigado nesse aspecto envolvia operação de lavagem consumada em Londrina/PR."

MORO: "PRESENTES INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE"



Em seu despacho, obtido em primeira mão por O Antagonista, o juiz Sérgio Moro declara que estão "presentes indícios suficientes de autoria e materialidade" para receber a denúncia contra Lula, Marisa, Léo Pinheiro, Paulo Okamotto e demais executivos da OAS.

EXCLUSIVO: LULA VIRA RÉU NA LAVA JATO



Lula, finalmente, virou réu na Operação Lava Jato em Curitiba.
Sérgio Moro acaba de aceitar a denúncia do MPF que aponta o ex-presidente como "comandante máximo" do petrolão. Ele e sua mulher, Marisa, responderão por corrupção e lavagem de dinheiro.
O MPF acusa Lula de receber propina de contratos da OAS com a Petrobras na forma de bens e outras benesses, como a reforma do triplex do Guarujá e o pagamento pela armazenagem de itens que recebeu como presidente num depósito da Granero.
Além do casal, também viraram réus Paulo Okamotto, Léo Pinheiro e os executivos Agenor Franklin Medeiros, Paulo Gordilho, Fábio Yonamine e Roberto Moreira.

EXCLUSIVO: ADVOGADO DE LULA SERÁ DENUNCIADO



Os procuradores da Lava Jato vão incluir o advogado Roberto Teixeira na próxima denúncia contra Lula. Para os investigadores, Teixeira forjou a compra do sítio de Atibaia em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, que entraram como laranjas de Lula na operação.
Além disso, a investigação contra o advogado e compadre de Lula não se restringirá ao sítio.
Há diversas operações imobiliárias envolvendo Teixeira que estão na mira do MPF, como a compra pela Odebrecht de um imóvel que serviria de sede para o Instituto Lula, na Vila Clementino. Além do advogado, também participou do negócio o amigão José Carlos Bumlai.

Homem invade apartamento da ex e mata atual namorado dela


Do Portal Extra


Um homem morreu após ser baleado pelo ex-marido de sua namorada, em Belo Horizonte, em Minas Gerais, por volta das 4h da manhã deste domingo. A vítima foi identificada como Guilherme Elias Veisac, de 32 anos. Ele estava na casa da companheira quando o suspeito invadiu o local e os ameaçou, antes de baleá-lo. As informações são da Polícia Militar.
assassinado
Guilherme Veisac morreu em Belo Horizonte – (Foto: Reprodução)
Guilherme e a namorada estavam juntos há cerca de três meses. Neste domingo, ele dormia na casa da mulher, que havia terminado em dezembro do ano passado com o ex-marido, quando o homem, que não aceitava o fim do relacionamento, invadiu o local.
O suspeito é ex-sindico do prédio e teria acesso às chaves da residência da ex-companheira. O homem invadiu o quarto onde o casal estava e ameaçou a companheira. O namorado dela tentou intervir e acabou baleado na região do peito. Em seguida, o suspeito agrediu a ex-mulher, tomou-lhe o celular e a ameaçou de morte caso pedisse ajuda. Depois, ele fugiu da casa.

Corpo de Peninha será velado e cremado na quarta-feira


O percussionista do Barão Vermelho morreu na segunda-feira, 19, vítima de uma hemorragia digestiva. Ele estava internado desde o início de setembro.

Priscila BessaDo EGO, no Rio
Rafael Pizziali e Peninha (Foto: Reprodução/Facebook)Rafael Pizziali e Peninha
(Foto: Reprodução/Facebook)
O corpo de Paulo Humberto Pizziali, o Peninha, será velado na quarta-feira, 21, no Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária da cidade. Após o velório, está previsto que ele seja cremado às 13h, no mesmo local. A informação foi confirmada ao EGO por Frejat. O percussionista do Barão Vermelho morreu aos 66 anos vítima de uma hemorragia digestiva. Ele estava internado no Hospital da Lagoa, na Zona Sul do Rio, desde o início de setembro. Letícia Auler, nora de Peninha, contou que à princípio o músico não apresentou nenhum quadro grave e chegou a ter alta do hospital. "Ele entrou com um problema simples, teve alta, mas depois se sentiu mal e retornou. Só aí teve a hemorragia. Ninguém esperava", esclareceu.
O músico deixa quatro filhos: Paulo, do casamento com a primeira mulher, Eliane Rebelo, Pedro e Rafael, do relacionamento com Ana Tereza Lima Soler, e Lucas, da relação com Andreia Couto.
Rafael Pizziali fez uma homenagem após a morte do pai e trocou sua foto do perfil no Facebook por uma em que aparece segurando a mão de Peninha, ainda no hospital, com a legenda: "Te amo pai!". O ex-baixista do Barão, Rodrigo Santos, também homenageou o amigo no Facebook. Ele postou uma foto de uma camisa do Flamengo com o nome de Peninha e escreveu: "Peninha , vai com Deus irmão... Vamos sentir muitas saudades. Muitas mesmo. Obrigado por ter me dado a honra de conviver com você e ter vivido muitas aventuras juntos durante 25 anos . Esse foi o meu presente de despedida . Um beijo carinhoso, Rod"
EGO NAS REDES SOCIAIS

Post de Rodrigo Santos (Foto: Reprodução/Facebook)Post de Rodrigo Santos (Foto: Reprodução/Facebook)
A notícia da morte foi divulgada pela ex-mulher de Peninha, Ana Tereza Lima Soler, na mesma rede social. "Queridos amigos e familiares, é com pesar que venho comunicar que o pai dos meus filhos, Paulo Humberto Pizziali, mais conhecido como Peninha Percussão, faleceu agora no Hospital da Lagoa. Peço aos meus queridos amigos do Face e de toda a minha vida que orem por ele, cada um na sua fé. Os filhos dele estão muito abalados. Peço que orem por eles também. Obrigada, boa noite", escreveu Ana Tereza. Peninha deixa quatro filhos: Paulo, Pedro, Rafael e Lucas.
Procurado pelo EGO, o cantor Frejat - que é um dos fundadores do Barão Vermelho - lamentou a perda do amigo. "Todos nós estamos muito tristes com o falecimento dele, estávamos juntos acompanhando o processo dele no hospital e torcendo pela sua melhora", disse o cantor.
Peninha (de óculos escuros) com integrantes da banda Barão Vermelho (Foto: Divulgação)Peninha (de óculos escuros) com integrantes da banda Barão Vermelho (Foto: Divulgação)